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2 oct 2009

Quem está por detrás do governo antissemita de Zelaya(Honduras)

Carissimos, erev tov, é Sucot chegando

Creio no tamanho da responsabilidade incurtida em vós com a finalidade de mostrar sempre materias sem ilaçoes ,sem panfletarismos e de modo coerente, verdadeiro (Em relação a mídia ishuviana).Espero que este texto seja repassado ainda que não tenha uma linguagem propriamente jornalistica. Mas deixo bem claro aqui a minha opinião, a de que pouco me interessa apoiar ou não o Sr.Zelaya, e sim a democracia - e o que o mesmo sofreu foi um golpe (ainda que haja os que tergiversan e inventam 'golpe democratico de Michelleti ao governo do senhor citado. Vivem a paparicar os 'Jabors' da vida). E fato é: o mesmo Zé bigodão de chapéu e com cara de latino brega tinha desde inicio de governo uma plataforma politica e tecnica de judeus. Ou ele é estupido o suficiente para confundir judeu com turco da birosca ou...estão querendo fazer uso politico quanto a uma porcaria de apoio que possa ser recebido de uma porcaria de radio Globo com um radialista tão burro ou igualmente sentindo se vitima de uma situaçao inimaginaria. Vale lembrar que durante a nossa ditadura tupiniquim, qualquer um que se manifestasse contra os gorilas militares- não precisava ler Marx, recitar o Livro Vermelho de Mao ,nada disto...bastava discordar em algo que...era oposição a ditadura. Vale lembrar inumeras dondocas 'revolucionarias nos anos 70' que nao entendiam de esquerda ,mas...por razoes morais ou na 'onda Che' eram contra o golpe dos 'nossos gorilas' sobre João Goulart.
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Aqui condeno a maneira que parte da midia deixou se envenenar e deu espaço com claras intençoes partidarias de alguma maneira encontrar razão e chegar ao Brasil . Ridicula as ultimas materias em que chamam o Lula, 'o treif' nosso presidente , de antissemita! Ridiculo! muita baixaria ou cúmulo da burrice .E difamando em publico um individuo. Eu disse a alguns que investigaria e averiguei o teor da Radio Globo de Honduras. Curioso. É fato de poder contrapor a qualquer um menos desinformado e menos preguiçoso, a saber quem foi e o que foi o Governo 'Antissemita' de Zelaya, 'o dito Antissemita'de Tegucigalpa. A mim fica nitido que em seu governo -nada socialista, nada 'vermelho',nada de 'esquerda' e sim, democratico, com uma pimentinha a la maniera latina de querer protelar seu mandato -mas via pleito e não golpe como sofreu.Porém...no Brasil tiraram suas opinioes comuns e mesclaram em alguns espaços questões tão importantes nossas, de ishuv - 'opinião de comunidade' à vontades particulares e de linhas partidárias. E cometeram Lashom Hara em que ,num oportunismo amplamente vergonhoso divulgaram e eternizaram os 4,5 segundos de foto de Lula com o Ahmadinejad como fosse a aliança para o eixo do mal e a implementaçao do 'partido nazista do PT'. Alias, que se existe é incompetente pois ora, nao é verdade que o mesmo PT e seu chefe quadrilheiro e Chefe de Estado tupiniquim estão em apoiar o acordo de livre comercio com Israel e bem como tem muitos de seus assessores, ministros, e mais e mais cadeiras com gente da nossa propria comunidade,como nunca antes? É para tornar mais legitimo o 'antissemitismo' que então temos o governo com mais judeus em toda história de República?
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Respeito a discordancia ideologica, pois vivemos todos em democracia e estamos em lutar por um pais e sociedade mais justas (assim prefiro cre-los,ainda que custe crer nisto pela maneira de agir) Porem, sem golpes baixos, sem insinuaçoes que pretendem tornar criveis aos mais desinformados .Por favor. Sejam de direita, mas não sejam reacionários. Vivemos numa democracia, e numa pluralidade de pensamento portanto não partidarizem nem a um lado nem a outro nossa comunidade. Tenham suas ideias,mas não sejam rasteiros. O Lula, o indiozinho Evo Morales ,e claro, o Chavez e qualquer outro destes caboclos e mestiços que podem irritar a qualquer um ,além de distintos entre os mesmos para coloca-los no mesmo balaio,podem ser ruins o suficiente que não lhes seja necessario inventar libelos e criar situaçoes de vitimismo e querer incentivar esta midiazinha piguiana que fomenta GOLPES e manchetes ridiculas.Somos inteligentes! não necessitamos disto. Se eu fosse da assessoria do Lula eu exigiria retrataçao imediata por parte de dado canal de midia ishuviana .E muito interesse partidário que fica visivel quando o oportunismo sequer é deixado de modo subliminar, e sim, escancaradamente.
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Tenho medo de reacionário. Qualquer um. Seja de direita (ou de esquerda como muitos imbecis escatologicos do PSTU e alguns abobalhados que acham ainda estar na Russia Czarista).Reacionario não pode ser valorizado . Seja cristão, seja judeu ou seja não judeu (Seja o 'goym' ,seja quem for, ainda que façam em desclassificarem a quem pensa diferente de vós ). Sem golpismo vis, calunias vis, sem cometer lashon hara e alarmismo que ridicularizam quem verdadeiramente sofre com antissemitismo ou teve vitimas familiares em Treblinka, Subibor,Dachaw,...Ou mesmo daqueles que antecedentes passaram por algum 'pogrom' em mellah do começo do século passado, em que foram massacrados ou tiveram de migrar do Marrocos às terras tupiniquins. Sem a mania de querer hierarquizar o proprio pertencimento a nossa comunidade, pois 'temos todos o mesmo sangue vermelho'. Quanto a taxar a torto e a direito qualquer um de antissemita não é apenas boçal, 'e feio' .Sequer averiguar coisas de web que são repassadas e coladas a torto e a direito, pior que isto,é vulgarizar o termo antissemitismo. Muitos dos nossos devem estar se revirando nas Matzeivas com a tamanha vulgarizaçao daquilo que terrivelmente sofreram. E devem ainda ter engulhos com o tipo de aliados que querem deixar estar ao ladinho.


Viva a liberdade
E baixo ao vitimismo e golpismo baixo!
Somos uma comunidade pensanteo, não precisamos que vozes digam por nós!


Armando Aguiar.
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*Por favor, a quem ja me insultou,não irei ao mesmo erro.Mas deveriam ser mais dignos e dizer vossos nomes.Sejam mais originais! Medo?A tese de vocês é a de que eu ,judeu, me torno goy ao pensar a minha maneira,é minimamente irrascivel.Devem estar loucos. Vós que tem a provar a vós mesmos quem sóis, fora o erro de querer 'torna judeu' ou aliado ,qualquer falastrão que faz em 'recortar e colar' e admirar os reacionarios contra progressistas ,cito Mainardi, Azevedo, o Philosofú do Olavo de Carvalho. Qual o critério deste 'Beit Din'? Estes aliados não desejo. Quero distancia.

Carta abierta del Presidente JOSE MANUEL ZELAYA ROSALES
en relación a la comunidad judía residente en Honduras
1/10/2009

Itongadol- Nombré como Secretario de Estado en los Despachos de la Presidencia , el que era mi mano derecha en el gobierno, YANNI BENJAMIN ROSENTHAL; quien me dio un fuerte apoyo en el manejo de los asuntos del sector de la Economía , este cercano colaborador me invitó a la ceremonia del Bat Mitzvah de su hija; así mismo nombré al señor LEO STARKMAN como Ministro de Inversión y en otra ocasión, Ministro de Energía, también nombré al Ingeniero MOISES STARKMAN como Ministro encargado del sector de los Bio-Combustibles, el cual recuerdo que en una ocasión me manifestó el sufrimiento de las personas judías en los campos de concentración de los Nazis, este cercano colaborador incluso me informo el significado de la expresión Shabat Shalom, saludo que usan los judíos para honrar su día sagrado de la semana. También, en mi gobierno nombré como Gerente General de la Empresa de Telecomunicaciones al señor JACOBO REGALADO WEITZEMBLUTH. clic


Respecto a algunas distorsiones de la información, efectuadas por algunos medios de comunicación, referentes a mi posición como Presidente con respecto a la comunidad judía, COMUNICO lo siguiente:

Sería oportuno consultar a los Secretarios de Estado de mi gabinete sobre estas acusaciones que me hacen de tener posiciones anti-semitas. Cuando el pueblo hondureño me eligió Presidente, recibí fuertes criticas de algunos anti-semitas, debido a que nombré, entre otras religiones, algunos muy talentosos y calificados hondureños practicantes del judaísmo, como miembros del Gabinete de Gobierno.

Nombré como Secretario de Estado en los Despachos de la Presidencia , el que era mi mano derecha en el gobierno, YANNI BENJAMIN ROSENTHAL; quien me dio un fuerte apoyo en el manejo de los asuntos del sector de la Economía , este cercano colaborador me invitó a la ceremonia del Bat Mitzvah de su hija; así mismo nombré al señor LEO STARKMAN como Ministro de Inversión y en otra ocasión, Ministro de Energía, también nombré al Ingeniero MOISES STARKMAN como Ministro encargado del sector de los Bio-Combustibles, el cual recuerdo que en una ocasión me manifestó el sufrimiento de las personas judías en los campos de concentración de los Nazis, este cercano colaborador incluso me informo el significado de la expresión Shabat Shalom, saludo que usan los judíos para honrar su día sagrado de la semana. También, en mi gobierno nombré como Gerente General de la Empresa de Telecomunicaciones al señor JACOBO REGALADO WEITZEMBLUTH.

Considero que todos debemos respetar las personas que tienen prácticas religiosas que son distintas a las nuestras. Yo como Católico Cristiano recibo mucha inspiración de los postulados de esta religión que practico, para la labor que tengo como presidente. Respeto profundamente las personas que practican otras religiones no sólo judíos sino también evangélicos. Vale mencionar que acaba de culminar el mes sagrado de Ramadan de la comunidad de los musulmanes y las personas Judías acaban de celebrar el día más sagrado de su fe, Yom Kippur, todos somos iguales, hondureños y hondureñas.

En las sociedades mucha gente se equivoca, incluyendo a algunos de mis opositores y también los que me apoyan, y caen víctimas del anti-semitismo. Yo rechazo todas las posturas anti-semitas y los ataques que instan a los hondureños y hondureñas a hacer lo mismo. Judíos Árabes, Orientales, Pueblos Indígenas, Garífunas, Negros y Misquitos, todos como hondureños y hondureñas han ayudado a construir esta nación, y si todo sale como espero, continuarán haciéndolo siempre.

Honduras está dividida por líneas políticas, pero nunca deberá estar dividida sobre la base de la libertad de religión. Todos somos hondureños y hondureñas y nuestro país sólo puede tener éxito con la participación equitativa de todos.

En mi condición de ser humano y como Presidente, hago un llamado a todos los hondureños y hondureñas para abstenerse de hacer comentarios antisemitas; o de cualquier otro tipo que implique discriminación; hoy al lograr mi retorno pacífico, por la Restitución de la Democracia Contra el Golpe de Estado hago un llamado al diálogo a todos los sectores, el Pueblo Hondureño tiene el apoyo de la comunidad internacional, hasta lograr restaurar la democracia.

29 de septiembre, 2009

José Manuel Zelaya Rosales
Presidente Constitucional de la República de Honduras

Sucot hasta 'Sil'

Ou la ' fiesta de las Cabañas,chozas' y una metafora hasta Varela


se la tercera y última delas tres festividades de peregrinaje, junto con Pesaj(pascoa judia) y shavuot(recibimiento de las leyes de Moisés).Esta fiesta tiene su connotación agrícola, y se una festividad histórica y dramatización de un momento de la marcha del pueblo hebreo por el desierto hacia la suya libertad. Esta festividad recuerda al vagabundeo en camino de la esclavitud a despues la liberación nacional y espiritual. En el desierto se creó la imagen espiritual del pueblo y allí recibió las leyes de la Torá.


Puede verse en la Sucá,choza, un símbolo de la existencia humana: expuesto a las contingencias de la intemperies he sido fuerte y perdurable. Es también un símbolo de la existencia en el seno de la naturaleza, de la inocencia, de la harmonía humana, de la lucha por una igualdad social. Se diría que la vida humana no la definen los edificios brillantes en los cuales muchos hombres pretenden tener, sino en el alma del hombre y mujer, laalma que ellos cultivan en su existencia. La verdad y la dicha están dentro del nosotros y no fuera . lo simbolismo de la sucá y simbolismo de “las cuatro especies” se corroboran recíprocamente, puesto que emergen del mismo plano ideal: la comunidade humana, la justicia y la igualdad.


Cuáles son los significados de la fiesta de Sucot?
1) La base nacional - la unión del pueblo: el precepto de la sucá nos vien a recordar un pasado en común, cuando el pueblo de Israel estaba en lo desierto caminando rumbo a Eretz Israel. En la fiesta de Sucot el pueblo de Israel subía hasta Jerusalén, centro espiritual del pueblo, para festejar la fiesta en esto lugar.

2) La alegría: La festividad es llamada por nuestros sabios de "época de alegría" (de la misma manera que la festividad de Pesaj es llamada de"época de liberación", y Shavuot - "época del recibimiento de las leyes").

3) La preocupación por la justicia social: En la festividad de Sucot se enfatiza la idea de igualdad social y cooperación de los diferentes niveles sociales.

4) Paz: el día de la sentencia. En Sucot sano sentenciadas (todas las criaturas desto mundo) y comenzamos una nueva etapa en la relación con las otras naciones, y la sucá es llamada "la sucá,la choza,cabaña de la paz": "y extiende sobre nosotros la sucá de la paz


Asi escribo,desde aqui hasta a quien,queda lejano,pero tan cerca de mi,adentro de mi.Escucha estas palabras. Tengo un pacto conmigo,por la tradicion.Tengo un pacto contigo,por lo que ensinas a mi, y por lo que siento por vos.No esteas solo en lluvia,y como estas chozas, simples,pero debis y al mismo tiempo fuertes porque abligaran por 40 años toda una gente en decadas de peregrinacion. Asi éres vos.Pensé en esta metafora,'la invitada y amada por D-os'.Ni la lluvia podrar derrumbarla,ni el Sol abrasador del desierto...

En la calle simple te encontré,el mundo más perfecto que miré,en Reino que antes perdi, ahora que solo no estamos,no tengo miedo del desierto o mismo del mar sin fin

1 oct 2009

Elegia 5770 *calendário judaico

Elegia 5770 *calendário judaico (da ultima semana de setembro de 2009) -trechos

Carrego o peso do tempo
(...)Escutei de amigos,sem consultar livros
Nos campos de concentração em que seis milhões voltaram às cinzas
Enquanto ao lado o executor ,do calor do forno aproveitava o banho
Os bosques de Sobibor,os céus ,não se dobravam
O Zyklon B silenciou a tudo
Apenas chorou a mãe que ao filho pra sempre deixava
(...)Liberdade!Liberdade?
Após o sono? Após a morte ou após o exílio?

Quem muito caminha é porque está em busca
Porem que fazer se nos cegam
E extirpam as pernas?(...)

Carrego o peso do tempo
Nem posso dizer que passei por isto
(...)Não encontro em Auschwitz entre aqueles,(...)
Os meus estão entre o Gilbratar e o Atlas
(...)Perdidos em outras sendas ,em outros caminhos
Mas não passamos todos pelo Har Sinai juntos?

(...)Não me deixes
(...)Farei a viagem
Eu rumo
Vem junto comigo
Quisera fosse Strawberry Fields,sempre
Mas a vida é mais dura
(...)5770 anos
E um cansaço, e uma responsabilidade que sozinho não consigo
(...)De me suas mãos quando você voar
(...)Não quero ver os campos de Treblinka sozinho
Tampouco as sendas do deserto da qual saímos
Não quero sozinho sentir o cheiro de chifre
Este céu cheio cinza
E o sangue que ainda a terra verte
Serão outros quarenta anos
Quarenta anos a mais sem chegar a terra prometida
(...)As vezes todo se quebra
As vezes tudo se parte
Vejo apenas que meus mortos me visitam
E sem qualquer heroísmo
E eu ainda permaneço vivo
(...)O que me sorri e convida?
Não passei naqueles campos
Não encontrei tampouco na outra lista meu nome
Ao Sefer HaChaim, ao menos estarei presente?
Sem passaporte adentrarei a terra prometida?
(...)

14 sept 2009

Iom Kipur -Dia do Perdão



ימלא פי תהילתךכל היום תפארתךאל תשליכני לעת זיקנהככלות כוחי אל תעזבני

(Extraido y adaptado de Jabad.arg)
El día 10 de Tishrei celebramos Iom kipur, el Día del Perdón,el dia del grande ayuno.En 26/27 Septiembre. Este día sagrado, las personas se presentan ante el Creador del universo, orando y excusándose por las faltas cometidas durante el año, y Éste, en un acto de total misericordia, perdona a sus criaturas.Aunque esta remisión no incluye las faltas perpetradas entre un individuo y su prójimo. Pues las mismas no son expiadas en Iom Kipur, a menos que el que cometió la infracción ofrezca sus disculpas y se reconcilie con su compañero.Estos dos pasos, la reconciliación con D-os y con el prójimo determinarán la suerte que uno correrá en el año entrante.

Por tal razón, si es nuestra intención que el Creador dictamine que este año sea bueno para nosotros, en ese caso, es menester tomar la iniciativa. Será necesario realizar una introspección, reflexionar y determinar sin demoras cuáles serán las mejoras que incorporaremos a nuestro comportamiento.Estas rectificaciones asumidas, deberán orientar básicamente a la obtención de una conducta correcta y honorable, tanto frente a D-os, como frente a nuestros semejantes.

Por tal razón, nada mejor que aprovechar estos días previos, para hacer una revisión de nuestra conducta que tuvimos durante el año transcurrido. Esto nos permitirá tomar conciencia de los errores cometidos y planear acertadamente el futuro.
Esta evaluación mencionada resulta muy productiva. Permitirá encontrar errores olvidados o inadvertidos, a los cuales será posible corregir, lográndose una considerable superación personal.Esta es la base de lo que hay que hacer para que el año que entra sea bueno y próspero. Si tenemos éxito en esta empresa, podremos estar seguros de que el Creador nos beneficiará enormemente, concediéndonos nuestros pedidos. Esto, sin necesidad de atravesar situaciones amargas o penosas para conseguir aquello que precisamos para continuar con nuestra vida, ya se trate de sustento, salud, o cualquier otro tipo de necesidad.

Rosh Hashaná 5770

"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim

(Extraido y adaptado de jabad.arg)Shana Tová!5770!
En esto 2009 de la era comun hagamos en calendario judio 5770 años.Para el inicio del año hebreo hay dos criterios: según la Biblia, este mes (el de la salida de Egipto: Nisán, (por marzo-abril) os será principio de meses, el primero de los meses del año (Shemot- Éxodo 12.2).Pero posteriormente la tradición judía ha establecido el comienzo del año en el mes hebreo de Tishrei (por septiembre-octubre), cuando se festeja el Año Nuevo Judío o Rosh Hashaná, por considerárselo el mes en que D-os creó el mundo. En este día, según la tradición, fue creado el primer hombre: Adam.

Rosh Hashaná se celebra el primero y el segundo día de Tishrei. Este año que se inicia, el 5770, empieza el viernes de 18 de septiembre de 2009 al atardecer, cuando sale la primera estrella, continuando durante los días 19 y 20 de septiembre.La celebración comienza al anochecer de la víspera con el sonido del shofar, un cuerno que llama a los judíos a la meditación, el auto-examen y el arrepentimiento. Es el primero de los días de oración, penitencia y caridad que terminan con el Yom Kippur (Día del Perdón), que este año comienza el 27 de septiembre al anochecer.

También se lo conoce como el Día del Juicio y como el Día del Recuerdo porque, según la tradición, ese día Dios juzga a los hombres, abriendo tres libros: uno, con los malos (quienes quedan inscriptos y sellados para la muerte), otro, con los buenos (quienes quedan inscriptos y sellados para la vida) y, el tercero, para quienes serán juzgados en el Yom Kippur.Rosh Hashaná (Cabeza del Año), junto con Yom Kipur (Día del Perdón), forman en la tradición judía una unidad llamada Yamim Noraim (Fiestas austeras)

http://www.itongadol.com.ar/shop/detallenot.asp?notid=26968 -
Rosh Hashaná un nuevo con música. Las fiestas son una parte importante de la vida cotidiana: en las calles, en el sistema escolar, en las sinagogas y en los hogares a lo largo de todo el mundo en la vida de cada judío

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26 may 2009

שבועות

Shavuot (inicio pôr do sol do dia 28)é o segundo dos três maiores Dias Festivos (Pêssach é o primeiro e Sucot o terceiro), e celebrado no quinquagésimo dia do Sefirat Haômer,após Pêssach. Shavuot é também chamado de Atsêret, que significa a Compleição, porque juntamente com Pêssach, completa uma unidade. Ganhamos nossa liberdade em Pêssach a fim de recebermos a Torá em Shavuot.

A Torá foi outorgada por D'us ao povo judeu no Monte Sinai por volta de 1300 a.C. Todos os anos, neste dia, renovamos nossa aceitação do presente de D'us. A palavra Shavuot significa "semanas": assinala a compleição das sete semanas entre Pêssach e Shavuot (o período do ômer), durante o qual o povo judeu preparou-se para a Outorga da Torá. Durante este tempo, purificou-se das cicatrizes da escravidão e tornou-se uma nação sagrada, pronta a entrar em uma aliança eterna com D'us, com a Outorga da Torá.

Shavuot também significa "juramentos". Com a Outorga da Torá, o povo judeu e D'us trocaram juramentos, formando um pacto duradouro de não abandonar um ao outro.

No mês de Sivan (pelo calendário judaico) terminava a colheita de cereais e assim, dos próprios produtos que graças à proteção divina puderam ser extraídos do solo eram separadas as primícias como oferendas.Nenhum cereal da nova colheita podia ser utilizava antes de 6 de Sivan (calendário judaico), data em que esse sacrifício se tornava efetivo. Por isso Shavuot se chama também Chag HaBicurím, festa das primícias {primeiras colheitas}.Nos tempos do Templo, Shavuot assim como Pêssach e Sucot se caracterizavam pelas peregrinações. Grandes grupos de agricultores afluíam de todas as províncias, e o país adquiria um aspecto animado e pitoresco.

O que e a Torá?

A Torá é composta de duas partes: a Lei Escrita e a Lei Oral. A Torá escrita contém os Cinco Livros de Moshê, os Profetas e os Escritos. Juntamente com a Torá Escrita, Moshê recebeu também a Lei Oral, que explica e esclarece a Lei Escrita. Foi transmitida oralmente de geração a geração e finalmente transcrita no Talmud e Midrash.

A palavra "Torá" significa instrução ou orientação. A palavra "mitsvá" significa tanto mandamento como conexão. Há 613 mandamentos. Os positivos (Faça), totalizando 248, são equivalentes ao número de órgãos no corpo humano. Os 365 negativos (não faça) são equivalentes ao número de vasos sanguíneos no corpo humano).

Através do estudo de Torá e cumprimento das mitsvot conectamos a nós e ao ambiente a D'us. O propósito de D'us ao criar o mundo é para que santifiquemos toda a Criação, imbuindo-a de santidade e espiritualidade.

A Torá foi outorgada livremente, em um local público sem proprietário. Se tivesse sido outorgada na terra de Israel, as nações do mundo diriam que não têm uma porção nela. Qualquer povo que a deseje aceitar é bem vindo a fazê-lo.E a escolha do Monte Sinai foi para ensinar-nos a humildade, pois o Monte Sinai era a mais humilde de todas as montanhas (...)Orgulhar-se de suas raízes é uma virtude. Portanto, a Torá foi outorgada em uma humilde montanha.Sem arrogância,mas orgulho de suas raizes.

20 abr 2009

Yom HaShoá -Em memória ao dia do Holocausto

Ha pouco mais de 60 anos uma das maiores carnificinas humanas a um grupo em especifico transcorria na Europa. Berço da civilizaçao ocidental, em suas terras cerca de seis milhoes de judeus ,suas historias e suas vidas eram exterminadas pelo furor do racismo e intolerancia .Algo que hoje, a descendentes de judeus asquenazitas ou mesmo ao sefarditas ,os ultimos grande parte não atingidos pelo Shoá,une-os mias, em diaspora ou como ocorreu como um dos alicerces para a concretização do Estado de Israel.Como na prédica :juntos,só povo,ainda que em meio a diferencias e peculiaridades.

Yom Hashoa- o Dia do Holocausto, lembrar para que não sejam mais repetidas estas historias.E o passado de pogrons,inquisições e bem como a sanha nazista no séc XX não mais se repitam.Tal como o filosofo judeu Emannuel Levinas escreveu, o holocausto não aconteceu porque D´us esqueceu de um povo. Aconteceu por que foi permitido,por que o abster-se permitiu ao fundamentalismo ,e não sob um pietismo religioso, mas sob um carater racialista e de pensar o progresso. Sob uma sagacidade e engenhosidade ,o abuso da arbitrariedade,o desrespeito a lidar com o 'outro'. Isto no século que em seu desembocar já assistira o genocidio de 1,5 milhões de armenios pelo sultão turco .Assistiria em seguida as fogueiras neo modernas do Holocausto onde judeus, ciganos, opositores ao regime nazi-facista,sucumbiriam.Não menos no mesmo século onde por Stalin outros milhoes morreriam, bem como por outros regimes ditatoriais a até massacres mais recentes como o conflito na ex-Iugoslávia.Mas cabe aqui pontuar ao Holocausto, a esta forma de limpeza etnica especifica de um determinado grupo, caçando os para além de territorio conquistado, cercando e imputando os como a quem combate ratos ou um cancer, metaforas usadas comumente pela propaganda do III Reich.O Holocausto foi a praga do convencimento, do ideal de superioridade humanas, da eugenia e superposição de valores sobre o 'outro'.

A exemplo de Pessach(pascoa judaica)e a libertação da escravidão,devemos estar atentos e livrando-se das amarras de qualquer opressão moderna.Os novos faráos,os novos desertos da intolerancia ainda existem e são inimigos contumazes da espécie humana.O homem lobo do homem. E nisto o Criador não tem culpa.D 'us que vela sua face não é, pensamos, uma abstração de teólogo nem uma imagem de poeta. É por assim, repensando o proprio judaismo e o shoá ,foi a hora em que o indivíduo justo não encontra nenhum recurso exterior, em que nenhuma instituição o protege, em que a consolação da presença divina no sentimento religioso infantil se nega também, em que o indivíduo apenas pode triunfar em sua consciência, ou seja, necessariamente no sofrimento. Mas dai sobressai do sentido especificamente 'judeu do sofrimento' que não toma em nenhum momento o valor de uma expiação mística pelos pecados do mundo. A posição de vítimas em um mundo em desordem, ou seja, em um mundo onde o bem não chega a triunfar, é sofrimento. Ele [o sofrimento] revela um D'us que, renunciando a toda manifestação solícita, convoca à plena maturidade do homem responsável integralmente. Mas no mesmo instante, este D'us que vela sua face e abandona o justo à sua justiça sem triunfo – este D' us longínquo – vem do interior. Intimidade que coincide, para a consciência, com o orgulho de ser judeu, de pertencer concretamente, historicamente, cruamente ao povo judeu, e digo isto por que contrario ao pensamento de que D' us 'morrera' no Holocausto, jamais isto seria possivel.

“Ser judeu, isso significa... nadar eternamente contra o que seja de imundo e criminoso da correnteza humana... Eu sou feliz em pertencer ao povo mais infeliz de todos os povos da terra, ao povo cuja Torá representa o que há de mais elevado e de mais belo nas leis e ensinamentos.” A intimidade do D'us viril se conquista numa provação extrema. Por minha pertença ao povo judeu que sofre, o D'us longínquo se torna meu D'us. “Agora eu sei que tu és verdadeiramente meu D'us, pois tu não saberias ser o D'us daqueles cujos atos representam a mais horrível expressão de uma ausência de D'us, militante.” O sofrimento do justo por uma justiça sem triunfo é vivido concretamente como judaísmo. Israel – histórica e carnal – tornando-se novamente categoria religiosa." (extraído de «Aimer la Thora plus que Dieu», In: LEVINAS, E. Difficile Liberté: essais sur le judaisme. Paris: Albin Michel, 1963/ Librairie Générale Française, 1984 )Vidas Marranas:Compósito subterfúgio de observação do mundo.Hasbará,Recordações e Narrativas do que fez-se em esquecimento.Alguma verdade ainda existe em porões do silêncio,câmaras soturnas nos quais não passou a Grande História.

"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim



ימלא פי תהילתךכל היום תפארתךאל תשליכני לעת זיקנהככלות כוחי אל תעזבני

"Mas dizem os meus motejadores:Que poderias tu,se és um só ,contra tantos? Só deploro ser esmagado pelo número,contudo esses vossos pensamentos e palavras ainda mais refervem meu interior e bradar que é impiedade ter piedade de ímpios,soberbos,contumazes e obstinados.Vencerei-os pela argumentação" Uriel da Costa

17 abr 2009

Hagadá de Pessach não para dois .5769

ימלא פי תהילתךכל היום תפארתךאל תשליכני לעת זיקנהככלות כוחי אל תעזבני

Nossos pais comeram o pão da aflição a cada dia quando nossos ancestrais estavam como escravos no Egito. Devemos então lembrar como chegamos até aqui ,com as mentes e corpos nutridos pelo pão da aflição.E como ainda hoje grilhões ainda aferram a tantos.

Hagadá de Pessach (Pessach não para dois)

Mais uma estrela no céu desponta
Não .Não conte a, por que o que teu dedo mostra ,vingará uma berruga.Abaixa.Mas não te esqueça.

Lembra as palavras de tua mãe.
Ouça as ,só.Contigo.
Apenas guarde as .E ao que o Criador disse,
Ata as palavras ao coração e dize-as pela manha.Dize-as também ao se levantar, ao caminhares e ao dormires.
Em todos dos dias de tua sórdida vida.
Lembra as a ti e ao filho que não tivestes em vida

Amanhã é o dia.O dia que aquele que nos cria
E edificou o mundo.E descansou nele
Deixa que a tarde estará escura
Cessa teu pranto
Receba a noiva com alegria

Shabath de Pessach.Segue ,povo, a eras peregrino.
Outros mais encontraram sua casa.
Onde estará a nossa, a Terra Prometida?

Deixa .Deixa a poeira abaixar
Passarão se os anos
E Por que daqui a pouco toda força nos consome

Deixa. Acenda a vela antes que escureça
Para que nossos filhinhos não temam a noite
E á porta não adentre o mal anjo
Talvez não seja mais época em que a nossos irmãos arrombem lhes as portas
Mas nesta terra ignota
Melhor dizer bem pouco
Pois mais tempo vive aquele que se cala

Vira o defunto para o canto
Entorne as vasilhas
Feche os olhos
E apenas espere

Um dia para todos nos virá o descanso.
E não teremos mais benzas sobre nossas cabeças
Senão apenas memória da bênção que nossos ancestrais faziam
Não teremos sobre nós aspergido ao vazio
O óleo de nosso sacrifício

Um dia
Nesta terra ou qualquer outra
Estará mais próxima de nosso horizonte
Yerushalaym,aqui ou onde
Aonde estará a destra do Soberano

Deixa.Não há para ti lugar naquela ceia
Deixa. E neste vale,cerre o pranto
Vaga te sozinho ,marrano sefardita ,simples vacante
Coisas que nossos semelhantes tem crido,todas insensatas
Cala-te
Deita.
Deita e olha as estrelas .
A terceira estrela já desponta

Como nos primeiros sinais de uma procura
Por primavera após um longo e escuro ,um infindável inverno.É hoje o dia.
Em pleno outono de folhas que delizam soleira adentro
A keara esta a mesa
E tudo rústico mas
Comemoraremos apenas nós mesmos as escondidas
Enquanto fecharemos as portas temendo que nos caluniem de sangue

Neste ano não teremos uma vez mais o cálice e a botija cheios ,
Mas aqui tão pouco, toma
Toma este pedaço de pão seco
Não neste há qualquer levedura
Erga- o aos céus para que este o abençoe.Salgue com o labor de teu corpo
O maror da amargura de exílio que e tua vida
Relembre har sinai
E a passagem talvez jamais possivel
Já este em nossa veia padece neste deserto mais que 40 anos
Apenas de esperança tem sido a matzot de nosso arduo trabalho
Veja.Na falta do vinho esta cachaça
O nosso rústico vinho da cana

Então,brindamos
Junto a nossos solitários convidados
Fecharemos as portas e sob vigília

Em nossa sobriedade ergamos o pão
E em nossa solidão de peregrinos lembremos de velhas historias
e nossos antigos nomes
Assim como um dia chamadas serão nossas almas do nosso longo exílio

Nesta terra a qual pertencemos
Ainda somos nós também outros peregrinos
E nossas frestas e janelas são vigiadas a cada momento

Nós mesmos pouco acreditamo-nos e nos conhecemos tao pouco,
Apenas temos a mácula no sangue
Nós irmãos:
Brancos, mais claros ,mais mulatos
Não meramente na tez ,ou narizes , costumes ou nossos sobrenomes
Somos tão iguais
E tão dessemelhantes
Um dia não teremos mais castas

Vinde.
E fecha a porta
Eis que a noiva se aproxima neste ocaso
Eis que subirá então a alva e por que vem ela, ladeada dos anjos.

Então Peregrino ,Vinde,é de caminhada mais irmão comigo que aqueles que tenho sangue.Descansa,vinde conosco á fogueira ,acolher se deste frio.Um dia ,se não a teu corpo, mas a tua alma convidarão te também à ceia.

Veja o vento bater a cortina
E os cães que latem
Seja Eliahu Hanavi
Que não se atem e mesmo a lares tão simples faz sua visita
Ele desceu da carruagem .É o enviado que não se importa com a mácula de nossa história

Vinde,hoje,
Vinde,agora,
Depois ,não mais apenas algum dia
Tão logo tudo se apaga
Um dia encontraremos descanso.E virá nos assim a esperança.

Yerushalaym Shel ZeAhav
En Leste-Oeste
Tan cerca, tan leja en nuestros soños.

8 abr 2009

Pessach 5769



MENSAGEM DE PESSACH DA CONIB

Estamos às vésperas de Pessach, a Festa da Liberdade, quando comemoramos a saída da escravidão - do Egito dos faraós. Ao redor do planeta, as comunidades judaicas vão recordar a libertação do povo de Israel e sua passagem ao longo de 40 anos, pelo deserto, até chegar à Terra Santa. A comemoração relembra e reforça nosso compromisso com a liberdade e com a democracia.

E, neste início de século 21, o respeito às liberdades individuais desponta como um valor cada vez mais relevante, mas infelizmente ainda questionado por alguns que rejeitam os avanços democráticos, que se verificam em diversas partes do planeta. Aproveitamos a ocasião para desejar a todos um Feliz Pessach e para relembrar a importância do compromisso com a construção da democracia e da liberdade em todo o mundo.

Chag Pessach Sameach!

Claudio Lottenberg
Presidente da Confederação Israelita do Brasil

Birkat Hachamah,agora só daqui a outros 28 anos

e o mundo foi criado , e o sol, no quarto dia, a exatos 5769 anos...
Chag Sameach le Pessach!

A cada 28 anos, o sol retorna à mesma posição e no mesmo ponto da semana que ele ocupou no momento de sua criação – no início do quarto dia da criação. Uma bênção especial – chamada Birkat Hachamah, “a bênção do sol” - é recitada para marcar esta ocasião- ver Talmud, Tratado Berachot 59b.Do ponto de vista astronômico, nada de incomum acontecerá. De acordo com a tradição, o sol foi criado no momento do equinócio da primavera que coincidiu com o primeiro momento do quarto dia da criação. O sol, luz, planetas e estrelas não estarão alinhados de nenhuma forma especial. O arranjo dos corpos celestiais nem mesmo se parecerá com aquele em
que estavam no momento da criação. A Birkat Hachamah marca o momento em que o sol alcança uma posição específica (e não incomum) – a mesma em que ele ocupava no momento de sua criação – no mesmo momento da semana em que foi criado.

A existência de quase toda a vida da Terra é abastecida pela luz do sol. Toda manhã, infalivelmente, o sol se levanta no leste e nos banha com seus raios revitalizadores, fazendo a flora crescer e, através do processo de fotossíntese, fornecendo oxigênio para toda a fauna.Alguns chamariam este fenômeno de natureza. Nós nos reuniremos em 8 de Abril e declararemos o contrário:
“Abençoado és Tu, Senhor nosso D’us, Rei do universo, que restabelece a obra da criação”.

A bênção pode ser recitada desde que o sol possa ser visto, mesmo que não claramente, e mesmo que somente seu contorno seja visível através das nuvens.
Se o sol estiver totalmente obscurecido, então deveremos aguardar até logo antes do meio-dia, com a esperança de que talvez o sol apareça. Se isto não ocorrer, então, logo antes do meio-dia, a bênção pode ser recitada omitindo-se o nome de D´us (“Abençoado és Tu que restabelece a obra da criação”).

*De acordo com os cálculos astronômicos do Shmuel, sábio do século 3, a duração de um ano solar é de 365,25 dias, ou 52 semanas mais 1¼ dias. A conseqüência disto é que precisamente um ano depois da criação,l quando o sol retornou à sua posição original, isto seria 1¼ (um dia e seis horas) mais adiante na semana. Após dois
anos, seria de 2½ dias mais adiante na semana. Somente depois de 28 anos, o sol retornaria àquela posição no mesmo horário – no início do “quarto dia”, quarta-feira.


9 mar 2009

פּוּרִים

"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim



O livro de Ester (Meguilat Ester), a base da festa de Purim, conta uma das mais queridas histórias bíblicas. Haman, o vilão da história, desenvolve um plano para aniquilar os Judeus da Pérsia – e este é aprovado pelo Rei Achashverosh. Através de uma complexa seqüência de eventos, a Rainha Ester, judia, e seu pai adotivo, Mordechai, conseguem interceder diretamente com o rei, estragando o plano diabólico de Haman, e destruindo-o, junto com sua família e outros inimigos do Povo Judeu. É então proclamado o feriado de Purim.

A origem da palavra ‘Pur’ aparenta ser persa. Como escrita na Meguilat , significa ‘sorteio’.Purim é o plural da palavra ‘Pur’, e,portanto significa ‘sorteios’. A festa se chama Purim devido aos sorteios promovidos por Haman.A palavra Pur também está relacionada com a palavra hebraica ‘porer’, que significa desmantelar,quebrar,destruir,quebrar em pedaços.A palavra ‘pur’ tem significado semelhante ao da palavra ‘payis’ –loteria, tão difundida em Israel.A palavra ‘hefir’, derivada do verbo ‘pur’ tem sentido de cancelamento, quebra de algo permanente, como a violação de uma aliança, o fim de um casamento ou uma grave.

Haman escolheu fazer sorteios para determinar o dia e mês para atacar os Judeus. Os antigos persas acreditavam que os signos do zodíaco afetavam o destino do homem, e creditavam muita honra aos astrólogos e magos. Para muitos pesquisadores, o sorteio não resultou no mês de Adar por acaso, mas intencionalmente, já que uma importante festa persa da deusa Anahita era celebrada no meio deste mês, e o interesse de Haman era deixar o povo contra os Judeus justamente durante estes dias de alegria e entusiasmo.

Purim parece repleta de contradições. Numa hora, os Judeus estão sem ajuda e desesperados de medo; em outra,estão lutando contra seus inimigos e vencendo-os. Milagres acontecem, e o nome de D’us nem é citado.EM Purim, os Judeus reafirmam sua lealdade ao Judaísmo, e alcançam novos níveis espirituais. Mas então vem as máscaras, paródias, banquetes e bebidas. Purim nos ensina a ver através das contradições da vida, e perceber que elas são todas parte do plano. Muito antes de Haman escrever seu decreto de destruição, uma rainha é, deposta para dar passagem a Ester, que no fim das contas salva os Judeus. O remédio vem antes da doença. Purim significa sorteios – como na loteria. Mas a seqüência de eventos sugere qualquer coisa menos sorte.

Resumindo, Purim é a festa da unidade judaica. Assim como as contradições de Purim desembocam num tema unificado – o Povo Judeu deve ser unido, “be’lev echad” – em um só coração -, para comemorar.Todas as quatro observâncias de Purim nos levam à união. Primeiro, sentamos todos juntos para ouvir a leitura da Meguilá. Depois, a mitzvá de Matanot LaEvionim – presentes para os pobres – une os pobres e os ricos. Mishloach Manot – enviar guloseimas – reforçar a ligação entre nós e nossos amigos. Mas ainda não é suficiente.

Finalmente, para separar as barreiras que nos separamos, nós bebemos. A bebedeira da refeição de Purim deve nos libertar de nossas inibições, não para nos levar à selvageria, mas para nos permitir mostrar nossos mais interiores e profundos sentimentos de amor uns pelos outros. Ao bebermos (com moderação), diminuímos as fronteiras que nos separam uns dos outros, para nos sentirmos ainda mais como uma unidade.


Vidas Marranas:Compósito subterfúgio de observação do mundo.Hasbará,Recordações e Narrativas do que fez-se em esquecimento!Alguma verdade ainda existe em porões do silêncio,câmaras soturnas nos quais não passou a Grande História.Bem vindos.

9 feb 2009

Plante esta idéia -Tu Bishvat- Rosh Hashaná La'ilanot

Antigamente, o povo judeu na Terra Santa comemorava o décimo quinto dia do mês hebraico de Shevat como o marco do início da nova estação dos frutos em Israel. Esta época do ano marca o ponto médio do inverno quando a força do frio diminui, a maioria das chuvas do ano já caiu e a seiva das árvores começa a subir. Como resultado, os frutos começam a se formar. Esta data até hoje é comemorada como o aniversário das árvores em Israel.

Da mesma forma como D'us faz com os seres humanos, no primeiro dia de Tishrei, Rosh Hashaná, D'us no dia 15 de Shevat determina qual a quantidade de frutos e folhas que cada árvore produzirá durante o ano; se crescerá satisfatoriamente, florescendo ou secará até morrer. Isto demonstra que o Criador do Universo e de todas as espécies, inclusive plantas e árvores, cuida de cada uma de suas criaturas, determinando seu destino.

As frutas crescidas antes desta data eram consideradas frutas "velhas", e as que eram colhidas a partir desta data, eram recebidas como "novas". Esta distinção era essencial no tocante aos mandamentos da Torá de separar a terumá e o maasser - a separação dos frutos destinados aos cohanim e leviyim.

A tribo de Levi não possuía campos ou pomares. Seus membros dedicavam-se integralmente ao serviço Divino no Templo Sagrado e ao ensinamento do conhecimento de D'us ao povo. Por este motivo, a Torá ordena que uma certa parte da colheita deva ser outorgada a eles.

Atualmente o Rosh Hashaná La'ilanot, Ano Novo das Árvores, é comemorado através da recitação de bênçãos antes e após a degustação de frutos novos da estação, especialmente as espécies de frutas da Terra de Israel: azeitona, tâmara, uva, figo e romã e outras novas para que se possa recitar a bênção adicional, Shehecheyánu. Ao provar dos novos frutos e recitar as bênçãos reconhecemos D'us como o Criador do mundo, da natureza e de tudo nela contido.

Uma analogia entre a árvore e o ser humano pode ser feita. Assim como a árvore está em constante crescimento, também nós devemos crescer; do mesmo modo como produz seus frutos, também devemos produzi-los. Em Tu Bishvat devemos renovar o crescimento pessoal, assim como as árvores começam a retirar a umidade e nutrientes da terra.

A raiz simboliza a conexão com a fonte, nossa fé; o tronco representa a parte principal que sustenta e representa o estudo da Torá e o cumprimento das mitsvot e o fruto está ligado com o resultado: a meta atingida, nossa influência positiva e contínua na preservação de nossos valores. Devemos constantemente lembrar que acima da natureza encontra-se D'us "regando" seus filhos através do legado do estudo e prática da Torá, os verdadeiros recipientes de bênçãos para que possam crescer continuamente em todas as estações.

Em 9 de Fevereiro de 2009 ec (5769)

28 ene 2009

LULA EM CERIMONIA EM MEMÓRIA ÀS VITIMAS DO HOLOCAUSTO



"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim

Mais de 1.000 pessoas lotaram ontem a Sinagoga Beit Yaacov (Safra), em São Paulo, para assistir a cerimônia em memória das Vítimas do Holocausto, em data instituída pela ONU.

O evento contou com a presença do Presidente Lula, do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, Governador José Serra, Prefeito Gilberto Kassab, Ministra Dilma Rousseff, Ministro Paulo Vanuccchi, Embaixador de Israel Giora Becher, Cardeal Arcebispo de São Paulo Dom Odilo Scherer, Governador da Bahia Jaques Wagner, Senador Aluizio Mercadante, Senador Romeu Tuma e os presidentes da CONIB, Claudio Lottenberg, FISESP, Boris Ber e FIERJ, Lea Lozinski.

As autoridades presentes foram introduzidas na Sinagoga pelo seu Presidente Sr. Joseph Safra.

O Presidente da Associação dos Sobrevivente do Holocausto, Ben Abram, foi entusiasticamente aplaudido ao ser chamado para acender uma das seis velas em homenagem aos 6 milhões de judeus mortos no Holocausto.

Dos oradores, o Rabino David Weitman foi o mais aplaudido, após proferir emocionado e emocionante discurso.

(Fotos Presidencia da República e Exclusivas Rua Judaica)

Discurso do Presidente Lula:



Meus amigos e minhas amigas,

Agradeço o convite para participar, pelo quarto ano consecutivo, do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Eu posso dizer que me sinto pessoalmente envolvido com a instituição desta data. Em agosto de 2004, recebi de uma comitiva do Congresso Judaico Mundial e de líderes comunitários brasileiros – certamente alguns deles estão aqui presentes – uma petição à ONU solicitando medidas mais concretas na luta contra o anti-semitismo. Assinei de imediato o documento, afinal, o Estado brasileiro foi co-patrocinador de diversas resoluções da ONU afirmando a importância de rememorar aquela tragédia. Mais tarde, eu soube que o Brasil foi o primeiro país a subscrever aquela petição. Soube também que ela serviu de base para consagrar 27 de janeiro como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Hoje, como em todos os dias, devemos nos empenhar na luta da memória contra o esquecimento. É preciso manter viva a lembrança, para que nunca mais se repita o assassinato em massa, o genocídio como ideologia e a limpeza étnica como razão de Estado.

O regime nazista promoveu a mutilação espiritual, a humilhação moral, a ruína material e a eliminação física de milhões de homens, mulheres e crianças. Vitimou judeus, comunistas, homossexuais, negros, ciganos, testemunhas de Jeová e todos que considerou inferiores na raça, no credo e na cor. O holocausto marcou o auge da crueldade humana e configurou o maior episódio de violência e covardia de nossa história, um episódio que não deveria ter ocorrido e que não pode nunca mais voltar a ocorrer. É certo que a intolerância e a xenofobia ainda não foram totalmente extintas. No entanto, em todo o mundo a sociedade vem dando importantes passos na superação dos preconceitos. Um grande exemplo acaba de se concretizar nos Estados Unidos. Lá, há poucas décadas, negros e brancos não tinham os mesmos direitos. E hoje, pela primeira vez, um negro é presidente dos Estados Unidos. O combate ao ódio e à discriminação já não é um grito isolado, mas integra o ideário das sociedades dos mais diferentes países.

Ao participar deste evento, ano após ano, busco demonstrar o profundo respeito que eu e todo o governo nutrimos pelas comunidades que compõem a grande nação brasileira. Eu me orgulho de ser presidente de um país marcado pela diversidade, onde a tolerância garante o respeito mútuo a todos. Temos uma legislação clara e rigorosa no que se refere a todas as formas de intolerância. Somos uma das poucas democracias do mundo, talvez a única, em que a Constituição garante que para crime de racismo não deve existir nem fiança, nem prescrição. O Brasil não aceita discriminação. Judeus e árabes, sejam religiosos ou não, convivem pacífica e harmoniosamente em nossas cidades, dividem espaços e compartilham a construção e o desenvolvimento do Brasil. Por isso, o conflito entre Israel e Palestina, no Oriente Médio, atinge os corações e as mentes de todos, e nos obriga a evitar que o ódio contamine o nosso país. Mais do que tudo, o Brasil pode se valer dessa convivência pacífica para colaborar para a construção da paz.

A diplomacia brasileira tem uma larga tradição de atuar de forma conciliatória na solução de conflitos, e no que se refere aos povos israelense e palestino, nosso Estado vem ao longo de seis décadas ratificando as resoluções internacionais que têm por objetivo garantir a coexistência pacífica e segura de dois Estados soberanos. Esse tem sido o sentido de todas as nossas manifestações, pois só assim alcançaremos a paz naquela região. Eu tenho me esforçado pessoalmente para impedir que o ódio mútuo, acumulado ao longo de décadas, acabe sufocando ainda mais as alternativas de paz. Como vocês sabem, recentemente determinei ao chanceler Celso Amorim que viajasse à região com o objetivo de apoiar os esforços para o cessar-fogo, o alívio da situação humanitária e o estabelecimento de uma paz reguladora. Na ocasião, a diplomacia brasileira reiterou às autoridades sírias, israelenses, palestinas, jordanianas e egípcias, a necessidade de se evitar mais mortes e sofrimento na população civil de ambos os lados.

Lembramos às partes envolvidas que há outros atores interessados em agir a favor de um entendimento, e a paz só tem a ganhar com a participação de países como o Brasil. Todos sabem que o Brasil não está interessado nos resultados políticos e nos dividendos econômicos que podem ser obtidos na região. Nosso interesse exclusivo é o de contribuir para a paz duradoura e definitiva na região. O Brasil tem condições e credenciais para participar, junto com outros países, de iniciativas que conduzam a um consenso para superar a violência e a irracionalidade. Por isso mesmo, apoiamos a realização de uma conferência internacional em seguimento à reunião de Annapolis, ocorrida em novembro de 2007, como um passo importante para o restabelecimento da paz na região, com base no reconhecimento do direito de constituição do Estado palestino viável, e da existência de Israel em condições de segurança e de soberania. O Brasil não aceita a escalada da violência como solução para os conflitos.

Lamentamos profundamente a morte de civis, mulheres e crianças. Conclamamos o pronto estabelecimento das condições que permitam a plena retomada da assistência humanitária à população de Gaza e a tranquilidade para a população de Israel. Guardo uma profunda esperança na construção do diálogo e continuarei empenhado para que, o mais rápido possível, aquela região viva uma trégua consistente que seja prenúncio de uma paz duradoura. Que este Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto ajude a todos os homens e mulheres a se recordarem das iniquidades que tanto macularam a trajetória da Humanidade. Que ele fale à consciência coletiva sobre a necessidade de se reparar os danos sofridos no passado, de se interromper as injustiças do presente e de se evitar tragédias no futuro. Espero, sobretudo, que este dia nos convide a olhar para as novas gerações, que não podem ser hostilizadas pelos erros cometidos por seus antepassados. Devemos garantir que as crianças e jovens se desenvolvam em um ambiente onde a desconfiança mútua seja substituída pelo preceito bíblico, quando diz: “Ama teu próximo como a ti mesmo”.

Shalom. Muito obrigado.


Yad Vashem: "El Holocausto fue el fracaso de los valores humanos".

"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração"Devarim


Alexander Abraham, El director del banco de datos de víctimas de la Shoá directivo de la Autoridad para el Recuerdo de los héroes y mártires del Holocausto, destacó que la Shoá fue el fracaso de los valores humanos, y que para recuperar esos valores, hay que estudiar, reflexionar e informarse con documentación autentica .“El recuerdo significa que todavía hay gente a la que le interesa el tema del Holocausto, el genocidio que se cometió, aquello fue el fracaso de los valores humanos”

Durante la Segunda guerra mundial hubo una Europa que falló, porque una cultura tan civilizada no pudo haber permitido semejante crimen. Debemos poner signos de exclamación y reflexionar sobre el nivel de barbarie y enfatizar la educación en los jóvenes para que esta tragedia y desgracia humana no se repítase, se educa hablando de cómo fue que sucedió, como lo hacemos desde Yad va Shem con información clara y correcta para contrarrestar la información falsa que circula en el mundo, nosotros colaboramos con la difusión de fotografías y documentos

Como mensaje para la humanidad se debe " estudiar, aprender de la historia, pensar, reflexionar, estamos abiertos desde la escuela internacional de estudios de la Shoá a que vengan, aprendan a luchar de esa manera que no debe existir racismo, antisemitismo, ni ningún tipo de discriminación. Se deben respetar los valores, la gente debe saber lo que ocurrió".

El 27 de Enero fue declarado por la ONU, como el Día Internacional del Holocausto, en recuerdo a la liberación del campo de concentración de Auschwitz en 1945. Al referirse al significado del lugar histórico Abraham dijo: "es el símbolo de la Shoá, de la muerte, del exterminio, pero el Holocausto no es sólo Auschwitz, sino toda una maquinaria de la muerte organizada".

Finalmente el historiador hebreo expresó que "fue una tragedia del pueblo judío, es algo que sigue ocurriendo, por eso es importante dirigirlo a las poblaciones que no tienen acceso preciso, vivimos en una época en que la mala fe no tiene límites y si las masas deben cerciorarse de la verdad". Por último como reflexión sobre la fecha, indicó Abraham, que hay entender integralmente, internalizar, difundir para que ser genere una conciencia y se transmita de generación en generación".

http://vidasmarranas.blogspot.com/2009/01/em-defesa-de-israel-idf-e-o.html



23 ene 2009

16 de Tevet -Falecimento de Maimonides

Sexta-feira da semana passada- 16 de janeiro /20 de Tevet

Falecimento de Maimônides no ano comum de 1204 e.c. Moises filho de Maimon. (Rambam en hebraico, Abu Imram Musa Ibn Maimun em árabe) nascido em Córdoba Espanha no dia 30 de março de 1135 e.c, correspondente a vespera de Pessach do ano judaico de 4895. Córdoba, então sob domínio muçulmano. A cidade era um grande centro cultural, onde muçulmanos, judeus e cristãos conviviam e participavam ativamente da vida pública.

Talmudista, halachista, médico, filósofo e líder comunitário, conhecido no mundo judaico pelo acrônimo "Rambam", e pelo mundo em geral como Maimônides, faleceu no Egito em 20 de Tevet de 1204 e.c. Sua capacidade literaria era incrivel Dominou o conhecimento no campo da teología, matemáticas, leis, filosofia, astronomia, etica e medicina. Maimonides era tambem um líder espiritual da comunidade judaica do Egito. Em 1168 e.c pouco depois de radicar-se em Fostat, completou seu primeiro trabalho importante, o comentário da Mishna. En 1178, dez anos mais tarde, a Mishne Torá foi concluida. Este trabalho monumental é uma copilaçao de 14 livros de toda lei Talmúdica e Bíblica, e segue sendo um clássico até hoje em dia . Em 1190 ec ,a grande obra filosófica de Maimonides, o Guia dos Perplexos foi concluida.

Maimonides era um escritor prolífico. Escreveu também um livro sobre a lógica (Maamar HaHigaion),preceitos (Sefer HaMitzvot),uma epístola aos judeus do Iêmen (Igueret HaShmad) e um tratado sobre a ressurreição (Maamar Tejita HaMetim)além de comentários sobre vários tratados do Talmud e mais de 600 responsas

Datas e Eventos

1135 (4895 após a criação do Mundo) – 14 de Nissan, nasce Moshê ben Maimon em Córdoba, Espanha.
1148- (4908) – Os almohávidas, seita muçulmana fanática da África do Norte, captura Córdoba. A família Maimon foge e começa um período de onze anos de andanças pelo sul da Espanha e norte da África.
1158/61 (4918-4921) – O Rambam começa a escrever o seu "Comentário Sobre a Mishná".
1159 (4919) – A família Maimon se estabelece em Fez, capital do Marrocos.
1162/63 (4922-4923) – O Rambam compõe e propaga a "Igueret Hashmad" (Epístola sobre a Apostasia).
1164-65 (4924/4925) – A família Maimon deixa Fez e percorre a Terra Santa.
1165-68 (4925-4928) – O Rambam completa seu "Comentário sobre a Mishná".
1166 (4926) – A família Maimon deixa a Terra Santa e se estabelece em Alexandria, no Egito
1166 (4926) – Falece Rabi Maimon, pai do Rambam.
1167/70 (4927-4930) – O Rambam começa a escrever o "Sefer HaMitsvot" e o "Mishnê Torá".
1169 (4929) – O Rambam escreve e envia a "Igueret Teiman" aos judeus do Iêmen.
1171 (4931) – Rabi David, irmão do Rambam, morre afogado num naufrágio.
1171 (4931) – O Rambam se estabelece em Fostad, Egito, onde vive pelo resto da sua vida.
1171/74 (4931-4934) – Fim do califado de Fatimide. Saladino torna-se Rei do Egito.
1177 (4937) – O Rambam é nomeado Rabino-Mor pela comunidade judaica do Cairo.
1177/80 (4037-4940) – O Rambam termina de escrever o Mishnê Torá.
1186 (4946) – 28 de Sivan, nasce o filho do Rambam, Rabi Avraham.
1186/90 (4946-4950) – O Rambam termina o "More Nevuchim" – o "Guia dos Perplexos".
13 de dezembro de 1204 – 20 de Tevêt de 4965 – O Rambam falece e é sepultado na Cidade Santa de Tiberíades, em Israel.


Mishnê Torá

Por volta do século XII da era comum, cerca de 700 anos depois que o Talmud da Babilônia tinha recebido seu formato final, havia se desenvolvido uma vasta população de judeus para quem seus argumentos, muitas vezes sutis, eram inacessíveis. Sem as explicações talmúdicas, era difícil entender corretamente a linguagem condensada da Mishná.

Rabi Yitschakl Alfasi (o Rif) deu o primeiro passo para tornar as explicações mais acessíveis, selecionando opiniões autorais e a passagem legal relevante do Talmud, dispensando as discussões mais elaboradas e as seções de casos. Em seu formato final, a compilação do Rif foi uma tremenda realização – poucos eruditos tinham o conhecimento e a percepção necessária para estudar todo o material talmúdico para chegar às leis definitivas. Seguindo a mesma organização do Talmud – com suas freqüentes, às vezes abruptas mudanças de assunto – no entanto, a obra do Rif não era de fácil consulta àqueles que não eram bem versados no Talmud.

Maimônides procurou remediar esta deficiência compondo um código organizado por tópicos. Mishnê Torá, é composta de 14 livros que contêm 982 capítulos e milhares de leis. Dividiu sua obra em catorze livros, com cada livro dividido em capítulos e cada capítulo desmembrado em discussões de leis individuais.

Guia dos Perplexos

Durante a vida de Maimônides, muitos judeus observantes tinham sentido atração pelas obras dos antigos filósofos gregos, uma influência que era popular dentre os eruditos árabes da época.
Enfrentando conflitos entre as concepções aristotélica e judaica do mundo, estes judeus se tornaram perturbados e abalados em sua fé. Preocupado com essa confusão e temendo suas potenciais conseqüências, Maimônides compôs seu Guia para elucidar sistematicamente a filosofia básica e os dogmas religiosos do Judaísmo.

O Guia não foi direcionado ao judeu descrente, mas explicitamente projetado para judeus eruditos e devotos. Como escreve Maimônides em sua introdução: "O objetivo desse tratado é esclarecer um homem religioso que foi treinado a acreditar na verdade de nossa sagrada Lei, que conscientemente cumpre seus deveres morais e religiosos, e ao mesmo tempo tem obtido sucesso em seus estudos filosóficos."

Os Treze Princípios de Fé

O Rambam faz parte da vida dos sábios e dos eruditos, quando todos os dias se elevam ao mergulhar na profundidade de seus livros. Mesmo as pessoas menos instruídas são influenciadas pelo Rambam, através dos 13 Princípios da Fé, formulados por ele.

Esses princípios da fé judaica versam sobre as virtudes, a fidelidade e a fé na eternidade da Torá e na breve vinda de Mashiach – todos estes valores tiveram e têm um papel importante na complementação espiritual de nosso povo. Esta prece representa a grandeza da obra do Rambam, pois ele conseguiu penetrar no intelecto e no coração de todos os judeus; do mais erudito ao mais afastado dos conhecimentos da Torá.

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"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim

21 dic 2008

Chag Sameach ao Ishuv .É Chanuká em 5769


A História das comemorações de Chanuká

Vista como "Festa das Luzes' Chanuká é, na realidade, uma Festa da Liberdade e dos Direitos Humanos Chanuká é mais do que o restabelecimento da independência do Estado de Israel antigo, é a glorificação da liberdade para todos os povos, é uma resposta universal contra a opressão e a agressão, é uma ação afirmativa garantindo valores e princípios de justiça e de Direitos Humanos que a opressão ameaçava e ameaça ainda hoje. E Para nós judeus significa a defesa de nossa alteridade e a luta contra a assimilação e o esforço para mantenenção do judaísmo ,ainda que em galut

Há mais de 2100 anos atrás os generais de Alexandre da Macedônia, após sua morte, fizeram butim do seu enorme império. E o Reino de Israel foi disputado entre os governantes do Egito e da Síria A terra de Israel, depois de um período de luta, acabou sendo dominada pela dinastia selêucida, que governava a região da Síria.
No ano de 167 da Era Comum, o rei Antioco Epifanio decidiu obrigar todos os povos sob o seu domínio a se helenizarem. A prática de rituais judaicos como o Shabat e a circuncisão foram banidas. O Templo de Jerusalém foi saqueado e os judeus proibidos de praticarem a fé. Era a helenização que desejava que nos curvássemos ao paganismo ,torturando e matando quem se negasse e profanando o Templo Sagrado de Jerusalém, introduzindo nele seus ídolos pagãos. Os greco-sírios fizeram do estudo da Torah um crime. Quanto soldados se aproximavam,as crianças que se dedicavam ao estudo da Torah, trocavam os Livros Sagrados por inocentes piões

Não obstante um grupo de judeus, os Macabeus - um acrônimo do hebraico "Mi Camocha Ba’e-lim Hashem" – "Quem és como Tu, ó D’us ",revoltou-se contra esta opressão e resolveu lutar. Embora o exército greco-sírio fosse muito mais numeroso, os judeus, com a ajuda de D’us, reconquistaram o Templo em 165 a.e.c ,depois de três anos de lutas , e o purificaram. A festa então recebeu este nome em comemoração ao fato histórico de que os macabeus descansaram "chanu" das batalhas no 25º "ká" dia de Kislêv.

Os sírios tinham roubado a Menoráh, candelabro de 7 braços do Templo ,de ouro do Templo, portanto os Macabeus imediatamente fizeram uma nova, porém de metal menos nobre. E embora o azeite impuro pudesse ser usado para acender a lamparina do Templo se necessário, eles insistiram em usar apenas a única ânfora de azeite com o selo do ultimo Sumo Sacerdote justo, Yochanan. A quantidade de azeite deste pote seria suficiente apenas para um dia, porém D’us fez com que durasse, milagrosamente, oito dias, tempo exato para que mais azeite puro fosse preparado.
Em tempos tão difíceis ,aí esta a origem do milagre das luzes de Chanuká , um milagre que se deu de "cima [D'us] para baixo", transcendendo a natureza tal como expressa também o sentido de girar o pião (dreidel). No Dreidel estão inscritas quatro letras hebraicas: ו Nun, ג Guimel, ח Hei e ש Shin , que aludem ao milagre de Chanuká: " Nes- Gadol- Hayá- Sham" ("Um grande milagre aconteceu lá" — em Israel). Cabe ressaltar o valor numérico destas letras é 358, que é o valor da palavra mashiach, aludindo à importância da educação judaica, pois, ao difundir a luz da Torah, apressa-se o advento da época de Mashíach.

Desde a histórica vitória ocorrida em 165 a.e.c., celebramos Chanucá durante oito dias.A festividade comemora a preservação do espírito de Israel. Assim sendo, celebra-se Chanucá apenas espiritualmente, não havendo outros mandamentos a respeito. Sendo proibido qualquer forma de luto público ou jejum,e sem abstenção de trabalho. A chanukiá – candelabro especial da festividade- deve ser acesa diariamente após o aparecimento das estrelas, com exceção da véspera do Shabat.
Observação: Qualquer material incandescente pode ser usado para acendê-la, mas deve-se preferir a luz intensa do azeite ou de velas de cera/parafina, suficientes para permanecer ardendo no mínimo por meia hora. Por isso, se uma vela apagar durante esse tempo - com exceção da noite de Shabat, recomenda-se reacendê-la. Num lugar de destaque, no candelabro, há outra vela auxiliar, chamada shamash. Algumas comunidades usam esta para acender as demais velas; outras, uma vela adicional e por isso um candelabro totalizando nove braços. Por ter um propósito sagrado, a luz da chanukiá não poderá ser usada para nenhum outro fim, como trabalho ou leitura.

Fontes:
Beit Chabad
Revista Morashá

11 dic 2008

Yom Kippur e a Guerra dos 365 dias

Vidas Marranas -O Yom Kipur e a Guerra dos 365 dias.

Um texto simplesmente esplendoroso. Recebi e postei na integra . Não há nada a acrescentar.Autocrítica e reflexão necessárias. A chamada “flexibilização” cultural e religiosa, que avança em passos largos sobre as comunidades judaicas, é hoje o nosso novo Golias a ser enfrentado. Alvos sensíveis desta guerra subterrânea e subliminar, que se estende por todos os 365 dias do ano, os judeus da Diáspora labutam em meio a uma batalha crucial que implica em atenção e resistência redobradas, no sentido de preservar a sua imensa e preciosa herança milenar .

por Sheila Sacks:
“Naquele ano de 1967, três meses antes das celebrações do Rosh Hashaná e Yom Kipur, os judeus de todo o mundo foram brindados com uma série de imagens que varou o planeta como um luminoso cometa, provocando uma explosão de emoções poucas vezes sentida com tamanha intensidade. A impressionante foto do rabino Slomo Goren, capitão das forças armadas israelenses, abraçado aos rolos da Torah e ecoando o som do shofar aos quatro cantos do planeta, anunciando a libertação de Jerusalém - a partir daquele instante uma cidade aberta a todos os credos e raças -, assumia ares de profecia, tornando-se um divisor de águas entre o velho e os novos tempos que assomavam porta adentro como emissários há muito aguardados.

Igualmente a visão de soldados israelenses rezando ao pé do muro sagrado, no coração de Jerusalém, mexeu com os brios de uma geração de jovens, talvez em dúvida quanto aos caminhos a seguir. Revelou-se também como uma preciosa dádiva para aqueles veteranos que vinham lutando, por décadas, pelo direito de pisar o solo milenar da cidade santa. E converteu-se, certamente, em um sinal celestial incontestável para milhões de judeus que sobreviveram à perseguição e à matança da era nazista, símbolo raro de que, afinal, o sofrimento, os reveses e as incontáveis almas sacrificadas na pira da intolerância estavam sendo redimidos naquele momento histórico.
Passados 41 anos, nunca é demais rememorar a “Guerra dos Seis Dias”, que permanece como uma lembrança forte e inspiradora, merecedora de inúmeras resenhas, considerações e análises apuradas. Se por um lado, a luta e a perseverança de um povo acossado que não se acovardou diante das forças majoritárias que o ameaçavam, repetindo o exemplo bíblico de David e Golias, revigoram nossos sentimentos de auto-estima, por outro provocam uma saudade doída de um instante único de fé e coragem, eternizado em tantos corações. Isso porque à profética mensagem de consolidação da nação judaica registrada ao término dos seis dias de guerra, foram incorporados, na Diáspora, novos discursos, hábitos, conceitos, significados e interpretações que, ao longo do tempo, criaram uma esquisita miscelânea, difícil de ser contabilizada como ganho à identidade cultural de um povo.

O massacre diário de informações volúveis, a difusão incontrolável de modismos, a ditadura do consumismo e a imposição de uma indústria tecnológica de circulação de mensagens e desejos artificiais são tentáculos de uma rede malévola que preenche e ocupa as poucas e qualitativas brechas de tempo que dispõem o ser humano ativo, contribuindo para minar os alicerces básicos das minorias e diluir, paulatinamente, as suas identidades originais.

Incansáveis, as comunidades judaicas se empenham para não serem encobertas pelas ondas desse mar de mesmice que as espertas ditaduras de costumes têm imposto às sociedades modernas. Enquanto para as gerações mais antigas, remanescentes da imigração e cerceadas pelas grades culturais do passado, é mais fácil preservar os rituais, os símbolos e o calendário de eventos, para os seus filhos e netos a situação se mostra mais desconfortável e, muitos desistem, às vezes inconscientemente, de remar contra a maré de um mundo fermentado por idéias monolíticas e preconceituosas que roem e esgarçam as nem sempre sólidas convicções religiosas da juventude.

Hoje, grande parte dos líderes comunitários, de poderosos empresários, de ativistas dedicados e de senhoras voluntárias que investem seu tempo e seu entusiasmo em prol das causas judaicas, convive com um paradoxo pessoal em função do alto grau de assimilação presente no seio de suas próprias famílias. É cada vez mais difícil afinar o discurso público da preservação dos valores judaicos com a realidade que enfrentam no âmbito familiar. Respirar em casa um ambiente 100% judaico, estudar em escola judaica ou participar de movimentos sionistas não são mais os indutores capazes de conduzir os jovens a uma via de fidelização às suas raízes ancestrais. O “canto das sereias” das mensagens cativantes e sedutoras que propagam as vantagens de uma vivência integrada e harmoniosa com a comunidade maior, a qual cada judeu da Diáspora está ligado pelos fortes laços da nacionalidade, tem sido interpretado de uma forma literal, ao pé da letra, seja por conveniência, preguiça ou uma decisão particular. Daí que a tênue linha que demarca o que é uma convivência integrada e o que se constitui em uma entrega adesista precisa ser acentuada antes que a mesma seja irremediavelmente varrida do mapa.

Outro fator condicionante favorável ao ambiente de similitude observado nos jovens – tanto no que se refere ao modismo de bens de consumo, ao comportamento social e as expectativas de vida – é a tal busca da felicidade, muitas vezes mal compreendida ou confundida com o prazer imediato. Nas décadas de 1980 e 90, a conversão religiosa de um dos pares do casal era a rotina convencional necessária para a aceitação pela família de um casamento precedido, na maioria das vezes, de terríveis dúvidas e de um mal-estar generalizado de ambas as partes. Diante da argumentação emocional de um filho sobre a importância do amor e da felicidade a dois, os pais sucumbiam, mesmo a contragosto, sofrendo calados ou reclamando até o final de suas vidas. Muitos procuravam ficar de bem com a sua consciência, matriculando os netos em escolas judaicas na esperança de que o processo inicial de assimilação revertesse milagrosamente. Hoje a situação se enveredou por outra vertente mais perigosa. Agora são os pais que justificam as escolhas dos filhos fora do judaísmo, bradando que a felicidade da garotada está em primeiro lugar. O sentir-se feliz virou uma espécie de passaporte especial que garante imunidade ao seu portador, oferecendo uma travessia aparentemente sem problemas ou cobranças pelas fronteiras da assimilação.

Também a arte, em todas as suas variantes, transformou-se em uma das mais poderosas redes de pescaria que arrasta os jovens para fora de seu habitat ancestral. Aqui no Brasil, a grande maioria dos atores, atrizes, diretores e apresentadores de TV, compositores, músicos, escritores, intelectuais, pintores e demais artistas de sucesso, com ascendência judaica, já estão casados ou vivem com pessoas de outro credo religioso. Seus descendentes diretos não mantêm o menor resquício de religiosidade judaica, fato absorvido como um detalhe folclórico de sua árvore genealógica. Curiosamente, cabe a mídia judaica a iniciativa de lembrar o (perdido) elo judaico desses cidadãos, festejados pelo sucesso de suas empreitadas. Por sua vez, magnatas judeus que contribuem generosamente para a sustentação de sinagogas e escolas ortodoxas amargam, na vida familiar, deserções inexplicáveis de entes queridos, passageiros privilegiados da sociedade transnacional dos ricos e milionários, onde as tentações e as transgressões acabam se diluindo na benemerência que alivia os corações

Apesar desse quadro inquietante, anualmente, nas celebrações de Rosh Hashaná e Yom Kipur, as sinagogas brasileiras ainda ficam lotadas de fiéis. Na Administração Pública, pelo menos no Estado do Rio de Janeiro, existem leis municipais e estaduais que liberam o funcionário público de trabalhar nestes dias. Uma das leis que abrange a cidade do Rio foi elaborada pelo então vereador Ronaldo Gomlevsky e sancionada pelo prefeito à época, Marcello Alencar (lei nº 1410 de 21 de junho de 1989). Já no âmbito estadual, a lei foi aprovada em 19 de dezembro de 1997 (lei nº 2874). Entretanto, o que se observa é que muitos judeus que trabalham no Serviço Público preferem não expor esse lado, muitas vezes resguardado, de suas identidades, comparecendo normalmente nas repartições. É fato comprovado que quando as festas recebem uma ajudazinha do calendário e são celebradas no fim de semana, a ida às sinagogas é maior.

Foi o que aconteceu em 2007, mas não se repetirá neste ano de 2008 (5769). Neste período de 25 horas, o mundo com seus absurdos e inconveniências ficará para trás. Os judeus de todo o mundo, irmanados em suas orações, não darão ouvidos aos reclamos do corpo acostumado ao prazer da alimentação diária. Enlaçados pelo poderoso abraço espiritual de nossos profetas, estes autênticos heróis de nossa história, estaremos travando uma guerra silenciosa com os nossos sentidos mais primitivos, como a gula, a paixão, a dissimulação, a inveja, a raiva e a ambição. Enfim, com todas as transgressões cometidas, conscientemente ou não, ao longo do ano. Por certo a aspiração e a vontade decisivas de domar esses inimigos do caminho da retidão, não serão tarefas a serem cumpridas em único dia dedicado ao perdão.

O trabalho mais difícil e árduo irá se desenrolar ao longo dos 365 dias, no campo de batalha onde acontecem os embates das idéias, das provocações e da geração das falsas expectativas. Ou seja, na rotina diária de cada um. Responder com coragem, audácia e inteligência, através de atos coordenados, decisões acertadas e, principalmente, de exemplos pessoais é talvez exigir demais de um grupo minoritário, do qual espera-se, até nas piores situações, momentos de grandeza e superação. Mas o passado é a nossa verdade e nele aprendemos que as grandes conquistas coletivas do povo judeu nasceram da fé inabalável de vontades individuais que assumiram um papel decisivo na hora precisa. Que continue assim!

7 dic 2008

Mishná de Pirke Avot 3:2.O Rabino Chanina,séculos antes de Rousseau,dizia:"Reza pela prosperidade daqueles que estão à frente do Estado,pois se não houver temor ao governo,os homens vão devorar uns aos outros".

Vidas Marranas- compósito de ideias e secreções lirico-socialistas,suburbano-kafkianas e historico-judaicas.

14 oct 2008

5769 e a vida pétrea.

5769 pela tradição judaica. 2008 da era comum.Depois de Yom Kippur e das eleiçoes marcadas pelo continuismo ,chegamos a Sucot. A Festa das cabanas.

Precisamos aprender a morar de novo.Tornar da nossa necessidade de teto e proteção uma obrigaçao para todos. Atingivel a todos.


"A Sucá nos lembra das Nuvens de Glória que rodearam nosso povo durante sua peregrinações pelo deserto a caminho da Terra Prometida. Todos então viram a especial proteção Divina, que D'us lhes concedeu durante aqueles anos difíceis. Mas embora as Nuvens de Glória desaparecessem no quadragésimo ano, na véspera da entrada na Terra de Israel, nunca cessamos de acreditar que D'us nos dá Sua proteção, e esta é a razão de termos sobrevivido a todos nossos inimigos em todas as gerações (...)

A sucá nos lembra que confiamos em D'us para nossa proteção, pois a sucá não é nenhuma fortaleza, nem ao menos fornecendo um telhado sólido sobre nossa cabeça. Lembra-nos também de que a vida nesta terra é apenas temporária."

Acrescentando a sapiencia Drummondiana,isto por que a vida, a vida é simplesmente pétrea.



Puis-je au moins sortir la tête
et oublier qu’ici, on ne sort pas
Mais je sais bien que ma petite ville arrête

Les plus belles espérances en contrebas
Puis-je au moins sortir la tête ?

nous on croyait qu’on serait
loin et déjà revenus
Qu’à prendre la traverse en chemin, on fuirait nos ombres

Peut-on jamais savoir où être,
là dans mon trou à rats, on ne pense
je sais bien que ma petite ville arrête
Les plus belles espérances en contrebas

Mais nous on croyait qu’on serait
loin et déjà revenus
Qu’à prendre la traverse en chemin, on fuirait nos ombres

Peut-on jamais savoir où être,

dans mon trou à rats, on ne pense pas
Mais je sais bien que ma petite ville arrête

Les plus belles espérances en contrebas
Mais nous on croyait qu’on serait
loin et déjà revenus
Qu’à prendre la traverse en chemin, on fuirait nos ombres

"Acordar, viver

Como acordar sem sofrimento?

Recomeçar sem horror?

O sono transportou-me

àquele reino onde não existe vida

e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir,

dia seguinte após dia seguinte,

a fábula inconclusa,

suportar a semelhança das coisas ásperas

de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas

que rasga em mim o acontecimento,qualquer acontecimento

que lembra a Terra e sua púrpura demente?

E mais aquela ferida que me inflijo a cada hora,

algoz do inocente que não sou?

Ninguém responde,

a vida é pétrea."

8 may 2008

Yom Hazikaron e Yom HaAtzmaut-Israel 60 anos


O dia 4 de Iyar, véspera do Dia da Independência, foi definido pelo Governo de Israel, em 1949, como o Dia de Recordação aos caídos nas batalhas para o estabelecimento do Estado de Israel em sua terra, em sua pátria, na Guerra da Independência e nas que a seguiram.

De acordo com a Lei, na noite do dia 4 de Iyar em Israel todos os locais de entretenimento ficam fechados. As bandeiras são abaixadas em todos os lugares públicos a meio mastro, velas de recordação são acesas em todos os edifícios públicos e sinagogas, as pessoas se reúnem nos cemitérios militares, e são realizados atos de recordação públicos. Desde 5725, o ato de abertura deste dia se realiza no Muro das Lamentações. Na oração da manhã, Shacharit, muitas sinagogas agregam uma oração especial por esta Recordação.Antes do meio-dia, se escuta em todo país um toque de sirene de dois minutos, e todos os habitantes de Israel para suas atividades e permanecem em pé, em silêncio.

Ao término de Yom Hazikaron, iniciam-se as comemorações de Yom HaAtzmaut, o Dia da Independência de Israel.O dia 4 de Iyar recorda para todos os caídos em todas as guerras que Israel teve que suportar com seus vizinhos paises árabes. Sempre em minoria, enfrentando exércitos grandes e numerosos, Israel lutou a Guerra da Independência (1948), do Sinai (1956), dos Seis Dias (1967), de Yom Kipur (1973), Operação Paz na Galiléia (1982), Intifada (1987), Guerra do Golfo (1991), Intifada de Al Aksa (2000-2002) e a Guerra do Líbano (2006).

Moderno Estado de Israel 60 anos de existencia!

Chai am Eretz Yisrael
Hatikva!!!