29 jun. 2009

Israel quer diálogo com Brasil sobre Irã, diz Giora Becher

ימלא פי תהילתךכל היום תפארתךאל תשליכני לעת זיקנהככלות כוחי אל תעזבני






Becher disse que Brasil e Israel 'não precisam concordar em tudo'

A preocupação do governo de Israel com o regime iraniano deve ser um dos temas do encontro entre o chanceler Celso Amorim e seu colega israelense, Avigdor Lieberman, que tem visita prevista ao Brasil para o dia 22 de julho.

Segundo o embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher, seu governo quer "ampliar o diálogo" com o Brasil. "Infelizmente a questão iraniana é de extrema importância para nós", disse Becher. O embaixador disse não concordar com a proposta do governo brasileiro de que a aproximação com o Irã é melhor do que o isolamento ao país. "Apenas a pressão política e econômica é capaz de mudar o curso dos acontecimentos no Irã", diz Becher. (Uma nova Cuba, Novo Iraque?!?Qual outro caminho?Porém para os mais otimistas a questão iraniana não resume se a fronteira atual entre EUA-alhude ao Iraque,com a terra de Ahmadinejad)

Segundo Becher, Brasil e Israel "têm ótimas relações, mas isso não significa que precisem concordar em tudo" (que nossos correligionarios aqui que também assim entendam)

A seguir, trechos da entrevista do embaixador Giora Becher à BBC Brasil (material enviado via B'nai Brith):

BBC Brasil - A visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, apesar de ter sido adiada, gerou bastante polêmica. Como o senhor vê essa aproximação entre Brasil e Irã?

Giora Becher - Infelizmente, a questão iraniana é de extrema importância para Israel. O fato de o atual regime defender sua capacidade nuclear e de ser bastante anti-israelense, inclusive negando o direito do Estado de Israel existir, é uma fonte de preocupação para nós. É uma ameaça concreta à nossa segurança e, também diria, à existência de Israel.

Como parte do processo de diálogo com outros países, estamos sempre expressando nossas preocupações em relação ao Irã. Tenho certeza de que nosso chanceler, durante sua visita ao Brasil, deverá discutir esse assunto com o governo brasileiro.

A visita de Ahmadinejad se tornou uma questão interna para o Brasil, que não tem nada a ver conosco. Infelizmente, Ahmadinejad, com sua personalidade, é um problema por si só. É uma pessoa que nega o Holocausto e que fala sobre uma conspiração judaica contra o mundo. Ele é alvo de críticas não só no Brasil, mas em todo o mundo.

BBC Brasil - A posição brasileira é de que uma política de aproximação, nesses casos, é melhor do que o isolamento. O senhor concorda?

Becher - Não. Acreditamos que a única forma de mudar o curso dos acontecimentos no Irã, e, especialmente, garantir que o país não terá uso militar para seu programa nuclear, é por meio da pressão. Pressão econômica e política. É a única forma. Mas, como eu disse, Israel e Brasil não precisam concordar em tudo. Temos o diálogo aberto com o governo brasileiro e o nosso papel é expressar nossa posição. E ouvir atentamente o que eles têm a dizer.

BBC Brasil - A reeleição do presidente Ahmadinejad, nessas condições, deveria impor algum tipo de mudança na relação entre Brasil e Irã?

Becher - Estamos na arena da especulação. Não sabemos qual será o resultado desse processo no Irã, não sabemos se o presidente Ahmadinejad será realmente eleito. Além disso, é uma decisão de cada país sobre como reagir a esse processo.

BBC Brasil - Ao comentar as eleições no Irã, o presidente Lula acabou sendo criticado por minimizar a possibilidade de irregularidade na contagem dos votos. Como o senhor analisa a postura do presidente Lula nesse caso?

Becher - Acho que devemos aguardar e ver se haverá algum tipo de manifestação oficial do governo brasileiro. O fato é que as coisas estão mudando rapidamente no Irã. Acredito que todos devemos estar atentos, inclusive o governo brasileiro, sobre o que está acontecendo lá, especialmente para ter certeza de que o regime não usará a força e que pessoas não tenham mais que morrer em nome da democracia.

BBC Brasil - O presidente Lula já esteve em mais de 100 países desde 2003, mas ainda não fez uma visita oficial a Israel. Esse fato diz alguma coisa sobre a relação entre os dois países?

Becher - Primeiro, gostaria de dizer que temos uma relação muito boa com o Brasil. Não apenas política, mas também econômica. E estamos trabalhando duro para ampliar essa relação, pois vemos o Brasil como uma liderança nas relações internacionais, especialmente na América Latina.

Um dos pontos mais importantes é a assinatura do tratado de livre comércio com o Mercosul, que aguarda a ratificação do Congresso brasileiro. Em breve, poderemos ver esse acordo na prática, o que nos permitirá dobrar a corrente de comércio entre os dois países nos próximos dois ou três anos, que atualmente é de US$ 1,5 bilhão.

**Avigdor Lieberman fará visita oficial a Brasília no dia 22 de julho

Politicamente, temos uma relação muito boa também. Há consultas políticas frequentes entre os chanceleres. Esse ano, será aqui no Brasil, no ano passado, foi em Jerusalém. Temos duas importantes visitas previstas ao Brasil: a do presidente de Israel, que está prevista para novembro, e do nosso chanceler, que visitará Brasília no dia 22 de julho.

BBC Brasil - Então o convite ao presidente Lula está feito?

Becher - Sim, o convite está aberto. Esperamos que ele possa fazer essa visita até 2010, mas não há uma data prevista.

BBC Brasil - E o fato de o presidente Lula ter visitado tantos países, inclusive da região, países árabes, e ainda assim não ter ido a Israel... Como o senhor vê isso?

Becher - Não acredito que isso tenha a ver com política, um sinal de descontentamento em relação a Israel ou algo do tipo. Se essa versão existe, ela está distorcida. Essas visitas de chefes de Estado precisam ser muito bem coordenadas, é preciso encontrar o melhor momento para os dois lados.

O fato de ele não ter visitado Israel ainda não tem implicações políticas. Tenho certeza de que ele irá a Israel até o final de seu mandato.

A visita de nosso ministro das Relações Exteriores ao Brasil é a primeira dos últimos 15 anos. Isso não significa que Israel estivesse descontente com a política externa brasileira.Uma visita dessas requer pelo menos uma semana. Muita coisa tem de ser mobilizada.

BBC Brasil - O governo brasileiro tem dito que tem interesse em ampliar sua participação nas negociações de paz e, inclusive, essa mensagem foi reforçada pelo chanceler Amorim, durante sua última visita a Jerusalém, em janeiro. O senhor acha que o Brasil está preparado para dar esse passo?

Becher - Apenas para complementar sua pergunta anterior: o ministro Amorim já esteve diversas vezes em Israel. Sua última visita foi apenas há alguns meses. Nós nem sempre concordamos em tudo. E isso é parte do processo de diálogo. Temos nosso ponto de vista, nossas posições, e é muito importante também ouvir cuidadosamente o que o Brasil tem a dizer.

Eu sei que o presidente Lula e o ministro Amorim gostariam de ver um papel mais ativo do Brasil no processo de paz do Oriente Médio. O interesse brasileiro, a princípio, é bem-vindo. Nós entendemos que o Brasil quer ter um papel mais ativo e acreditamos que isso possa ser produtivo. Mas claro, o processo de paz é um assunto muito delicado. Qualquer país interessado em desempenhar um papel positivo nesse processo precisa compreender muito bem não apenas um lado, mas os dois lados. E agir de acordo e de forma imparcial.Precisa ainda entender a preocupação do Estado israelense com a questão da segurança.

Qualquer governo de Israel gostaria de ver um processo de paz realmente seguro, estável, não apenas em relação aos palestinos, mas também com sírios, libaneses e outros países da região. Mas temos também nossas preocupações, sobretudo com a segurança, com nossa história. Existem pontos muito complexos e delicados, como a questão de Jerusalém, como resolveremos a questão dos refugiados palestinos, que estão não apenas em Gaza, mas também em outros países árabes.

Nós não queremos assinar um acordo de paz e depois entrar em uma nova rodada de conflitos. Portanto, qualquer país que queira participar do processo de paz deve entender os dois lados. Eu diria que essa é uma condição básica, ou seja, ser imparcial e conhecer os dois lados. E é isso que esperamos não apenas do governo brasileiro, mas de qualquer outro país. Esperamos que todos prestem também atenção às nossas preocupações.

BBC Brasil - O assessor para assuntos internacionais do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, disse, na época da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, em janeiro, que Israel estaria adotando "terrorismo de Estado". Como essas palavras repercutem, em sua opinião? Seria um sinal de que o Brasil não estaria agindo de forma imparcial?

Becher - Nós estamos cientes do que foi dito. E não acho que esse tipo de comentário seja produtivo para um país com interesse em desempenhar um papel mais ativo no processo de paz no Oriente Médio. É contraproducente.

Mas também sabemos que essas palavras foram dele especificamente. Não vimos esse tipo de reação do ministro das Relações Exteriores e tampouco, oficialmente, do presidente Lula. Preferimos pensar que esse não é um reflexo da posição brasileira. Caso contrário, seria totalmente parcial e mostraria falta de conhecimento sobre o que está acontecendo em nossa região. Essas palavras não contribuem para o processo de paz.

BBC Brasil - O governo brasileiro tem defendido abertamente, inclusive na ONU, a posição síria sobre as Colinas de Golã, território que atualmente está sob jurisdição de Israel. O senhor teve a oportunidade de discutir esse assunto com o governo brasileiro?

Becher - Isso não é uma novidade. O Brasil vem repetindo seu voto na ONU ano após ano. O Brasil não é o único país do mundo que condena Israel nessa questão. Como eu disse, não precisamos ter a mesma posição em tudo.

Quando o assunto estiver sobre a mesa com os sírios, certamente vamos considerar a opinião de todos os países. Mas claro, a questão principal aqui é a segurança de Israel. E é isso que gostaríamos que o mundo, o Brasil, entendesse melhor. As Colinas de Golã são estratégicas para o controle do norte de Israel.

BBC Brasil - A Venezuela está em processo de adesão ao Mercosul e o país não tem relações diplomáticas com Israel. A entrada da Venezuela no grupo pode prejudicar as relações do Mercosul com Israel?

Becher - Não acredito que isso traria implicações para a nossa relação comercial com o Mercosul ou com qualquer dos quatro países. Durante anos e anos tivemos ótimas relações com o povo venezuelano e com o governo. Essa decisão de cortar relações diplomáticas com Israel é uma decisão do atual presidente. Esperamos e rezamos pelo momento no qual nossas relações com a Venezuela possam ser retomadas. Sabemos que a povo da Venezuela não é anti-israelense, de forma alguma.

**Em discurso, Netanyahu admitiu criação de Estado palestino

BBC Brasil - O pronunciamento do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, no último dia 14 de junho, foi bastante esperado. No entanto, alguns jornalistas argumentaram que a menção a um Estado palestino teria sido feita "a contragosto" . Como o senhor avalia esses comentários? Além disso, o senhor acha que o atual governo israelense está realmente comprometido com a ideia de um Estado palestino?

Becher - Antes de tudo, não há como saber o que se passa no coração do primeiro-ministro Netanyahu. Por isso, não é possível afirmar que ele não queria dizer aquilo. Como alguém pode saber? O importante na política é o que se diz. O que eles pensam, o que eles falam com suas esposas à noite, eu não sei. O que eu sei é o que está no discurso, e posso dizer que foi um discurso muito importante.

Por um lado, abriu a possibilidade de uma negociação de paz com os palestinos e com o restante do mundo árabe. E por outro, também expressou nossas preocupações.

Eu só posso lamentar a reação de alguns setores do lado palestino e do mundo árabe, que foi mais ou menos negativa. Eu acredito que o mais importante é que estamos prontos para ver um Estado palestino e que vamos começar as negociações.

Isso não quer dizer que o primeiro-ministro deveria, já no discurso, fazer concessões. Não era nem espaço ou o momento certo para isso. O assunto deve ser discutido na mesa de negociações. Eu gostaria de ver, primeiro do lado palestino, uma disposição para começar a negociação sem pré-condições. Os palestinos podem trazer suas preocupações para uma discussão posterior.

Gostaria também de ver a contribuição de outros países árabes ao processo de paz, começando pela normalização das conversas com Israel. Não significa que veremos amanhã uma embaixada de Israel na Arábia Saudita, mas é importante que os países árabes comecem a fazer algum tipo de contato com Israel. Isso mostraria à população de Israel que eles estão dispostos a contribuir para o processo, e não apenas sentados ao lado, esperando que palestinos e israelenses façam alguma coisa. Precisamos do apoio de todos os países árabes. E gostaríamos de ver um sinal do lado deles.

26 jun. 2009

Nuestra América -Honduras y el golpe de los militares

O qué sucede en Nuestra America
Golpe de Estado en Honduras

En estas horas el pueblo de Honduras, y los pueblos de América Latina, estamos librando una batalla fundamental: evitar que se consume el golpe de estado reaccionario contra el presidente constitucional, Manuel Zelaya Rosales.

La conspiración de políticos, militares, jueces, los medios de comunicación, con el apoyo de los EEUU, quiere revertir el paso dado por el gobierno hondureño al integrarse en el ALBA, y evitar la convocatoria que iba a realizarse y a profundizar la democracia a través de una consulta popular, que posibilitara la Reforma de la Constitución.

El secuestro del presidente constitucional, es una acción inaceptable para los pueblos de América Latina y del mundo, y está recibiendo el rechazo incluso de la mayoría de los gobiernos, que desconocen la decisión del grupo conspirador en el Parlamento, de sustituir al presidente de Honduras.

Desde los movimientos sociales solidarizarnos desde ahora para que ningún gobierno reconozca a los títeres que las fuerzas reaccionarias quieran ungir como dictadores, y para que se devuelva el gobierno a sus autoridades legítimas. Que cese la represión contra el pueblo de Honduras y sus organizaciones. Que se acepte la libre decisión del pueblo hondureño, expresada a través de la consulta popular.

Honduras no está sola. Hoy hay un conjunto de países que están formando una alternativa bolivariana, y hay una comunidad internacional que rechaza el retorno a las dictaduras.

Frente a las Embajadas y Consulados de Honduras, mañana en las calles, movilizados, con acciones que construyan colectivamente el Nunca Más latinoamericano a las políticas fascistas, y el respeto a las demandas de los pueblos.

Si tocan a uno, tocan a todos!!!nuestra America!

15 jun. 2009

A outra esperança perdida.

*ou mais outra perdida.

Tenho quase certeza de que deveria estar tomando este espaço a coisas serias...
-Pois então basta meu amigo, chega de egoismo.Não é nada pleno, falar coisas de si, sobre si e a um mundo.
Cala a boca e dorme.Ainda que resumido, do mundo que digo,sou responsavel, o unico por ele..
-Quanta modéstia para a resumida verdade de que em cada individuo há um mundo...

(Cego ao Espelho)
Hoje é um dia,e foi-se,por que em demasia ruim.

"Não faças versos sobre acontecimentos. Não há criação nem morte perante a poesia. Diante dela, a vida é um sol estático, não aquece nem ilumina. ..."Drummond.

-'Seu Drummond',mas vale o desabafo,não vale?

Quando deixo as idéias
Quando penso abstratas
Eu, cego, sinto as imagens
Ir mais além por quê?
Não há mais ninguém...
Ir além das palavras
Ir além da imagem
Ir além das dunas desertas
Ir mais além
Ir mais além por quê?
Não há mais ninguém..."



Não é amor. Nada que exigisse grande reflexao ou divagaçao no ombro de amigo, em busca de alguma filosofia. Não é coisa alguma senão uma grande porrada da vida. Queria começar um caminho novo. Seria dedicaçao ,planos ,eram planos esses da vida comum assim como todos os individuos notadamente comuns e anonimos bem tem e sempre se calam, por que de tão simples, que lhes cora o rosto. Consistia em maior abdicação, esforço e para envelhecer crendo se ainda moço e com forças. E então veio como um atropelamento. Mas ,problema, é que, como fora surpreendido.Fora um raio? Um sinistro num quê de magico e ofensivo? Era ele quem sempre atravessava a rua prevenido, no semáforo,porque a vida dependia de cada passo medido.Porém veio o carro e num átimo,zás trás ,pimba, o corpo tombou lá no meio de uma vala, longe.

Sobrou uns gemidos, porque nem gritar podia, senão socar o chão ate sangrar mais e os punhos.Feliz ou infeliz, sobrevivia. Mas agora manco e puta dolorido.E sem seguro desemprego.Literalmente fodido.

Perjúrio

Sei que existe um lugar
Bem quentinho pra eu ficar
Sei que existe um lugar
Bem gelado pra eu me deitar

Eles mal me cabem
Eles esperam por mim
Eles mal me cabem
Eles esperam por mim

Então me mate...
Que eu não consigo me matar...

Depois que aprendo ,eu ‘se’ mato

Eu juro.
Eu juro.


Que a vida me fosse assim , eternamente anos 60.Cançoes, rumando a Eretz,sem fronteiras, sem limites, e o sonho realizado algum dia.

13 jun. 2009

Hora com versos (kamikaze)

Da janela vejo uma vela,iluminar alguém
Uma brisa, me avisa algo não vai bem
Com a menina, que na esquina faz uma oração
por quem chora e vai embora na escuridão...

Elegante, num instante foge do meu olhar
Onde mora, quem adora quando vai voltar.
Fantasias, filosofias,todo mundo tem
É uma cura ou quem procura lá no além

Penso nela, é tão bela com quem pede assim
É magia, energia,mutação, i-ching

Ela é linda e ainda carrega tanta fé
Feminina, mas lá na China seria um Mao-Tse
Uma Punk ou Dark, uma Joana D'Arc
Qual será sua cor que me deixa quase,
como um kamikaze, procurando amor

Um cigarro, me esbarro todo no colchão
Madrugada, barra pesada no (meu) coração
E la fora, a vida rola num filme sem replay
Hoje, amanhã vai ser um ontem prá esquecer, isso eu (já) sei

(Penso nela, é tão bela com quem pede assim
É magia, energia,mutação, i-ching)

11 jun. 2009

Ato falho em valsa brega

Quero encontrar ,mas onde é que estás?

Qual melhor ritmo?Jazz?Blues?Ray Connif?Sade?Um bailado forrozeado?Escuto um matraquear.Sera o peito, a paranoia ou a guerra que procura-se?Enquanto fazem amor,aqueles que fazem guerra são ainda necessários.(Quisera)Pôr fogo em tudo, inclusive em mim. Ao menino de 1918 chamavam anarquista.Porém meu ódio é o melhor de mim. Com ele me salvo e dou a poucos uma esperança mínima.A ferro e fogo ,em odio e amor,o metabolismo do mundo.Melhor nota seja o silencio apenas.Amanhecer,pegar a viola,por na sacola e ir por aí,a viajar.Ainda que seja uma volta ate aquelas montanhas ou a esquina.Um qualquer lugar que não lembre o mesmo estar,sem voltas a si.

"Aonde esta você, me telefona..me chama"
"Tudo vai mal?Tudo(...)Tudo igual,tudo certo,como dois e dois são cinco"

O Frio,a estação.Data.Ruidos que se avizinham.E chove em vespera de dia mudo.Lembranças que trazem viagens,andanças,acasos e casos sorrateiros ,breves,estanques ou distantes.As margens de um ou vários rios,serras,praias,cidades, a fuligem cinza,a andança cinza,a cidade que a tudo consome,a esperança solitária, o desejo insone e ampla descrença.Ritmos se confundem.Silencio,MPB,Rock,Jazz,musica brega, quase vejo luzes de algum cabaré que passou à vidraça nublada do carro ou ônibus.Escuto rádio,porém mais que a musica, a sensaçao,em flashes,danças ou o simples estar em algum lugar se concretiza e não sou eu,sujeito anonimo e sob a capa de minha invisibilidade que a tudo observo,e sim este,laconico, observam me ,individuo paralelo a vida.

"É sempre em outro retrato o mesmo engano.Sempre no meu trato ,o amplo distrato"
Preso à minha classe e a algumas roupas,vou de branco pela rua cinzenta.Melancolias, mercadorias espreitam-me.Devo seguir até o enjôo?Posso, sem armas, revoltar-me? Neste contraste, o desgosto e o isolamento no sombrio mundo social,tão concreto e o psicológico, abstrato. Em vão me tento explicar, os muros são surdos.Sob a pele das palavras há cifras e códigos.O sol consola os doentes e não os renova.As coisas.Que tristes são as coisas consideradas sem ênfase.(A vida é viva.A vida cansa.O cansaço impele ao sono.Desanima a procura,num dia em que deita-se sozinho ao eito). "Noite,sem fim.(...)Se a escuridão desta noite, não me levar a nada.Não me levar a nada,nem a lugar algum?"
Naquele decadente bar perdido em simplorio lugar, lembrando lugares outro de viagens distantes ,um jovem do rock anos 80 ,podia ainda ouvir do radio ecoar:

"Na distância vi seu vulto desaparecer.Nunca mais seu rosto eu pude ver(...)Uma vez você apareceu na minha vida.Eu não percebi você de mim se aproximar .Não sei de onde você veio e nem perguntei.Talvez de alguma estrada que eu ainda não passei.Seu olhar me disse tanta coisa num momento.Parecia que podia ler meu pensamento.E no seu sorriso mil segredos percebi.(...)Hoje você anda por lugares que eu não sei.Vive nos meus sonhos e nas lembranças que guardei.Disse tanta coisa quando leu a minha mão .Voce so nao previu a minha solidão(...) Na distância vi seu vulto desaparecer.Nunca mais seu rosto eu pude ver..." -Cigana -Roberto Carlos.

"Vejam só que história boba eu tenho pra contar .Quem é que vai querer acreditar? Eu sou palhaço sem querer .Que coisa incrível o coração tdo pintado nessa solidão espera a hora de sonhar. Ah, o mundo sempre foi um circo sem igual onde todos representam o bem e o mal .Onde a farsa de um palhaço é natural Ah, no palco da ilusão pintei meu coração entreguei o amor e o sonho sem saber que o palhaço pinta o rosto pra viver " Antonio Marcos-Sonhos de um palhaço.

4 jun. 2009

Os veios rasgados na América

Parafraseando o célere livro de Eduardo Galeano, As veias abertas da América, posto em anexo dois artigos e resenhas a respeito dos processos de exploração e emancipações que sucedem se no Novo Mundo. Veios aqui lascerados, abertos,expostos a terra nua sob o suor e sacrifico de negros e indios.Veios do ouro e prata nas mãos dos espanhois, veios do ouro das Gerais e o ouro verde extraido pela açucarocracia e cafeiculturores nos latifundios ,desde a colonização ao séc XIX ,e ainda as explorações evidenciadas em midia nos dias de hoje.

Não obstante cabe delinear o processo de dependencia economica que por mais de um século ataviou a vida dos que se situam abaixo da fronteira do Rio Grande-México,ao sul do Grande Irmão,os EUA. Em conjunto a Revolução Francesa e os processos e marchas na Europa,durante o auge da Revolução Industrial. Nisto inclui-se o Brasil,de 1822 aos ano 90 do séc XX e alguns exemplos de antagonismos e protagonismos da plebe.

"Os homens nascem e permanecem livres e iguais quanto aos direitos. As distinções sociais só podem ser baseadas na utilidade comum.A finalidade de toda associação política é a preservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem. Tais direitos são a liberdade, a prosperidade, a segurança e a resistência à opressão.(...)"

Façam upload visitem o blog e acessem o link.Quem fizer download,deixe recado,se possivel.

Sobre Revoluções Liberais e Processos emancipatorios na América

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Brasil –Do Império ao Neoliberalismo dos anos 90,séc XX.

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Abraços.
A.

"O capitalismo concorrencial viveu crises de conjuntura cíclicas,(...)As crises econômicas tornam-se cada vez mais agudas, até o colapso de 1929,quando o Estado planejador contemporâneo surge historicamente. Já o socialismo constitui a contrapartida à ordem burguesa e imperial montada ao longo do século XIX. O Manifesto comunista, as Internacionais Operárias e a Comuna de Paris indicavam que o mundo do trabalho buscava uma Nova ordem social."

"Junto com a democracia chega o liberalismo ,doutrina econômica e política do capitalismo que se enfraquecera após a crise mundial dos anos 30. Essa combinação de democracia política liberal e dirigismo estatal na economia torna-se responsável, entre anos 50 e 80, pela afluência das sociedades de consumo e bem-estar social (welfare state)."

"Nos anos 80, porém, a crise econômica e os novos parâmetros de produtividade e rentabilidade estabelecidos pela revolução tecnológica colocam em questão o Estado de bem-estar e as políticas de benefício social: Estado mínimo, desregulamentação do trabalho, privatizações, funcionamento do mercado sem interferências estatais, cortes nos benefícios sociais. Tal política econômica passou a ser conhecida como neoliberal e no final dos anos 80 passa a ser receitada para a América Latina e se acentuaria no Brasil com a privataria e desmonte do Estado no governo de FHC (posse em 1995)."