26 ene. 2009

Ministro do Meio Ambiente ,Minc.O PT e Ishuv

Cabe aqui repassar trechos da nota em que um outro ministro de Lula, Carlos Minc, um dos vários que estão no governo que tem origem judaica, escreveu a coluna Rua Judaica do Ex -presidente da Fierj, o jornalista Osias Wurman no qual pondera sobre a referida post nota do PT quanto a questão Gaza.


(...)Quero também reconhecer, de público, que a tomada de posição necessária de intelectuais, ministros, governadores, judeus e não-judeus do PT, surgiu também da troca de correspondência minha e de Clara Ant (...) O presidente Lula tem sido amigo da comunidade, participando dos nossos atos, recebido nossas lideranças, tocando o Shofar. Na esquerda sobrevive forte um ranço antiamericano, que deriva em anti-Israel, e daí ao anti-semitismo, que deve ser combatido de peito aberto. É bom lembrar que em todos os partidos, e no senso comum popular, esta imagem é dominante, contrapondo o "forte" ao "oprimido" , ignorando as razões históricas do conflito, a semente do ódio fundamentalista, a questão da democracia e do estado de direito em Israel e todas as formas de opressão, inclusive às mulheres, que são fortemente presentes em outros estados do Oriente Médio.

Nossa tomada de posição foi direta, sem ambigüidade, contra um manifesto tendencioso, escrito por Pomar, sem consultas, contrariando inclusive a posição oficial da diplomacia brasileira. Importante foi a incorporação de dirigentes e ministros, que não são judeus, como:

Fernando Hadad, Ministro da Educação, Paulo Vanuchi (Secretário Nacional de Direitos Humanos), Marta Suplicy, Aluízio Mercadante, Genoíno e dezenas de outros. Com Clara Ant, Paul Singer, Tarso Genro e Jaques Wagner e Pedro Abramovay, resolvemos adotar um texto enxuto, forte, pontuando os absurdos da comparação com o nazismo, a não condenação do terrorismo, e do não-reconhecimento pelo Hamas ao direito à existência do Estado de Israel. O documento foi divulgado na coluna do Ancelmo (na sexta) e na primeira página de O Globo no sábado, e ajudou a romper a falsa idéia de que todas as pessoas e partidos de esquerda são anti-semitas ou pró-Hamas, e chama ao diálogo, ao equilíbrio e à paz necessária e duradoura.

Para mim, esquerda é aprofundar a democracia, defender os direitos das mulheres, das minorias, do meio ambiente, com parlamento e justiça independentes. Fanatismo e fundamentalismo, sob qualquer pretexto, representam a volta à barbárie, o anti-progressismo, o anti-humanismo (...)


Carlos Minc, Ministro de Estado de Meio Ambiente

Leia também:

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