1 ene. 2009

Reveillon?

As famílias reunidas, jovens em raves ao ar livre. Vê-se reflexos pela janela, uma janela para o mundo e em meio ao colorido do céu preto-acinzentado um tiroteio como cena de fundo por quê isto ocorre em um qualquer canto de um qualquer subúrbio. Apenas horas, mas de um cotidiano avolumado: transito em direção as praias, pessoas nas ruas, copos, garrafas, abraços ,gestos de carinho em oposição a brigas, ocorrências registradas em cima da hora.Somente mais uma virada de ano do calendário comum. Estatísticas, brilhos, gritos,flashbacks .Fácil seria apagar números , índices e apurar-se em apenas arranjar mais outro calendário.

Da janela sente cheiro. Pólvora, cheiro de restos de alguma ceia, champagne barata e cerveja. Mas apurando o ouvido, para além do desvario coletivo existe um estranho silencio sem principiar se ao grande burburinho.Fogos .Luzes no céu e revira-se. Impossível dormir sob aquele encargo de alguém que não se importava com datas como as daquele tipo. Barulho, vento farfalhando a copa da árvore.

Não adianta ligar a Tv, por que toda programação , de filme a musicas são exclusivos a tal festejo.Computador um bando de amigos para desejarem felicidades por uma data que para si em nada tem significado.E no fundo, sentir é o grito do eco, por uma espera de uma chamada na ruptura da madrugada tão fria.. Revira-se então. É possível escutar o silencio em meio a tanta algaravia. Preocupa –se com mil coisas, ri daquelas promessas que fazem em viradas de datas. Nunca fora daquilo.Mas procura um calendário.Não tem um qualquer.Procura e apenas acha velhos calendários todos marcados.Um novo esta em falta. Mesmo uma agenda.Ou por que talvez não recomeçara a própria vida. O que sobra é a cama vazia, igualmente com a casa .E apenas o que se escuta somado ao eco é um velho vinil tocando na vitrola, nada mais nostálgico, como um canto agourento de um lobo varando o breu, enquanto a lua agoniza numa noite sem fim. Bobagem um uivar daqueles por algo tão particular tão seu. O mundo seguia em seus festejos.E nalgum lugar distante tiros com maior intensidade pipocavam ,talvez ali bem ao seu lado e o sangue de vitimas inocentes e não inocentes se espalharndo num olor mais real que seu silencio agourento

Bom era apagar números, infortúnios e índices.Mas não tinha um calendário, por que aquele também não era o seu calendário.

Chove lá fora e aqui, faz tanto frio(fazia muito calor)
Me dá vontade de saber(quem sabe)
Aonde está você
Me telefona
Me chama,
me chama,
Nem sempre se vê
Lágrimas no escuro,
lágrimas no escuro

Tá tudo cinza sem você
Tá tão vazio
E a noite fica assim porque
....Taararhfjsds (faltou luz e parou a vitrola) !!!
Me chama -Lobão

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