25 mar. 2008

Improvisos liricos

Sobre um improviso lirico

I

Ainda espero o amor
como no ringue o lutador caído espera o salão vazio
primeiro vive-se e espera
depois vive-se e nao se espera , não se pensa em mais nada

não me digam a mim
com o tempo apenas se consegue
chegar aos degraus da frente.

é difícil
é cada vez mais difícil entrar em casa
não discuto o que fizeram de nós estes anos
a verdade é de outra importância
mas em breve anuncio que me despeço
à procura de um país de árvores
e ainda se me deixo ficar um pouco além do razoável ,não ouvem.

O amor é como um cordeiro
O amor é como um cordeiro que grita abraçado à esta canção
e logo estará morto
e não se importarao co'sua ausencia

II

Pienso camino largamente mi vida
Mi vida antes ,mi áspera vida
Ahogando lamentos moliendo esperanzas
Pensando enredando sombras en la profunda soledad
También por qué tu estas lejos
!ah! ¡mas no lejos que nadie!
Yo pensando como un pájaro
A volar libre por este espacio ahí
Ah!tonterias!!Haces em hablarme todos
Hoy yo digo:
Vienes
En la noche
Y no se tardes
El grito frente al mar
Entre las piedras
corriendo libre
Loco, la furia triste, el grito, la soledad
sob la lluvia e solitud
estirado hacia el cielo
Y la herida latejante y mi corazon quebrantado...
Entonces…
Donde estabas antes tu?
Donde?
Más lejos como antes.
O como aquí en este momento?
Viene
Mira mi em mis ojos!
Por que a floresta asi arde em chamas
Arde
Llamea y se hace desierto
Queman las árboles qui se derruban y crepitan
y estoy a poco partindo sen tener la vida!
Viene
Espero su voz bella y tímida
Se no tengo sua presencia
puedo escribir los versos mas tristes esta noche
Y en esta mañana
o en todos los dias qué restame y hacem me llegar ao abismo
III

é bom ter amigo!
Ter alguém em quem confiar,
alguém que convive comigo
ouve as queixas, as saudades,
alguém que eu ajudo e pode me ajudar.
Com ele passo momentos difíceis,
mas também momentos alegres.
Felizes em vermos que vencemos
e tristes quando vencidos.
Apesar de ser o homem a única criatura
a conviver com sua vítima antes de matá-la,
com amizade, adquire uma tal armadura
que sua vida defende ao invés de tirá-la.
IV-
Por que sempre no passado aquela tua alegria?
sempre no presente aquela sua duvida?
E sempre no futuro aquele pânico.
E assim sempre no meu peito aquela agonia
E ao saber de você assim
sempre no meu peito
aquele tédio
aquele aceno
esta tristeza
e sempre assim nos meus lábios a secura
É sempre no não aquele trauma.
sempre no meu amor a noite rompe.
sempre dentro de nós nossos inimigos.
se sempre a cada ano apenas mais um ano perdido
se a cada tempo só mais uma espera
e não há mais razão para insistir nesta demora
por que sempre no meu sempre a mesma ausência.
e sempre no meu sono aquela ilusão
sempre no meu pesadelo aquela solidão
sempre no meu dia dia aquela guerra.
É sempre no meu trato o amplo destrato.
Sempre no mesmo engano outro retrato.
E quando encontro,um desencontro
Pois não há o desejo de me encontrarem
E sempre assim esta angustia
E sempre assim esta solidão
Assim sempre este sonho
Sempre assim agora que encontrei mas não posso fazer nada
por que sempre nos meus saltos ,o limite.
Por que chegou o tempo em que não há mais razão para a insistência
Pouco há para a vida
E viver pouco vale a pena pata ter vida
Neste sempre assim o meu grito mudo
A um clamor tão surdo
A cada desejo o silencio
E cada tudo o nada como resposta...

Devesse então cair num abismo e cerrar todos os sonhos.

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