11 jun. 2009

Ato falho em valsa brega

Quero encontrar ,mas onde é que estás?

Qual melhor ritmo?Jazz?Blues?Ray Connif?Sade?Um bailado forrozeado?Escuto um matraquear.Sera o peito, a paranoia ou a guerra que procura-se?Enquanto fazem amor,aqueles que fazem guerra são ainda necessários.(Quisera)Pôr fogo em tudo, inclusive em mim. Ao menino de 1918 chamavam anarquista.Porém meu ódio é o melhor de mim. Com ele me salvo e dou a poucos uma esperança mínima.A ferro e fogo ,em odio e amor,o metabolismo do mundo.Melhor nota seja o silencio apenas.Amanhecer,pegar a viola,por na sacola e ir por aí,a viajar.Ainda que seja uma volta ate aquelas montanhas ou a esquina.Um qualquer lugar que não lembre o mesmo estar,sem voltas a si.

"Aonde esta você, me telefona..me chama"
"Tudo vai mal?Tudo(...)Tudo igual,tudo certo,como dois e dois são cinco"

O Frio,a estação.Data.Ruidos que se avizinham.E chove em vespera de dia mudo.Lembranças que trazem viagens,andanças,acasos e casos sorrateiros ,breves,estanques ou distantes.As margens de um ou vários rios,serras,praias,cidades, a fuligem cinza,a andança cinza,a cidade que a tudo consome,a esperança solitária, o desejo insone e ampla descrença.Ritmos se confundem.Silencio,MPB,Rock,Jazz,musica brega, quase vejo luzes de algum cabaré que passou à vidraça nublada do carro ou ônibus.Escuto rádio,porém mais que a musica, a sensaçao,em flashes,danças ou o simples estar em algum lugar se concretiza e não sou eu,sujeito anonimo e sob a capa de minha invisibilidade que a tudo observo,e sim este,laconico, observam me ,individuo paralelo a vida.

"É sempre em outro retrato o mesmo engano.Sempre no meu trato ,o amplo distrato"
Preso à minha classe e a algumas roupas,vou de branco pela rua cinzenta.Melancolias, mercadorias espreitam-me.Devo seguir até o enjôo?Posso, sem armas, revoltar-me? Neste contraste, o desgosto e o isolamento no sombrio mundo social,tão concreto e o psicológico, abstrato. Em vão me tento explicar, os muros são surdos.Sob a pele das palavras há cifras e códigos.O sol consola os doentes e não os renova.As coisas.Que tristes são as coisas consideradas sem ênfase.(A vida é viva.A vida cansa.O cansaço impele ao sono.Desanima a procura,num dia em que deita-se sozinho ao eito). "Noite,sem fim.(...)Se a escuridão desta noite, não me levar a nada.Não me levar a nada,nem a lugar algum?"
Naquele decadente bar perdido em simplorio lugar, lembrando lugares outro de viagens distantes ,um jovem do rock anos 80 ,podia ainda ouvir do radio ecoar:

"Na distância vi seu vulto desaparecer.Nunca mais seu rosto eu pude ver(...)Uma vez você apareceu na minha vida.Eu não percebi você de mim se aproximar .Não sei de onde você veio e nem perguntei.Talvez de alguma estrada que eu ainda não passei.Seu olhar me disse tanta coisa num momento.Parecia que podia ler meu pensamento.E no seu sorriso mil segredos percebi.(...)Hoje você anda por lugares que eu não sei.Vive nos meus sonhos e nas lembranças que guardei.Disse tanta coisa quando leu a minha mão .Voce so nao previu a minha solidão(...) Na distância vi seu vulto desaparecer.Nunca mais seu rosto eu pude ver..." -Cigana -Roberto Carlos.

"Vejam só que história boba eu tenho pra contar .Quem é que vai querer acreditar? Eu sou palhaço sem querer .Que coisa incrível o coração tdo pintado nessa solidão espera a hora de sonhar. Ah, o mundo sempre foi um circo sem igual onde todos representam o bem e o mal .Onde a farsa de um palhaço é natural Ah, no palco da ilusão pintei meu coração entreguei o amor e o sonho sem saber que o palhaço pinta o rosto pra viver " Antonio Marcos-Sonhos de um palhaço.

1 comentario:

Anónimo dijo...

"Tudo vai mal?Tudo(...)Tudo igual,tudo certo,como dois e dois são cinco"´
Belas e sábias palavras!!!!!!!!!!!!!!!