20 abr 2010
Yom Ha'atzmaut 2010 (20/4)
"Mas dizem os meus motejadores:Que poderias tu,se és um só ,contra tantos? Só deploro ser esmagado pelo número,contudo esses vossos pensamentos e palavras ainda mais refervem meu interior e bradar que é impiedade ter piedade de ímpios,soberbos,contumazes e obstinados.Vencerei-os pela argumentação" Uriel da Costa
o Día de la Independencia de Israel, es la fecha en que se conmemora la Declaración de independencia de Israel el 14 de mayo de 1948. Se festeja el día 5 de Iyar del calendario judío, fecha en el cual David Ben-Gurión declaró el fin del Mandato Británico y la creación del Estado de Israel
2 oct 2009
Quem está por detrás do governo antissemita de Zelaya(Honduras)
Creio no tamanho da responsabilidade incurtida em vós com a finalidade de mostrar sempre materias sem ilaçoes ,sem panfletarismos e de modo coerente, verdadeiro (Em relação a mídia ishuviana).Espero que este texto seja repassado ainda que não tenha uma linguagem propriamente jornalistica. Mas deixo bem claro aqui a minha opinião, a de que pouco me interessa apoiar ou não o Sr.Zelaya, e sim a democracia - e o que o mesmo sofreu foi um golpe (ainda que haja os que tergiversan e inventam 'golpe democratico de Michelleti ao governo do senhor citado. Vivem a paparicar os 'Jabors' da vida). E fato é: o mesmo Zé bigodão de chapéu e com cara de latino brega tinha desde inicio de governo uma plataforma politica e tecnica de judeus. Ou ele é estupido o suficiente para confundir judeu com turco da birosca ou...estão querendo fazer uso politico quanto a uma porcaria de apoio que possa ser recebido de uma porcaria de radio Globo com um radialista tão burro ou igualmente sentindo se vitima de uma situaçao inimaginaria. Vale lembrar que durante a nossa ditadura tupiniquim, qualquer um que se manifestasse contra os gorilas militares- não precisava ler Marx, recitar o Livro Vermelho de Mao ,nada disto...bastava discordar em algo que...era oposição a ditadura. Vale lembrar inumeras dondocas 'revolucionarias nos anos 70' que nao entendiam de esquerda ,mas...por razoes morais ou na 'onda Che' eram contra o golpe dos 'nossos gorilas' sobre João Goulart.
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Respeito a discordancia ideologica, pois vivemos todos em democracia e estamos em lutar por um pais e sociedade mais justas (assim prefiro cre-los,ainda que custe crer nisto pela maneira de agir) Porem, sem golpes baixos, sem insinuaçoes que pretendem tornar criveis aos mais desinformados .Por favor. Sejam de direita, mas não sejam reacionários. Vivemos numa democracia, e numa pluralidade de pensamento portanto não partidarizem nem a um lado nem a outro nossa comunidade. Tenham suas ideias,mas não sejam rasteiros. O Lula, o indiozinho Evo Morales ,e claro, o Chavez e qualquer outro destes caboclos e mestiços que podem irritar a qualquer um ,além de distintos entre os mesmos para coloca-los no mesmo balaio,podem ser ruins o suficiente que não lhes seja necessario inventar libelos e criar situaçoes de vitimismo e querer incentivar esta midiazinha piguiana que fomenta GOLPES e manchetes ridiculas.Somos inteligentes! não necessitamos disto. Se eu fosse da assessoria do Lula eu exigiria retrataçao imediata por parte de dado canal de midia ishuviana .E muito interesse partidário que fica visivel quando o oportunismo sequer é deixado de modo subliminar, e sim, escancaradamente.
Tenho medo de reacionário. Qualquer um. Seja de direita (ou de esquerda como muitos imbecis escatologicos do PSTU e alguns abobalhados que acham ainda estar na Russia Czarista).Reacionario não pode ser valorizado . Seja cristão, seja judeu ou seja não judeu (Seja o 'goym' ,seja quem for, ainda que façam em desclassificarem a quem pensa diferente de vós ). Sem golpismo vis, calunias vis, sem cometer lashon hara e alarmismo que ridicularizam quem verdadeiramente sofre com antissemitismo ou teve vitimas familiares em Treblinka, Subibor,Dachaw,...Ou mesmo daqueles que antecedentes passaram por algum 'pogrom' em mellah do começo do século passado, em que foram massacrados ou tiveram de migrar do Marrocos às terras tupiniquins. Sem a mania de querer hierarquizar o proprio pertencimento a nossa comunidade, pois 'temos todos o mesmo sangue vermelho'. Quanto a taxar a torto e a direito qualquer um de antissemita não é apenas boçal, 'e feio' .Sequer averiguar coisas de web que são repassadas e coladas a torto e a direito, pior que isto,é vulgarizar o termo antissemitismo. Muitos dos nossos devem estar se revirando nas Matzeivas com a tamanha vulgarizaçao daquilo que terrivelmente sofreram. E devem ainda ter engulhos com o tipo de aliados que querem deixar estar ao ladinho.
Viva a liberdade
E baixo ao vitimismo e golpismo baixo!
Somos uma comunidade pensanteo, não precisamos que vozes digam por nós!
Armando Aguiar.
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*Por favor, a quem ja me insultou,não irei ao mesmo erro.Mas deveriam ser mais dignos e dizer vossos nomes.Sejam mais originais! Medo?A tese de vocês é a de que eu ,judeu, me torno goy ao pensar a minha maneira,é minimamente irrascivel.Devem estar loucos. Vós que tem a provar a vós mesmos quem sóis, fora o erro de querer 'torna judeu' ou aliado ,qualquer falastrão que faz em 'recortar e colar' e admirar os reacionarios contra progressistas ,cito Mainardi, Azevedo, o Philosofú do Olavo de Carvalho. Qual o critério deste 'Beit Din'? Estes aliados não desejo. Quero distancia.
Carta abierta del Presidente JOSE MANUEL ZELAYA ROSALES
1/10/2009
Itongadol- Nombré como Secretario de Estado en los Despachos de la Presidencia , el que era mi mano derecha en el gobierno, YANNI BENJAMIN ROSENTHAL; quien me dio un fuerte apoyo en el manejo de los asuntos del sector de la Economía , este cercano colaborador me invitó a la ceremonia del Bat Mitzvah de su hija; así mismo nombré al señor LEO STARKMAN como Ministro de Inversión y en otra ocasión, Ministro de Energía, también nombré al Ingeniero MOISES STARKMAN como Ministro encargado del sector de los Bio-Combustibles, el cual recuerdo que en una ocasión me manifestó el sufrimiento de las personas judías en los campos de concentración de los Nazis, este cercano colaborador incluso me informo el significado de la expresión Shabat Shalom, saludo que usan los judíos para honrar su día sagrado de la semana. También, en mi gobierno nombré como Gerente General de la Empresa de Telecomunicaciones al señor JACOBO REGALADO WEITZEMBLUTH. clic
Respecto a algunas distorsiones de la información, efectuadas por algunos medios de comunicación, referentes a mi posición como Presidente con respecto a la comunidad judía, COMUNICO lo siguiente:
Sería oportuno consultar a los Secretarios de Estado de mi gabinete sobre estas acusaciones que me hacen de tener posiciones anti-semitas. Cuando el pueblo hondureño me eligió Presidente, recibí fuertes criticas de algunos anti-semitas, debido a que nombré, entre otras religiones, algunos muy talentosos y calificados hondureños practicantes del judaísmo, como miembros del Gabinete de Gobierno.
Nombré como Secretario de Estado en los Despachos de la Presidencia , el que era mi mano derecha en el gobierno, YANNI BENJAMIN ROSENTHAL; quien me dio un fuerte apoyo en el manejo de los asuntos del sector de la Economía , este cercano colaborador me invitó a la ceremonia del Bat Mitzvah de su hija; así mismo nombré al señor LEO STARKMAN como Ministro de Inversión y en otra ocasión, Ministro de Energía, también nombré al Ingeniero MOISES STARKMAN como Ministro encargado del sector de los Bio-Combustibles, el cual recuerdo que en una ocasión me manifestó el sufrimiento de las personas judías en los campos de concentración de los Nazis, este cercano colaborador incluso me informo el significado de la expresión Shabat Shalom, saludo que usan los judíos para honrar su día sagrado de la semana. También, en mi gobierno nombré como Gerente General de la Empresa de Telecomunicaciones al señor JACOBO REGALADO WEITZEMBLUTH.
Considero que todos debemos respetar las personas que tienen prácticas religiosas que son distintas a las nuestras. Yo como Católico Cristiano recibo mucha inspiración de los postulados de esta religión que practico, para la labor que tengo como presidente. Respeto profundamente las personas que practican otras religiones no sólo judíos sino también evangélicos. Vale mencionar que acaba de culminar el mes sagrado de Ramadan de la comunidad de los musulmanes y las personas Judías acaban de celebrar el día más sagrado de su fe, Yom Kippur, todos somos iguales, hondureños y hondureñas.
En las sociedades mucha gente se equivoca, incluyendo a algunos de mis opositores y también los que me apoyan, y caen víctimas del anti-semitismo. Yo rechazo todas las posturas anti-semitas y los ataques que instan a los hondureños y hondureñas a hacer lo mismo. Judíos Árabes, Orientales, Pueblos Indígenas, Garífunas, Negros y Misquitos, todos como hondureños y hondureñas han ayudado a construir esta nación, y si todo sale como espero, continuarán haciéndolo siempre.
Honduras está dividida por líneas políticas, pero nunca deberá estar dividida sobre la base de la libertad de religión. Todos somos hondureños y hondureñas y nuestro país sólo puede tener éxito con la participación equitativa de todos.
En mi condición de ser humano y como Presidente, hago un llamado a todos los hondureños y hondureñas para abstenerse de hacer comentarios antisemitas; o de cualquier otro tipo que implique discriminación; hoy al lograr mi retorno pacífico, por la Restitución de la Democracia Contra el Golpe de Estado hago un llamado al diálogo a todos los sectores, el Pueblo Hondureño tiene el apoyo de la comunidad internacional, hasta lograr restaurar la democracia.
29 de septiembre, 2009
José Manuel Zelaya Rosales
Presidente Constitucional de la República de Honduras
Israel e seu acordo com o governo(antissemita?) do Brasil e Mercosul
O mesmo governo cujo chefe de Estado apertou por 4,5 segundos as mãos do Ahmadinejad ,faz acordo de livre comerciocomochefe de Estado da grande republiqueta latina e seus parceiros de Mercosul, e com ... ISRAEL! Como disse o Ruivo, a ideologia perdeu-se o que manda agora é o mercado. E Não entendo porque as agencias judaicas argentinas, como a Eton Gadol e Radio Jai ao invés de aterem se a esta terrível foto largamente difundida pelo Rua judaica, pelo Alef, simplesmente não se importaram com esta e sim deram meia pagina dizendo que o fruto do mar ‘treif’ e antissemita-(e também por estas plagas chamado de burro,apedeuta, incivilizado,etc ) los hermanitos judios del sur o alcunharam de” exemplo de conciliador da paz para a America latina e aliado contra a influencia iraniana na America” .E tascaram foto do mesmo antissemita falando à comunidade... judaica! Pior ainda mesmo quando leio matéria em que outra agencia judaica latina –Alai , faz uso de parte do texto do vil Clovis Rossi que, mesmo sendo canalha, não pode omitir que ‘Lula’ –no mesmo dia da sensacional foto de 4,5 segundos com Ahmadinejad, retrucou diretamente ao mesmo sobre “É crime negar o Holocausto”. Aos mais espertos e só procurar no sitio particular do tal...(ou voltar ao próprio Alef e Rua Judaica em suas fontes)
Esses argentinos!!!mesmo sendo chaverim judios ,brincadeira não...Devem fazer isto de broma, troça pela tamanha incompetência do partido nazista do PT que de tão incompetente permite ,da assessoria -passando por porta vozes a ministros ,ter judeus em suas cadeiras. No Brasil não é pra levar nada a serio mesmo. Nem o antissemitismo de Estado.
E ainda tive de traduzir o que um amigo meu judeu argentino,Sr.Andrés - me comentou num bate papo-foi difícil entender,(e aceitar)mas ele (Argentino!) criticou a Veja, o Azevedinho ,e a corja de intelectualoides a qual andou sendo mencionada nos últimos emails acalourados em que aventavam sobre o antissemitismo no fruto do mar:
“O complexo de vira-latas que o Nelson Rodrigues de vocês dizia é exclusivo "dazelites" latinas (o apedeuta barbudo faz escola!), gente que se sente menor que os brancos civilizados do norte e melhores que os índios,mestiços e gaúchos ,reles latinos abaixo do Equador .Grande exemplo é o bordão :"eu não me ufano!" daqueles que não se orgulham de ser daqui [brasileiro-grifo meu], porque sentem se , sim,os verdadeiros e ‘civilizados’ colonizadores brancos.Uma vez mais estes hermanos...
-Andrés, debias dicer las mismas palabras al philoshofú de la porqueria llamada 'VEJA' e de los reacionarios,Sr Olavo de Carvalho. Un viejo bibelô que no conoce la realidad brasileña,destos imbecis,idiotas que jamás poneran los pies en barro,en una favela,..un burguesito enbroncado a la intelectual del aire acondicionado!y que no gusta de personas simples,tiene recelo ,miedo de 'los sucios'...
Vou tomar licença e postar o comentário de um amigo, ígualmente judeu,e historiador ,Sr Caraciki :
"o maniqueísmo não leva a nada. Se Lula apertou a mão do Sr .Mahmoud, isso em nada muda a estrutura internacional. No fim tudo cai pra economia, e se for assim, as empresas privadas israelenses que vendem equipamento de segurança pros Basij do Irã são antissemitas igualmente. Os EUA compram petróleo venezuelano, todo mundo consome produtos da China e a economia gira.
O caso de amor entre Brasil e Terceiro Mundo se resume no gelt que vazou do Centro na crise recente. E sem querer ser polemista, as relações entre Israel e Africa do Sul foram excelentes mesmo em meio ao apartheid, mas é fácil ser apologético e falar que era um problema do isolamento israelense na comunidade internacional (e os problemas morais ficam no gueto).
Não é porque um membro do governo falou mal de Israel que todos se tornam membros da Totenkopf, afinal, pode ser chocante, mas Israel tem alguns defeitos.
E indo aos dados: http://www.mfa/">http://www.mfa>. gov.il/MFA/ Templates/ Amanot.aspx? NRMODE=Published&NRNODEGUID={ 5F215993- CC42-421E- B74D-949AACCA4C9 C}&NRORIGINALURL= %2fMFA%2fTreatie s%2fIsrael% 2bBilateral% 2bagreements% 2f&NRCACHEHINT= Guest
Malditos antissemitas do Governo Lula que fazem todos esses acordos de cooperação economica com Israel. Os documentos devem estar todos timbrados com uma cruz gamada.
Chatimá tová"
Excerto de outro ishuviano Sr Ladvocat,Bacharel em Direito:
"(...) rotular Lula e seus pares como antissemita é de uma banalização tão torpe da gravíssima questão do antissemitismo que só pode colaborar com o empobrecimento da nossa reputação. Parece que esse discurso fácil e desrespeitoso para quem sofreu antissemitismo DE VERDADE (...)Talvez haja os que queiram tecer cortinas de fumaça sobre problemas sensivelmente mais graves de uma sociedade tal qual a brasileira, talvez muitos, a essa altura, estejam pegos no embalo de oportunistas tão mesquinhos que mais parecem Judenrat com sinal trocado. Esse tipo de demagogia barata é explorada de maneira tão vexaminosa que o antissemitisimo quando verdadeiramente acontece, não assusta mais ninguém. A demagogia de reacionários posando de amigos de judeus prejudica a credibilidade dos judeus sinceros ao redor do mundo."
13 sept 2009
Conib pede ação do governo contra discurso de Ahmadinejad
A Confederação Israelita do Brasil (CONIB) pede ao governo brasileiro que atue no sentido de impedir que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, volte a questionar a ocorrência do Holocausto e a lançar desafios à comunidade internacional, como o avanço do programa nuclear de Teerã e a defesa da destruição de Israel. O dirigente do Irã tem discurso previsto para ser feito na próxima quinta-feira na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
“O iraniano Mahmoud Ahmadinejad coleciona um melancólico histórico de ocupar tribunas domésticas e internacionais para reverberar disparates inaceitáveis”, sustenta a carta enviada pela CONIB ao ministro das Relações Exteriores Celso Amorim. A entidade, que representa a comunidade judaica brasileira, solicita que governo brasileiro faça “todos os esforços ao seu alcance para impedir que uma tribuna da ONU seja transformada numa plataforma para disseminação de teses inaceitáveis num mundo moderno e democrático. Não é mais possível tolerar que Mahmoud Ahmadinejad continue a tratar com escárnio a comunidade internacional e a democracia.”
A carta lembra que o presidente Lula, ao discursar na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, vai manter uma tradição de mais de cinco décadas, de reservar a um brasileiro o primeiro pronunciamento deste evento anual. O texto lembra ainda que a sessão da ONU responsável pela criação do Estado de Israel foi presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, em 1947. No entanto, a ideia de dois Estados, um judaico e outro palestino, para dois povos, encontra resistência em forças políticas adversárias de valores democráticos, como o regime iraniano e alguns de seus principais aliados, interessados em manter um cenário de desestabilização no Oriente Médio.
27 ago 2009
Repúdio ao racismo no Chile
Neste sentido, o presidente da CJCh, Gabriel Zaliasnik, emitiu uma nota solidarizando-se com a comunidade palestina, expressando que "a CJCh como tem sido sua posição histórica, repudia qualquer fato ou ato que direta o indiretamente impliquen em qualquer forma de importar o conflito do Oriente Médio ao nosso país".
Assim recebi o informe da Agencia Latina , e que deve ser divulgado.Segundo o informe frases como "Palestina não existe" e "árabe = terrorista" foram algumas das frases que apareceram pichadas no muro do Colégio Árabe e do Clube Palestino, no final do mês de julho, fatos que foram, imediatamente, condenados e repudiados pela comunidade judaica do Chile (CJCh).Vale lembrar que ha uma estimativa de que haja no Chile entre 500-800 mil,descendentes de árabes palestinos ,a maior colônia fora da Asia.
"Ambas comunidades -palestina e judaica- tem a obrigação de contribuir com a manutenção e aprofundamento dos laços de amizade que, ao longo de mais de 100 anos, tem se desenvolvido no Chile, e pelo mesmo não podemos permitir sob pretexto algum, que nossa convivência possa vir a ser abalada por ações de terceiros. Desejamos a paz para nossos povos e devemos mostrar nosso exemplo de paz e fraternidade no Chile", concluiu Zaliasnik.
18 ago 2009
9 ago 2009
Contra o Fanatismo,qual seja
Quem proferiu esta frase ,ainda com resquicio de duvidas é ninguém menos que o reconhecidissimo Amoz OZ.Escritor Israelense,ex soldado das guerras dos 70 e pacifista não ingenuo. Enfim terminei a leitura de 'Contra o Fanatismo'com a devida atenção.
Só um compromisso salvará palestinos e judeus, diz Amós Oz .Filhos do sofrimento, judeus e palestinos têm os mesmos bons motivos, os mesmos argumentos históricos e sagrados para reivindicar sua terra. Só há um problema: reivindicam justamente o mesmo pequeno país como sua única e exclusiva pátria no mundo inteiro. De modo que o conflito árabe-israelense se toma, na definição de Oz, um choque entre o certo e o certo. E justamente por isso se transformou num impasse, já que os dois lados têm razão ou, pelo menos, têm suas razões. Não é uma luta entre o bem e o mal, como tanto palestinos, como judeus costumam pensar.
Oz localiza as origens do fanatismo, que aparece no terrorista Osama Bin Laden, mas também em todos aqueles que querem forçar as pessoas a se modificarem. Ou seja, qualquer um de nós pode ser contaminado pelo vírus da intolerância e tornar-se patético. Quanto mais você tem razão, mais engraçado fica, observa Oz. E a cura, segundo o autor, pode estar em atitudes simples como rir de si mesmo e ler as obras de Shakespere. Afinal, toda forma de fanatismo acaba em tragédia ou comédia. Uma das principais características do fanático, senão a principal, a que leva a todas as outras, é a urgência para pertencer a algo e o desejo de fazer com que os demais pertençam a este mesmo algo.
Palestinos,afirma, têm uma história parecida com a dos judeus. Aqueles foram renegados em vários países, como Síria e Iraque, enquanto os judeus foram perseguidos e expulsos, quando não mortos, da Europa. Ambos os povos foram, então, por razões parecidas, parar no mesmo território. E um dos aspectos mais trágicos do conflito é que os palestinos radicais e mesmo alguns moderados não conseguiram, como alguns ainda não conseguem, imaginar o quanto àquela região é importante emocionalmente para os judeus, ao mesmo tempo em que os judeus radicais falham em não perceber o mesmo em relação aos palestinos da região.
Amós Oz não tem uma visão romântica da paz, que não deve se confundir com amor. Para ele, o contrário da guerra não é nem o amor e nem algo do tipo. O contrário da guerra é a paz. Por isso o autor espera ver ainda em vida Dois Estados (Palestina e Israel) vivendo lado a lado; não se amando mutuamente, mas com respeito um para com o outro. E cita o poeta Robert Frost, para quem uma boa cerca faz bons vizinhos.
E Oz continua a não redimir qualquer dos dois lados, ao fazer notar que os mesmos palestinos radicais citados acima cometem o erro de verem os israelenses como uma mera extensão do antigo colonizador europeu, britânico, enquanto os israelenses linha-dura vêem os palestinos como nazistas revividos, agora morenos e com barbas e bigodes, prontos para exterminá-los a qualquer momento. E são estas visões distorcidas que impedem um avanço significativo num processo de paz concreto, que resolva de vez as pendências territoriais - além do significativo problema dos refugiados palestinos.
Izquierda y Derecha 'pensando en Israel
Una vez terminada esta guerra, y cuando entonces Israel demostró -por primera vez- que necesitaba convertirse en una potencia para poder seguir sobreviviendo a los permanentes ataques de sus vecinos árabes, las izquierdas y los grupos más o menos progresistas, en sus necesidades, siempre, de alejarse de quienes comienzan a crecer y ser poderosos, optaron por dar la espaldas a Israel y acercarse -¿inconcientemente?- a las posiciones de los sectores clásicos del pensamiento de derechas, que detestan todo lo referido al mundo judío.
Si,las derechas de cuais recuso recibir cualquier ayuda pró israeli!
Lamentablemente,muchas de las inumeras y distintas corrientes de las izquierdas abstractas y/o liberales, se construyen en base a experiencias foráneias a nuestra historia nacional, con ídolos europeos y rutilantes marchas que asi entonan. En erros estas tais izquierdas, también, se construyen en base a mitos antisemitas porque para descargar todo su odio antisemita, disfrazan el de retórica antisionista. y asi envegonza la verdadera izquierda, por que tienem una amplia vocación para el fracaso, atravesada por el mal individualista y extraño de la post-modernidad, y no presentar reparos al sumar, en su álbum de variadas iconografías, las fotos con los rostros de asesinos como el jeque libanés chii, Hassan Nasrallah, diversos líderes de Hamas , el corrupto y traidor a su pueblo, Yasser Arafat y hasta el fundamentalista presidente iraníano Sr Mahmoud Ahmedinejad; rostro visible de un régimen que es gran instigador de acciones terroristas en varias partes del mundo, entre ellas las que nos afectara a nosotros, aquí: los atentados en la Embajada de Israel, en 1992, y a la sede de la AMIA, en 1994.
Cómo pueden ser que se lleguen a esto? Cómo pueden ser que condenables y tristes conceptos como "genocidio", "limpieza étnica", "máquinas de muerte" y palabras como "terrorismo de Estado"; que nos judíos tan bien conocemos, sean dichos y escritos tan gratuitamente, sin que, a prácticamente nadie, les llame la atención tanta liviandad de expresión?
Aca repudio tais actos, Y también, al igual que la izquierda; que termina siendo funcional a los intereses de los sectores más conservadores de la derecha autóctona, ciertas instituciones formales de nuestra comunidad, abonan con sus prácticas políticas, los mitos y excusas,su individualismo ,la pratica del pensamiento burgues y de gueto. El antisemitismo, sé igual cualquier forma de racismo, es absolutamente condenable y hay que denunciar, todos estos atropellos contra la raza humana,contra negros judios ciganos y de manera rápida y efectiva; pero por favor, no demos excusas a quienes se movilizan sólo por pulsión y no por conocimientos de causas al recurrir aquí,como acontecio en la Argentina, al embajador imperial de los Estados Unidos, cuando algo nos preocupa y nos amenaza. Como judíos críticos y protagonistas de la realidad en la que vivimos, necesitamos renacer del silencio que nos impuso nuestras propias derrotas.
12 jul 2009
AMIA (18 Julho)-Atentado faz 15 anos.
"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim
AMIA 1994
Naquela fría manhã de inverno buonarense de 1994 as sensações de horror,medo e repudio ante a barbárie atingiram bem o seio da comunidade judaica latina e a historia da Argentina. O terrorismo mostrava então seu desprezo pela vida antecipando o que anos mais tarde enlutaria o mundo inteiro com os atentados em Nova Iorque, Londres, Madri, Londres,Mumbai e muitos outros lugares.Vitimas e vitimas .O ódio as diferenças lhes arrancou aquela manhã.Deixo sem futuro ,sem sonhos e nos tirou a cada um a possibilidade de compartilhar momentos com os mesmos
Em meio as atividades para a celebração do centenário da Associaçao Mutual Israelita Argentina,AMIA,em 18 de Julho de 1994, as 9:53h ,um atentado destruiu o edifício,assassinando a 85 pessoas e ferindo a outras 300.Dois anos antes ,em 17 de março de 1992 um ataque com características similares contra a Embaixada de Israel em B.Aires já havia deixado 27 vitimas fatais e mas de 100 feridos.E nestes 15 anos muito se tem dito e escrito,porem ainda não se conhece a verdade e o atentado ,ainda que as autoridades ainda investiguem,segue impune.
São 85 historias que não puderam seguir sua trajetoria. Homens, mulheres, crianças,jovens.Judeus, católicos, argentinos, bolivianos .Todos haviam começado o dia com os pequenas tarefas cotidianas:trabalhar, estudar,ir ao medico, pagar contas, começar alguma dieta, comprar um presente, voltar a casa,...
Depois de tanto tempo ,o objetivo final sem duvida era que tudo terminasse no mais triste esquecimento ,porem isto não se cumpriu.Porque o exercício da memória pelas 85 vitimas, irmãos latinos,permanecem mais vivas do que nunca junto a reivindicação por justiça.

ימלא פי תהילתךכל היום תפארתךאל תשליכני לעת זיקנהככלות כוחי אל תעזבני
"Mas dizem os meus motejadores:Que poderias tu,se és um só ,contra tantos? Só deploro ser esmagado pelo número,contudo esses vossos pensamentos e palavras ainda mais refervem meu interior e bradar que é impiedade ter piedade de ímpios,soberbos,contumazes e obstinados.Vencerei-os pela argumentação" Uriel da Costa
AMIA 1994
Aquella fría mañana de lo de 1994 ,en invierno ,las sensaciones de medo, horror y repudio ante semejante barbarie se apoderaron de la sociedad y en nuestra America. El terrorismo mostraba así su desprecio por la vida anticipando lo que años más tarde enlutaría al mundo entero con los ataques en Nueva York, Madrid, Londres, Bombay, entre muchos otros.El odio por las diferencias y la intolerancia les arrancó el mañana. Los dejó sin futuro, sin sueños y nos quitó a cada uno de nosotros la posibilidad de compartir un momento con ellos.
En medio de las actividades para la celebración por el Centenario de su creación, el 18 de julio de 1994 a las 9.53hs, un atentado terrorista destruyó el edificio, asesinando a 85 personas e hiriendo a otras 300. Dos años antes, el 17 de marzo de 1992, un ataque de similares características contra la Embajada de Israel en Buenos Aires, había dejado 27 víctimas fatales y más de 100 heridos. Y En estos 15 años se han dicho y escrito muchísimas cosas, pero que aún no se conoce la verdad. El atentado sigue impune.
Son 85 historias que no pudieron seguir su historia. Hombres, mujeres, chicos, grandes, judíos, católicos, argentinos, bolivianos. Todos habían comenzado el día con los pequeños objetivos cotidianos: trabajar, estudiar, ir al médico, pagar los impuestos, empezar una dieta, comprar un regalo, volver a su casa.
Después de tanto tiempo, el objetivo final que sin dudas era que todo termine en el más triste de los olvidos, y no se cumplió. Porque el ejercicio de la memoria por las 85 víctimas y el permanente reclamo por la justicia, siguien más vigentes que nunca.
8 jul 2009
AMIA o aniversário e os anos sem justiça...
Pero que veo el encuentro la Sra presidenta se comprometió a cumplir el pedido de transmisión de un homenaje en cadena nacional. Bueno ,en diálogo con la Agencia Judía de Noticias, AJN, SR Sergio Komarovsky, miembro de la agrupación, destacó "el compromiso absoluto" de la presidenta con Familiares.
Estos escapabando del hambre y de las persecuciones raciales, deciden fundar la AMIA, con el objetivo de brindar un marco de pertenencia formal y ayuda a la comunidad judía que comenzaba a instalarse en el país.Con las primeras décadas del siglo XX, el arribo de numerosos contingentes migratorios y el desarrollo nacional, la institución fue creciendo y multiplicando su actividad. En 1945 inaugura suya sede histórica .Y asi la organización fue diversificando sus tareas, volcando los esfuerzos en el área social, educativa y cultural. Pero en medio de las actividades planificadas para la celebración por el Centenario de su creación, el atentado terrorista destruyó el edificio, asesinando a 85 personas e hiriendo a otras 300.
Estoy a sabre que a cada 18 de julio, AMIA junto a los Familiares y Amigos de las Víctimas organizan el tradicional acto público frente a la sede de la institución, donde una multitud se reúne año tras año para hacer memoria y reclamar justicia.Pero en esto oportunidad, teniendo en cuenta la situación sanitaria del país y las recomendaciones de los expertos en relación a no propiciar las concentraciones de público, se ha decidido posponer dicho acto, respetando el valor supremo del cuidado de la vida(Igualmente quedo preocupado con amigos y unas personas muy importantes a mi y que habitan Baires y otros partidos...)y uds asi creo tambien.Cambiamos noticias y excusa el idioma porque estoy a estudialo sólo en las ultimas semana debido a una questan especial,pero,hasta pronto sy podran escreban me en portugues!!!
29 jun 2009
Israel quer diálogo com Brasil sobre Irã, diz Giora Becher

Becher disse que Brasil e Israel 'não precisam concordar em tudo'
A preocupação do governo de Israel com o regime iraniano deve ser um dos temas do encontro entre o chanceler Celso Amorim e seu colega israelense, Avigdor Lieberman, que tem visita prevista ao Brasil para o dia 22 de julho.
Segundo o embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher, seu governo quer "ampliar o diálogo" com o Brasil. "Infelizmente a questão iraniana é de extrema importância para nós", disse Becher. O embaixador disse não concordar com a proposta do governo brasileiro de que a aproximação com o Irã é melhor do que o isolamento ao país. "Apenas a pressão política e econômica é capaz de mudar o curso dos acontecimentos no Irã", diz Becher. (Uma nova Cuba, Novo Iraque?!?Qual outro caminho?Porém para os mais otimistas a questão iraniana não resume se a fronteira atual entre EUA-alhude ao Iraque,com a terra de Ahmadinejad)
Segundo Becher, Brasil e Israel "têm ótimas relações, mas isso não significa que precisem concordar em tudo" (que nossos correligionarios aqui que também assim entendam)
A seguir, trechos da entrevista do embaixador Giora Becher à BBC Brasil (material enviado via B'nai Brith):
BBC Brasil - A visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, apesar de ter sido adiada, gerou bastante polêmica. Como o senhor vê essa aproximação entre Brasil e Irã?
Giora Becher - Infelizmente, a questão iraniana é de extrema importância para Israel. O fato de o atual regime defender sua capacidade nuclear e de ser bastante anti-israelense, inclusive negando o direito do Estado de Israel existir, é uma fonte de preocupação para nós. É uma ameaça concreta à nossa segurança e, também diria, à existência de Israel.
Como parte do processo de diálogo com outros países, estamos sempre expressando nossas preocupações em relação ao Irã. Tenho certeza de que nosso chanceler, durante sua visita ao Brasil, deverá discutir esse assunto com o governo brasileiro.
A visita de Ahmadinejad se tornou uma questão interna para o Brasil, que não tem nada a ver conosco. Infelizmente, Ahmadinejad, com sua personalidade, é um problema por si só. É uma pessoa que nega o Holocausto e que fala sobre uma conspiração judaica contra o mundo. Ele é alvo de críticas não só no Brasil, mas em todo o mundo.
BBC Brasil - A posição brasileira é de que uma política de aproximação, nesses casos, é melhor do que o isolamento. O senhor concorda?
Becher - Não. Acreditamos que a única forma de mudar o curso dos acontecimentos no Irã, e, especialmente, garantir que o país não terá uso militar para seu programa nuclear, é por meio da pressão. Pressão econômica e política. É a única forma. Mas, como eu disse, Israel e Brasil não precisam concordar em tudo. Temos o diálogo aberto com o governo brasileiro e o nosso papel é expressar nossa posição. E ouvir atentamente o que eles têm a dizer.
BBC Brasil - A reeleição do presidente Ahmadinejad, nessas condições, deveria impor algum tipo de mudança na relação entre Brasil e Irã?
Becher - Estamos na arena da especulação. Não sabemos qual será o resultado desse processo no Irã, não sabemos se o presidente Ahmadinejad será realmente eleito. Além disso, é uma decisão de cada país sobre como reagir a esse processo.
BBC Brasil - Ao comentar as eleições no Irã, o presidente Lula acabou sendo criticado por minimizar a possibilidade de irregularidade na contagem dos votos. Como o senhor analisa a postura do presidente Lula nesse caso?
Becher - Acho que devemos aguardar e ver se haverá algum tipo de manifestação oficial do governo brasileiro. O fato é que as coisas estão mudando rapidamente no Irã. Acredito que todos devemos estar atentos, inclusive o governo brasileiro, sobre o que está acontecendo lá, especialmente para ter certeza de que o regime não usará a força e que pessoas não tenham mais que morrer em nome da democracia.
BBC Brasil - O presidente Lula já esteve em mais de 100 países desde 2003, mas ainda não fez uma visita oficial a Israel. Esse fato diz alguma coisa sobre a relação entre os dois países?
Becher - Primeiro, gostaria de dizer que temos uma relação muito boa com o Brasil. Não apenas política, mas também econômica. E estamos trabalhando duro para ampliar essa relação, pois vemos o Brasil como uma liderança nas relações internacionais, especialmente na América Latina.
Um dos pontos mais importantes é a assinatura do tratado de livre comércio com o Mercosul, que aguarda a ratificação do Congresso brasileiro. Em breve, poderemos ver esse acordo na prática, o que nos permitirá dobrar a corrente de comércio entre os dois países nos próximos dois ou três anos, que atualmente é de US$ 1,5 bilhão.
**Avigdor Lieberman fará visita oficial a Brasília no dia 22 de julho
Politicamente, temos uma relação muito boa também. Há consultas políticas frequentes entre os chanceleres. Esse ano, será aqui no Brasil, no ano passado, foi em Jerusalém. Temos duas importantes visitas previstas ao Brasil: a do presidente de Israel, que está prevista para novembro, e do nosso chanceler, que visitará Brasília no dia 22 de julho.
BBC Brasil - Então o convite ao presidente Lula está feito?
Becher - Sim, o convite está aberto. Esperamos que ele possa fazer essa visita até 2010, mas não há uma data prevista.
BBC Brasil - E o fato de o presidente Lula ter visitado tantos países, inclusive da região, países árabes, e ainda assim não ter ido a Israel... Como o senhor vê isso?
Becher - Não acredito que isso tenha a ver com política, um sinal de descontentamento em relação a Israel ou algo do tipo. Se essa versão existe, ela está distorcida. Essas visitas de chefes de Estado precisam ser muito bem coordenadas, é preciso encontrar o melhor momento para os dois lados.
O fato de ele não ter visitado Israel ainda não tem implicações políticas. Tenho certeza de que ele irá a Israel até o final de seu mandato.
A visita de nosso ministro das Relações Exteriores ao Brasil é a primeira dos últimos 15 anos. Isso não significa que Israel estivesse descontente com a política externa brasileira.Uma visita dessas requer pelo menos uma semana. Muita coisa tem de ser mobilizada.
BBC Brasil - O governo brasileiro tem dito que tem interesse em ampliar sua participação nas negociações de paz e, inclusive, essa mensagem foi reforçada pelo chanceler Amorim, durante sua última visita a Jerusalém, em janeiro. O senhor acha que o Brasil está preparado para dar esse passo?
Becher - Apenas para complementar sua pergunta anterior: o ministro Amorim já esteve diversas vezes em Israel. Sua última visita foi apenas há alguns meses. Nós nem sempre concordamos em tudo. E isso é parte do processo de diálogo. Temos nosso ponto de vista, nossas posições, e é muito importante também ouvir cuidadosamente o que o Brasil tem a dizer.
Eu sei que o presidente Lula e o ministro Amorim gostariam de ver um papel mais ativo do Brasil no processo de paz do Oriente Médio. O interesse brasileiro, a princípio, é bem-vindo. Nós entendemos que o Brasil quer ter um papel mais ativo e acreditamos que isso possa ser produtivo. Mas claro, o processo de paz é um assunto muito delicado. Qualquer país interessado em desempenhar um papel positivo nesse processo precisa compreender muito bem não apenas um lado, mas os dois lados. E agir de acordo e de forma imparcial.Precisa ainda entender a preocupação do Estado israelense com a questão da segurança.
Qualquer governo de Israel gostaria de ver um processo de paz realmente seguro, estável, não apenas em relação aos palestinos, mas também com sírios, libaneses e outros países da região. Mas temos também nossas preocupações, sobretudo com a segurança, com nossa história. Existem pontos muito complexos e delicados, como a questão de Jerusalém, como resolveremos a questão dos refugiados palestinos, que estão não apenas em Gaza, mas também em outros países árabes.
Nós não queremos assinar um acordo de paz e depois entrar em uma nova rodada de conflitos. Portanto, qualquer país que queira participar do processo de paz deve entender os dois lados. Eu diria que essa é uma condição básica, ou seja, ser imparcial e conhecer os dois lados. E é isso que esperamos não apenas do governo brasileiro, mas de qualquer outro país. Esperamos que todos prestem também atenção às nossas preocupações.
BBC Brasil - O assessor para assuntos internacionais do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, disse, na época da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, em janeiro, que Israel estaria adotando "terrorismo de Estado". Como essas palavras repercutem, em sua opinião? Seria um sinal de que o Brasil não estaria agindo de forma imparcial?
Becher - Nós estamos cientes do que foi dito. E não acho que esse tipo de comentário seja produtivo para um país com interesse em desempenhar um papel mais ativo no processo de paz no Oriente Médio. É contraproducente.
Mas também sabemos que essas palavras foram dele especificamente. Não vimos esse tipo de reação do ministro das Relações Exteriores e tampouco, oficialmente, do presidente Lula. Preferimos pensar que esse não é um reflexo da posição brasileira. Caso contrário, seria totalmente parcial e mostraria falta de conhecimento sobre o que está acontecendo em nossa região. Essas palavras não contribuem para o processo de paz.
BBC Brasil - O governo brasileiro tem defendido abertamente, inclusive na ONU, a posição síria sobre as Colinas de Golã, território que atualmente está sob jurisdição de Israel. O senhor teve a oportunidade de discutir esse assunto com o governo brasileiro?
Becher - Isso não é uma novidade. O Brasil vem repetindo seu voto na ONU ano após ano. O Brasil não é o único país do mundo que condena Israel nessa questão. Como eu disse, não precisamos ter a mesma posição em tudo.
Quando o assunto estiver sobre a mesa com os sírios, certamente vamos considerar a opinião de todos os países. Mas claro, a questão principal aqui é a segurança de Israel. E é isso que gostaríamos que o mundo, o Brasil, entendesse melhor. As Colinas de Golã são estratégicas para o controle do norte de Israel.
BBC Brasil - A Venezuela está em processo de adesão ao Mercosul e o país não tem relações diplomáticas com Israel. A entrada da Venezuela no grupo pode prejudicar as relações do Mercosul com Israel?
Becher - Não acredito que isso traria implicações para a nossa relação comercial com o Mercosul ou com qualquer dos quatro países. Durante anos e anos tivemos ótimas relações com o povo venezuelano e com o governo. Essa decisão de cortar relações diplomáticas com Israel é uma decisão do atual presidente. Esperamos e rezamos pelo momento no qual nossas relações com a Venezuela possam ser retomadas. Sabemos que a povo da Venezuela não é anti-israelense, de forma alguma.
**Em discurso, Netanyahu admitiu criação de Estado palestino
BBC Brasil - O pronunciamento do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, no último dia 14 de junho, foi bastante esperado. No entanto, alguns jornalistas argumentaram que a menção a um Estado palestino teria sido feita "a contragosto" . Como o senhor avalia esses comentários? Além disso, o senhor acha que o atual governo israelense está realmente comprometido com a ideia de um Estado palestino?
Becher - Antes de tudo, não há como saber o que se passa no coração do primeiro-ministro Netanyahu. Por isso, não é possível afirmar que ele não queria dizer aquilo. Como alguém pode saber? O importante na política é o que se diz. O que eles pensam, o que eles falam com suas esposas à noite, eu não sei. O que eu sei é o que está no discurso, e posso dizer que foi um discurso muito importante.
Por um lado, abriu a possibilidade de uma negociação de paz com os palestinos e com o restante do mundo árabe. E por outro, também expressou nossas preocupações.
Eu só posso lamentar a reação de alguns setores do lado palestino e do mundo árabe, que foi mais ou menos negativa. Eu acredito que o mais importante é que estamos prontos para ver um Estado palestino e que vamos começar as negociações.
Isso não quer dizer que o primeiro-ministro deveria, já no discurso, fazer concessões. Não era nem espaço ou o momento certo para isso. O assunto deve ser discutido na mesa de negociações. Eu gostaria de ver, primeiro do lado palestino, uma disposição para começar a negociação sem pré-condições. Os palestinos podem trazer suas preocupações para uma discussão posterior.
Gostaria também de ver a contribuição de outros países árabes ao processo de paz, começando pela normalização das conversas com Israel. Não significa que veremos amanhã uma embaixada de Israel na Arábia Saudita, mas é importante que os países árabes comecem a fazer algum tipo de contato com Israel. Isso mostraria à população de Israel que eles estão dispostos a contribuir para o processo, e não apenas sentados ao lado, esperando que palestinos e israelenses façam alguma coisa. Precisamos do apoio de todos os países árabes. E gostaríamos de ver um sinal do lado deles.
22 may 2009
יום ירושלים - כ"ח באייר

Em 28 de Iyar.
De acordo com o Plano de Partilha da ONU de 1948 , Jerusalém deveria ser uma cidade internacional , não pertencendo nem à um estado judaico , nem à nenhum estado árabe.Mesmo assim , durante a Guerra árabe-israelense de 1948 , o controle da cidade foi dividida entre Israel e Jordânia.
No entanto , Jerusalém Oriental foi tomada por Israel em 1967 ,como resultado da Guerra dos Seis Dias.No dia 12 de março de 1968 , o governo israelense proclamou o dia 28 de iyar como o feriado do Dia de Jerusalém. Em 23 de março de 1998 , o Knesset aprovou a Lei do Dia de Jerusalém como um feriado nacional israelense.
Yom Yerushalaym acontece apos Yom Hazikaron ( יום הזכרון לחללי מערכות ישראל ונפגעי פעולות האיבה, Dia da Lembrança dos Soldados Mortos de Israel e das Vítimas do Terrorismo) ,e precede a comemoração do dia da Independência de Israel-Yom HaAtzmaut ,(יום העצמאות)em 5 de Iyar, que correspondente a 14 de Maio de 1948. 
28 abr 2009
יום העצמאות -Yom HaAtzmaut -Israel 61 anos
"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarimהתקוה
כָל עוד בלבב פנימה
נפש יהודי הומייה,
ולפאֲתי מזרח קדימה
עין לציון צופייה;
עוד לא אבדה תקותנו,
התקווה בת שנות אלפיים,
להיות עם חופשי בארצנו
ארץ ציון וירושלים .
Ouçam aqui: Hino Nacional de Israel - Hatikva
"(...)E a Alma, à casa retorna"
Apos Yom HaZikaron, o dia em memória a nossos mártires das inumeras batalhas ao longo da História do Estado de Israel, chegamos a 5 de Iyar de 5769,neste ano de 2009 correspondente a 29 de Abril.Data em que se comemora a Independência do Estado de Israel em 1948, 61 anos atrás no 14 de Maio de 1948, dia no qual David Ben-Gurion , à frente do partido Mapai -a época o Partido dos Trabalhadores de Israel- declarou o fim do mandato britânico na Palestina e foi decretada a fundação do Estado de Israel
Sionismo não é Imperialismo.Antes de 1948, século antes, já existia movimento sionista
Sempre existiram judeus na região. Mas um movimento de aspiração para o retorno á terra dos antepassados nos tempos modernos data do fim do século XIX quando na Rússia czarista, em conseqüência de inúmeros pogroms(massacres), foi criado o movimento dos “Amigos de Sion” (Hovevei Tzion). Alguns anos mais tarde, na década dos 80 ,os “Biluím” (Casa de Jacó, vamos e iremos) tentou novamente influenciar a população judaica para emigrar a Israel. Mas, as massas de trabalhadores judeus, organizados no “Bund”, uma organização socialista e social-revolucionária, optaram por uma solução política da “questão judaica” através de uma transformação radical das sociedades russa e polonesa, solidários com os socialistas de seus respectivos países.
Revolucionarismo Socialista
Não se admira o número elevado de líderes revolucionários judeus, entre os social-revolucionários e entre os mencheviques e bolcheviques. Com relaçao as terras que ainda estavam em mãos do em decadencia Império Turco Otomano,ntre os anos 1904-1910 ocorreu a primeira grande Alyá e emigração de aproximadamente 10.000 jovens que estabeleceram as primeiras comunidades coletivistas (Kibutzim) e aldeias de vieses socialistas. A segunda Aliá ocorreria após a I Guerra Mundial, formando um número maior de Kibutzim e aldeias cooperativistas. Ainda assim, a massa de trabalhadores judeus preferiu permanecer e lutar por uma sociedade mais justa e socialista nos paises da Europa Oriental, mesmo após os pogroms na Rússia Czarista, em começos do século XX, instigados pelo clero ortodoxo e tolerados pelas autoridades, causando milhares de vítimas, entre crianças, mulheres e idosos como podemos lembrar dos massacres como o de Baby Yar.
Os fugitivos dos pogroms muitos seguiram para os EUA ou então a 'Palestina', onde ampliaram a rede de colônias coletivistas, na Galiléia e no vale de Israel, em condições extremamente precárias, assolados pela malária e, não raramente, pela fome.
Nesse mesmo tempo, ampliou-se e fortaleceu-se o movimento sionista na Europa, inspirado por Teodor Herzl, um jornalista oriundo do império austro-húngaro, profundamente impressionado pela onda de anti-semitismo desencadeada na França, em conseqüência das acusações lançadas contra um oficial judeu do exército francês, condenado por espionagem e traição ao desterro e prisão na Guiana Francesa, o caso Dreyfuss.
No início da I Guerra Mundial na qual a Turquia se alinhou às potências centrais, a Alemanha e o Império Austro-Húngaro, viviam na Palestina algumas dezenas de milhares de judeus ortodoxos, nas cidades de S´fat e Jerusalém e outros em algumas aldeias agrícolas espalhadas pelo país. Com a derrocada do império turco pelas tropas britânicas e os exércitos beduínos Wahabitas recrutados pelo coronel inglês Lawrence, as imensas áreas do Oriente Médio foram repartidas, pelo acordo Sykes-Picot, entre a França e a Inglaterra, segundo o qual caberiam à primeira os territórios da Síria e do Líbano, ficando os ingleses com a parte do leão – o Egito, a Arábia Saudita, o Iraque e a Palestina. Os ingleses ainda tentaram entronar um dos príncipes da casa Hashemita como rei em Damasco, donde foi expulso pelas tropas francesas. Em compensação, os ingleses lhe cederam o trono do Iraque.
A Palestina, outro pomo de discórdia, foi dividida, sendo a parte oriental da cidade de Jerusalém cedida ao Emir Abdalla, um dos filhos do Emir Hussein que tinha liderado as tropas beduínos contra os turcos. A parte ocidental, o futuro território da Palestina, foi reduzido a 27.000 km2, habitados por algumas centenas de milhares de Felahim, agricultores árabes trabalhando em regime de semi-servidão para os “effendis” – os proprietários ausentes, vivendo em Damasco, Bagdá ou Beirut e que acharam um ótimo negócio de vender suas terras ao Fundo Nacional Judeu, sem preocupar-se com o destino de seus habitantes.
No começo da década de 20, iniciou-se uma onda de imigração judaica, numericamente mais expressiva. Eram em sua maioria membros da classe média, de movimentos juvenis, com boa formação escolar, decididos de implantar novas colônias agrícolas coletivistas, em pontos estratégicos do país. Os “halutzim” - pioneiros, viviam de acordo com os princípios socialistas. As decisões importantes sobre a admissão de novos membros; os investimentos prioritários; as construções de moradias ou de infra-estrutura eram tomadas em assembléias gerais, geralmente realizadas no refeitório comum da coletividade. Criou-se um forte ethos de vida e do trabalho em comum, vedando o trabalho assalariado. A educação das crianças desde a mais tenra idade foi coletiva, do berçário até a fase adulta. Os investimentos em infra-estrutura, compra de tratores para a lavoura, de caminhões para o escoamento da produção, tudo obedecia aos princípios do Kibutz, considerado o núcleo de uma nova organização social, mais justa e eqüitativa.
Os palestinos não ficaram passivos diante a contínua expansão das terras e colônias judaicas. Em 1921, irrompeu uma onda de assaltos noturnos às colônias, geralmente rechaçadas pelos colonos, com o apoio hesitante da polícia inglesa.Outro levante, mais amplo e violento, ocorrem em 1929 quando os guerrilheiros palestinos penetraram em vários assentamentos, matando seus habitantes.
Durante os anos que precederam a Segunda Guerra Mundial, a efervescência no meio árabe cresceu, sobretudo com o aumento da imigração de judeus da Europa Central, refugiados da sanha assassina dos nazistas. Em 1936, o parlamento inglês encarregou a Comissão Peel de elaborar um relatório sobre a situação na Palestina e recomendar medidas para reduzir a tensão entre as duas populações. A recomendação mais drástica da Comissão Peel foi a de impedir a entrada no país de novos imigrantes.
O estouro da Segunda Guerra Mundial em 1939, mudou radicalmente o cenário no Oriente Médio e, também, na Palestina.
E o marco socialista...
Após a Segunda Guerra Mundial, a Palestina-Terra de Israel se converteu no principal foco judaico no qual a esquerda, em sua variante sionista, manteve sua posição hegemônica, e inclusive se erigiu em força estatal-governante a partir de 1948.O ramo idishista-diaspórico da esquerda judaica, que atuara onde até então era o principal centro cultural do mundo judeu, a Europa Oriental, fora dizimado pelo nazismo. Os restos que sobreviveram ao genocídio e permaneceram naquela região, fundamentalmente na União Soviética (em grande medida graças ao esforço bélico desta contra a Alemanha de Hitler), foram tambémi vítimas das perseguições stalinistas contra qualquer expressão de autonomia judaica.
A luta no seio do movimento trabalhista, entre a ala central representada pelo Mapai e a ala de esquerda agrupada no movimento kibutziano e representada pelo partido Mapam, influiu em boa medida sobre o rumo do novo Estado em sua primeira década de existência.Era o rearranjo de forças onde a concepção estatista de Ben-Gurion e o dogmatismo do Mapam (que constituía então a segunda força política, com 19 deputados no Knesset) estavam mais afastadas entre si do que a distância que separava o Mapai do bloco religioso, que finalmente integrou a primeira coalizão governamental após as eleições parlamentares de 1949. No contexto da disputa entre a ala central (social-democrata) e a ala esquerda (marxista) do sionismo socialista há que se atribuir um lugar de destaque à importância dos kibutzim na construção daquela nova sociedade que se estruturava.
Logicamente, o movimento kibutziano e suas expressões políticas (Mapam até 1954, ao qual tem que se somar o Achdut Avodá após sua cisão naquele ano) aspiravam que o lugar dominante que o kibutz ocupava no mundo de valores do sionismo pioneiro tivesse uma expressão política concreta na prática do governo de Mapai. Ben-Gurion, por sua parte, priorizava o Estado e as instituições dominadas por seu partido (entre elas a Histadrut, a central sindical) como agentes do desenvolvimento nacional. E com a fundação do Estado se daria inicio ao intenso processo do Direito de Retorno dos judeus sobreviventes do Shoáh e dos milhares de sefarditas-mizrahi ,os judeus culturalmente orientais espalhados desde o Marrocos a India.Le chaim Medinat Israel ,Mazal Tov,61 anos!
*Veja artigo anterior aqui no blog: Yam Shel Dmaot- Canto Sefardita.
ימלא פי תהילתךכל היום תפארתךאל תשליכני לעת זיקנהככלות כוחי אל תעזבני
"Mas dizem os meus motejadores:Que poderias tu,se és um só ,contra tantos? Só deploro ser esmagado pelo número,contudo esses vossos pensamentos e palavras ainda mais refervem meu interior e bradar que é impiedade ter piedade de ímpios,soberbos,contumazes e obstinados.Vencerei-os pela argumentação" Uriel da Costa
Cartazes diversos:


3 abr 2009
A lição da paz de três décadas com governo Egipcio
Lições de três décadas de paz
Publicado no Jornal “Folha de São Paulo” de 26 de março de 2009
Por: Giora Becher, Embaixador de Israel no Brasil
***A opinião do blog a respeito dos artigos reenviados, neste caso se dará no comentários.
HOJE, 26 de março, comemoramos o 30º aniversário da assinatura do primeiro acordo já assinado entre Israel e um país árabe. Em 1979, os líderes de Israel, Begin, do Egito, Sadat, e dos Estados Unidos, Carter, deram um aperto de mão que prometia mudar o Oriente Médio.
Apesar de essa promessa ainda necessitar ser totalmente cumprida, a data apresenta uma oportunidade de honrar essa realização histórica e examinar alguns princípios que levaram ao sucesso daquele processo de paz. Hoje, quando a paz parece um objetivo difícil de ser alcançado, é importante lembrar o passado.
Os esforços de Israel para obter a paz precederam o próprio estabelecimento de Israel, que, desde seus primeiros dias, sonha em viver em paz com seus vizinhos. Com a visita de Sadat a Jerusalém (1977), essa visão finalmente teve uma chance de se tornar realidade. Para alcançar a paz com o Egito, Israel tomou medidas sem precedentes e devolveu o Sinai, correspondente a 91% da área ganha na Guerra dos Seis Dias, território três vezes maior que sua área atual.
Naquele local, Israel havia construído cidades e aldeias agrícolas com mais de 7.000 habitantes, hotéis, instalações militares e um campo petrolífero, cuja entrega significou o abandono da única chance de se tornar independente no campo da energia. Na era cínica da atualidade, é difícil imaginar a euforia com que Israel saudou a visita de Sadat. Mesmo durante os meses de difíceis negociações, nós nunca perdemos o foco de nosso tão ansiado sonho.
Hoje, a mesma esperança existe, mas experiências amargas têm nos tornado mais cautelosos. Em 2000, nas negociações de Camp David, os palestinos tiveram a chance de finalmente terminar o conflito, mas Arafat rejeitou as propostas e lançou a segunda Intifada, que custou milhares de vidas israelenses e palestinas.
Naquele mesmo ano, Israel saiu completamente do Líbano para ser recompensado, em 2006, com 4.000 mísseis do Hizbollah lançados contra suas cidades no Norte. Em 2005, fez o desengajamento unilateral de Gaza, mais uma vez retirando famílias israelenses de seus lares. Nós tínhamos a esperança de que esse passo daria aos palestinos uma oportunidade de pacificamente plantar as fundações de seu Estado. Em vez disso, testemunhamos o crescimento do extremismo do Hamas e de disparos de foguetes contra o Sul de Israel.
Apesar desses acontecimentos, o governo de Israel sempre terá o apoio da população para fazer a paz, desde que os israelenses acreditem que o resultado será a paz genuína. Sadat, por ser o primeiro líder árabe a reconhecer Israel, perdeu sua vida. Anos depois, o primeiro-ministro de Israel Rabin deu sua vida pela causa da paz iniciando o processo de Oslo. Esses líderes sabiam que sua responsabilidade em relação ao futuro de seus povos era o mais importante.
Israel sempre fará a paz quando o outro lado decidir abandonar o caminho da violência e seguir o caminho das negociações. Durante o processo de Oslo, apesar de suas promessas, Arafat nunca abandonou a violência. Esse foi o motivo principal pelo qual o processo de paz com os palestinos falhou durante sua liderança e a verdadeira explicação de sua recusa em aceitar as propostas feitas por Israel. Da mesma forma que Sadat foi assassinado por fundamentalistas islâmicos por fazer a paz com Israel, hoje em dia os radicais estão tentando acabar com qualquer chance de paz com os palestinos.
O Hamas, apoiado pelo Irã, rejeita todas as negociações de paz por uma questão de princípios e continua comprometido com seu objetivo de destruir Israel, sendo assim uma barreira para qualquer chance de paz, condenando os palestinos a um futuro de conflito constante e o domínio do fundamentalismo. As negociações diretas têm provado ser a garantia para o progresso. Os tratados de paz com o Egito e a Jordânia são a prova de que os líderes árabes desejam conversar diretamente com Israel. A paz é possível. A pressão externa não influencia as políticas de Israel em relação à paz. Ainda assim, quando existe uma chance para a paz, a pressão interna é mais do que suficiente. Para uma democracia como Israel, a confiança pública nas negociações de paz é crucial.
Os israelenses acreditam que a paz verdadeira pode ser obtida com os palestinos e outros vizinhos. Apesar das presentes dificuldades, os israelenses sonham que logo outro líder israelense se levantará ante o mundo e repetirá as palavras de Begin na cerimônia de assinatura há 30 anos: "Não mais guerra, não mais derramamento de sangue, não mais luto, paz sobre vocês, "shalom", "salaam", para sempre".
Entrevista - Giora Becher: 'Paz está acima da política partidária
Publicado no Jornal “O Estado de São Paulo” de 13 de março de 2009
Por: Roberto Lameirinhas
Entrevista -
O sr. crê no avanço no diálogo com os palestinos, mesmo sob um governo israelense formado por partidos de ultradireita e religiosos?
O objetivo da paz tem pouco a ver com partidos, mas é um desafio do povo israelense há 60 anos. Não há discordância na sociedade de Israel sobre a necessidade de paz - paz com segurança e justiça. As divergências são sobre o caminho a perseguir para alcançá-la. Por isso, não tenho dúvidas de que chegaremos a uma fórmula para desbloquear esse diálogo.
Até que ponto Israel estaria disposto a ceder para obter um acordo definitivo com os palestinos?
Há pontos sobre os quais evidentemente estaríamos prontos para fazer concessões para chegarmos à paz. Creio que tudo está sobre a mesa, mas não acho que seria oportuno, em meio a negociações, expor esses pontos antecipadamente. Já houve conversas antes sobre temas como os assentamentos da Cisjordânia, Jerusalém Oriental, etc. Israel pode voltar a conversar no futuro.
O sr. acredita num acordo com a Síria em curto prazo?
Ainda não sei bem o que pode significar a expressão "curto prazo" para nós. Para mim, esses últimos 60 anos foram um prazo curto (risos). Mas uma paz com a Síria deve passar necessariamente pelo fim do apoio a organizações terroristas, como o Hezbollah e o Hamas, que pregam a destruição de Israel e têm bases em Damasco. Mas acredito no sucesso de um processo de paz com a Síria, apesar de não saber quanto tempo ele pode durar.
Como o sr. vê a disposição do governo dos EUA de abrir canais de diálogo com Irã e Síria?
Bem, são coisas diferentes. No caso da Síria, apesar dos apoio que o país dá a grupos terroristas, nós estamos prontos para favorecer essa aproximação. Já no caso do Irã, o certo é que os EUA compartilham de nossa posição de que eles não podem ter armas nucleares. Qualquer aproximação deve levar isso em conta.
Israel é o único país a ter um acordo comercial com o Mercosul. O sr. teme que a entrada da Venezuela no bloco complique esses laços?
Espero que não. Nossas relações com o Mercosul sempre foram excelentes e os laços com a Venezuela, historicamente, sempre foram bons também. O que esperamos é que a política venezuelana para Israel mude (O presidente Hugo Chávez expulsou o embaixador israelense em resposta ao ataque à Faixa de Gaza, iniciado em dezembro). Nos preocupam os últimos ataques à comunidade judaica venezuelana e acreditamos que o discurso do presidente Chávez dá vigor a essas ações antissemitas.
15 mar 2009
Calendário Judaico – 5769 / 2009 &COMUNIDADES JUDAICA e ISLÂMICA SE ENCONTRAM EM SP
Dia 09 de fevereiro: Tu Bishvat
Dia 10 de março: Purim
Dia 08 de abril: Véspera de Pessach
Dias 09 - 16 de abril: Pessach
Dia 21 de abril: Iom Hashoá
Dia 29 de abril: Iom Haatzmaut
Dia 08 de maio: Pessach Sheni
Dia 12 de maio: Lag Baômer
Dia 21 de maio: Iom Ierushalaim
Dia 28 de maio: Véspera de Shavuot
Dias 29 – 30 de maio: Shavuot
Dias 09-29 de julho: 17 de Tamuz e as Três Semanas
Dia 30 de julho: 9 de Av
Dia 05 de agosto: Tu BeAv
Dia 18 de setembro: Véspera de Rosh Hashaná
Dia 19 de setembro: Rosh Hashaná
Dia 27 de setembro: Véspera de Iom Kipur
Dia 28 de setembro: Iom Kipur
Dia 03 de outubro: Sucot
Dia 11 de outubro: Simchat Torá
Dia 12 de dezembro: Chanuká

Anti anti semitismo
Um olhar sobre a islamofobia e antijudaismo
COMUNIDADES JUDAICA E ISLÂMICA SE ENCONTRAM EM SÃO PAULO
Semana passada o rabino Michel Schlesinger da Congregação Israelita Paulista; Claudio Epelman, diretor executivo do Congresso Judaico Latino Americano e Ricardo Berkiensztat, vice-presidente executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo, foram recebidos pelo Sheik Mohammad Moughraby, diretor e imã do Centro Islâmico do Brasil. O tema do encontro foi o diálogo inter-religioso e a busca por maneiras de garantir que o respeito e a harmonia entre as comunidades islâmica e judaica no Brasil permaneçam intocáveis, apesar dos desafios vividos no Oriente Médio. Novos encontros já estão sendo agendados, com o objetivo de que este diálogo seja permanente, mostrando que o Brasil é um exemplo de convivência, que deve ser seguido. (Fonte Fisesp)
6 mar 2009
Amoz Oz -Escritor israelense é entrevistado pela Al Jazeera
Atraves de um erro grotesco, via uma (des)ajuda do Haaretz no texto mais abaixo compreende-se como Amoz OZ quem perdeu filho no conflito no Libano .Porem como um amigo prontamente fez em corrigir, quem perdeu o filho foi outro escritor e novelista :David Grossman!!!
Sendo outro pacifista confesso e que apoiou Israel durante o conflito com o Líbano, em 2006. Naquele mesmo ano ele e os seus camaradas de letras Amos Oz e A. B. Yehoshua participaram numa conferência de imprensa em que manifestaram ao Primeiro Ministro de Israel a urgência que se fazia sentir de um cessar-fogo que tornasse possível criar bases para uma solução para o conflito entre Israel e as forças do Hezbollah, no Líbano.Dois dias mais tarde, o seu filho Uri, com 20 anos, foi morto no Líbano, numa operação militar.
Segue a dica para a leitura de 'Contra o Fanatismo' de Amoz Oz e de David Grossman, 'Carne Viva”.Segundo uma crítica da Los Angeles Times Book Review, um livro que pode ser a mais estranha e triste história de amor alguma vez contada.
(Artigo)
O Amoz Oz sempre surpreende e não é novidade. O autor de inúmeros romances famosos como ‘O Mesmo Mar’, ‘Caixa Preta’ e a analise de conflitos ‘Contra o Fanatismo’ ,não é um símbolo do pensamento progressista israelense por menos. Dono de uma invejável polidez,mas sem papas na língua, sempre sofisticado e com criticas contundentes, outra vez mostra o quanto que a sociedade israelense, diferente da imagem com a qual a comunidade em exílio mostra, é bem e em muito diversificada. Amoz Oz, que foi a favor da incursão em Gaza, a ultima, quando houve a necessidade de o governo israelense mostrar o seu poder perante as constantes ameaças pelos mísseis vindo de Gaza e que atingiam cidades do sul de Israel , nada mais que por oito ininterruptos anos, Amoz Oz também foi dos primeiros a ter ressalvas com a forma de defender-se , mas sem cometer exageros.
Tendo perdido um filho no conflito penúltimo contra o Hezbolah ***ERRATA***no sul do Libano, patriota, mas consciente de que a paz não pode vir pela troca mutua de tiros e apontarias contra militantes terroristas , mas que atingem também civis, mais uma vez mostrou que a paz , possível ,mas não fácil de ser alcançada, é um alvo que só poderá ser alcançado por muita mediação e ambas as partes cedendo em pontos intragáveis, mas necessários.Para ele são dois vizinhos que estão obrigados a criarem uma boa cerca, cada qual com sua terra,por que ambos estão ali e não retrocederam.Daí sua metáfora que a paz pretendida não virá como que por um casamento, mas sim, por um processo de divórcio, em que os conjuges aprenderão a ter de partilhar a casa.Cada qual com sua parte.
Por assim,Amoz Oz acabou por ser o convidado da emissora Al Jazeera. Sim a mesma alcunhada de mostrar o mundo árabe e também 'porta voz' dos grupos terroristas, como assim a mídia ocidental costumeiramente a denomina. Mas como a entrevista feita a Oz, vemos que a 'emissora do mundo árabe' tenta seguir uma linha do jornalismo ocidental, com programações comuns como a do mundo ocidentalizado. Nem melhor , nem pior, mas enfim acertaram: Ao trazerem Amoz Oz e ao mesmo tempo mostrarem o 'mundo árabe' torna-se porta voz de um mundo em que as nuances talvez não possa ser captado pelas objetivas e lentes 'ocidentais'. Assim sendo pela primeira vez uma voz em hebraico ecoou pela Tv ‘árabe’.
Tal como neste artigo da jornalista Letícia, que foi postado no Observatório da Imprensa. Neste mostra que a emissora de TV al-Jazeera cultivou, por anos, a fama de porta-voz da al-Qaeda. O canal tornou-se conhecido no Ocidente após os atentados de 11 de Setembro, quando exibiu vídeos de Osama Bin Laden e passou a ser vista como palco de propaganda terrorista. Com sede em Doha, no Catar, a al-Jazeera queria mudar de imagem e, ainda que continuasse como uma voz relevante para a comunidade árabe, tornar-se também uma alternativa informativa válida para o Ocidente.
Para tanto, os vídeos de Bin Laden foram engavetados. O espaço para discussão, em contrapartida, foi ampliado: pela primeira vez, ouviu-se um judeu israelense falar hebraico em um canal árabe. Ali, para o desespero de líderes conservadores, discute-se religião, política e guerra. Para aumentar ainda mais seu alcance, a Al Jazeera criou uma emissora em inglês, transmitida para mais de cem países. Recentemente, foi lançado um site intitulado I Want al-Jazeera (algo como "Eu quero al-Jazira") para dissipar mitos e esclarecer contradições sobre o canal.
Um dos programas que ajudam a desfazer a imagem de associação com o fanatismo é o Riz Khan Show, exibido ao vivo com a participação do público, que interage com os entrevistados por telefone, SMS ou internet. Riz Khan é um experiente jornalista nascido no Iêmen do Sul e criado na Inglaterra, que já trabalhou para emissoras como BBC e CNN e tem o sotaque britânico na conta certa e a destreza necessária para conduzir bem sucedidas entrevistas.
Uma delas, exibida há duas semanas (quarta-feira, 18/2), merece destaque. Khan entrevistou o escritor israelense Amós Oz, que, por pouco mais de 20 minutos, foi direto e preciso em questões sobre o conflito israelense-palestino. Oz quase não sorri e relaxa apenas em alguns breves momentos: quando um telespectador, por telefone, desculpa-se por não ter o inglês tão bom, o escritor, brincando, responde que também não tem. Ainda assim, a dureza na expressão de Oz não passa antipatia ou insensibilidade; serve de moldura para o tema tão complexo de que fala com tanto conhecimento.
Divórcio
O escritor defende a solução de dois Estados para que israelenses e palestinos possam viver em sociedade. Ele não compara a solução a uma lua de mel, mas a um divórcio. "Os palestinos não vão a lugar nenhum. Estão na Palestina para ficar na Palestina, com razão. Os israelenses estão em Israel e também não vão a lugar nenhum, com razão. Eles não podem se tornar uma família feliz porque não o são, não são felizes e não são nem ao menos uma família, são duas famílias", afirma. "Isso não é sobre se apaixonar e sair em lua de mel, é sobre um doloroso e talvez conturbado divórcio, e com certeza um divórcio curioso, pois as duas partes vão continuar a morar na mesma casa e terão que decidir quem fica com cada quarto e, como o apartamento é pequeno, as arrumações terão que ser feitas entre a cozinha e o banheiro. Isso vai ser complicado, mas é preferível à situação atual de opressão israelense e terrorismo palestino."
Por fim, Khan faz a mais básica das perguntas sobre o assunto: Oz acredita, com base em tudo que já viu e vivenciou, que é possível ser otimista de que um dia vá haver paz no Oriente Médio? Sim, responde o escritor. "Eu sei que, hoje, há mais palestinos pronunciando a palavra `Israel´, que por muitos anos eles se recusavam a dizer, e hoje muitos israelenses pronunciam a palavra `Palestina´, que por muitos anos também se recusavam a dizer. Por isso eu acho que, lá no fundo de toda a animosidade e ódio, há a constatação de que não há alternativa a não ser um difícil compromisso entre as duas partes, e eu acredito que este compromisso tem como se estabelecer."
As duas partes da entrevista de Amós Oz, em inglês, podem ser vistas aqui:
CONIB EXIGE MAIS SEGURANÇA PARA A COMUNIDADE JUDAICA VENEZUELANA
"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim
Em menos de um mês, a comunidade judaica da Venezuela foi alvo de dois bárbaros ataques, numa sequência que evidencia as precárias condições de segurança oferecidas pelas autoridades venezuelanas e que faz aumentar nossa preocupação em relação ao avanço do antissemitismo no país vizinho. Em janeiro, um bando invadiu uma sinagoga. Na última quinta-feira, uma bomba explodiu em frente a um centro comunitário, provocando crescente preocupação com os rumos da situação política e social na Venezuela.
Nos últimos anos, a América Latina conseguiu finalmente embarcar no caminho da democratização que, esperamos, seja irreversível. Mas o futuro da democracia em nossa região depende dos esforços da sociedade civil e do compromisso de seus governantes de garantir o respeito às leis e à ordem democrática.
Lembramos mais uma vez que o presidente Hugo Chávez assinou em dezembro uma declaração conjunta com seus colegas Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner, comprometendo-se a combater diferentes formas de discriminação, entre elas o antissemitismo.
Manifestamos nossa solidariedade irrestrita à comunidade judaica venezuelana.
Manifestamos também nossa preocupação a autoridades brasileiras que acompanham de perto a realidade venezuelana. E externamos nossa esperança de que a democracia vai prevalecer em nosso continente, com a garantia de liberdade religiosa e de respeito aos direitos das minorias, alguns dos ingredientes fundamentais para a construção de uma sociedade livre e justa.
Claudio Luiz Lottenberg
Presidente da CONIB
22 feb 2009
Comitê Ministerial de Israel emite "Declaração de Segurança Nacional"
"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim
Comitê Ministerial de Israel emite
"Declaração de Segurança Nacional"
O Gabinete de Segurança de Israel realizou uma reunião em que os seguintes pontos foram deliberados:
1. A libertação do soldado sequestrado Gilad Shalit é - e continuará a ser - a maior prioridade de Israel. Israel continuará a envidar todos os esforços para se obter esta libertação. A libertação de Gilad Shalit resultará na libertação de prisioneiros palestinos, de acordo com a lista que será formulada e aprovada, logo que possível, por oficiais israelenses devidamente autorizados.
2. Israel não está negociando com o Hamas ou qualquer outra organização terrorista a fim de se chegar a entendimentos ou arranjos com esta organização sobre um cessar fogo.
3. Israel expressa sua profunda apreciação pelas tentativas e esforços das autoridades egípcias para se estabelecer o cessar fogo após a operação contra o Hamas, e por sua eficácia para mediar o retorno de Gilad Shalit. Nestes contextos, haverá coordenação com o Egito.
4. Israel continuará seus amplos esforços humanitários, em coordenação com a Autoridade Palestina e as organizações Internacionais pertinentes, a fim de fornecer as necessidades humanitárias básicas e imediatas à população Palestina. Com este fim, Israel permitirá atividades parciais nas passagens das fronteiras, de seu território para dentro da Faixa de Gaza.
5. Serão discutidas atividades mais amplas nas passagens após a libertação de Gilad Shalit.
6. A passagem de Rafah será aberta - em coordenação com o Egito e a Autoridade Palestina - apenas de acordo com os parâmetros que foram delineados em novembro de 2006.
7. Israel responderá rapidamente, com firmeza e continuamente à continuação de ações terroristas contra seu território a partir da Faixa de Gaza, incluindo disparos de foguetes, contrabando de armas e munições, e ao fortalecimento das organizações terroristas na Faixa de Gaza.
Neste contexto, Israel vê o Hamas como o único responsável por tudo o que ocorre na Faixa de Gaza e cobrará um alto preço pela continuação de ações terroristas, incluindo a questão do contrabando de armas.
O Gabinete de Segurança instruiu o Primeiro Ministro atual Ehud Olmert e o Ministro de Defesa Ehud Barak, a ordenar às Forças de Defesa de Israel para preparar a resposta de acordo com o necessário.
18 feb 2009
Eleições Israelenses -Pragmatismo Pluralismo e perspectivas

Israel, sempre Israel!Chaim am Israel!
Logo do 'Meretz-Yachad' -My Party.Um partido da esquerda ideologica Israelense.
1-Israel -Pragmatismo e pluralismo nas eleições
http://vidasmarranas.blogspot.com/
http://moishe- hess.blogspot. com/
Falar dos resultados das atuais eleições israelenses traz a tona uma serie de comparações pragmaticas que sucederam ao longo das eleições brasileiras, até a vitória do Partido dos Trabalhadores em 2002. Mas lá, a esquerda vive em sua fase de descenso.Frente ao pragmatismo de boa parte do eleitorado israelense, bem como da guinada a um centrismo ideológico do maior partido de esquerda israelense, o HaAvodá, restou pouco para dizer o que seja esquerda progressista israelense.Porém nada é tão simples para como fazem os duros críticos a Israel, vincularem com adjetivos os resultados como ' de uma crescente fascista' israeli. E veremos por que:
Em meio a partidos como o Shas- religioso e sefarad, o Comunista israelense , Hadash,no qual muitos afiliados também são árabes israelenses,Meretz –Yachad , da esquerda (resumido agora a três cadeiras) e alguns muitos partidos minúsculos ou curiosos como os que defendem a legalização da maconha, religiosos ortodoxos de esquerda, dos aposentados, tivemos por fim a vitoria do Kadima, com infima vantagem sobre o direitista Likud de Benjamin Netaniahu. Todavia, ainda assim ,sob excelsas criticas de analistas do Haaretz e intelectuais da esquerda israelense, vale frisar que por maiores problemas que Israel possa ter, sua democracia tem de ser defendida, bem como que, apesar da Direita sair vitoriosa, há receios do eleitorado que votou a favor do Kadima, em relaçao ao Israel Beitenu de extrema direita nacionalista.
E uma vez mais, embora enfraquecido do ponto de vista de obter cadeiras no Knesset, o Haavoda estará como sempre na lista de partidos de Coalizão.Ao menos é o que se espera ,por que analisar eleiçoes em Israel não pode se resumir ao embate histórico entre Direita e Esquerda, mas sim, a propria vitalidade que há desta dinamica para com a politica externa israelense,a necessidade de sobreviver em meio a crises e ameaças constantes.Isto por que no mais Israel é um pequeno pais, cercado de temores, a medida que, não cabe ocultar possiveis excessos, mas também frisar a legitimidade de sua existencia , o direito de pais ,lar para o povo judeu, e por assim constante interesse para solucionar uma questão a qual não apenas depende do esforço e conversação dos israelenses. Não apenas!

Com a vitória apertada do Kadima, a chance de o partido de Livni formar uma coalizão
de união nacional é alta. Isto garantiria a formação de um governo de centro-direita liderado por Bibi" e que teria grandes dificuldades em controlar uma coalizão direitista englobando partidos seculares e religiosos. Se esse for o caso, nos assuntos relacionados aos palestinos, e talvez tenderá a favorecer relações próximas com a Jordânia, com vistas a estabilizar ao máximo a situação política interna e provocar uma pronunciada melhora na economia palestina.
O partido Israel Beiteinu ("Israel é nosso lar") obteve 15 das 120 cadeiras do Parlamento, atrás do governista Kadima, que conseguiu 28 assentos e do Likud, com 27superando também o Partido Trabalhista,HaAvoda, fundador do Estado de Israel, que ficou com 13 cadeiras.
Com isso, toda a atenção se voltou para Ivet (Lieberman) que poderá definir quem será o próximo primeiro-ministro de Israel e qual será a linha política da nova coalizão governamental.
Sem contar as 15 cadeiras de Lieberman haveria um empate entre o bloco de partidos de centro-esquerda, que obteve 50 cadeiras, e o bloco da direita, extrema-direita e ultra-ortodoxos, que conquistou exatamente o mesmo número.Nos últimos dias, tanto Tzipi Livni, como Byniamin Netaniahu, se encontraram com Lieberman e pediram sua recomendação junto ao presidente Shimon Peres, para que os nomeie como líderes da futura coalizão governamental.A recomendação de Lieberman pode ter uma influência crítica sobre a decisão do presidente, pois ele deverá nomear o candidato que tenha as maiores chances de receber o apoio de pelo menos 61 parlamentares.
Quanto ao HaAvodá, que já teve David Ben Gurion no comando,podemos observar que vem perdendo espaço desde o final da década de 1960. O declínio se acelerou sob o governo de Ehud Barak, que, além de não resolver os problemas com os palestinos, vem sendo investigado pela polícia israelense por um suposto caso de corrupção.
Grande icone da esquerda ideologica,o trabalhismo estabeleceu os acordos provisórios de paz com os palestinos na década de 1990, sob a liderança de Yitzhak Rabin, assassinado em 1995 por um nacionalista Igal Amir, e Shimon Peres, hoje presidente de Israel (um cargo protocolar). Vale ressaltar que em Israel o que vigora é o parlamentarismo – o premiê é quem tem o principal cargo.
A importância da esquerda israelense sempre marcou o espaço de disputas do pais. Anterior a criação do proprio estado,sua ideologia já marcante através da presença dos kibutzim,que nos serve como exemplo da montagem de um Estado não pautado sob uma ótica colonialista como ousam criticar a formação de Israel. Alias, Israel foi o pais que exemplarmente ainda quando recem formado fez questão de controlar ou mesmo aprisionar seus radicais, tais como fez com os grupos Stern e Irgun. Do operariado das primeiras décadas do séc XX ao governo de Golda Meir, passando por inumeras crises e guerras e pautou-se em lutar por um modelo de bem estar, mais humana, mais participativo e distributivo, mais inclusivo e que harmonizasse com os valores judaicos de justiça e bem estar social.
Atualmente a esquerda disputou com Barak as eleições.Primeiro-ministro em 1999-2001, Barak retirou as tropas israelenses do sul do Líbano e estabeleceu um diálogo, sem sucesso, com a Síria e os palestinos. O erro foi a propria incursao pois o desgaste com a propria opiniao interna foi ainda maior do que quando pressionavam o a tal ação.E ai começa a chave da questão do 'fracasso' nas urnas.Muitos especialistas apontam que o eleitorado entendeu que o problema do partido trabalhista israelense deriva da inadequação de Barak para a liderança de um partido esquerdista. Seria o fato de que a politica dos trabalhistas está impopular porque tem o líder errado,uma vez que as inclinações de Barak são centristas demais para um partido à esquerda do centro. "Talvez ele devesse estar no Kadima ou no Likud", alfinetou um cientista politico israeli .
Já o Israel Beiteinu de Lieberman tinha apenas 4 cadeiras no Parlamento quando foi fundado, em 1999. Com os resultados apertados e um intenso jogo de barganha política em andamento para a formação de um governo , as análises agora recaem sobre como uma maioria de direita no parlamento israelense.A grande dúvida é se o partido centrista Kadima ,da chanceler Tzipi Livni, aceitaria deixar o posto de premiê para Bibi *Byniamin Netaniahu, que possui melhores chances de formar uma coalizão com a ultra-direita e com partidos religiosos. A guinada à direita na distribuição de assentos do Knesset, segundo Pinhas Inbari -pesquisador político israelense, jornalista e especialista em assuntos árabe palestinos da Universidade Hebraica de Jerusalém, agrada os governos árabes e pode representar uma ameaça ao Irã.
"Pode parecer paradoxal, mas os árabes preferem uma coalizão de direita. Por um lado, eles calculam que um governo de direita pioraria a imagem israelense no exterior, enfraquecendo as posições de Israel em suas relações internacionais. Por outro, crêem que um governo direitista não necessariamente agiria em coordenação com os EUA e poderia optar por atacar as instalações nucleares do Irã, o que seria um alívio para muitos governantes árabes", explica
Segundo ele, é justamente no plano iraniano que diz poder haver maior probabilidade de uma alteração política. Um governo liderado por Tzipi Livni, ou que inclua o Kadima e a mantenha no posto de ministra das Relações Exteriores, tende a privilegiar a via diplomática e uma estreita coordenação com os americanos. Já um governo que inclua a extrema direita de Avigdor Liberman tem maior propensão a ignorar a posição dos EUA e pode atacar o Irã de forma isolada. O pesquisador afirma que mesmo se isso ocorrer, o Irã ainda pensará duas vezes antes de revidar o ataque de Israel. "Não é do interesse deles, mesmo que tenham seus reatores nucleares destruídos, travar uma guerra. O Irã depende de seus campos de petróleo, que são extremamente vulneráveis. Qualquer ataque a estes campos arrasaria a economia iraniana por décadas".
Inbari diz ainda que o novo governo não deve resultar em alterações quanto à questão síria. A questão das colinas do Golan,ocupadas por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, é relativamente simples de ser resolvida, porque para a Síria, o retorno do território é muito mais simbólico do que estratégico, já que os equipamentos militares atuais superaram a vantagem que a altitude da região representava algumas décadas atrás. Pinhas Inbari diz que para a Síria, recuperar a influência no Líbano tem um peso muito maior do que reaver o Golan. "O Líbano representa efetivamente prestígio e poder político, militar e de barganha para a Síria. E para alcançar isto há que ocorrer um estreitamento das relações da Síria com o Irã, o Hezbollah e o Hamas. Para a Síria seria muito pouco interessante obter de volta o Golan em detrimento destas relações e de sua influência nos assuntos libaneses".
Quanto a Fatah ,ele crê na ascensão do Fatah em detrimento ao Hamas, que já está desgastado após a última guerra em Gaza". Ja sobre os EUA este tem muitas preocupações em relação ao Oriente Médio e, por agora, é melhor uma ação coordenada que estabilize a ANP e reprima grupos extremistas e terroristas, gerando uma possibilidade real de negociação de paz".
Como nada é tão simples, uma letra belissima de Shimi Tavori, para metaforizar o pragmatismo complexo dos resultados obtidos!
MAH KARAH
Hayinu yachad shneinu zug yonim
idilia shekazot bamishpachah
vekachah zeh nim'shach,
zeh nim'shach harbeh shanim
ad sheyom echad hi kamah vehalchah.
Mah karah mah karah mah karah
nesovev et hagalgal bechazarah
lemakom she'hu yigash
sham nat'chil shuv mechadash
bo el kav hahat'chalah.
Pa'am nishbe'ah li emunim
ein li ish acher levad mimech
lachashah li be'oznai velitfah et hapanim
ufit'om parsah k'nafaim uvarchah.
Mah karah...
Lamah hi halchah lo ed'a
et kol chayay natati bishvilah
im yesh sikui katan vehatikvah lo avudah
hi tavo veshuv nat'chil mehat'chalah
Já no Brasil os tambores rufam! A corrida para 2010 já começou.E os ataques ao governo , bem ,não podem esperar o ano eleitoreiro. A nova é 'A Veja'que ja elege seu candidato , Jarbas Vasconcelos do PMDB.Com tipico moralismo de porão...
B'H.Chai Am'Israel
Trabalho, Terra e Liberdade.

