14 may 2008

14 de Maio."Mãe".Saudades.





































Ò minha mãe
Ando sem ti por estas tuas terras
Não há muito o que possa te contar
Se tivesses aqui tua companhia e não apenas este silencio
Pudesse ao menos ler tuas palavras
Mesmo sem tua companhia pudesse reavivar
Lembranças tuas
E tuas historias

Mas restas de ti apenas esta fina poeira que o tempo assopra
E nem mesmo ao lado tenho quem possa me ajudar a segurar isto que o vento insiste


Assim como caminhei sozinho até seu tumulo
Caminho sozinho por tua terra
Esperando a chuva a qual possa antigas historias me sussurrar ,prendendo teus restos em minhas molhadas mãos

Mas há pouco mais que nada
Apenas forçando os olhos volto ao tempo
Assim como contavas.
Então vejo as montanhas ainda cobertas de arvores
Bosques verdes e o gado branco nas vaus próximo das plantações
Vejo mesmo ate a casa de barro,
O casarão antigo
E a velha senzala que dizias ser mal assombrada


Mas o tempo passa
Cheguei tarde a sua terra
Por pouco perderia ate mesmo lembranças de teus olhos
De teus afagos de mãe e tua voz a ralhar me dizendo :
“Menino...Corre ,faça a vida
Mas não te desvies do bom caminho”

Ò minha mãe
Quanta saudade.
Fostes embora antes, no mês de todas as mães
E sabe a mão que te prometido,
Que faria que a conhecesse um dia?
E ainda hoje não tenho ,Aquela ,ao meu lado
Tentei correr como na canção.Mas só podia andar e tropeçando


Não posso mais que senão reter sonhos
Junto a s suas historias de família camponesa
Grassada pela derrocada ,sob a gloriosa Abolição
Empobreceram...
A descer das altas serras de São Joaquim, ao Arraial dos Milagres
Depois à Capital em que se encerrarias

Mas tu,Senhora defensora da liberdade própria não se lamentavas
Apenas seus queixumes ,sim, dos males, das saudades desta sua terra


E uma nostalgia assim ,estranha ,como esta quando caminho ao lado do Rio, o Paraíba.
As mesmas margens em que tu traçou o recomeço,
E eu ainda em um sonho achei ter começado também a viver a vida

Saído da Capital da qual me vou sem jamais ter encontrado espaço
Aqui abano as mãos ao vazio até onde a vista alcança...
O largo rio sereno e suas águas turbidas
Na praça vejo a minha saudade
Nas terras do passado agora também , tristes
Sem arvores
As poucas crianças
Uma roça desamparada de picos desnudos sob o céu cinza, mas sem chuvas abundantes


Não se enxerga mais a casa
As plantações
Nem restos nos velhos túmulos semi-abandonados
Os anos levaram tudo ,mãe

O minha mãe
Lamento por que Tu repousas agora longe de tua terra ventre
A anos esperastes voltar a seus ancestrais para agora em esquecimento
Longe de tua origem
Tão longe de casa

Assim como lograstes ao teu filho ser igual peregrino
A andarilho pelas terras
Sem encontrar deveras lugar para pousar nestas noites
Por que onde está minha casa?


Sou bisneto de uma fé bastarda
Órfão já velho
Nem mesmo uma vida madrasta para confortar me
Tenho de tocar meu caminho
Sozinho apenas
Guardando estas lembranças
Morrendo com esta saudade de tudo que não vivi antes
A mesma saudade que me arrebata dos sonhos
E fá-me cansado cigano


Geny
Geny
Por onde caminhas agora?
Ainda existes ou apenas açoitas os teus roubando as vagas lembranças?

14 de Maio de 2008.
Armando Aguiar
00:47

8 may 2008

Yom Hazikaron e Yom HaAtzmaut-Israel 60 anos


O dia 4 de Iyar, véspera do Dia da Independência, foi definido pelo Governo de Israel, em 1949, como o Dia de Recordação aos caídos nas batalhas para o estabelecimento do Estado de Israel em sua terra, em sua pátria, na Guerra da Independência e nas que a seguiram.

De acordo com a Lei, na noite do dia 4 de Iyar em Israel todos os locais de entretenimento ficam fechados. As bandeiras são abaixadas em todos os lugares públicos a meio mastro, velas de recordação são acesas em todos os edifícios públicos e sinagogas, as pessoas se reúnem nos cemitérios militares, e são realizados atos de recordação públicos. Desde 5725, o ato de abertura deste dia se realiza no Muro das Lamentações. Na oração da manhã, Shacharit, muitas sinagogas agregam uma oração especial por esta Recordação.Antes do meio-dia, se escuta em todo país um toque de sirene de dois minutos, e todos os habitantes de Israel para suas atividades e permanecem em pé, em silêncio.

Ao término de Yom Hazikaron, iniciam-se as comemorações de Yom HaAtzmaut, o Dia da Independência de Israel.O dia 4 de Iyar recorda para todos os caídos em todas as guerras que Israel teve que suportar com seus vizinhos paises árabes. Sempre em minoria, enfrentando exércitos grandes e numerosos, Israel lutou a Guerra da Independência (1948), do Sinai (1956), dos Seis Dias (1967), de Yom Kipur (1973), Operação Paz na Galiléia (1982), Intifada (1987), Guerra do Golfo (1991), Intifada de Al Aksa (2000-2002) e a Guerra do Líbano (2006).

Moderno Estado de Israel 60 anos de existencia!

Chai am Eretz Yisrael
Hatikva!!!

18 abr 2008

Hagadá de Pessach não para dois.

Nossos pais comeram o pão da aflição a cada dia quando nossos ancestrais estavam como escravos no Egito. Devemos então lembrar como chegamos até aqui ,com as mentes e corpos nutridos pelo pão da aflição.E como ainda hoje grilhoes ainda aferram a tantos.

Hagadá de Pessach
(Pessach não para dois)

Mais uma estrela no céu desponta
Não .não conte a, por que o que teu dedo mostra ,vingará uma berruga.Abaixa.Mas não esqueça.

Lembra as palavras de tua mãe.Ouça as ,só.Contigo.
Apenas guarde as .E ao que o Criador disse,Ata as palavras ao coração e dize-as pela manha.Dize-as tambem ao se levantar, ao caminhares e ao dormires.
Em todos dos dias de tua sórdida vida.Lembra as a ti e ao filho que não tivestes em vida

Hoje é o dia.O dia que aquele que nos cria
E edificou o mundo.E descansou nele

Shabath de Pessach.Segue ,povo, a eras peregrino.
Outros mais encontraram sua casa.
Onde estará a nossa Terra Prometida?

Deixa .Deixa a poeira abaixar
Passarão se os anos
E Por que daqui a pouco toda força nos consome

Deixa. Acenda a vela antes que escureça
Para que nossos filhinhos não temam a noite
E á porta não adentre o mal anjo

Vira o defunto para o canto
Entorne as vasilhas
Feche os olhos
E apenas espere

Um dia para todos nos virá o descanso.
E não teremos mais benzas sobre nossas cabeças
Senão apenas memória da bênção que nossos ancestrais faziam

Não teremos sobre nós aspergido ao vazio
O óleo de nosso sacrifício
Um dia
Nesta terra ou qualquer outra
Estará mais próxima de nosso horizonte
Jerusalém,aqui ou onde
Aonde estará a destra do Soberano

Deixa.Não há para ti lugar naquela ceia
Deixa.Vaga te sozinho ,marrano
Deita.
Deita.
Olha as estrelas .A terceira estrela desponta

Como nos primeiros sinais de uma procura
por primavera após um longo e escuro ,um infindável inverno.É hoje o dia.
Comemoraremos nós as escondidas
Enquanto fecharemos as portas temendo que nos caluniem de sangue

Neste ano não teremos uma vez mais o cálice e a botija cheios ,mas aqui tão pouco, toma
Toma este pedaço de pão seco
Não neste há qualquer levedura
Erga- o aos céus para que este o abençoe.Salgue com o labor de teu corpo

Veja.Na falta do vinho esta cachaça
O nosso rústico vinho da cana

Então,brindamos
Junto a nossos solitários convidados
Fecharemos as portas e sob vigília

Em nossa sobriedade ergamos o pão
E em nossa solidão de peregrinos lembremos de velhas historias
e nossos antigos nomes
Assim como um dia chamadas serão nossas almas de nosso longo exílio

Nesta terra a qual pertencemos
Ainda somos nós também outros peregrinos
E nossas frestas e janelas são vigiadas a cada momento

Nós mesmos pouco acreditamo-nos e nos conhecemos tao pouco,
Apenas temos a mácula no sangue
Nós irmãos:
Brancos, mais claros ,mais mulatos
Não meramente na tez ,ou narizes , costumes ou nossos sobrenomes
Somos tão iguais
E tão dessemelhantes

Vinde.
E fecha a porta
Eis que a noiva se aproxima neste ocaso
Eis que subirá então a alva e a noiva, virá ladeada dos anjos.

Vinde,peregrino.Descansa,vinde conosco á fogueira ,deste frio.Um dia ,se não a teu corpo, mas a tua alma convidarão te a ceia.

Hoje, depois ,não mais apenas.
Mas um dia encontraremos descanso.E virá nos assim a esperança.

Yerushalaym
En Leste-Oeste
tan cerca, tan leja en nuestro soño.

2 abr 2008

Judeus em Africa parte I

As historias da galut prosseguem.Neste capitulo um pequeno artigo a respeito da presença judaica em Africa e de modo 'pouco' convencional.

vejam artigo na integra em http://moishe-hess.blogspot.com/

Mais e mais tribos do continente africano, declaram: "Somos judeus". Polemico?Ou o judaismo esta dentro dos que aceitam no de coraçao aberto e praticam a fé judaica?Os lamba na África do Sul, os ibo da Nigéria, os tutsi do Borundi dizem que são judeus. Eles seguem as prescrições da religião judaica e novas sinagogas de palha e barro, aparecem em muitos povoados africanos.O Estado de Israel os desconhece, mas dos Estados Unidos já foi enviado um Juizado Especial para convertê-los ao judaísmo. O chefe da comunidade judaica de Uganda, viajou a Jerusalém para estudar e receber o título de rabino

Na Nigeria, existem cerca de 9 pequenas comunidades, todas que não apenas praticam o judaismo,mas em suas vidas simples, resistem a islamização e aos missionarios cristãos com suas ajudas humanitarias...

Muitos judeus americanos se emocionam ao ouvir falar destes judeus extraviados e estão dispostos a ajudá-los. Alguns outros apenas olham com estranheza e ressabiados por pensar que os que dizem se judeus, sejam aqui como na questao dos marranos ou em rincoes de Africa, desejam apenas é o direito de aliyá.

De qualquer modo, a anos a propria historiografia e setores da comunidade judaica tem se aberto a ao menos escutar estas historias e a criticar ate mesmo quanto ao conservadorismo cultural da comunidade.Caso brasileiro o jornalista Henrique Veltman anos atras em viagem para descrever a historia dos descendentes de judeus na regiao amazonica,na serie "Os hebraicos da Amazonia", assunto que trataremos em artigo posterior,bem senão via comunidade, ao menos via a academia. Vide os estudos uspianos da historiadora judia Anita Novinsky a respeito dos marranos .Segundo ela, e com provas em pesquisas, o Brasil é o pais em que há mais descendentes de judeus direta ou indiretamente...Sao milhares ,muito além dos apenas 120 mil que perfazem a comunidade oficial.E destes ligaçoes nao apenas culturais ,mas religiosas, com maior ou menor grau de assimilacionismo

25 mar 2008

Improvisos liricos

Sobre um improviso lirico

I

Ainda espero o amor
como no ringue o lutador caído espera o salão vazio
primeiro vive-se e espera
depois vive-se e nao se espera , não se pensa em mais nada

não me digam a mim
com o tempo apenas se consegue
chegar aos degraus da frente.

é difícil
é cada vez mais difícil entrar em casa
não discuto o que fizeram de nós estes anos
a verdade é de outra importância
mas em breve anuncio que me despeço
à procura de um país de árvores
e ainda se me deixo ficar um pouco além do razoável ,não ouvem.

O amor é como um cordeiro
O amor é como um cordeiro que grita abraçado à esta canção
e logo estará morto
e não se importarao co'sua ausencia

II

Pienso camino largamente mi vida
Mi vida antes ,mi áspera vida
Ahogando lamentos moliendo esperanzas
Pensando enredando sombras en la profunda soledad
También por qué tu estas lejos
!ah! ¡mas no lejos que nadie!
Yo pensando como un pájaro
A volar libre por este espacio ahí
Ah!tonterias!!Haces em hablarme todos
Hoy yo digo:
Vienes
En la noche
Y no se tardes
El grito frente al mar
Entre las piedras
corriendo libre
Loco, la furia triste, el grito, la soledad
sob la lluvia e solitud
estirado hacia el cielo
Y la herida latejante y mi corazon quebrantado...
Entonces…
Donde estabas antes tu?
Donde?
Más lejos como antes.
O como aquí en este momento?
Viene
Mira mi em mis ojos!
Por que a floresta asi arde em chamas
Arde
Llamea y se hace desierto
Queman las árboles qui se derruban y crepitan
y estoy a poco partindo sen tener la vida!
Viene
Espero su voz bella y tímida
Se no tengo sua presencia
puedo escribir los versos mas tristes esta noche
Y en esta mañana
o en todos los dias qué restame y hacem me llegar ao abismo
III

é bom ter amigo!
Ter alguém em quem confiar,
alguém que convive comigo
ouve as queixas, as saudades,
alguém que eu ajudo e pode me ajudar.
Com ele passo momentos difíceis,
mas também momentos alegres.
Felizes em vermos que vencemos
e tristes quando vencidos.
Apesar de ser o homem a única criatura
a conviver com sua vítima antes de matá-la,
com amizade, adquire uma tal armadura
que sua vida defende ao invés de tirá-la.
IV-
Por que sempre no passado aquela tua alegria?
sempre no presente aquela sua duvida?
E sempre no futuro aquele pânico.
E assim sempre no meu peito aquela agonia
E ao saber de você assim
sempre no meu peito
aquele tédio
aquele aceno
esta tristeza
e sempre assim nos meus lábios a secura
É sempre no não aquele trauma.
sempre no meu amor a noite rompe.
sempre dentro de nós nossos inimigos.
se sempre a cada ano apenas mais um ano perdido
se a cada tempo só mais uma espera
e não há mais razão para insistir nesta demora
por que sempre no meu sempre a mesma ausência.
e sempre no meu sono aquela ilusão
sempre no meu pesadelo aquela solidão
sempre no meu dia dia aquela guerra.
É sempre no meu trato o amplo destrato.
Sempre no mesmo engano outro retrato.
E quando encontro,um desencontro
Pois não há o desejo de me encontrarem
E sempre assim esta angustia
E sempre assim esta solidão
Assim sempre este sonho
Sempre assim agora que encontrei mas não posso fazer nada
por que sempre nos meus saltos ,o limite.
Por que chegou o tempo em que não há mais razão para a insistência
Pouco há para a vida
E viver pouco vale a pena pata ter vida
Neste sempre assim o meu grito mudo
A um clamor tão surdo
A cada desejo o silencio
E cada tudo o nada como resposta...

Devesse então cair num abismo e cerrar todos os sonhos.

15 feb 2008

GAZA 2008 -artigo para o Moishe Hess

Impossivel ficar calado quanto aos ultimos acontecimentos.Muito da midia dita alternativa, leia se a midia de esquerda , revistas que leio, que nós lemos ,nós da esquerda , como a Carta Capital, Caros Amigos, jornal da CUT, E que convenhamos, parecem inumeras vezes não pensar que em Israel não há um setor de autocritica contundente e que diariamente trava batalhas contra setores mais conservadores, leia se , de direitas ,quanto a qualquer acordo de paz e os constantes ataques a cidades israelenses situadas na fronteira com Gaza e Libano.

Israel deixou o Libano, deixou Gaza,mas ha uma decada os ataques ,antes ou depois do desengajamento de Gaza continuam.Claro que qualquer represalia será tida como atos em força desmedida , de um exercito contra ...um exercito invisivel que se esconde por dentrás de instalaçoes civis .Este texto estou dando uma endireitada..estava escrito e acabei por conserta-lo para o grupo de discussão ...mas talvez as informaçoes sirvam ao menos por ser um texto em português...Na verdade é uma resposta ao que ando lendo por aqui e assistindo na tv. Aqui no Brasil...imagine como deve estar a situação em Gaza , com as açoes do Exercito israelense...Mas cabe a reflexão quanto aos ultimos acontecimentos e o tom que a midia internacional concede à questão.E sobretudo do ponto de vista estrategico ,mas imprescindivelmente humanitario!!!

(...)Do ponto de vista histórico, não pode haver solução para o problema de Gaza enquanto o horizonte não mostrar pelo menos o mínimo de esperança para essa gente desesperada.Então, o que podemos fazer agora?Podemos e devemos chegar a um cessar-fogo com o Hamas em Gaza

11 feb 2008

Casimiro (algum verso)

As ruas estão secas
A poeira agora da lama
Casimiro

Passou um turbilhão em nossas vidas
Abraçando recém chegados
Anfitriã após o veranico
Os foguetes estouravam
E a festa na praça
Da noite, tornou o silencio cotidiano
Em linha reta o rio não quis tomar a curva

As ruas estão secas
Os restos
As casinhas
As telhas
Úmidas
Como as pálpebras dos órfãos
Dos velhos que viram a vida levar tudo
Guiados pela inesperada onda

Casimiro
E as frondosas árvores próximo da capela
Caíram cansadas juntos ao ídolo
Nos pastos vergados pela chuva
O boi manso segue no que resta de capina
Poderia ter acontecido em qualquer lugar comum
Poderia ter acontecido
Em algum lugar ,o dos esquecidos
Aconteceu em Casimiro

Existiu lugar algum para ser feliz no mundo
Se na Galut, exilio,permaneces e apenas consigo?

Dei-me inteiro.
Os outros fazem o mundo (ou crêem que fazem).
Eu sento-me na cancela, sem nada de meu

Veio a chuva a terra a agua levou
meu chao meu canto de esperança
minha montanha que desmoronou

Sem conquistar um mundo
Sem um lugar que desegoisticamente não quero que seja só meu
E assim tenho um sorriso triste e uma gota
de ternura branda no olhar.

Esperei, esperei.
Dei-me inteiro.
Casimiro

Não ,apenas um coração recusado que sobra -me agora
em meio a este mato alquebrado
Junto as vísceras e um corpo.
Com isso vou desejando morrer por que a tempos ja estou indo aos poucos .


Armando Aguiar

7 ene 2008

Os Beta Israel e luta pela inclusão em Eretz Israel


imagens da operação Salomão

Em um pais de extensao territorial limitada, quase 70% de suas terras compreendendo desertos ,tem sido miraculoso e herculeo o esforço para a absorçao tambem de imigrantes , judeus da diaspora ,levas que nos ultimos 15 anos tem causado grande impacto na sociedade israelense.Israel tem primado em receber imigrantes das mais variadas partes do mundo. Em uma sociedade plural e que congrega judeus de todos quadrantes do planeta,a pequena pátria cosmopolita e ETERNA ERETZ ISRAEL( Chai am Israel),dentre seus habitantes judeus de origem mizrahi,sefarad, asquenazita ,falashim,coraichita e sabra ;além de arabes cristaos ,drusos e muçulmanos; circassianos, estima- se que haja hoje cerca de 250 mil estrangeiros não judeus em trabalho temporario em Israel.

Neste caleidoscopio humano as vezes noticias exoticas ou simplesmente ruins nos saltam aos olhos. Ha alguns meses fora a de neonazistas de origem russa (vindos da leva de 'judeus russos',hoje cerca de 1 milhao em Israel entre judeus pela halaká ou pela lei de direito de Retorno) aprontando em ruas de Jaffo e suburbios de Tel Aviv .Embora outras como o processo de cotas para a admissao de cidadaos arabes ,esforço para a educaçao e inclusao de drusos e beduinos, pouco é valorizado na midia. Sabemos que em Israel não funciona uma democracia perfeita,mas ativistas e a forte autocritica israelense tem se esforçado em prol disto. Desta recentemente em matéria publicada no jornal israelense Haaretz ,uma denuncia a discriminação racial que atinge estudantes judias negras, vindas da Etiópia, em colégio primário na cidade de Petach Tikva, para onde foram enviados a maioria dos que emigraram do país africano para Israel. Cabe salientar aqui que a absorçao em massa ao pais o foi a duras penas, uma vez que o pais obrigou-se a criar estruturar para a alocaçao de milhares de imigrantes em curto periodo de tempo.

O colégio, Escola Elementar Lamerchav, de orientação religiosa, aceitou receber quatro estudantes etíopes. Oitenta crianças em idade escolar não conseguiram matrícola para este ano letivo na mesma cidade. As crianças que foram recebidas, estão tendo aulas em salas separadas, têm recreio em horário separado e a diretoria da escola alugou um carro para levá-las para casa, longe das demais que viajam em um ônibus escolar.

"Eles sempre souberam, e nós sempre acreditamos, que nós somos um único povo", afirmou Shula Hula, que estuda na Universidade Hebraica, em Jerusalém. "Agora provaram que estão mentindo". As crianças etíopes estão também sendo manipuladas pelas diretorias das escolas. As 'seculares' dizem que não podem inscrevê-las porque ainda não foram convertidas ao judaísmo pelo rabinato (os etíopes que mantiveram tradições hebréias com uma liturgia diferente das demais correntes judaicas, são considerados "não inteiramente judeus" pelo stablishment rabí-nico de Israel). As religiosas, onde as crianças deveriam tomar aulas para se prepararem para a conversão, tampouco querem recebê-las, alegando que os pais das demais crianças (não negras) se afastariam das mesmas escolas que recebessem os etíopes.

"O Ministério da Educação abandonou os filhos de imigrantes da Etiópia. Todos os cidadãos merecem receber educação igual", afirmou Abraham Nagosa, líder da comunidade dos etíopes em Petach Tikva. O Banco de Israel liberou um informe onde se diz que os trabalhadores de origem etíope ganham, em média, metade dos salários da média dos trabalhadores do país. 52% das famílias dos etíopes são pobres. A maioria de seus integrantes em idade de trabalhar está desempregada. A comunidade etíope, que está em 1,4% da população, contribui com mais de 16% do total de israelenses abaixo da linha de pobreza.

O informe do Banco de Israel sugere uma forma original de enfrentar a discriminação: escolas que recebessem etíopes receberiam fundos extras! Nisto o ex-presidente Moshe Katsav – afastado por escândalos de corrupção e de assédio sexual – declarou, pouco antes de se afastar: "Israel talvez tenha errado em trazer os judeus da Etiópia para cá".Em tom de desabafo

Os judeus etíopes , ou chamados falashas constituem uma minoria em Israel, antes de comentarmos esse fato, é interessante conhecermos um pouco da fantástica história sobre os falashas, publicado na revista Morashá, escrito por Asher Naim.
Os 'Beta Israel'. Casa de Israel como se proclamam

Por quase 3.000 anos, os judeus negros da Etiópia, conhecidos como falashas(tom de diferenciaçao dado a estes pela populaçao etiope) e que se auto-denominam Beta Israel mantiveram sua fé e identidade lutando contra a fome, a seca e as guerras tribais. Acredita-se que eles faziam parte de uma das dez tribos perdidas, e houve grande mitificaçao quanto a seus ancestrais remontarem ao rei Shlomo e à rainha de Sheba (Sabá).Segundo historiadores a presença destes no planalto etiope ja conta bem antes disto.

Em maio de 1991, os falashas protagonizaram um êxodo milagroso. Com a Etiópia envolvida em profunda e brutal guerra civil, 14.200 membros dessa comunidade foram transportados de avião para Jerusalém pelas Forças de Defesa de Israel. A operação durou 25 horas.



O herói que idealizou e organizou o incrível resgate foi o então embaixador de Israel na Etiópia, Asher Naim. A epopéia foi narrada no livro Saving the lost tribe, lançado este ano, no qual Naim relata com humor e conhecimento de causa a ação que se tornou conhecida como Operação Salomão.

No outono de 1990, quando foi nomeado pelo governo israelense para o cargo de embaixador em Adis Abeba, sua identificação com os judeus etíopes foi imediata. Ele queria dar continuidade à chamada Operação Moisés, implantada em 1985 pelo serviço secreto israelense, o Mossad, em conjunto com a agência norte-americana CIA que, durante três anos, tentou tirar do país 14 mil falashas através do Sudão, levando-os de barco para Israel. O sucesso daquela operação foi relativo, pois na época, só oito mil pessoas conseguiram fugir; o restante adoeceu na viagem e muitos voltaram à Etiópia. Muitas famílias foram, assim, separadas.


História dos falashas

Em 1860, missionários britânicos que viajavam pela Etiópia foram os primeiros ocidentais a encontrar a tribo dos falashas, ficando surpresos ao ver as faces queimadas com traços semitas e que praticavam o judaísmo. Os membros dessa comunidade observavam o Shabat, mantinham rígidas leis rituais da forma como eram descritas na Torá. Pouco tempo depois, o estudioso judeu Joseph Halevy decidiu conhecê-los pessoalmente. Seria possível que esses judeus fossem parte de uma das tribos de Israel, perdidas há muito, foragidas do Primeiro ou Segundo Templo? Halevy foi recebido com curiosidade e desconfiança pelos nativos, que lhe perguntavam: O senhor, judeu? Como pode ser judeu? O senhor é branco!

Mas quando Halevy mencionou a palavra Jerusalém, todos se convenceram. Os falashas haviam sido separados de outros judeus por milhares de anos. Nenhum deles jamais saíra de seu vilarejo. No entanto, todos acalentavam um grande sonho, vindo de gerações passadas: voltar para Jerusalém. Os judeus da Etiópia sofriam as mesmas discriminações que os demais, na diáspora.

No início de 1970, havia um grupo organizado dos Beta-Israel que queria emigrar para Israel, apesar de seus membros ainda não serem considerados judeus, não tendo, portanto, direito a fazer aliá. Uma centena de falashas já vivia em Israel, onde começou um movimento liderado por um iemenita judeu nascido na Etiópia, Ovadia de Tzahala, que fizera aliá em 1930 e que tinha parentes entre os falashas. Por isso, pressionava- os a emigrar para Israel.

Operação Salomão

Em 1990, enquanto as forças rebeldes avançavam contra o ditador etíope Mengistu Haile Mariam (o açougueiro de Adis), foi ficando claro que os falashas seriam exterminados, a não ser que con-seguissem deixar o país. Asher Naim, excelente mediador, trabalhou em vários campos simultaneamente. Negociava com Mengistu, coordenava logística e estratégias com os militares israelenses e arrecadava doações, freneticamente, através de contatos nos Estados Unidos.

No dia 23 de maio de 1991, decidiu que havia chegado a hora de convocar a Força Aérea Israelense: a Ope-ração Salomão devia come-çar imediatamente. O ditador Mengistu aceitara as con-dições, mediante pagamento em espécie e impondo segredo absoluto.

Diante da embaixada israelense, milhares de falashas se acotovelavam, prontos para partir. Os primeiros aviões israelenses aterrissaram no aeroporto de Adis Abeba e uma equipe de comandantes muito bem preparados se posicionou para proteger a missão a qualquer custo.

No total, 14.200 emigrantes foram levados da cidade para o aeroporto Ben-Gurion, em Tel Aviv. Trinta e cinco aviões militares e civis fizeram 41 vôos. Em um dado momento, havia 28 aviões no ar. Um dos Jumbos, que normalmente poderia levar 500 passageiros, transportou de uma só vez 1.087 pessoas, num feito anotado no livro de recordes Guinness.

Para Asher Naim, o resgate dos judeus etíopes foi de importância vital. Ele queria liberar seus irmãos de um ditador tirano e assim assegurar a sobrevivência dessa tribo. Ajudando os falashas a voltar para Jerusalém, Naim chegou a um novo e profundo entendimento do verdadeiro significado de fé, de identidade e da luta para superar as adversidades. No seu livro, cita uma frase de Bernard Raskas: D'us não quer que façamos coisas extraordinárias. Ele quer que façamos coisas ordinárias, de forma extraordinária…

Em Israel, a adaptação dos imigrantes tem sido bastante difícil. A maioria era muito jovem e sem cultura nenhuma, sofrendo rejeição por causa de sua cor. Vários programas de institutos americanos e judaicos têm desenvolvido projetos especiais de educação intensiva para as crianças, como por exemplo, a escola Beth Zipora, no sul de Israel. O programa foi implantado por Elie Wiesel e ministra cursos de inglês e computação. O sonho dos judeus etíopes é formar líderes, médicos, engenheiros e até generais. O governo israelense tem feito campanhas para angariar fundos para sua absorção e sobrevivência, a fim de não deixá-los voltar ao mesmo ciclo de empobrecimento, amargura e desespero de seu passado na África.

Como vimos, os judeus da Etiópia são tão judeus quantos askenazitas,mizrahis ou sefaradis . Não podemos conceber, que após o reconhecimento da condição judaica dos judeus Etíopes por parte de Israel, parte velada de uma minoria judaica , os tratem de forma diferenciada. Aliás, Israel foi o único país que retirou negros da África para lhes dar a vida, conforto, estudo, trabalho e dignidade. Não há nenhum povo no mundo que tenha experimentado e vivenciado os horrores da discriminação racial, como o povo judeu, portanto, isso é abominável, e deve ser combatido com rigor; aliás não só em relação aos falashas, mas também em relação aos palestinos. Até porque aos olhos de D-us todos são iguais.

Não há racialismo em nosso lar!
Chai am Israel.Um só povo, um só coração.
Um só D-us. B'H.
Quanto ao assunto ,tem-se em língua inglesa uma bibliografia bem acessível sobre. Revistas Conceituadas pela comunidade judaica ,como a Morasha é muitas das falas em defesa ou exposição da questão, advém deste referido material,pois infelizmente aqui no Brasil dispomos de quase nenhum texto,material sobre,daí ate mesmo eu pensar e trabalhar naquele artigo que no blog postei somente uma síntese, parte de pesquisas pessoais que realizo sobre judeus e judaizantes no continente africano.
Vejam os links sobre os Falash Mura...artigos de jornais israelenses como o Jerusalém Post e Haaretz,por exemplo.

http://www.encyclopedia.com/doc/1E1-Falashas.html
e
http://www.jewishencyclopedia.com/view.jsp?letter=F&artid=13

Ha um filme sobre a questão,baseado em fatos reais.Mas não serve como documentário.Apenas serve como dramatização.Se chama , em titulo em português, "um herói do nosso tempo", o qual aborda a historia de um menino etíope cristão, que se disfarça de judeu para poder imigrar para Israel.Ele é adotado por uma família judia de origem francesa e assim a historia se desenrola

1 ene 2008

Barros Bastos -marranismo e judaismo no caso Dreiffus português

Capitão Barros Bastos e os judeus em Portugal -Caso Dreiffus português
e outsider da causa marrana no século XX

Interessantemente alguns veiculos de comunicaçao do ishuv tem dado alguma nota a historia desta figura emblematica do do Capitão Barros Basto,Arthur Carlos de BARROS BASTO, para muitos um desconhecido, ele é uma espécie de Caso Dreyfus lusitano,uma historia que merece ser divulgada. Embora não possamos aqui fazer comparaçoes quanto a importancia dos casos, a questão em que Barros Bastos insere-se tem sua singularidade e similitudade primeiro por que ele era um tambem um herói do exército ,aqui o português , e que ao descobrir sua ascendência judaica resolveu retornar à fé ancestral em um processo que marcaria a Historia portuguesa por abrir as portas para os estudos sobre o marranismo em pleno séc XX. Sendo um homem de fé inabalável“Adonai li velo irá” (Tenho D-us comigo, por isso não temerei”)foi sepultado, segundo o seu desejo, com a sua farda de valoroso capitão, e suas medalhas e condecorações obtidas numa brilhante carreira de militar, na implantação da República em 1910, e nas batalhas da Flandres.

Em Portugal, ainda nos dias de hoje e mesmo no Brasil tanto dentro ou fora da Comunidade judaica ainda existem tabus que Barros Bastos enfrentou no inicio do século XXE Isso ,cabe frisar mais uma vez ,por volta dos anos 30 do século passado, em pleno Estado Novo em um país dominado pela intolerância religiosa e pela tentaiva lusa do cientificismo. E que de uma hora para outra centenas de pessoas resolveram sair de seus esconderijos e assumir publicamente seu judaísmo ou simplesmente tendo coragem de dizerem se de origem judaica em varias regioes lusas como a nortenha e de Tras- os- montes. E como hoje em Portugal algo que nos arremete a existencia de judeus como nomes logicamente portugueses,como Moreira, Almeida, Mendes, Affonso,Mello,Vasco, ...outros nem tão incomuns como Melamed,Medina,Benayoum ou aportuguesados do hebraico como Sekher,Anidjar,Azoulay,Fourtune,Choucroum,...mas que a primeira vista pareceriam apenas um conto da carochinha ou exotismo.

Voltando ao Capitao Barros Bastos, alem da fronteira do atavismo e o do não proselitismo, ,apos sua conversão (ou retorno ,como se referia)enfrentou a Igreja e o governo que não gostaram da história e forjaram um processo contra Barros Basto, e dentre inumeras acusações ,como de sedição e homossexualismo,acabou expulso apos execlação moral, do exército português pelo simples fato de sua descoberta. Barros Basto foi um verdadeiro apóstolo dos Marranos, aos quais dedicou a sua vida e padeceu por eles, morrendo na desgraça, quando todos à sua volta estavam convencidos de que a sua Obra tinha sido vencida pelos duros golpes infligidos pelos seus inimigos, de fora e de dentro.

Mas Barros Basto não era um Marrano a stricto senso, porque esse termo designa o judeu forçado a converter-se ao cristianismo, cuja família continuou a praticar a religião dos seus pais, em segredo, consciente do perigo de morte em que incorria.Barros Basto era descendente desses judeus convertidos pela força – revelou-lhe muito em segredo, seu avô, na biblioteca da casa em Amarante, quando ele tinha apenas 8 anos. Era um segredo que, em cada geração, só um membro da família Barros Basto guardava. E o avô, antes de morrer, escolheu Arthur, e não o pai deste, para depositário desse segredo.A família não guardava qualquer preceito judaico, e, pelo contrário, sua extremosa mãe era católica muito praticante, que o levava à Igreja, e tinha grande desgosto pela aversão que a criança demonstrava, sem saber porquê, aos círios e às procissões.

Da existência de judeus em Portugal só soube em 1904, quando leu num jornal que havia sido inaugurada uma sinagoga em Lisboa.Foi nessa sinagoga que ele tentou ser admitido, quando, anos mais tarde, o exército o mandou frequentar um curso na Escola Politécnica, em Lisboa.Mas os dirigentes da sinagoga dissuadiram-no. Não só porque o judaísmo é adverso a aceitar prosélitos, como porque os judeus de Lisboa se sentiam ainda apenas “tolerados” e temiam ser acusados de missionarismo.Assim o jovem oficial português não foi às cegas para o judaísmo. Pelos seus próprios meios, como autodidata, ele estudou profundamente e comparou as principais religiões: além do Judaísmo, o Cristianismo, o Islão, e as doutrinas teosóficas de Madame Blavatsky e de Steiner.Vendo baldados todos os seus esforços para ser aceite pelos judeus, aos quais, segundo a revelação de seu avô, ele pertencia, Barros Basto entendeu que, para ser um homem digno não era necessário ser admitido na sinagoga,mas fez valer o esforço de sua origem que até então era objeto de obscurantismo pela familia neste Portugal catolico e que a séculos se esforçara em apagar suas origens impuras.

Cabe tentar compreender aqui um Portugal que no desenlace dos séc XIX e XX rivalizava a colonizaçao da Africa com potencias europeias nas ciencias e estudos antropologicos e que atraves de Barros Bastos ganhava o problema de sua origem 'impura' judaica.Portugal queria firmar se como nação homeogenea e atraves de um renomado capitão obtinha a ingloria de admitir que o sonho luso teria de admitir velhas diferenças .

Um exemplo de sua luta é a Sinagoga Kadorie, do Porto, por Barros Bastos erigida,e que é um magnífico prédio que abriga a coletividade judaica local. A comunidade israelita portuguesa iniciou uma mobilização para a revisão do seu caso. A campanha foi lançada há poucos dias e recebeu um número impressionante de adesões. É preciso que a coletividade judaico-brasileira tome conhecimento desse fato e possa participar assinando a petição on-line cujo link segue abaixo.

http://www.petitiononline.com/benrosh/petition.html

*em breve adentraremos mais a questão acerca do Marranismo no Brasil e em Portugal.


Revisionista carioca de um parlamentar do DEMOCRATAS(antigo PFL e ARENA na Ditadura)

Aqui um exemplo da Camara Carioca :Há alguns dias o Jornal da Comunidade Judaica ,o ALEF, divulgou que o vereador Wilson Leite Passos-DEMOCRATAS(PFL) RJ havia colocado em dúvida a existência o Holocausto no plenário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro .(mas para quem assistiu na Tv Camara RJ vai compreender o quanto da empolgaçao deste sinhô ao dizer as palavras ...era burlesco,com dantesca eloquencia de um biltre moralista)

Cabe lembrar que o mesmo Sr Wilson Leite Passos sempre esta presente com seus discursos moralistas, com tendencias homofobicas e elitistas...O 'sinhôzinho cre perfeitamente que deve existir os que comandam e os que são comandados...Devemos atenção a este tipo de individuos que em seus discursos inviesados vão contra direitos e respeito de minorias não só a judaica.É o tipo de gente que na Camara Municipal ou nas Instancias Estadual e Federal prega uso de caveirao em favelas,remoçao de favelas sem discutir falta de politica de habitaçao e transportes para os menos abastados, gente que prega maioridade penal aos 16 anos(por que entao nao aos 12, 10,8 então?)sem pensar na falencia do sistema que pune apenas os mais pobres e não o peculato ,a industria de habeas corpus e o colarinho branco...Mas agora não dá para esconder seu ultimo feito...Mas SR Wilson Leite não é o problema.Problemas piores são os que usam a argucia em atos e palavras...E convencem sem explicitar as vias de fato!!!

Direito de divergir?Alguns disseram que sim,para colocar panos quentes!Mas e quanto a veemencia do mesmo perante a plenaria exibida em TV!Era explicita...Abaixo, a íntegra do pronunciamento do parlamentar .

“Não se pode impor às nossas crianças que aceitem como algo consagrado este ou àquele assunto que ainda está sendo debatido e discutido. Não faço esta manifestação como uma posição de agravo aqueles que procuram fazer do chamado Holocausto um assunto de grande importância para o conhecimento da sociedade. É apenas para impedir que as nossas crianças sejam obrigadas a aceitar como fato consagrado a existência do Holocausto quando ainda existem dúvidas e discussões variadas em todo o mundo”. do Sr.Wilson Passos DEMOCRATAS RJ

Vamos lembrar das palavras de uma amiga quanto aos estudos de pesquisa genetica realizados pela PUC RS em meninos com disturbios e problemas de sociabilidade(crianças de rua,...) O absurdo estudo e seu viés nos arremete ao estudo cientifico -segregacionista...é a colocaçao em foco o progresso e adaptação,não obstante seleçao, da espécie,para reforçar estereotipos e preconceitos!!!E pesquisa para violentar o respeito a população mais pobre e negra mais discriminada e vitimas da injustiça social tem percentual maior que o de brancos ,nas ruas do Sul e de qualquer canto do pais.

Racismo velado e academicista!!!A Alemanha tambem fez isto com so judeus e ciganos na II Guerra!

De olhos abertos!Manifestem-se!

23 nov 2007

Dia da Consciencia Negra e a Comunidade Judaica

http://nucleoptpuc-rio.blogspot.com/
http://vidastrilhasurbanas.blogspot.com/

O Brasil é um país marcado por desigualdades. Temos uma das piores distribuições de renda do planeta, um fosso separa a qualidade de vida das diversas regiões brasileiras, a diferença de salários entre homens e mulheres, para funções iguais, simboliza uma clara discriminação de gênero. Preconceitos de todos os tipos acentuam rachaduras sociais e consolidam estereótipos.Os muros ainda não ruiram.

20 de Novembro dia da Consciência Negra. Em várias partes do Brasil, grupos de diferentes tendências dentro da comunidade negra debateram a situação e as perspectivas da luta contra a discriminação racial. Nenhum de nós deve ignorar a dimensão deste problema em nosso país, que inúmeras estatísticas denunciam. A mais recente, produzida pelos pesquisadores Marcelo Paixão e Luiz Carvano, da UFRJ, mostra que, de 1999 a 2005, a taxa de assassinatos por 100 mil homens brancos caiu de 36 para 34.Dados disponiveis mesmo no O Globo diz que entre os negros,subiu de 52 para 61.Pobreza e discriminação:uma mistura letal

Cabe aqui o que a ASA ,Associação Judaica Scholem Aleichem de Cultura e Recreação ,com seu historico passado de esquerda , a mesma Instituição que na terça feira proxima ,dia 27/Nov as 18h30 promoverá o encontro aberto a todos, para o Debate e discussão de Projetos e Politicas Publicas para a Cidade do Rio ,notificou:

"Solidarizamo-nos com nossos irmãos negros que lutam por uma sociedade mais justa e tolerante. E uma forma de democratizar a informação, estimular o debate sobre estratégias que enfraqueçam os preconceitos e fortalecer alianças dos setores democráticos. (...) Quando homenageamos no dia 20 de novembro a Consciência Negra, é preciso relembrar os horrores e a suprema vergonha do passado escravagista, da mesma forma que devemos relembrar os horrores do Holocausto dos judeus e outras minorias da II Guerra Mundial(...)Com o mesmo objetivo de impedir que o povo participe das decisões políticas que lhe interessam, diversos governos das elites negam aos Conselhos de Políticas públicas ou de Direitos os recursos necessários para realização de suas atividades, além de tentarem iludir lideranças dos movimentos populares com diversos favores e privilégios para que abandonem as causas de seu povo.”

Movimentos negros em sua longa experiência de luta de resistência diária na demonstram que inumeras vezes,o Estado Brasileiro, nas suas diferentes esferas municipais, estaduais e federal, é estruturado e, na maioria das vezes intencionalmente administrado, para boicotar a participação popular na formulação de políticas públicas e na definição dos recursos para cada uma delas.Por mais que se criem programas e políticas públicas voltadas à população negra e mais desfavorecida , elas são atualmente desenvolvidas de forma limitada, uma vez que as necessidades da maioria do povo não são tratadas pelos governos como prioridade em seus orçamentos quando comparadas com as ações que visam atender aos poderosos. Neste sentido, também cabe alertar que Políticas Afirmativas não convivem harmoniosamente com a destruição de políticas sociais universais.

Portanto,urge construir uma sociedade onde o Povo exerça o Poder Político e o controle sobre a produção econômica, para que todos se beneficiem do que o conjunto da sociedade produz, e as diferentes contribuições culturais e étnicas sejam respeitadas e tenham visibilidade.

Armando Aguiar.

http://nucleoptpuc-rio.blogspot.com/
http://vidasmarranas.blogspot.com/ and http://vidastrilhasurbanas.blogspot.com/

22 nov 2007

'Não há lugar no mundo' poema de A.Aguiar

Impossível
Impossível
Compor um poema a essa altura da evolução da humanidade
Impossível uma linha mesmo que torta
Uma linha que seja
Por que tudo perde sua utilidade
Em que uma frase de subúrbio diria a causa de vir ao mundo?

O ultimo poeta morreu faz tempo
Hoje todo mundo é poeta
Todo o mundo é grande e já não basta apenas estar no mundo.


Ate eu mesmo na minha timidez e inutilidade tento escrever!
Quando ninguém mais lembra nem mesmo do poeta.
Eu sem respeito algum a heráldica
A nobiliarquia, tampouco aos muros entre classes e origem.
Minha descendência não é burguesa
Mas reivindico lugar nulo ,se nem pertenço a sindicatos.
Eu que não tenho nem Nome!!!
Mas sobraram causas, tantas.
E apenas sei
Morreu faz tempo o último, assim como este meu sentimento que me condena.


Não.
E se não penso entrar na imortalidade
Apenas então para que deixar sair sentimentos?

O mundo é vasto para gente miúda
Embora sonhar fosse atitude livre
Cerram nossas utopias ao defrontarmos com o Muro.
Na fabrica segue o tinir de martelos
No trem ,na condução segue a rotina e os murmúrios da gente simples.
Ah Impossível querer copiar ou compor algo que seja util a esta época .
Nessa altura de evolução da humanidade...
Hoje o mundo é mais dinâmico
Por que escutariam?

Nessa altura de evolução da humanidade
Ao invés de presença humana
Se está só
Entretido nesta sinestesia efêmera
Nesta ridícula promessa
De mãos dadas juntos em marchas únicas
Sonho irreal nesta impossibilidade de percursos

Ao invés de flores
Casos
Ao invés de Revolução
Criamos novas fronteiras.
Terceirizamos a tudo
Sentimentos
Tudo
Nessa altura de evolução da humanidade
Há maquinas
A preencher todas as necessidade humanas possíveis
O mundo é lugar vasto
Mas o mundo todo está tomado de semi deuses
Todos são grandes!
Titãs ,seres dinâmicos que preenchem todas as necessidades.
Não há lugar para a gente comum e sem nome
,rostos tímidos assim como o meu


Não não há lugar neste mundo para alguém tão pequeno.
È preciso fazer ser grande para ser quisto .
Mas para que esta maledicência egoística?

O mundo evolui
E perco-me neste .
O poeta profetizou a muitos anos :
“Os homens não melhoraram e matam se como percevejos
Inabitável o mundo e cada vez mais habitado
E se os olhos reaprendessem a chorar
Seria um segundo dilúvio”


E declarou que ainda falta ,um pouco ainda,
Mas falta para atingirmos o ápice,
Um nível de evolução e cultura...

Mas até lá felizmente também já estarei morto.

A.A

20 nov 2007

Dia da Consciencia Negra e Lutas Sociais

-Dando protagonismo aos que protagonizaram também a nossa Historia.

.Será amanhã, a partir das 9:30 da manhã dia 21 de novembro na Rua Dom Manuel s/n, Centro da Cidade, atrás do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro com faixas, cartazes e panfletos promovendo uma pacífica manifestação para chamar a atenção do poder judiciário e da sociedade para a gravidade da proibição do prefeito Sr Cesar Maia (do DEM) feita aos Prés Vestibulares Comunitários numa clara ação discriminatória em que o mesmo viola a Lei Organica do municipio ao nos proibir o uso das salas de aulas ociosas de escolas municipais e assim atinge diretamente milhares de jovens de origem pobre e negra de nossa cidade.Inumeros prés comunitarios tem encontrado dificuldades para existirem.Há os que recorreram a solidariedade de igrejas para obtenção de espaço para as aulas.Outros simplesmente não puderam mais existir!

Como frisa o professor Robson Campos o qual está dentre os fundadores da Central Prés Comunitarios de Jacarepaguá, esse projeto é de interesse de toda a sociedade, uma vez que o mesmo , a uma década ,tira jovens da pobreza e da exclusão social e os coloca na universidade. Aliás, é exatamente por isso que o Ministério Público acatou a nossa denúncia: Por entender que se trata de uma lesão de tutela coletiva. Em outras palavras: Esse projeto é de interesse do bem comum. E logo após o 20 de Novembro- dia da Consciência Negra. Por que?

Por que o PVNC atua diretamente na omissão do Estado durante décadas.E tal data além de marcar o momento em que a causa estará sendo impetrada ao Ministerio Publico para que juizes e desembargadores decidirem na ,estaremos juntos na luta pela Inclusão. O proprio movimento surge como respostas as mazelas existentes na Educação e bem como na então falta de espaço para a inclusão de aulas sobre a cultura negra e cidadania a jovens . Claro que quanto as melhorias no sistema de ensino neste governo existem e a dura penas, mas cabe ressaltar conquistas advindas de longo processo de mobilizaçao de movimentos identitarios e proletarios como neste exemplo o PVNC . Não especificamente no que se refere as deficiencias no ensino seja algo que devemos creditar a este governo,mas aqui ,convem repetir ,trata-se das décadas de exclusão.Desde a ditadura quando o ensino de base foi sendo desmantelado em benesse do tecnicismo e ao longo dos anos 90 com o neoliberalismo implacavelemente mercantilizando e sectarizando quanto mais o ensino em detrimento do ensino publico.Exclusão sem exageros de séculos, se tratarmos da população negra e parda ,incluindo a esta tambem a massa de brancos pobres.E este movimento social ,o PVNC atua sem assistencialismos. É a ação social apartidária em que o individuo não é mero assistenciado.Ele se torna co-autor de sua emancipação. O PVNC é coletividade.Atraves de um projeto inovador, as aulas de cultura e cidadania objetiva se a auto consciencia e libertaçao das amarras do assistencialismo, do paternalismo e da falsa aceitação da sociedade capitalista pela meritocracia.

Agora cabe nos a pergunta :Por que um dia da Consciência Negra.

Vamos nos ater a um simples dado: vivemos em uma nação que tem mais de 50% da sua população negra ou dita afro descendente, onde a grande maioria desta população se situa nos setores excluídos e marginalizados da sociedade brasileira junto aos outros pobres mestiços e brancos.

Mas o que é então o dia da consciência negra? Qual o papel , e por que o dia de Zumbi e da Consciência Negra? Por que vidas marranas trataria disto?Mais uma luta de exclusão.Aqui porém não fala-se de pertencimento,por que já se pertence e por isto volteia se tanto uns e outros no mito da democracia racial que há no pais. Compreendo como uma simbologia da luta do negro no Brasil e da luta da libertação do negro no Brasil, numa história que é muito mais que baseada na condição de escravos. E Esta polêmica em não aceitar é resultado e prova do processo histórico da sociedade. Pensemos: seria justo temos dia e feriado dos descendentes dos italianos, dos judeus e outros no Brasil? Talvez sim. Mas estes ,vamos raciocinar, eu cito meu caso, são minoria dentro de uma população de 180 milhões de habitantes!!! Haja vista cerca de 90 milhões de afrodescendentes!!!

Tão logo, um dia da consciência negra surge como processo de auto afirmação e valorização, atenção a culturas e importância dos vários grupos étnicos negros que também construíram esta nação .Não é nada absurdo. Não podemos nos furtar a manter um silêncio desde que a nação foi cimentada.A partir de quando que valorizamos os hábitos e dos europeus: desde a colonização como elementos de dominação ,começado pelos lusitanos. E assimetricamente a cultura da população negra.Onde era valorizada? Hã? Sempre secundarizada, ainda que sendo, em diferentes momentos, maioria ou metade da população e por si muito intrínseca ao que somos hoje neste cadinho cultural e de povo. Daí ter um dia que simbolize o negro. E tal data , sim, pode ser lida no sentido de superar a diferenciação social.Um símbolo,um marco em uma sociedade que pretende se democrática e inclusiva ,mas que na sua prática perpetua a exclusão ocultando-a, até mesmo sob o mito do convívio e democracia racial Gilberto freiriana

E assim, eu colocaria, inclusive, que você ter um Dia do Negro no Brasil, ou o Dia da Mulher - você não tem o Dia do Homem-é muito importante. O cotidiano do negro é muito presente, sobretudo naquilo o que faz acontecer o processo de produção, o trabalho todo de produção dos bens. E, ao mesmo tempo, ele está cada vez mais distante do uso dos bens, da aquisição e do acesso. Então, não precisa do Dia do Branco, nem do Dia do Homem porque são setores que estão trabalhando num processo de dominação tão grande, que para que comemorar o seu dia, se todos os dias já são seus?Mas o dia do negro, da mulher, dos direitos a minorias (no sentido de sob loquo direito e acesso ao ‘bem estar social’) muitas vezes marginalizadas da sociedade , repito, não é absurdo

E Zumbi? Por que?Risível como muitos ainda sentem se incomodados com o mesmo?Numa terra de heróis míticos, quase sempre brancos, grandiosos em seus feitos,alias, em uma sociedade da Historia contada pelo vencedor, nos é hoje necessário,pela luta e reivindicações sociais e na própria acadêmica por uma outra forma de se escrever e fazer Historia - que privilegie a historia do silencio.E preciso quebrar o status quo de nossa sociedade se queiramos de fato que esta seja nossa e não apenas de alguns com regras bem ditadas por estes.Bem, resta repetir que também que uma vez metade do país tem suas origens afro descendentes, os filhos destes até então viam nos livros, na historias, apenas herói brancos e sem muito a ver suas origens.Por que não negros também como atores e personagens atuantes na historia do país, ao invés de apenas restringir lhes o papel na historia como sendo apenas escravos.

E aos que poderiam insistir, que ora , sendo afrodescendentes, mas num país mestiço,Tal data seria absurda ok.Mas então, logo, qual o problema de também miscigenar nossos heróis, dando -lhes as amplos rostos seja isto na mídia ,na História, nos protagonismos de muitos acontecimentos? Se não aparecem, não o é por que a população negra apenas se restringiu a condição de submissão. Pelo contrario. Zumbi demonstra isto . Mas não apenas ele. O que há é um esquecimento da memória! Isto, sim!Ao analisarmos a História, encontramos inúmeros exemplos de resistência. Exemplos. a Revolta dos Malês.Ou a dos Alfaites na Bahia .Outro? Movimento negro em Sampa dos anos 30. Relações de dom e contra dom e reivindicação de reivindicar alteridade e pertencimento se manifestam na Historia de luta deste grupo,perfazendo assim também a Historia desta nação composta de brancos, negros ,mestiços e índios. Não faltarão elementos para observamos uma Historia nacional de anônimos brancos pobres e negros ,mulheres,e o que denomina(va)-se como a ‘arraia miúda’ frente a ‘boa sociedade’.

Se Zumbi vive? Ele esta em nossa Historia. Dia 20 não é apenas uma data .É tornado um marco , pois dentro da desigualdade enfrentada isto se faz necessário.É a busca por respeito a uma alteridade frente a farsa deste multiculturalismo que pretende-se justo,mas cego,sem repensar a dramaticidade do capitalismo que torna a diferença desigualdade.

Armando Aguiar.
PT Saudações.
Shalom.

4 sept 2007

Versos fotográficos


(mimico francêsMarcel Marceau)
Flores?Nem sempre são recomendaveis.Nem sempre são aceitas por Aquela

Os versos saem obscuros ,por que de uma voz quase inaudivel.
A prisão de teus olhos que me atiçam, ah enquanto respiro já bem pouco.Mas libertar-me?Ah não ouso.

Por que tão longe voaria?Só para causar-me engano? Mas também para quê respirar se ,ah o meu tempo é pouco .Só para ter certeza que é impossivel ser feliz neste mundo?

Não te quero senão porque te quero
E de querer te a não querer te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo

Te quero só por que a ti te quero
Te odeio sem fim ,e odiando-te rogo
E a medida de meu amor viageiro
E não ver -te e amar te como um cego

Talvez consumirá a luz de Janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro
Roubando- me a chave do sossego

Nesta historia só eu morro
E morrerei de amor por que te quero
Porque te quero ,amor a sangue e fogo

Quantas vezes amor te amei sem ver-te e talvez sem lembrança
Sem reconhecer teu olhar sem fitar-te
Te amei sem que eu o soubesse e busquei tua memória
Nas casas vazias entrei com lanterna a roubar teu retrato
Mas eu já não sabia como eras

De repente
Enquanto ias comigo ,te toquei e se deteve minha vida
Diante de meus olhos estavas ,regendo- me ,e reinas
Como fogueira nos bosques ,o fogo é teu reino

Antes de amar- te ,amor nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas
Nada contava, nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava

E conheci salões cinzentos
Túneis habitados pela lua
Hangares cruéis que se despediam
Perguntas que insistiam na areia

Tudo estava vazio ,morto e mudo
Caído, abandonado e decaído
Tudo era inaliavelmente alheio
Tudo era dos outros e de ninguém
Ate que tua beleza de dádivas
Encheram -me o outono...


10 ago 2007

*Confissões "



Nesta cidade do Rio de Janeiro
De milhões de habitantes
Estou sozinho no quarto
Estou sozinho na América.

Estarei mesmo sozinho?
Quantos mais não estarão também sozinhos?
Escutando estas musicas em seus quartos
Esperando cartas
À penumbra
As paredes olhando.
Ou outros mais
Sem teto
Com fome
Ao relento
Sem sonhos
Evadindo-se
Mas a qual direção há fuga?

E ainda há pouco aqui um ruído
Anunciou vida a meu lado.
Certo não é vida humana,
Mas é vida. E sinto a Bruxa
Presa na zona de luz.

De milhões de habitantes!
E nem precisava muito
Vejo rostos ,reconheço nomes,
Com tantos falo ,a tantos ouço
Mas cadê
Cadê se não apenas este vazio.

Precisava de companhia
Dessas que suportassem me calado, quase distante,
Destas que lêem verso de Horácio
Mas secretamente influem
Na vida, no amor, na carne.
Estou só, não tenho amigo,
E a essa hora tardia
Como procurar amigo?

Mas
Talvez queira mais e tanto.
Precisava de mulher
Que entrasse nesse minuto,
Dançasse esta musica
Sentisse a canção que invento
Recebesse esse carinho
Salvasse do aniquilamento
Um minuto e um carinho loucos
Que tenho para oferecer.

Em milhões de habitantes
Quantas mulheres prováveis
Interrogam-se no espelho
Medindo o tempo perdido
Até que venha a manhã
Trazer leite, jornal, calma.
Porém a essa hora vazia
Como descobrir mulher?

Esta cidade do Rio!
Mas...
Outros mais têm mais palavras meigas,
Conhecem vozes de mais bichos,
Sabem os beijos mais violentos,
Eu apenas viajei e nem tanto,
briguei, aprendi e pairo reflexivo
Diletante
fora de meu tempo
Absorto em pensamentos

Estou cercado de olhos,
de mãos, afetos, procuras
e silêncio
Mas se tento comunicar-me,
O que há é apenas a noite
E uma espantosa solidão
E mergulho ,
Imerso numa multidão de indivíduos.

Ah! Companheiros
Notívagos ,insones ,ocultos
Escutai-me!
Essa presença agitada
Querendo romper a noite
Não é simplesmente a Bruxa.
É antes só a confidência
Exalando-se de mais um individuo.

(-adaptado de A bruxa
de Carlos Drummond de Andrade)

"Aforismos"



I-
“Nada além de uma palavra.Nada além de uma prece.Nada além de um movimento de alma.Nada além de uma prova de que ainda se vive e se espera.

Não,prece,não.Nada além deu um sopro.Nem sopro,nada além de uma disposição.Nem disposição,nada além de um pensamento.Nem pensamento .Nada além de um tranqüilo sono!

Noite de insônia .Já a terceira de uma série .Durmo sem esforço,mas,ao cabo de uma hora,desperto com a impressão de ter enfiado a cabeça num buraco medonho.Vejo –me completamente acordado,como se não tivesse nada dormido:o trabalho de adormecer irá começar ,visto que o sono se me recusa...

E ouso então ouvir as asas de um Anjo.E anunciada a madorna, vem o alento, ainda que não como o desejado, ainda tem se um pouco de tempo, e sob o toque tão terno adormece-se ainda conseguindo o respiro

Desse momento em diante,pelo resto do fim da noite até aí por volta das cinco horas ,toda vez que pego no sono ,agitados pesadelos me trazem de volta á vigília.A bem dizer,durmo ao lado de mim,em luta com os próprios sonhos.”

II-
. "(...)A distância por vezes é boa.
Pois na outra margem há a alegria que mais o sublima.
e ao deparar-se com o abismo,mais este se impõe e se infinita.
(...)
E vê-se como que frente a um espelho,para que assim o individuo encontre a certeza,a única, de não poder incitar-se a alçar vôo e transpor o abismo.Mas,sim,devesse então dar um só grande salto no escuro e,deveras,nas trevas cair e assim se cessar e por-se em súbito silêncio.(...)"

III-
"Um primeiro sinal do conhecimento nascente é o desejo de morrer. Esta vida parece insuportável; uma outra, inalcançável. Então não há mais vergonha em se desejar morrer; pede-se apenas o deslocamento da velha cela, que se odeia, para uma nova, a qual no devido tempo se aprenderá a odiar. Um resquício de fé deverá fazer crer, durante a mudança, que o S-nhor vai casualmente surgir no corredor, olhar o prisioneiro e dizer: “Este não deve ser preso novamente. Ele vem comigo”.

IV-
O homem se imagina um cidadão livre e protegido deste mundo pois a ele está preso por uma corrente longa ao ponto de lhe permitir completa liberdade de movimento por todo espaço terreno ,mas não tão longa que lhe permita ultrapassar seus limites. Ao mesmo tempo ,no entanto, pode sentir-se também um cidadão livre e protegido do mundo celestial,ao qual se vê ligado por uma corrente semelhante.Assim sendo ,ele se vê contido pela corrente que o prende ao céu toda vez que pretenda dirigir-se à Terra,ocorrendo o inverso quando deseje alcançar o firmamento.Ocorre ,porém,que todas as possibilidades estão diante dele, e bem sabe disso,pois se recusa a aceitar o impasse decorrente da contenção original."

Antigamente,não podia entender por que minhas perguntas ficavam sem respostas;hoje,não posso entender como é que pensei ter a capacidade de perguntar.Na verdade, eu realmente não pensava:eu apenas perguntava.”

V-(...) Seria algo realmente desesperador, se caminhasses numa planície, com a agradável sensação de estar a avançar, quando na verdade retrocedias. Como porém escalavas uma encosta abrupta, bastante inclinada,conforme por ti mesmo vista de baixo, a causa do retrocesso bem poderia ser devido à disposição do terreno.Mas não,não deves desesperar. Por que a partir de um certo ponto não há mais retorno. Sim,a partir de um dado ponto, o unico objetivo é o proprio limite .E é esse o ponto que deve ser alcançado. Se sobrarem sonhos e faltarem forças e não mais puderes surpreender nem a si mesmo,então ,ao limite, a este traço , ponto ultimo e final terás atingido. Com o coração na mão até o limite ultimo pois a Vida é uma atitude solitária:Do Nasce-se,Vive-se e Morre-se,Só.Uma extensa estrada,solitaria, por vezes longa demais.

VI-O que deveria fazer?Ser.Apenas e assim pensar existir anonimamente ao tornar ao grão de poeira que fostes e que ajuntado pelas mãos fez-se um homem .Devesse agora então tornar ao pó,escoando, lançado ao vento ,ao esquecimento
.ציונות סוציאליסטית

VII-
"O caminho verdadeiro segue por sobre uma corda, que não está esticada no alto,mas se estende quase rente ao chão. Parece mais determinado a fazer tropeçar, do que a caminhar por ela" Na verdade uma corda bamba, ora tendendo a levar a um lado e outro, a fazer quase cair e poucos não cambaleam e uma vez isto ,perdendo o equilibrio ,desistem de caminhar por ela, apenas seguindo assistindo.Esta é a vida.E poucos conseguem libertar-se da mesmicie disto,tal como a quem me referi quando esbocei isto.Pena ser impossivel copia-la por que é indiscutivelmente ímpar.

VIII-

Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,onde as formas e as ações não enceram nenhum exemplo.Praticas laboriosamente os gestos universais,sentes calor e frio, falta de dinheiro,fome e desejo sexual.Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.À noite, se neblina, abrem guardas chuvas de bronze ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.

Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerrae sabes que,dormindo, os problemas te dispensam de morrer.Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.Caminhas por entre os mortos e com eles conversas sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito(...)

Coração orgulhoso,tens pressa de confessar tua derrotae adiar para outro século a felicidade coletiva.Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição porque não podes (mais), sozinho(viver a vida)dinamitar a ilha de Manhattan.

Ou deitar suspirando a morte ou Revolução que não acontecem nunca.

13 jul 2007

O lamento por um aniversário

Maldito seja este dia
O dia que as coisas acontecem como se cada instante fosse toda a vida
Como num cassino de sentimentos
deixa-se em jogo o todo pouco que tinha

Um dia para se ser infeliz.Um dia
13 ou 14
Ou como tem sido os dias .

E toda palavra
perdeu qualquer sentido
uma vez desta boca tendo sido dita...

Se fosse outro teria maior sentido?
Se fosse outro, fronteiras não teriam sido estabelecidas.

Como disse Jób
O profeta bíblico da lei de Murphy
Tão logo estará tudo tão sereno, por que o pior ainda é o que virá e será possivel...

"Maldito seja o dia em que nasci

aquele no qual desgarrei-me das entranhas do ventre materno para vir ao mundo
E Maldito aquele que naquele momento anunciou:
Eis que vem ao mundo um menino"

Por que não reviraram as entranhas e não sufocaram me enquanto criança?
E assim não visse a vida
Tivesse tornado o dia em Trevas para não ter o Sol conhecido

Ou a maré vermelha, suja de sangue ,inundasse e sufocasse quando ainda tão puro...

Quiçá infeliz por um dia
Apenas um dia.
Apenas um dia para declarar seu amor da pior maneira possivel
Um dia para o que se entrava na garganta ,sufocar e em nada ser expressivo
Um dia para que as juras e a declaração amargurasse
e assim morresse melhor calado que incompreendido

Um dia para se descobrir que se é ludibriado pelo próprio sangue
um dia apenas
Mas não este. Ou melhor não seria

Carregar esta maldição na alma, no sangue

Vendo os ideais em que se acredita tão fúteis, liquidos, imaginativos
Os amigos tão voluveis ,frios ou cada qual em seu destino

Apenas um dia
tinha de ser neste dia
Não há dor
não há doença
Senão o mal que atormenta a alma

a doença que apetece nunca
a dor a qual já se acostuma
e o tempo
este solidário consigo, consumindo os dias
Se faltam quarenta e um meses ainda...

Falta de mãe
de ombro
de abrigo
ou apenas de fuga

Não .
Acostuma se já

Tanto tanto tempo sozinho
Falta de tudo
Falta de animo
Falta de sonho
Uma razão luzindo ao fundo
E vê
E a verdade é que não há caminho

Apenas um dia
tinha de ser hoje
pela manhã, começando bem cedo
Um golpe de Estado, uma tentiva de insurreição,mas o que se tem é um tiro que sai pela culatra
No pé
nas mãos
ou apenas simbolizado pela dor que ressurge
enquanto se é abraçado pelo vazio

uma guerra sem causa
uma morte sem nome
uma vida sem sentido
uma bandeira ilusória
um oficio tão lúdico
uma raça sem futuro
um futuro rompido
uma salvação que não existe
um amor sem ser correspondido
sem lugar para exilio e cerrar -se em sono e findar seu percurso...

Maldito seja este dia
Senão todos destes longos anos
e não há porta
e não há abrigo
não
não há saída
e não há cama ou leito para que se possa chorar e fugir do mundo

por que o mundo permanece lá fora
e o maior mal está ainda no peito ,consigo

e não há remedio para esta dor
não há o que se possa deixar
não nem mesmo há no que possa tempo voltar e perdoar

Da mesma forma que não há formula
não há saida
não há nada senão a si mesmo
apenas consigo
apenas consigo e isto é o que causa maior agonia

poderia nada ser dito...bastava apertar o peito que a dor era possivel
de suportar e assim de morrer calado, deixando as poucas ,mas melhores lembranças como ditas

Maldito seja este dia
no qual sequer as palavras foram comprendidas , do outro lado apenas silencio, pausa, receio e apatia

Não
Não
Mas o que esperava?
Choro, saudade, esperança e também algum sonho conjunto?

Não
Não nada mais que apenas silencio.Mas cabe muito agradecer por ter sido ouvido
cada palavra que saía .
Ccada palavra doída e rasgando o peito e a garganta
Mas tão mal ditas que foram ouvidas tão poucas e efemeramente.

Um amor não correspondido
Um amor não ouvido
Mas tinha de ser junto a este dia
Mais outro
onde descobre cada vez mais o mundo
envelhecendo num lugar estranho, impossivel para a vida.

Roubado,miserabilizado, tornado diminuto.
Agora nem mesmo sonho,
nem mesmo uma fagulha
pra que esperança?
pra que teimosia?

*E agora José? diria o saudoso Drummond de Andrade

E agora, José?A festa acabou,a luz apagou,o povo sumiu,a noite esfriou,e agora, José?
E agora, Você?Você que é sem nome,que zomba dos outros,Você que faz versos,que ama, protesta?
E agora, José? Está sem mulher,está sem discurso,está sem carinho,já não pode beber,já não pode fumar,cuspir já não pode,a noite esfriou,o dia não veio,o bonde não veio,o riso não veio,não veio a utopiae tudo acaboue tudo fugiue tudo mofou,e agora, José?
E agora, José?sua doce palavra,seu instante de febre,sua gula e jejum,sua biblioteca,sua lavra de ouro,seu terno de vidro,sua incoerência,seu ódio, - e agora?
Com a chave na mão quer abrir a porta,não existe porta;quer morrer no mar,mas o mar secou;quer ir para Minas,Minas não há mais.
José, e agora?-

É o que me pergunto a cada dia. E agora?

José? José?
Se você gritasse,se você gemesse,se você tocasse,a valsa vienense,se você dormisse,se você cansasse,se você morresse....

-Ah se você morresse!

Mas você não morre,você é duro, José!

Por que você não morre José?
E deixa a casa, por que a casa não é sua,deixa o lugar por que nem mesmo neste tens nome, por que não deixa a si mesmo, libertando-se de si e deste mundo?
Não há mais motivos para nada José, não te vêem ,nem escutam ou não sabes falar...ah José, nem mesmo na música, nos versos..em nada José?
nenhuma lembrança?nenhum abraço, nem mesmo saudade deixada José?

Ah José, não há mesmo mais jeito...
nem mesmo mais há interesse em ser visto.
Andando no escuro esperando o quê José?Esperançando uma coisa última,mas que coisa José? Se a esperança acabou e o tempo se encerrou neste seu pobre discurso...

José ,por que você não morre? E deixa esta teogonia, deixa sua crença, deixa aquela terra distante , deixa seu D-us, deixa a falta de par, deixa as dividas, deixa seu partido,por que,por que não há mais lutas.

São outros tempos José!
Mas
por que José? por que ainda insiste?
Sem choro, sem boas palavras e apenas este silêncio.Sem sonhos José?


Sozinho no escuro qual bicho-do-mato,sem teogonia,sem parede nua para se encostar,sem cavalo preto que fuja do galope,você marcha, José! José, para onde?

Para onde?
Qual o caminho?
Viver sem sonhos não é viver José.
Pra que insistir José?
Desista José.

A. 13-14/07/2007


Cansado, vejo a vida passar

Meu lugar ao sol, já cansei de esperar
O tempo, faz promessas
e eu vou
Ando a toa eu sei
pois me falta você

Por que, todo mundo precisa de alguém?
E eu preciso é de você.
Para comigo andar e para me entender
Eu preciso é de você
Pra continuar
e tentar não me perder

Entenda, é preciso saber
Sem motivação, é difícil viver
A vida me ensinou a querer
Um motivo só e eu vou lhe dizer

Por que, todo mundo precisa de alguém?
E eu preciso é de você.
Para comigo andar
e para me entender
Eu preciso é de você
Pra continuar
e tentar não me perder

Por que, todo mundo precisa de alguém?
E eu preciso é de você.
Para comigo andar
e para me entender

Eu preciso é de você
Pra continuar
e tentar não me perder ...

"Quando eu te escolhi
Prá morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais ..."
A Maçã -Raul Seixas

(adaptado)
O que você me pede eu não posso fazer

Assim você me perde, eu perco você(como posso tentar esquecer de você?)
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor

O que você não pode eu não vou te pedir
(Mas por que nunca inventou de sonhar?)
O que você não quer eu não quero insistir
diga a verdade, doa a quem doer
(Não significo mesmo nada, nada a você)
Doe sangue e me dê atenção

Todos os dias eu venho ao mesmo lugar
às vezes fica longe, difícil de encontrar
Mas, quando o neon é bom
Toda noite é noite de luar

Toda vez que aqui falta luz
(é só seguir o seu luar)
Toda vez que algo nos faltar
Em um salto no escuro
O invisível nos salta aos olhos

O fogo ilumina muito,por muito pouco tempo,
em muito pouco tempo o fogo apaga tudo
Toda vez que falta luz,o invisível nos salta aos olhos

Tempos à noite eu conheci uma guria
já era tarde, pensei que já não mais a veria outro dia
Era o princípio
de um precipício
Era o meu corpo que caia

Ontem a noite, a noite tava fria
tudo queimava, nada aquecia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha ,era minha
Aquela solidão

Tempos à noite eu conheci uma guria que eu já conhecia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
parecia que era minha
apenas aquela solidão

No início
eu uma vez mais vivia
Mas levava me a ela
E a um precipício
Era meu corpo que caia

Foi tão difícil acreditar que eu ainda vivia mais outros dias
Depois viver virou um vício
Ela aparecia, parecia tão sozinha


Parecia que era minha que era minha
Mas
O resta é esta solidão...