28 feb. 2009

Amiguismo- Este meu neologismo

“Mas quem se importa? Ninguém se importa,sempre querem o seu melhor”

Este verbete criei-o anos atrás em uma mesa com dois amigos solteiros, na universidade: amiguismo. Como cabe uma tirada de galhofa ao neologismo , amiguismo não é charlatanismo

Solteiros tem a mente livre. Cabeças vazias que pensam tambem besteiras, mas por vezes usufruem com grande prazer uma relaçao de fraternidade.Amizade é o sentimento que demanda dada reciprocidade, não necessariamente um dom e contra dom ou troca de favores e ou troca de favores e obrigações. Mas esclarecendo : paixão exige interesse atração sexual, enquanto o que classificamos como amor nem cabe aqui defini lo, por que por tão complexo e conceito nada racional , passível de tantas criticas , o que seria apenas querer resumi-lo pensar em defini lo.Mas o que convém em ser?E amiguismo?

E um estado de espírito pelo qual sente se em relação a outrem. Não demanda reciprocidade ou diálogos como em uma amizade. É um gostar, acentuado por que nele operam o apreço, estima carinho, desejo de estar por perto, mas que ao deparar com uma não reciprocidade, ao invés de apenas desvencilhar se ao contrario, nisto muito próximo da paixão, não e tão fácil desmistificar o outro. Ate por que não sentiu tal apreço por alguma mitificação. Apenas aconteceu. Sem desejar,espontaneo e apenas.

Já houve quem me disse que amiguismo é uma redundância para a perda de tempo com coisa/sentimento que não nos (co(r))respondem. Mas será? Não posso sentir ‘amiguismo’ por uma parede, e sim apenas por seres que mínimo de reciprocidade emanem. Mas outra pergunta que me fizeram foi: mas se amiguismo não demanda uma cadeia necessária de respostas por palavras, não posso sentir ‘amiguismo’ por animalzinho meu de estimação? Eu iniciaria a resposta com outras indagações: você sente amizade por seu cãozinho? Você o dispõem da mesma forma e ao lado de como você conceitua o que sente por seus amigos?

Bem, eu tenho um gato, pássaros e cobaias em casa. E diria que amigos ou pessoas pela qual passamos por esta sensação-relação de amiguismo não podem ser domesticáveis, tal como eu mesmo não me domestico a estas. Aceito as sem necessária aceitação por parte destas .E se por exemplo dizemos que cães são os melhores amigos dos humanos ,por acaso existe relação em que você se importa com seu animalzinho sem ele sequer se importar com você?E inversamente .mesmo após uma briga ele sempre vem, solicito, sem uma memória humana quanto a traumas, mal tratos e desprezo.Então não é amiguismo.

Então, e um conceito que ainda não esta completamente definível, mas a ser reinventado sob esta ótica do apreço, preocupação ,interesse sem dom e contra dom, já separado da amizade, paixão -amor. Talvez amiguismo seja até mesmo uma perca de tempo num mundo tão volátil. Todos mal se falam , muito se dizem conhecerem-se como amigos. E por um erro outro entram em atrito tão rápido quanto foi a simulação de ‘amizade’. As pessoas se interessam e se desinteressam pelo outro de modo efusivo e efêmero.Tudo restringido a primeira impressão que fica: Não agradou, bye bye e tchau, sem se olhar para ver se o ‘santo de cada um se bica’ .Dfavil vem, facil vai,é assim que vivemos nossos dias. Dai creio que nos dias de hoje as pessoas devessem exercer o amiguismo nelas antes.seria bom para as amizades ,para os namoros, para toda sorte de convívio de modo geral. Daí quem sabe um sentimento real e preparado para conflitos de idéias e a completa aceitação do outro .Serve até o fulano, bletrano e conhecido momentâneo para a transa ,caso ou flerte. E tudo será bem aproveitável ..Ate por que nisto o amiguismo propicia este interessar-se sem exigir prestação de contas do outro. Sua razão e porquê ,não é a mera distração ou enganação de tempo num mundo em que temos milhares de conhecidos. E um estado de espírito no qual gostamos, sem esperar respostas do outro. Inclusive alem de exercermos o amiguismo, temos de nos precaver, por que eu mesmo já sofri por outra palavras derivada , por ‘amiguidade’.

Tá ai.Vamos exercer o amiguismo!


Sou ou nóS

O Nós estava em minha mochila e apenas ficou o Sou

Não pude evitar
Estava numa caixinha de confecção
Feita por uma criança de sonhos sem sal
Sem tempero
Exatametne como você deve achar ser
Sou
E não Nós

Aquelas musicas que você ouviu todas
E eu quis repetir
Para somente frisar
Sinto o que me fez sair daqui e assistir você fugir
Ainda que faça chuva ou faça sol
Andando em meio a multidão
Sorrindo como fosse um carnaval sem emoçao
A primavera se acabou
Os pássaros voltaram cedo pro mar
Não tem para onde voltar
Sou
E não Nós.

Numa cantiga de mpb
Ouvi um rock melódico sem roll
Você não quis escutar
Mas cantou o que d’outra boca só ouviu dizer

É
Sou
Numa sacola de confeccionar
Feita por uma criança de sonhos, sem sal
Sou
E não Nós

Com eu queria bem fazer
Viajar por todos os cantos
À aquele lugarzinho onde apenas
Nós, Sou
É

Lá às margens de um rio em que eu quis fazer mergulhar

É
Sou
E não Nós
Com a cantiga que você nem notou
Mas cantando o que d´outro apenas ouviu dizer

É
Sou
E não Nós
Por todas as paisagens de vídeo que te quis ver

Sou
E não nos
Como o presente que no ultimo instante
Depois de ás ruas procurar
E não quis te presentear
Melhor assim

Você jogaria fora
Como fez assim ao desaparecer
Ou que na verdade por que demoraria para me lembrar
E ficou
Numa caixinha de confecção
Com um gato preto de papel crepom

E guardei tudo pra mim
Pra não esquecer você
De suas historias de alma de mulher donzela
D’atiçou o desejo e o não saber
E
Sou
E não Nós
Como quis fazer
Um gato preto que morreu
Sou
Eu
Tão comum como todos os mortais
E
Sou
E não Nós

26 feb. 2009

Cidade proibida,joga as cascas pra lá.Cidade proibida Fácil vem fácil vai. Só eu e você...



Cidade perdida
Joga as cascas pra lá
Só eu e você
E meu amor

Louco

Cidade proibida
Fácil vem, fácil vai
Só eu e você e o amor

Louco

Cidade perdida
Joga as cascas pra lá
Só eu e você
E meu amor
Louco

Cidade proibida
Fácil vem fácil vai
Só eu e você e o amor
Louco



Não, eu não quero sopa de pato.
- Is Your Friend A Crazy Chicken?
- Não sei... É o mundo das sombras chinesas...
- Um lugar, no entanto, bastante prosaico...
- ...que você pode guardar numa casca de noz...
- ...ou debaixo da sola do seu sapato...

(Bela carranca na TV por cabo...
É...de novo!
Uma vez só é pouco)

Eu sei, não é fácil
Você fez aquela famosa viagem de gaiola
pelo São Francisco
E agora...Alcatraz, cercada de bandidos por todos os lados...
Como é que você se sente?
Uma condessa de Hong Kong?
Uma condessa descalça?
Uma condessa cada vez mais longe?

(Bela carranca na TV por cabo...
É...de novo!
Uma vez só é pouco)

22 feb. 2009

Comitê Ministerial de Israel emite "Declaração de Segurança Nacional"

Vidas Marranas:Compósito subterfúgio de observação do mundo.Hasbará,Recordações e Narrativas do que fez-se em esquecimento!Alguma verdade ainda existe em porões do silêncio,câmaras soturnas nos quais não passou a Grande História.Bem vindos.

"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim

Comitê Ministerial de Israel emite
"Declaração de Segurança Nacional"


O Gabinete de Segurança de Israel realizou uma reunião em que os seguintes pontos foram deliberados:

1. A libertação do soldado sequestrado Gilad Shalit é - e continuará a ser - a maior prioridade de Israel. Israel continuará a envidar todos os esforços para se obter esta libertação. A libertação de Gilad Shalit resultará na libertação de prisioneiros palestinos, de acordo com a lista que será formulada e aprovada, logo que possível, por oficiais israelenses devidamente autorizados.

2. Israel não está negociando com o Hamas ou qualquer outra organização terrorista a fim de se chegar a entendimentos ou arranjos com esta organização sobre um cessar fogo.

3. Israel expressa sua profunda apreciação pelas tentativas e esforços das autoridades egípcias para se estabelecer o cessar fogo após a operação contra o Hamas, e por sua eficácia para mediar o retorno de Gilad Shalit. Nestes contextos, haverá coordenação com o Egito.

4. Israel continuará seus amplos esforços humanitários, em coordenação com a Autoridade Palestina e as organizações Internacionais pertinentes, a fim de fornecer as necessidades humanitárias básicas e imediatas à população Palestina. Com este fim, Israel permitirá atividades parciais nas passagens das fronteiras, de seu território para dentro da Faixa de Gaza.

5. Serão discutidas atividades mais amplas nas passagens após a libertação de Gilad Shalit.

6. A passagem de Rafah será aberta - em coordenação com o Egito e a Autoridade Palestina - apenas de acordo com os parâmetros que foram delineados em novembro de 2006.

7. Israel responderá rapidamente, com firmeza e continuamente à continuação de ações terroristas contra seu território a partir da Faixa de Gaza, incluindo disparos de foguetes, contrabando de armas e munições, e ao fortalecimento das organizações terroristas na Faixa de Gaza.

Neste contexto, Israel vê o Hamas como o único responsável por tudo o que ocorre na Faixa de Gaza e cobrará um alto preço pela continuação de ações terroristas, incluindo a questão do contrabando de armas.

O Gabinete de Segurança instruiu o Primeiro Ministro atual Ehud Olmert e o Ministro de Defesa Ehud Barak, a ordenar às Forças de Defesa de Israel para preparar a resposta de acordo com o necessário.

'Benção' -21 de Fevereiro

(E no fundo tudo parece um velho tango, Tango Fugata,com Piazolla e Yoyoma)

Benção.
Seriam já ...quantos anos?
E uma mórbida idéia de pensá-la para sempre

Imortal
Algo ingênuo,mas é que a expectativa de vida de nós brasileiros tem acrescido
E ao andar pelas ruas vejo tantos
Casais de velhinhos ,e então a sensação de que poderias estar ainda aqui
Envelhecendo junto aos outros

Atravessando ano após ano
Afinal já se passam agora cinco
Seria mais um aniversário conosco

De um fevereiro de chuva na roça
De fato quase pleonasmo d’uma segunda feira
Para coincidir com o seu nome
Registrada seis meses depois
Mas a data primeva, a única lembrada por todos

Foi assim na terra do que fora
Aquela terra meio do nunca
Um valão de milagres porque tantas histórias
As coisas corriam meio que à surdina
Fazendeiros arruinados,
A gente pobre comum e imigrantes sobrevivem
Cheios de memórias
Contos, mitos e crenças quase absurdas
Dos Azelman-Garcez,Peres–Mello ,mesclados -escondidos naquele próprio mundo

Dona Geny
Como gostaria de contá-la alguma novidade
Antes da noite apontar, o céu estava amarelo .
Mas depois que seguistes, em seu dia irei chover mais outro ano
Anos e dias
Em que nada acontece
Parecem décadas posteriores a sua ida
Não há nada, pouca coisa mudou e para dizer ,assim
Não para melhor
Há a inércia,
Uma previsibilidade
Daquelas que bem a aterrorizavam

“Nada é para sempre.
Somos capazes apenas nós mesmos de mudar nossas vidas”
Sempre dizias isto

Bem verdade que não sei se há qualquer fato novo
Senão coisas que vão se tornando esquecidas, velhas ou semi-impossíveis
Mas se estivesses aqui, de fato ate mesmo do marasmo sorriríamos

Não fiz aquela viagem
Definitivamente não embarquei naquele sonho
Embora a cada noite-dia não pare de pensar nisto
E mesmo já sem amarras
Afinal ,aturdido e comum
Criei mais outras.

Nada é tão simples.
Os mesmos braços que acolhem também são braços que expurgam
Erguem fronteiras

O guri esta bem grande
O Velho na labuta com alguns novos problemas
Jamais a esquece
É, e o piá também e lutando muito
Literalmente , pois com ele vou aos fins de semana enquanto treina
Paro e ando por parte do bairro
Parece quando aqui estavas
Analizava cada coisa miúda

Cada detalhe
E como uma política fosse, mas muito emperdenida
Dizias isto e aquilo
Mal de gente simples ,mas metida a discos e livros
Como me faz falta aquela segurança tua
Parecia tornar tudo calmo e menos abrasivo
Nada era fora de seu nariz
Mesmo que não, fingia das coisas ter algum domínio

Eram coisas sobre coisas e criavas então historias
Sabia desde quando aqui pisara pela primeira vez
Os moleques caçoavam de teu nome
Mas tamanha a seriedade e ternura ,que todos a respeitavam

Mas e aquela casa?
Um lar
Era de madeira.
Telhado francês ,varanda ,pé direito alto
Colonial ,envernizado a cada ano
Dizias que era linda
Em solo carioca um estilo distinto.
Ate que veio a enchente de 66
Barcos de pesca como meios de andar pelas ruas-riachos
Era a pequena Veneza
Não há mais nada
Junto a tantas outras estórias que quem escuta, acha as impossíveis

Tio Dekin a pegou no colo.
Pequenina que era
Do interior para a capital
Miúda, até o namoro, franzina
E brava
Ah e como!
Nos anos seguintes antes de conhecer o pai
Ia a bailes
É ,ouvi comentários disto.
E posso ainda ver as raras fotos
Era uma mulher bonita
Fazia em chamar atenção
Dançando Beatles ou a jovem guarda
Naquele baile onde hoje sobra uns cacos de um decadente clube
Era um tempo dourado seu , do bairro talvez,
hoje sob este contestavel progresso e individualismo

Idealizamos o que ainda não temos
Ou imortalizamos e deixado em redoma de perfeição e grandeza quem não mais contamos
Mas seria omissão não dizê-la espiritualizada, superior a mim mesmo em muitos de seus atos e princípios
E eras interessante. Sempre tendo o que dizer, o que ensinar
Mas eras simples ,acessível.

Criança não bem entendia ainda ,mas em tantos daqueles salmos
Em sua crença rezava para afastar maus fluidos
Não comer coisa, outra
Do alfabeto que me ensinastes,letra a letra
E os hábitos juntados com os do pai...
Obrigado.
Ainda que encontre portas cerradas para este caminho
É o unico.

Mulher de sonhos...
Sempre repetiam que vias coisas que outros olhos não enxergavam
Bem como sei que previa coisas, como assim previu a própria partida
Mas fiquei sem saber do que vistes sobre minha vida
Por que sempre frisava que nada estava definitivamente escrito

Ah Olan HaEmet!
Como estas distante.
Tal como à mim , o Hermon
E o que há agora?Silencio?Noite, dia? É neve ?É Deserto?Estás ao sono,ao nada?
Ruim saber que não terei mais noticias

De ti que a tudo passava e enfrentava
Menos daquele mal a que não pode resistir
E parou o seu coração ,às 9 naquele dia

E lembro assim de tantas coisas
Junto a este pedido de abraço em meio à saudade tanta
Estamos mais sozinhos aqui
Comuns e ao mesmo tempo estranhos neste suburbio
O lugar ,não é apenas impressão minha ,está mais árido
Sim, menos conhecidos
Já não se pode ficar à toa, na calçada

O que resta da família?
Os poucos, eles continuam com os sonhos:
Sair ,mudarem-se.Casas, quintais, carros e piscina,...
Acho que somente eu mesmo que irei esquecer-me aqui
E assim vou ficando
Estas paredes, meu álibi, elas me prendem
E me testemunham o que observo
Resolvi pouca coisa
Em breve também serão já 60 meses
E de acúmulos apenas vazio
Nem lucro
Nem surpresas

E por assim tenho cada vez mais tenho buscado as montanhas
Para ausentar-me de mim e por conta disto ,em parte , do mundo
A vida estagnou enquanto que o tempo não para
Por que queria coisas grandes
Uma grande guinada.

Não prestei atenção aos detalhes
Que fizeram me perder o que pudesse ser de maior na vida
Noutras apenas desejei pouco mas ainda assim não me veio
E a vida de forma ou outra, em fastio, continua

E triste escrever uma carta
Por que a gente envelhece,e aceitando a tudo,
Sem choro algum,apenas lamentando tanto na falta de surpresas para te contar
e em tua presença cerrar os olhos e apenas desabafar:
"Benção"
E de ti escutar,
“D-us que te abençoe”

E assim saber que El'
não tem nos esquecido
´
saudades גלות‎,

21 feb. 2009

Reflexão com verso de versos

Um assunto e outro...

“É a dificuldade de não apenas discutir, mas a apreensão ao agir , por que no ensejo as coisas grandes, esquecido assim do detalhe que alicerça a estrutura do mundo torna o deus idolatra do capital a semente que permeia um jardim de disparidades entre os homens”

“É admitir-se , tendo certeza de si, para não excluir a outrem. Eu abro a porta, pois acrescentará a sua vinda e não me tomará o que de mim , tenho certeza”

"Ele sempre vinha e seguia. Não podia decidir-se por que o trecho era estreito, a unica incerteza é se existia à ele aquele caminho. Envelheceria parado, observando o percurso"

Das-Kafka.

-------------------------

Que aconteceu com o menino
Não éramos todos bons?

Se não aparo as arestas,
Com a vergonha n’alma
Este é o meu castigo
O meu castigo...

Queria alivio
Ou queria desistir
Da ilusão de estar
Eternamente perto

Posso tocar se quiser?
Posso tocar se quiser?

E sempre etereamente à parte

Tempos de vender
A alma a um deus cego
E esperar pela graça
De viver e morrer
De viver e morrer

18 feb. 2009

Eleições Israelenses -Pragmatismo Pluralismo e perspectivas

Reescritura do artigo



Israel, sempre Israel!Chaim am Israel!

Logo do 'Meretz-Yachad' -My Party.Um partido da esquerda ideologica Israelense.

1-Israel -Pragmatismo e pluralismo nas eleições

http://vidasmarranas.blogspot.com/
http://moishe- hess.blogspot. com/


Falar dos resultados das atuais eleições israelenses traz a tona uma serie de comparações pragmaticas que sucederam ao longo das eleições brasileiras, até a vitória do Partido dos Trabalhadores em 2002. Mas lá, a esquerda vive em sua fase de descenso.Frente ao pragmatismo de boa parte do eleitorado israelense, bem como da guinada a um centrismo ideológico do maior partido de esquerda israelense, o HaAvodá, restou pouco para dizer o que seja esquerda progressista israelense.Porém nada é tão simples para como fazem os duros críticos a Israel, vincularem com adjetivos os resultados como ' de uma crescente fascista' israeli. E veremos por que:

Em meio a partidos como o Shas- religioso e sefarad, o Comunista israelense , Hadash,no qual muitos afiliados também são árabes israelenses,Meretz –Yachad , da esquerda (resumido agora a três cadeiras) e alguns muitos partidos minúsculos ou curiosos como os que defendem a legalização da maconha, religiosos ortodoxos de esquerda, dos aposentados, tivemos por fim a vitoria do Kadima, com infima vantagem sobre o direitista Likud de Benjamin Netaniahu. Todavia, ainda assim ,sob excelsas criticas de analistas do Haaretz e intelectuais da esquerda israelense, vale frisar que por maiores problemas que Israel possa ter, sua democracia tem de ser defendida, bem como que, apesar da Direita sair vitoriosa, há receios do eleitorado que votou a favor do Kadima, em relaçao ao Israel Beitenu de extrema direita nacionalista.

E uma vez mais, embora enfraquecido do ponto de vista de obter cadeiras no Knesset, o Haavoda estará como sempre na lista de partidos de Coalizão.Ao menos é o que se espera ,por que analisar eleiçoes em Israel não pode se resumir ao embate histórico entre Direita e Esquerda, mas sim, a propria vitalidade que há desta dinamica para com a politica externa israelense,a necessidade de sobreviver em meio a crises e ameaças constantes.Isto por que no mais Israel é um pequeno pais, cercado de temores, a medida que, não cabe ocultar possiveis excessos, mas também frisar a legitimidade de sua existencia , o direito de pais ,lar para o povo judeu, e por assim constante interesse para solucionar uma questão a qual não apenas depende do esforço e conversação dos israelenses. Não apenas!



Com a vitória apertada do Kadima, a chance de o partido de Livni formar uma coalizão
de união nacional é alta. Isto garantiria a formação de um governo de centro-direita liderado por Bibi" e que teria grandes dificuldades em controlar uma coalizão direitista englobando partidos seculares e religiosos. Se esse for o caso, nos assuntos relacionados aos palestinos, e talvez tenderá a favorecer relações próximas com a Jordânia, com vistas a estabilizar ao máximo a situação política interna e provocar uma pronunciada melhora na economia palestina.

O partido Israel Beiteinu ("Israel é nosso lar") obteve 15 das 120 cadeiras do Parlamento, atrás do governista Kadima, que conseguiu 28 assentos e do Likud, com 27superando também o Partido Trabalhista,HaAvoda, fundador do Estado de Israel, que ficou com 13 cadeiras.

Com isso, toda a atenção se voltou para Ivet (Lieberman) que poderá definir quem será o próximo primeiro-ministro de Israel e qual será a linha política da nova coalizão governamental.

Sem contar as 15 cadeiras de Lieberman haveria um empate entre o bloco de partidos de centro-esquerda, que obteve 50 cadeiras, e o bloco da direita, extrema-direita e ultra-ortodoxos, que conquistou exatamente o mesmo número.Nos últimos dias, tanto Tzipi Livni, como Byniamin Netaniahu, se encontraram com Lieberman e pediram sua recomendação junto ao presidente Shimon Peres, para que os nomeie como líderes da futura coalizão governamental.A recomendação de Lieberman pode ter uma influência crítica sobre a decisão do presidente, pois ele deverá nomear o candidato que tenha as maiores chances de receber o apoio de pelo menos 61 parlamentares.

Quanto ao HaAvodá, que já teve David Ben Gurion no comando,podemos observar que vem perdendo espaço desde o final da década de 1960. O declínio se acelerou sob o governo de Ehud Barak, que, além de não resolver os problemas com os palestinos, vem sendo investigado pela polícia israelense por um suposto caso de corrupção.

Grande icone da esquerda ideologica,o trabalhismo estabeleceu os acordos provisórios de paz com os palestinos na década de 1990, sob a liderança de Yitzhak Rabin, assassinado em 1995 por um nacionalista Igal Amir, e Shimon Peres, hoje presidente de Israel (um cargo protocolar). Vale ressaltar que em Israel o que vigora é o parlamentarismo – o premiê é quem tem o principal cargo.

A importância da esquerda israelense sempre marcou o espaço de disputas do pais. Anterior a criação do proprio estado,sua ideologia já marcante através da presença dos kibutzim,que nos serve como exemplo da montagem de um Estado não pautado sob uma ótica colonialista como ousam criticar a formação de Israel. Alias, Israel foi o pais que exemplarmente ainda quando recem formado fez questão de controlar ou mesmo aprisionar seus radicais, tais como fez com os grupos Stern e Irgun. Do operariado das primeiras décadas do séc XX ao governo de Golda Meir, passando por inumeras crises e guerras e pautou-se em lutar por um modelo de bem estar, mais humana, mais participativo e distributivo, mais inclusivo e que harmonizasse com os valores judaicos de justiça e bem estar social.

Atualmente a esquerda disputou com Barak as eleições.Primeiro-ministro em 1999-2001, Barak retirou as tropas israelenses do sul do Líbano e estabeleceu um diálogo, sem sucesso, com a Síria e os palestinos. O erro foi a propria incursao pois o desgaste com a propria opiniao interna foi ainda maior do que quando pressionavam o a tal ação.E ai começa a chave da questão do 'fracasso' nas urnas.Muitos especialistas apontam que o eleitorado entendeu que o problema do partido trabalhista israelense deriva da inadequação de Barak para a liderança de um partido esquerdista. Seria o fato de que a politica dos trabalhistas está impopular porque tem o líder errado,uma vez que as inclinações de Barak são centristas demais para um partido à esquerda do centro. "Talvez ele devesse estar no Kadima ou no Likud", alfinetou um cientista politico israeli .

Já o Israel Beiteinu de Lieberman tinha apenas 4 cadeiras no Parlamento quando foi fundado, em 1999. Com os resultados apertados e um intenso jogo de barganha política em andamento para a formação de um governo , as análises agora recaem sobre como uma maioria de direita no parlamento israelense.A grande dúvida é se o partido centrista Kadima ,da chanceler Tzipi Livni, aceitaria deixar o posto de premiê para Bibi *Byniamin Netaniahu, que possui melhores chances de formar uma coalizão com a ultra-direita e com partidos religiosos. A guinada à direita na distribuição de assentos do Knesset, segundo Pinhas Inbari -pesquisador político israelense, jornalista e especialista em assuntos árabe palestinos da Universidade Hebraica de Jerusalém, agrada os governos árabes e pode representar uma ameaça ao Irã.

"Pode parecer paradoxal, mas os árabes preferem uma coalizão de direita. Por um lado, eles calculam que um governo de direita pioraria a imagem israelense no exterior, enfraquecendo as posições de Israel em suas relações internacionais. Por outro, crêem que um governo direitista não necessariamente agiria em coordenação com os EUA e poderia optar por atacar as instalações nucleares do Irã, o que seria um alívio para muitos governantes árabes", explica

Segundo ele, é justamente no plano iraniano que diz poder haver maior probabilidade de uma alteração política. Um governo liderado por Tzipi Livni, ou que inclua o Kadima e a mantenha no posto de ministra das Relações Exteriores, tende a privilegiar a via diplomática e uma estreita coordenação com os americanos. Já um governo que inclua a extrema direita de Avigdor Liberman tem maior propensão a ignorar a posição dos EUA e pode atacar o Irã de forma isolada. O pesquisador afirma que mesmo se isso ocorrer, o Irã ainda pensará duas vezes antes de revidar o ataque de Israel. "Não é do interesse deles, mesmo que tenham seus reatores nucleares destruídos, travar uma guerra. O Irã depende de seus campos de petróleo, que são extremamente vulneráveis. Qualquer ataque a estes campos arrasaria a economia iraniana por décadas".

Inbari diz ainda que o novo governo não deve resultar em alterações quanto à questão síria. A questão das colinas do Golan,ocupadas por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, é relativamente simples de ser resolvida, porque para a Síria, o retorno do território é muito mais simbólico do que estratégico, já que os equipamentos militares atuais superaram a vantagem que a altitude da região representava algumas décadas atrás. Pinhas Inbari diz que para a Síria, recuperar a influência no Líbano tem um peso muito maior do que reaver o Golan. "O Líbano representa efetivamente prestígio e poder político, militar e de barganha para a Síria. E para alcançar isto há que ocorrer um estreitamento das relações da Síria com o Irã, o Hezbollah e o Hamas. Para a Síria seria muito pouco interessante obter de volta o Golan em detrimento destas relações e de sua influência nos assuntos libaneses".

Quanto a Fatah ,ele crê na ascensão do Fatah em detrimento ao Hamas, que já está desgastado após a última guerra em Gaza". Ja sobre os EUA este tem muitas preocupações em relação ao Oriente Médio e, por agora, é melhor uma ação coordenada que estabilize a ANP e reprima grupos extremistas e terroristas, gerando uma possibilidade real de negociação de paz".

Como nada é tão simples, uma letra belissima de Shimi Tavori, para metaforizar o pragmatismo complexo dos resultados obtidos!

MAH KARAH

Hayinu yachad shneinu zug yonim
idilia shekazot bamishpachah
vekachah zeh nim'shach,
zeh nim'shach harbeh shanim
ad sheyom echad hi kamah vehalchah.

Mah karah mah karah mah karah
nesovev et hagalgal bechazarah
lemakom she'hu yigash
sham nat'chil shuv mechadash
bo el kav hahat'chalah.

Pa'am nishbe'ah li emunim
ein li ish acher levad mimech
lachashah li be'oznai velitfah et hapanim
ufit'om parsah k'nafaim uvarchah.

Mah karah...

Lamah hi halchah lo ed'a
et kol chayay natati bishvilah
im yesh sikui katan vehatikvah lo avudah
hi tavo veshuv nat'chil mehat'chalah


Já no Brasil os tambores rufam! A corrida para 2010 já começou.E os ataques ao governo , bem ,não podem esperar o ano eleitoreiro. A nova é 'A Veja'que ja elege seu candidato , Jarbas Vasconcelos do PMDB.Com tipico moralismo de porão...

B'H.Chai Am'Israel
Trabalho, Terra e Liberdade.

O Bozo da Globo

Mais abaixo um texto sobre o tipo de critica que comumente vê se na midia brasileira. O padrao de criticas que é tido atraves da desclassificaçao de quem se discorda. Sem contar a amostragem de um ranço anti popular, classista, de cima para baixo, um metodo de ventriloquo, crendo se mais etico, justo, culto e digno de pensar sobre o país. Aqui trata-se do palhaço Bozo global . sob a amostra de que a corrida eleitoral ja se iniciou, ele e seus lacaios pensam as instituições assim: o Parlamento, a Justiça, a Democracia, a Soberania Nacional, a Imprensa só prestam se pensarem exatamente como eles pensam. A marca autoritária é desse tamanho e contamina a inteligência nacional, comprometendo o seu futuro.

O comentarista fala em “honestidade” como um ladrão que é pego em flagrante. Afinal , é honesto não ler os números? É honesto esconder que a quantidade de brasileiros com ensino superior dobrou no governo Lula? É honesto esconder que a inclusão digital elevou em 200% o número de brasileiros com acesso á internet? É honesto menosprezar programas sociais abrangentes, como o Bolsa Família ou os avanços na área de saúde, como o controle da AIDs e o avanço das pesquisas com célula tronco? É honesto empanar os avanços reais do país nos últimos anos? O mesmo que na TV é só um reflexo de sua própria laia, seguindo a rotina irresponsável de agendar o governo, discriminar movimento social (exemplo- trata o MST como “marginal” e “bandido” e as guerrilhas de esquerda como “terroristas”) e vender a imagem de um país ingovernável, onde tudo de ruim é atribuído ao governo, a Lula, enfim, a “esses representantes dos pobres que tomaram de assalto o país”.

O Bozo



Era uma figura carismatica a muitas crianças, mas a outras causava terrivel medo. Não poderia ser diferente:Um adestrado, com os olhos marcados de rímel, boca pintada por um leve batom cor de pele, que fala durante alguns segundos no Jornal da Globo, produz comentários radiofônicos desvairados e escreve sobre absolutamente tudo em artigos de, no máximo, sete parágrafos.

Ele convenceu-se que, por estar ali no olimpo das nulidades, tem um mandato para pronunciar-se em nome do “povo”. Na quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009, escreveu um de seus textos exemplares e deu-lhe o nome de “Lula é difu”. Eivado de preconceito de classe, é um texto deprimente. E revoltante.

Ele inicia suas mal traçadas linhas desvencilhando- se da maioria do povo: “O presidente de vocês - daqueles que o elegeram, daqueles que compartilham a sujeira com ele, daqueles que o acobertam na mídia, daqueles que batem palmas, que se ajoelham, que se vergam em busca de recursos e desinformação, daqueles que lhe dão 70% de aprovação, chegou ao seu nível moral mais baixo, abaixo até do ponto de ebulição do álcool!”

"Vocês" somos nós, o povo, a ralé. Ele não faz parte dessa malta ignóbil. Ele compõe um outro grupo: as elites bárbaras que destruiram o país, que entregaram nossas riquezas, que destruiram o meio ambiente, que limitaram as liberdades políticas, que produziram o descalabro da desigualdade social e da violência.

O comentarista segue em sua sanha de tucano desencantado com a popularidade do operário presidente: “Nada está abaixo do Lula. O Lula do “sifu”, do “porra”, do “cacete”, “sabe”, se colocou em uma posição inferior, não como presidente da República, mas como gente mesmo. Se o álcool não lhe trava a língua nem o faz escolher palavras do seu enorme minidicionário, o que sabemos que o álcool não faz com ninguém, ainda assim existem os assessores, “aspones”, e toda a sorte de lacaios pagos a peso de ouro para vigiar e reparar o rei nudista, descuidado, impregnado de falsa santidade, que se acha um profeta sábio a dar lições de moral aprendidas no PCC a presidentes eleitos, como Barack Obama. Lula tem carreira, tem trajetória, tem currículo e folha corrida de safadezas verbais e não-verbais. A linguagem chula é a sua primeira natureza. Lula, o pele vermelha e calórica, é isso há muitos anos.”

A incontinência verbal (verborréia) de Jabor associa-se de maneira linear à sua vulgaridade intelectual, desmedida, que se expressa em rotundas bobagens cafonas como “sexo é uma selva de epiléticos” - que graciosamente Rita Lee musicou com uma melodia melosa e auto-plagiada fazendo de Jabor um "letrista", o que está longe de fazê-lo um letrado.

Sabe-se que Jabor é um homem de direita, embora no Brasil os direitistas finjam ataque cardíaco quando são revelados como verdadeiramente são. É de Jabor, por exemplo, a opinião de que o governo militar brasileiro deixou um legado de "bons" exemplos. Segundo ele, a "complexidade lenta da democracia está a nos trazer saudades do simplismo velho de guerra". Velha de guerra é a tortura praticada pela ditadura que lhe produz saudade, sr Jabor, a mesma que tirou a vida do jornalista Vladimir Herzog (1937-1975), assassinado covardemente na cadeia onde encontrava-se preso por "crime de opinião" (ou seja, por divergir da ditadura) e que perseguiu milhares de brasileiros (dentre os quais o atual presidente do país), enquanto o "cineasta" desfilava nos gabinetes públicos angariando e obtendo patrocínio oficial para suas películas esquecíveis.

Jabor não é apenas um direitista sem caráter; é um fracassado que ataca Lula porque vê nele um sucesso “imerecido”; pobres e trabalhadores foram feitos para sofrer e trabalhar. Governar é outra história. Afinal, um homem do povo, com uma linguagem inculta, ter a popularidade que Lula têm, ou a aprovação internacional que faz do presidente do Brasil uma das vozes mais ouvidas do mundo... Ah, isso tudo deve cansar a beleza de Jabor, o Bozo do Jornal da Globo, que com gestos delicados e ênfase de botequim verbaliza opiniões emprestadas de livros de auto-ajuda ou mesmo coletadas em pesquisas escolares encontradas nos mecanismos de busca da internet.

Cineasta apadrinhado dos governos militares, fracassado em sua profissão de origem, Jabor tem inveja e a inveja o cega. É o retrato de uma sub intelectualidade de direita que não encontra mais lugar no mundo, mas que permanece na mídia, esse anti-mundo que quer ser mundo transferindo sua opinião e preconceitos para o público, contaminando- nos com suas opiniões manufaturadas e de segunda-mão.

Não fosse a idiotice galopante evidente, o ódio de classe e o despeito ululante já desqualificariam Jabor por frases como a seguinte: “Pior do que imoral Lula é ilegal. Lula é um vício de origem. Os que dele se acercam devem saber disso. Se sabem, são viciadores também.”

Jabor deve entender bem de vícios e viciados. Viciou-se, ele próprio, no dinheiro fácil que ganha para ser o porta-voz da direita brasileira, lugar que ocupou quando Paulo Francis, outro dandi direitista, morreu em Nova Iorque - porque morrer no Brasil é muito tedioso.

O Bozo da Rede Globo - é incrível a semelhança com o conhecido palhaço - fala para sua tribo: as viúvas da ditadura, do governo entreguista do PSDB; a direita do ex-PFL, os que acham que todo esquerdista é terrorista e que todo operário é ignorante; os que querem acabar "com a raça" do PT. Imagine um partido inteiro de operários, de trabalhadores? Isso deve dar alergia em Jabor. É por isso que insiste em dizer que Lula está deixando o povo brasileiro com a sua cara, “a sua fuça, a sua carantonha vulgar e baixa”.

O preconceito não se disfarça, não se quer esconder, ele quer se escancarar, sair do armário, mostra-se nu: “A nossa tão propalada macunaimidade era regional, pontual. Com Lula ela virou instituição nacional permanente. Não é para isso que trabalha incansavelmente a Saúde/Educação do imoral Temporão e seu pênis pedagógico?”

Aqui, o anti-fálico fala do uso de pênis de borracha para ensinar jovens estudantes a utilizar a camisinha corretamente, com o intuito de prevenir a gravidez na adolescência, uma verdadeira epidemia nacional que, para Jabor, não existe ou se existe é “moral”. Jabor não gosta de pênis de borracha e atribui sua existência a Lula e a Temporão.

“O povo pode parecer com o Lula, mas ainda não é o Lula”, comemora Jabor. Eu diria que infelizmente o povo ainda não é Lula, mas será, porque caminha para ser protagonista, como Lula se tornou, saído da pobreza, da miséria, da vicissitude que Jabor nunca conheceu.

O povo, como Lula, ainda pode lavar a cara todas as manhãs, não para tirar “a sujeira”, como sugere mister Bozo, vendilhão de opinião, que babava o ovo de FHC e agora faz todas as críticas do mundo ao governo e ao Estado, como se o Brasil tivesse sido inaugurado por Lula e pelo governo do PT e todas as mazelas não existissem antes de 2002.

Sim, o povo lava a cara ao despertar de um novo país, que mesmo diante de uma crise internacional que joga a economia de gigantes no chão, sobrevive apontando para um crescimento econômico impensável em tempos amarelos.

Jabor é o “serial killer” do pensamento, com sua vulgaridade de orelha de livro e filosofia aprendida em livros como “A revolução dos campeões”.

É o personagem central de um tipo de jornalismo feito por leigos ignorantes, personagem central dessa quadra de desonra inaugurada na vênus platinada, núcleo central da baixeza da vida nacional e que quer ditar a política do país.

A honestidade de Jabor é querer transformar sua opinião vulgar e desprezível em orientação moral e normativa de um país inteiro. Afinal, ele deve estar mais certo que a maioria, a quem quer indicar o caminho, liderar, transformar seus 30 segundos de diarréia mental noturna em dogma máximo da direita no Brasil.

Lá no olimpo do retrocesso onde produz suas crônicas, Jabor pensa que somos todos idiotas, que não pensamos, que precisamos dele para orientar-nos no mundo. Somos todos cegos diante da luz de Jabor, o infame.

Tomado pela vaidade, o comentarista não vê seu pequeno lugar no mundo. Ele não é exemplar a não ser por seus fracassos. Não indica o caminho a não ser para os que, como ele, têm miolo mole e fingem que estão ouvindo em sua palavra frouxa uma orientação divina. O ex-cineasta fala para o espelho e, felizmente, não há uma legião dos infames a segui-lo; sua opinião é, cada dia que passa a opinião da marginalia minoritária, solitária, saudosa dos tempos em que o país vivia de joelhos para o FMI e, seguindo as orientações do Tio Sam, caminhava para o precipício.

Jabor se acha “pop” e “extravagante” . Mas é só uma nulidade, um pequeno fascista, incapaz de fazer de si exemplo do que quer que seja, algo que não seja a recorrência da doentia boçalidade da burguesia e da ignorância das velhas elites conservadoras.

Engana-se quem pensa que essa adesão ideológica é gratuita. Jabor não é demente ou um louco corajoso. Não amarraria em si uma bomba para justiçar o mundo. Jabor é tucano por adesão bancária. Suzana Villas Boas, esposa de Jabor, presta serviços ao governador e candidatíssimo José Serra (leia em http://quem. globo.com/ edic/100/ karen.htm) e, recentemente, realizou uma festa de pré-lançamento do tucano à sucessão de Lula. Até a revista "Veja" estranhou os festejos fora de hora, decrevendo o evento assim: "Quase 300 pessoas se reuniram na casa do cineasta Arnaldo Jabor e da produtora Suzana Villas Boas para uma festança: a comemoração de três meses – isso mesmo: três meses – do programa de televisão produzido por ela de um canal pago. No meio de tantos convidados que comeram, beberam e se esbaldaram na pista de dança até as 8 horas da manhã, um chamou a atenção: o candidato a presidente José Serra. "Ele foi porque é muito nosso amigo e é nosso vizinho de frente", diz Suzana, que, por coincidência, trabalha na campanha de Serra. "Até pretendo fazer uma festa para ele, mas esta não foi", garante a anfitriã. Que pareceu, pareceu."Serra é, para Jabor, o sabor do jabá de volta ao manjar do Alto de Pinheiros, bairro nobre paulistano onde se edifica a mansão jaboriana.

A festa inusitada realizada pelos globais e pela família dos produtores da campanha de Serra rendeu no site Observatório da Imprensa o seguinte comentário do jornalista Mário Augusto Jakobiskind: "que moral tem uma empresa jornalística como a Globo, que diariamente trabalha a notícia, de forma sofisticada ou não, sempre voltada para a defesa de um ideário que basicamente defende determinados interesses econômicos e políticos que favorecem a própria organização midiática? E esse respaldo se reflete também no apoio que presta a determinados políticos, sobretudo quando ocupam cargos executivos".

Posando de vestal na TV, na vida a parcialidade de Jabor é evidente. Quatro anos depois de criticar duramente o governo do presidente Lula pela compra do Airbus presidencial - que substituiu um avião que passava mais tempo em manutenção do que em uso - Jabor se esquivou de comentar a decisão da governadora do Rio Grande do Sul, a tucana Yeda Crusius, de também adquirir um jato para vôos internacionais.

Lula escreveu seu nome na história como um homem do povo que, por seus próprios méritos e pelo reconhecimento do papel do coletivo, colocou o país de pé e, definitivamente, na rota do desenvolvimento, distribuindo renda e incluindo socialmente milhões de brasileiros. Antes, dirigiu a construção do maior partido de esquerda do mundo ocidental, de uma das maiores centrais sindicais do mundo e fez de sua existência um exemplo para milhões de trabalhadores em todo o mundo. "Sim, nós podemos" não é o slogan de Obama. É a marca da existência do ex-metalúrgico que se tornou o presidente de maior aprovação popular de nossa história.

Jabor será lembrado talvez como o Bozo da Rede Globo, o bobo da corte, o que fala não o que lhe vêm a cabeça, sem medidas, como quer parecer, mas mimetiza o que a ideologia de seu meio, de sua classe, formula nos corredores escuros da periferia do poder, onde exalam seu milenar odor de enxofre. Sua fala sem regras se expressa não demonstra coragem, mas ignorância, uma vez que ignora que o Brasil, felizmente, é maior, mais complexo e mais importante que as instalações da emissora de Jacarepaguá que lhe empresta a voz.

O que ficará de Jabor é a afetação e seus textos precários e sem importância. Jabor é uma anedota viva, um sub-cineasta que faz de sua existência uma comédia ruim. Ao contrário do que pensa, Jabor não é o Lacerda do governo Lula. Aliás, é só o ventríloquo de suas próprias tripas.

10 feb. 2009

Sobre a Aula -Filme :"Quanto vale ou é por quilo?"

A análise do filme

Mobilização coletiva é necessário, senão ,sozinhos, facilmente barganharemos o que foi duramente conquistado.Um direito conquistado não se barganha!Ao exemplo do feixe de cana de açúcar- unidos somos fortes!

Turma, como prometido, segue a sinopse do filme que assistimos na aula de ontem.Infelizmente a Tv não nos deixou termina-lo,porém segue o calor do debate suscitado com tantas questões. Bom para continuar a mesma que se dará em nossas aulas de Brasil e por assim tratar de conceitos como colonialismo emancipação e democracia. Desde a demarcação destas terras como extensão do Império d’Além Mar português , com uma independência manca e repetindo vicios do passado colonial, abolição,o republicanismo, voto censitário e de cabresto, estruturação social perante a industrialização e nacionalismo dos anos 30-50, e subtraindo questões referentes aos segmentos marginalizados à esperança de uma real democracia por intermédio da mobilização social. São temas não apenas atinentes ao vestibular, mas comuns a um curso como o nosso ,de caráter identitário e ideológico próprios.

O inicio do filme sob narração de Milton Gonçalves se passa no século XVII, em que um capitão-do-mato captura uma escrava fugitiva, que está grávida e, após entregá-la ao seu dono, a escrava aborta o filho que espera.Uma escrava propriedade de uma ex –escrava, uma alforriada, donde compreendemos a questão do status social a que nos torna repetidores de um ciclico sistema. Podemos associar a questão a varios elementos atuais, as ações de capitães do mato no exercer da justiça, porém também uma justiça inumeras vezes desproporcional porque tem seu peso maior sobre apenas um grupo já inferiorizado.

Há muitos paralelos no filme-documentário. O discurso da participação e da postura politicamente correta, representa a última palavra em matéria de exploração da mão-de-obra barata e da mais valia. Para cumprir essa função, a narrativa vai se valer de dois recortes temporais: o Século XVIII, com o comércio de escravos em expansão, em que o senhor branco dita as leis - a Casa Grande e a Senzala de Gilberto Freire sem o olhar conciliatório deste , e os tempos atuais, apontando para a virulência da exclusão social e uma Nova Ordem Mundial, em que as organizações não-governamentais desempenhariam um papel a princípio complementar ao do Estado, constituindo-se numa alternativa de contra-informação e resistência cultural. Seu discurso analógico coloca o antigo comércio de escravos e a exploração da miséria pelo marketing social como imagens separadas que se articulam em uma montagem para dizer que o que vale é o lucro, não importando se esse é obtido com a venda de um escravo ou através de projetos sociais com orçamento superfaturados.

Por assim quais relaçoes podemos compreender entre o cotidiano nosso e os fatos que se dão no filme? Notem a questão referente a ausencia do Estado , e neste vácuo, a ação destes grupos isolados, mesmo ongs, e formas de poder que instauram suas formas de indução, apropriaçao e criaçao de regras e parametros para liberdade e costumes .e mostra a falência das nossas elites, tão contundente e ao mesmo tempo tão abrangente, envolvendo personagens da periferia, sonhos de uma classe média em descenso e a elite.

E assim a trama se desenvolve a partir de uma cena dos dias atuais em que uma ONG implanta o projeto de inclusão digital em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada e Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.

É curioso esse termo, pois ele trata da união entre uma lei puramente física e um conceito sociológico. A inércia é a conservação de um estado dinâmico de um corpo num sistema. Se algo está num dado estado dinâmico, seja de movimento ou de repouso, ele tende a ficar nesse estado se não houver razão suficiente alguma que o impeça, ou seja, se não houver nada opondo a manutenção, natural, desse estado dinâmico.

“Quanto vale ou é por quilo?” mostra também a condição histórica de corrupção na política brasileira: a “inércia histórica”em paralelo o período histórico brasileiro do fim do século XIX com o Brasil contemporâneo. E o perigo de apenas a critica e ao mesmo tempo a ausência, ou omissão, daqueles que tanto criticam, mas que poderiam tomar parte ativamente afim de mudar o que parece cíclico. Assim como no debate que aconteceu em sala de aula, podemos analisar que entre o período final da escravidão negra brasileira e a atual situação da periferia nas grandes cidades são colocados à vista as grandes mazelas e contradições de um país em constante crise de valores morais. A sociedade é vislumbrada na óptica mercadológica. A relação econômica que contrapõe casa-grande e senzala é análoga a a relação entre a elite econômica e os excluídos do subúrbio.E será apenas pela participação que poderemos contornar isto.

“Mais vale pobres na mão do que pobres roubando” é o um outro slogan do filme. O trabalho de inclusão social praticado pela iniciativa privada é duramente criticado, pois o fim que tal iniciativa, aparentemente, visa sanar, a saber a igualdade social, é barrada pela própria lógica estrutural do sistema. O mercado opera com a pobreza e a exclusão. A grande questão é que a democracia é o sistema político vivido no Brasil porque é o sistema do consumo, aquele que favorece melhor o liberalismo econômico.

A “inércia social” está no filme a retratar que a história brasileira aparentemente não muda, ela está estática, barrada, bloqueada de transformação. Mas que ao mesmo tempo há espaço para transformação a medida que não esperamos estas de outras maõs senão as próprias. A critica que o filme se atém as ONGs demonstra que boa parte das mesmas surgem para preencher a fragilidade do Estado-nação dentro do capitalismo global no âmbito social. Com as benção do governo, de quebra, se locupletam com o dinheiro público, o que só contribui para aumentar a já elevada taxa de criminalidade urbana –vide o seqüestrador presente no filme que tem a mais absoluta consciência do processo de exclusão social . Ele não é um mero sujeito malvado ou uma vitima – ele está dentro do sistema e na parte mais marginalizada do mesmo. Assim como podemos equiparar um Brasil Colônia e o Brasil atual , colocados lado a lado, e alinhavados por propagandas, reportagens e imagens documentais que sugerem, entretanto, que a violência não resulta de uma falha, ou de mera desonestidade, ela é sistêmica.

A justaposição de épocas diferentes, com os mesmos atores e situações, não são as únicas estratégias utilizadas para produzir a noção de um todo. A escrava Arminda e a jovem militante Arminda, encarnadas pela mesma atriz, desfilam pelo filme em cenas oníricas, representando as torturas e os castigos mais comuns infringidos aos escravos que fugiam, como a máscara de flandres.

Em outra cena, crianças negras escolhidas para protagonizar um comercial para a ONG são colocadas com uma canga diante de uma mesa, numa alusão direta à escravidão, que rompe com a noção de épocas em paralelo, construindo uma sincronicidade. A representação da escravidão e do processo de exclusão social se dá mais por seqüências de representações da idéia de escravidão, com todas as associações e sensações de dor trazidas pelas cenas de tortura, do que por uma seqüência narrativa lógica, com personagens estruturados.

Ao transformar a encenação da tortura em um emblema da condição de servidão, o filme transcende seu argumento inicial e a questão da condição do negro na sociedade contemporânea para falar da exclusão social em seu sentido mais amplo. Em outra cena, uma arrogante senhora da elite que possui um delirante programa social nos moldes de “Cinderela por um dia”, inspirado nos programas televisivos do gênero, tal como Criança Esperança, Porta da Esperança, etc , etc. Neste ela explica a uma amiga, as vantagens fiscais de se “investir na beneficência social”, e arremata dizendo que vem tentando levar o marido empresário a se modernizar, mas não consegue.E no final isto por que para boa parte da classe média é interessante a solidariedade não apenas por bondade ,mas desencargo de consciencia, dedução no imposto de renda ou quem sabe, uma boa lavagem de dinheiro via insituiçoes muitas ás expensas do próprio Estado. Ao final, a senhorinha ainda posa literalmente para uma foto ladeada por seus jovens protegidos, que ela costuma levar a passeios em hotéis de luxo.É a perfeita nova fi(pi)lantropia a qual o célebre mulato Lima Barreto no inicio do séc XX tanto já criticava.

Aqui espero a continuação da discussão aos que tiverem disponibilidade!

Abraços a todos.

A. Da Equipe de Historia.

ELEIÇÕES EM ISRAEL - 5769 (10/02/2009)

ELEIÇÕES EM ISRAEL -CONTATO COM OS PARTIDOS

Hoje 10 de fevereiro de 2009 ocontece as eleições parlamentares israelenses.
Listamos abaixo os contatos de alguns partidos que irão concorrer às eleições em Israel. O Parlamento unicameral de 120 cadeiras elege sua 18ª Kneset na qual tem-se:

- NÚMERO DE ELEITORES REGISTRADOS: 5.278.985

- NÚMERO DE LISTAS: 33, que devem obter um mínimo de 2% dos votos para ter representação na Kneset.

- ELEIÇÔES: sistema proporcional integral de um turno (Israel é considerado uma única grande região eleitoral).

- NOMEAÇÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO: Depois da publicação dos resultados, o presidente israelense Shimon Peres tem uma semana para realizar consultas e escolher o cabeça da lista que tiver, em sua opinião, mais possibilidades de formar uma coalizão, apesar de não ter necessariamente obtido o maior número de deputados.

- FORMAÇÃO DO GOVERNO: O candidato designado dispõe de um prazo de 28 dias para apresentar seu governo à Kneset, que pode ser prolongado por mais 14 dias. Se não o fizer, o presidente escolhe outro candidato, que também contará com um prazo de 28 dias.

Se as pesquisas se confirmarem, as eleições de desta terça-feira (10) em Israel devem marcar uma grande guinada do país à direita.Dos quatro candidatos na frente das sondagens - e cujos partidos devem obter o maior número de cadeiras no Parlamento - três são conservadores. Os favoritos são Binyamin “Bibi” Netanyahu, líder do partido de direita Likud, e Tzipi Livni que, apesar de ser do partido de centro Kadima, também é originária do Likud.

O terceiro na preferência do eleitorado é a grande surpresa dessas eleições: o imigrante russo ultranacionalista Avigdor Lieberman, do partido Israel Beiteinu (Israel Nossa Casa). Se as pesquisas se confirmarem, seu partido passará de 11 para 18 cadeiras no Parlamento (no total são 120) e qualquer um que vença a votação terá de conseguir seu apoio para formar um novo governo. Só na quarta colocação aparece um candidato de esquerda: o trabalhista Ehud Barak, atual ministro da Defesa.

Num cenário como esse, a escolha de hoje mudará radicalmente a cara do Oriente Médio nos próximos anos. O conflito com o grupo islâmico Hamas, que deixou 1.300 palestinos e 13 israelenses mortos, fez da segurança o tema dominante da campanha eleitoral. Estão em jogo no plano externo as negociações de paz com os palestinos e o mundo árabe, além das relações com o Irã. Internamente, a resolução das tensões entre a maioria judaica da população (75%) e a minoria árabe (20%), entre outras questões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo


Se desejar mais informações a respeito das Eleições em Israel de 2009, entre no site:



Recorte e cole os endereços abaixo sobre os principais partidos:

Centro- DireitaKadima- -Maya Jacobs-- mayajacobs@gmail.com
http://www.kadima.org.il/

Centro-Esquerda Avoda (Trabalhistas) -Yoav Sivan-Skype: yoav121212 -yoav@YoavSivan.com
yoav76@gmail.com
http://www.havoda.org.il/

Direita Likud -Ron Dermer -Dina Libster-----rondermer@mac.com
dina@netanyahu. org.il
http://www.netanyahu.org.il/

Religioso-ConservadorShas-Roei Lachmanovich----- http://www.shasnet.org.il/Front/ Pages/pages.asp

Direita Conservador -Yisrael Beytenu-Irena Etinger ---http://beytenu.org.il/

Esquerda -MERETZ -Partido de Esquerda o qual não se aliou a ideía do Haavodá quanto a incursão em Gaza da forma com a qual foi tida.-http://www.newmeretz.co.il/aspx/default.aspx /
http://www.myparty.org.il

Os Comunistas-Hadash -http://hadash2009.org.il/

Link para melhores informações quanto ao contexto da politica interna e as posições em relação ao Hamas:


EXTRATOS DA IMPRENSA:
Fontes:Alef/Haaretz/Jerusalém Post/Estadão

"Antes das eleições em Israel os políticos que parecem ter mais se beneficiado da ofensiva militar contra o Hamas na Faixa de Gaza são aqueles que não estiveram envolvidos no planejamento ou na execução desta operação. Isto não é porque os israelenses lamentam ou ficaram de coração mole devido às mortes e destruição em Gaza. Pelo contrário, parece ter havido uma mudança ainda mais para a direita, refletindo um sentimento entre muitos dos eleitores que uma abordagem ainda mais dura poderia ter sido necessária. Recentes pesquisas indicam que Benjamin Netanyahu, do partido direitista Likud, manteve e até mesmo aumentou a diferença. Outro partido que parece ter ganho terreno é o partido ultranacionalista Yisrael Beitenu de Avigdor Lieberman. Um legislador ‘falcão’ e ex-ministro, Lieberman retirou há um ano atrás o seu partido da coalizão governamental quando Israel começou negociações sobre Estado palestino com líderes palestinos na Cisjordânia, que são considerados mais moderados e pragmáticos do que o Hamas"


Netanyahu (Bibi)do Likud lidera as pesquisas eleitorais em Israel.


Em Israel, as discussões populares são menos sobre a paz do que sobre a segurança e a política na disputa das eleições deste 10 de fevereiro. "O estado de espírito no país" se encaixa na linha de Netanyahu, disse Asher Arian do ‘Israel Democracy Institute’, que é um organismo independente de pesquisas em Jerusalém. O líder do Likud está se apresentando primeiramente como um paladino da segurança e também um bom condutor da economia. Netanyahu também fala sobre alternativas práticas para conversações com os palestinos, e diz que se for eleito ele tentará formar uma coligação governamental tão ampla quanto possível, em parte, para dissipar os temores internacionais de que ele iria formar um governo de extrema-direita. Benjamin Netanyahu, atualmente líder nas pesquisas eleitorais, escreveu no Jerusalem Post que “acima de tudo, a prioridade maior do novo governo de Israel será garantir que o Irã não obtenha armas nucleares”.

PLANOS DE LIVNI PARA A ELEIÇÃO

A Ministra de Relações Exteriores Tzipi Livni negou veemente alegações de que tinha "vendido" Jerusalém nas negociações com a Autoridade Palestina (AP) e disse que se opunha firmemente contra um acordo como esse. A Presidente do partido Kadima foi acusada pelo Presidente do Partido Likud, Binyamin Netanyahu, que é o seu principal adversário nas próximas eleições para Primeiro-Ministro, de conspirar com o Primeiro-Ministro Ehud Olmert para oferecer à AP grandes concessões que incluiriam a divisão de Jerusalém e a internacionalização dos seus lugares sagrados. O porta-voz de Livni negou firmemente estas alegações informando à ‘Israel National News’ que "A Ministra acredita que a soberania israelense – seja ela religiosa, nacional, cultural e estratégica - deve ser mantida numa Jerusalém unificada, incluindo principalmente os locais religiosos." A posição israelense negociada por Livni, ele informou, é que "Jerusalém será mantida unificada.

A Extrema direita também cresce em Israel

Desta vez, os dados apurados pelas pesquisas dão resultados diferentes e confusos. Se algumas prevêem que o candidato do Likud, Benjamin Netanyahu, vai ganhar com ampla maioria (30 cadeiras contra 23 do Kadima), alguns dão que o Bibi está na frente da candidata do Kadima, Tzipi Livni, por muito menos (28 contra 26). Mas uma das coisas que todos os institutos estão constatando é o fortalecimento do partido de extrema-direita "Israel Beiteinu", do imigrante russo Avigdor Lieberman.

As enquetes assinalaram que "Yvet" (como Lieberman é apelidado), vai receber de 17 a 19 cadeiras das 120 do parlamento. Um resultado impressionante, haja vista que ele ultrapassaria o Partido Trabalhista, do ministro da Defesa Ehud Barak, o mais tradicional do país, que já elegeu gente famosa como David Ben Gurion, Golda Meir, Yitzhak Rabin e Shimon Peres. Justamente por causa desses resultados, o pais está em polvorosa.

Muitos consideram o partido de Lieberman uma agremiação que beira o fascismo. Afinal, Yvet defende a transferência dos cidadãos árabes-israelenses para a Cisjordânia e suspensão da cidadania de quem não jurar lealdade à bandeira israelense.

Vidas Marranas:Compósito subterfúgio de observação do mundo.Hasbará,Recordações e Narrativas do que fez-se em esquecimento!Alguma verdade ainda existe em porões do silêncio,câmaras soturnas nos quais não passou a Grande História.Bem vindos.

"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim

9 feb. 2009

Plante esta idéia -Tu Bishvat- Rosh Hashaná La'ilanot

Antigamente, o povo judeu na Terra Santa comemorava o décimo quinto dia do mês hebraico de Shevat como o marco do início da nova estação dos frutos em Israel. Esta época do ano marca o ponto médio do inverno quando a força do frio diminui, a maioria das chuvas do ano já caiu e a seiva das árvores começa a subir. Como resultado, os frutos começam a se formar. Esta data até hoje é comemorada como o aniversário das árvores em Israel.

Da mesma forma como D'us faz com os seres humanos, no primeiro dia de Tishrei, Rosh Hashaná, D'us no dia 15 de Shevat determina qual a quantidade de frutos e folhas que cada árvore produzirá durante o ano; se crescerá satisfatoriamente, florescendo ou secará até morrer. Isto demonstra que o Criador do Universo e de todas as espécies, inclusive plantas e árvores, cuida de cada uma de suas criaturas, determinando seu destino.

As frutas crescidas antes desta data eram consideradas frutas "velhas", e as que eram colhidas a partir desta data, eram recebidas como "novas". Esta distinção era essencial no tocante aos mandamentos da Torá de separar a terumá e o maasser - a separação dos frutos destinados aos cohanim e leviyim.

A tribo de Levi não possuía campos ou pomares. Seus membros dedicavam-se integralmente ao serviço Divino no Templo Sagrado e ao ensinamento do conhecimento de D'us ao povo. Por este motivo, a Torá ordena que uma certa parte da colheita deva ser outorgada a eles.

Atualmente o Rosh Hashaná La'ilanot, Ano Novo das Árvores, é comemorado através da recitação de bênçãos antes e após a degustação de frutos novos da estação, especialmente as espécies de frutas da Terra de Israel: azeitona, tâmara, uva, figo e romã e outras novas para que se possa recitar a bênção adicional, Shehecheyánu. Ao provar dos novos frutos e recitar as bênçãos reconhecemos D'us como o Criador do mundo, da natureza e de tudo nela contido.

Uma analogia entre a árvore e o ser humano pode ser feita. Assim como a árvore está em constante crescimento, também nós devemos crescer; do mesmo modo como produz seus frutos, também devemos produzi-los. Em Tu Bishvat devemos renovar o crescimento pessoal, assim como as árvores começam a retirar a umidade e nutrientes da terra.

A raiz simboliza a conexão com a fonte, nossa fé; o tronco representa a parte principal que sustenta e representa o estudo da Torá e o cumprimento das mitsvot e o fruto está ligado com o resultado: a meta atingida, nossa influência positiva e contínua na preservação de nossos valores. Devemos constantemente lembrar que acima da natureza encontra-se D'us "regando" seus filhos através do legado do estudo e prática da Torá, os verdadeiros recipientes de bênçãos para que possam crescer continuamente em todas as estações.

Em 9 de Fevereiro de 2009 ec (5769)