18 feb. 2007

Do G7 ao G-13 na Alemanha. Um caminho que não seja a porta dos fundos!

(acima :Davi X Golias)

Vidas Marranas -visando um caminho alternativo que não seja a porta dos fundos.


“O essencial não é o que foi feito do homem, mas o que ele faz daquilo que fizeram dele”
-Jean Paul Sartre



Do G-7 ao G-13 -O que poderíamos entender sobre o encontro do G7 realizado na Alemanha - Armando A.



Frente a rodada de cúpula entre os paises mais ricos e industrializados do planeta, numa reunião que abarcava mais de 2/3 da economia mundial, aconteceram protestos de vários grupos de ativistas e entidades não governamentais como crítica aos mesmos,os mais ricos, pela desigualdade existente no planeta bem como a desproporcionalidade de acessos as benesses deste pseudo desenvolvimento aclamado .Enquanto como negociantes esperava se soluções frente a ameaças de crises e claro a disputas por melhor espaço e hegemonia econômica mundial dos blocos, ficou também clara ,pelas criticas de que a solução não é uma economia globalizada por que eu não se globaliza a riqueza ,mas as diferenças .E estas acabam por se tornar desigualdades se dispormos dos exemplos de discrepâncias existentes na esfera planetária.Cabe frisar que tal encontro se dá semanas após a realização do Fórum Mundial Social ,realizado este ano de 2007 em Nairobi, Quênia,África[1].





Participaram os países emergentes desta reunião como a Rússia, China, Brasil, Índia, México e África do Sul. Com esses países, o tema central será a retomada da Rodada de Doha e maneiras de proteger os mercados financeiros destas economias ‘emergentes’.A integração de paises emergentes ao seleto grupo das nações mais ricas do mundo tem como objetivo uma preocupação futura:a disputa pela hegemonia mundial entre dois blocos :Os EUA e a UE bem como através de acordos, atrair estes países para sempre maior campo de negociações e vínculos comerciais no que se estendem desde a uma rede de créditos e juros negociáveis, ora ,a clara estratégia de aos mesmos ter tal estreito vinculo de modo a pesarem na balança a favor da Europa,isto em medidas de mercado internacional em que o euro teria sua unidade reforçada ,rumo cada vez mais a ganhar espaço como moeda internacional .Ao discutir o ingresso de novos participantes, os ‘emergentes’, sem sombra de dúvida, como parceiros,e também países que possuem economias grassadas por um desenvolvimento, sim,mas atrelado a uma cadeia de dependências do capital especulativo,mas que possuem características econômicas interessantes e indispensáveis ao mercado europeu.





Como emergentes neste países há sobretudo a existência ou aparecimento , com no caso da Índia e China, de uma classe média com alto poder de compra /consumo para a tecnologia de ponta a ser exportada,sobretudo, pelos europeus,cita-se Alemanha,França e Inglaterra. No mais um mercado consumidor invejável pelo seu porte de produtos,bens de consumo e noutros casos,celeiros de produção de gêneros agrícolas.Neste ultimo exemplo podemos pensar isto como indispensável ao crescimento europeu ,haja vista que a própria Europa ocidental olha para a Europa do leste com os olhos de quem necessita de grãos, água, gás , minerais,... Na ponta , os “emergentes” Brasil, México e África do Sul.Cabe ainda acrescentar que também como medida para o campo das negociações ,é mister ter mão de controle do crescimento voraz da China[1].É preciso observar o dragão, tirar proveito do crescimento desde, tal como com a chegada de cada vez mais multinacionais na China ,de tecnologia de ponta no caso com a dos veículos, controlar o excesso de mercadorias chinesas de pequenos custos e preços, algo que a medida que a China reivindique sua inserção ao grupo, passe pela sabatina e crivo da OMC , a organização mundial do comercio...





Quanto à política monetária, a reunião do G7 apóia plenamente o reinício das negociações da rodada de Doha para a liberalização do comércio internacional, em um comunicado divulgado ao fim da reunião de ministros das Finanças mas condenou as oscilações eque sucedem –se nas economias emergentes, com crescentes superávits,quando discute-se a razão de o câmbio ter de mover dentro de limites que ainda permitam as adaptações necessárias, numa estabilidade.As negociações da rodada de Doha foram suspensas em julho do ano passado. No final de janeiro, os países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) . A tese é de que a liberalização do comércio no mundo melhorará o crescimento mundial e contribuirá para reduzir a pobreza, destaca o comunicado do G-7(tese contestada por ativistas de oposição e claro a própria proposta do FSM).



Os países mais industrializados do planeta se comprometeram ainda a facilitar uma ajuda ao comércio para que os países em desenvolvimento se beneficiem plenamente desta abertura, segundo o texto.Também pediram mais cooperação para reforçar os direitos de propriedade intelectual e combater a falsificação, fatores cruciais para a ‘economia do conhecimento’. Anos cabe a observação de que este sistema em que se atrelam os países emergentes, de forma dependente somente aguça a concentração de renda do ponto de vista regional do ponto de vista social. A riqueza que é gerada não se irradia sobre o país inteiro nem sobre a sociedade inteira ate por que as teias de negociações quando assim entre sistemas privados fogem da mão do Estado para que se possa melhor redistribuir as divisas criadas





Então o que observamos e tal como já podemos exemplificar dentro do quadro acima citado é que sojeiros,a industria do agronegócio, dentre outros exportadores de ‘comodities plausíveis’ ao mercado internacional e multinacionais que aqui produzem (ou como cabe dar um exemplo claro, a V.R.Doce ) extraem e exportam ,e assim se beneficiam destes acordos.Obvio,isto propulsiona a nossa economia: Frigoríficos, têxteis, peças de veículos, calçados, ...Mas ainda assim a riqueza consolida novos desníveis existentes ,aprofunda -os, sistematiza ainda mais os privilegiados onde apenas os estratos mais altos da pirâmide social são os que recolhem as benesses desta produtividade e negociação. Tal como frisava Celso Furtado, certo que no contexto dos anos 60-70,mas aqui repito, a América Latina, o Brasil ,tem de criar alternativas singulares a sua conjuntura. Negociar com os EUA e Europa ,sim, todos desejam, mas jamais abaixar a cabeça ,por que na condição de economias com setores estrategicamente sob o interesses destes,tem-se de saber negociar, romper monopólios, protecionismos de mercado tanto europeu quanto norte- americano .E não se pode repetir e aplicar um quadro de fora aqui dentro.Pois este sistema do ponto de vista humanitário e solidário,o é falido. E volto a análise furtadiana, a de que mesmo nos países em que mais avançava o processo de acumulação, parte da população não alcançava o nível de renda real necessária para satisfazer o que se considera como sendo necessidades elementares, e a estes ‘emergentes’ o risco da desigualdade se ampliar junto a um crescimento incompatível e que pretende assemelhar se ao ritmo das potencias capitalistas do norte.






[1] Evento anualmente realizado desde 2001 com o intuito de promover a discussão a despeito da produção de riquezas e a reprodução social ,o acesso às riquezas e a sustentabilidade,via a mobilização da sociedade civil numa proposta de estabelecer uma Carta de Princípios de maneira a garantir o Forum Social Mundial como um espaço e processo permanente de busca de construção de alternativas em âmbito mundial. Para tornar possível a articulação do processo ,em nível internacional ,dentro da concepção do FSM se constituir como um espaço democrático e aberto de encontro que favoreça a construção de um movimento internacional aglutinador de alternativas ao pensamento único neoliberal.





[2] Em pouco tempo, a China deverá tomar o lugar da Alemanha como maior nação exportadora do mundo. Cerca de 60% dos lucros, porém, não ficam nas mãos dos chineses, mas de estrangeiros. Por exemplo: quando um grupo como a alemã BASF tem uma unidade em funcionamento na China e esta vende produtos para outros países da Ásia, as exportações são consideradas chinesas. Ou seja, 60% do número de exportações do país têm bases estrangeiras, tendo sido produzidas em fábricas fora do país ou criadas através de joint ventures de estrangeiros com chineses. Os lucros obtidos com as exportações, diga-se de passagem, também nem sempre surtem efeitos no mercado interno – vide os sucessos das exportações alemãs e as altas taxas de desemprego no país. Com relação aos chineses, a situação é semelhante: eles gozam de poucas vantagens imediatas com os altos índices de exportação do país. Um aspecto que não pode ser ignorado, contudo, é que a China domina algumas áreas do comércio internacional, como o setor de têxteis e eletrônicos, mas está bem atrás no número de exportações de máquinas, produtos químicos e indústria automobilística. Nestes setores, os progressos ainda não são altos o suficiente para que a China possa se sobressair na concorrência internacional.

1 comentario:

Anónimo dijo...

A Alca é a nossa opção!Brasil liderar a America Latina e nem deixar o Chavito tomar as redeas da situação.So nos temos a cá 300 milhoes de habitantes e sem incluir o Mexico e a America Central