28 abr. 2009

יום העצמאות -Yom HaAtzmaut -Israel 61 anos

"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim
התקוה

כָל עוד בלבב פנימה
נפש יהודי הומייה,
ולפאֲתי מזרח קדימה
עין לציון צופייה;
עוד לא אבדה תקותנו,
התקווה בת שנות אלפיים,
להיות עם חופשי בארצנו
ארץ ציון וירושלים .
Ouçam aqui: Hino Nacional de Israel - Hatikva

"(...)E a Alma, à casa retorna"

Apos Yom HaZikaron, o dia em memória a nossos mártires das inumeras batalhas ao longo da História do Estado de Israel, chegamos a 5 de Iyar de 5769,neste ano de 2009 correspondente a 29 de Abril.Data em que se comemora a Independência do Estado de Israel em 1948, 61 anos atrás no 14 de Maio de 1948, dia no qual David Ben-Gurion , à frente do partido Mapai -a época o Partido dos Trabalhadores de Israel- declarou o fim do mandato britânico na Palestina e foi decretada a fundação do Estado de Israel

Sionismo não é Imperialismo.Antes de 1948, século antes, já existia movimento sionista

Sempre existiram judeus na região. Mas um movimento de aspiração para o retorno á terra dos antepassados nos tempos modernos data do fim do século XIX quando na Rússia czarista, em conseqüência de inúmeros pogroms(massacres), foi criado o movimento dos “Amigos de Sion” (Hovevei Tzion). Alguns anos mais tarde, na década dos 80 ,os “Biluím” (Casa de Jacó, vamos e iremos) tentou novamente influenciar a população judaica para emigrar a Israel. Mas, as massas de trabalhadores judeus, organizados no “Bund”, uma organização socialista e social-revolucionária, optaram por uma solução política da “questão judaica” através de uma transformação radical das sociedades russa e polonesa, solidários com os socialistas de seus respectivos países.

Revolucionarismo Socialista

Não se admira o número elevado de líderes revolucionários judeus, entre os social-revolucionários e entre os mencheviques e bolcheviques. Com relaçao as terras que ainda estavam em mãos do em decadencia Império Turco Otomano,ntre os anos 1904-1910 ocorreu a primeira grande Alyá e emigração de aproximadamente 10.000 jovens que estabeleceram as primeiras comunidades coletivistas (Kibutzim) e aldeias de vieses socialistas. A segunda Aliá ocorreria após a I Guerra Mundial, formando um número maior de Kibutzim e aldeias cooperativistas. Ainda assim, a massa de trabalhadores judeus preferiu permanecer e lutar por uma sociedade mais justa e socialista nos paises da Europa Oriental, mesmo após os pogroms na Rússia Czarista, em começos do século XX, instigados pelo clero ortodoxo e tolerados pelas autoridades, causando milhares de vítimas, entre crianças, mulheres e idosos como podemos lembrar dos massacres como o de Baby Yar.

Os fugitivos dos pogroms muitos seguiram para os EUA ou então a 'Palestina', onde ampliaram a rede de colônias coletivistas, na Galiléia e no vale de Israel, em condições extremamente precárias, assolados pela malária e, não raramente, pela fome.
Nesse mesmo tempo, ampliou-se e fortaleceu-se o movimento sionista na Europa, inspirado por Teodor Herzl, um jornalista oriundo do império austro-húngaro, profundamente impressionado pela onda de anti-semitismo desencadeada na França, em conseqüência das acusações lançadas contra um oficial judeu do exército francês, condenado por espionagem e traição ao desterro e prisão na Guiana Francesa, o caso Dreyfuss.

No início da I Guerra Mundial na qual a Turquia se alinhou às potências centrais, a Alemanha e o Império Austro-Húngaro, viviam na Palestina algumas dezenas de milhares de judeus ortodoxos, nas cidades de S´fat e Jerusalém e outros em algumas aldeias agrícolas espalhadas pelo país. Com a derrocada do império turco pelas tropas britânicas e os exércitos beduínos Wahabitas recrutados pelo coronel inglês Lawrence, as imensas áreas do Oriente Médio foram repartidas, pelo acordo Sykes-Picot, entre a França e a Inglaterra, segundo o qual caberiam à primeira os territórios da Síria e do Líbano, ficando os ingleses com a parte do leão – o Egito, a Arábia Saudita, o Iraque e a Palestina. Os ingleses ainda tentaram entronar um dos príncipes da casa Hashemita como rei em Damasco, donde foi expulso pelas tropas francesas. Em compensação, os ingleses lhe cederam o trono do Iraque.

A Palestina, outro pomo de discórdia, foi dividida, sendo a parte oriental da cidade de Jerusalém cedida ao Emir Abdalla, um dos filhos do Emir Hussein que tinha liderado as tropas beduínos contra os turcos. A parte ocidental, o futuro território da Palestina, foi reduzido a 27.000 km2, habitados por algumas centenas de milhares de Felahim, agricultores árabes trabalhando em regime de semi-servidão para os “effendis” – os proprietários ausentes, vivendo em Damasco, Bagdá ou Beirut e que acharam um ótimo negócio de vender suas terras ao Fundo Nacional Judeu, sem preocupar-se com o destino de seus habitantes.

No começo da década de 20, iniciou-se uma onda de imigração judaica, numericamente mais expressiva. Eram em sua maioria membros da classe média, de movimentos juvenis, com boa formação escolar, decididos de implantar novas colônias agrícolas coletivistas, em pontos estratégicos do país. Os “halutzim” - pioneiros, viviam de acordo com os princípios socialistas. As decisões importantes sobre a admissão de novos membros; os investimentos prioritários; as construções de moradias ou de infra-estrutura eram tomadas em assembléias gerais, geralmente realizadas no refeitório comum da coletividade. Criou-se um forte ethos de vida e do trabalho em comum, vedando o trabalho assalariado. A educação das crianças desde a mais tenra idade foi coletiva, do berçário até a fase adulta. Os investimentos em infra-estrutura, compra de tratores para a lavoura, de caminhões para o escoamento da produção, tudo obedecia aos princípios do Kibutz, considerado o núcleo de uma nova organização social, mais justa e eqüitativa.

Os palestinos não ficaram passivos diante a contínua expansão das terras e colônias judaicas. Em 1921, irrompeu uma onda de assaltos noturnos às colônias, geralmente rechaçadas pelos colonos, com o apoio hesitante da polícia inglesa.Outro levante, mais amplo e violento, ocorrem em 1929 quando os guerrilheiros palestinos penetraram em vários assentamentos, matando seus habitantes.

Durante os anos que precederam a Segunda Guerra Mundial, a efervescência no meio árabe cresceu, sobretudo com o aumento da imigração de judeus da Europa Central, refugiados da sanha assassina dos nazistas. Em 1936, o parlamento inglês encarregou a Comissão Peel de elaborar um relatório sobre a situação na Palestina e recomendar medidas para reduzir a tensão entre as duas populações. A recomendação mais drástica da Comissão Peel foi a de impedir a entrada no país de novos imigrantes.
O estouro da Segunda Guerra Mundial em 1939, mudou radicalmente o cenário no Oriente Médio e, também, na Palestina.

E o marco socialista...

Após a Segunda Guerra Mundial, a Palestina-Terra de Israel se converteu no principal foco judaico no qual a esquerda, em sua variante sionista, manteve sua posição hegemônica, e inclusive se erigiu em força estatal-governante a partir de 1948.O ramo idishista-diaspórico da esquerda judaica, que atuara onde até então era o principal centro cultural do mundo judeu, a Europa Oriental, fora dizimado pelo nazismo. Os restos que sobreviveram ao genocídio e permaneceram naquela região, fundamentalmente na União Soviética (em grande medida graças ao esforço bélico desta contra a Alemanha de Hitler), foram tambémi vítimas das perseguições stalinistas contra qualquer expressão de autonomia judaica.

A luta no seio do movimento trabalhista, entre a ala central representada pelo Mapai e a ala de esquerda agrupada no movimento kibutziano e representada pelo partido Mapam, influiu em boa medida sobre o rumo do novo Estado em sua primeira década de existência.Era o rearranjo de forças onde a concepção estatista de Ben-Gurion e o dogmatismo do Mapam (que constituía então a segunda força política, com 19 deputados no Knesset) estavam mais afastadas entre si do que a distância que separava o Mapai do bloco religioso, que finalmente integrou a primeira coalizão governamental após as eleições parlamentares de 1949. No contexto da disputa entre a ala central (social-democrata) e a ala esquerda (marxista) do sionismo socialista há que se atribuir um lugar de destaque à importância dos kibutzim na construção daquela nova sociedade que se estruturava.

Logicamente, o movimento kibutziano e suas expressões políticas (Mapam até 1954, ao qual tem que se somar o Achdut Avodá após sua cisão naquele ano) aspiravam que o lugar dominante que o kibutz ocupava no mundo de valores do sionismo pioneiro tivesse uma expressão política concreta na prática do governo de Mapai. Ben-Gurion, por sua parte, priorizava o Estado e as instituições dominadas por seu partido (entre elas a Histadrut, a central sindical) como agentes do desenvolvimento nacional. E com a fundação do Estado se daria inicio ao intenso processo do Direito de Retorno dos judeus sobreviventes do Shoáh e dos milhares de sefarditas-mizrahi ,os judeus culturalmente orientais espalhados desde o Marrocos a India.Le chaim Medinat Israel ,Mazal Tov,61 anos!

*Veja artigo anterior aqui no blog: Yam Shel Dmaot- Canto Sefardita.

ימלא פי תהילתךכל היום תפארתךאל תשליכני לעת זיקנהככלות כוחי אל תעזבני
"Mas dizem os meus motejadores:Que poderias tu,se és um só ,contra tantos? Só deploro ser esmagado pelo número,contudo esses vossos pensamentos e palavras ainda mais refervem meu interior e bradar que é impiedade ter piedade de ímpios,soberbos,contumazes e obstinados.Vencerei-os pela argumentação" Uriel da Costa

Cartazes diversos:


Yam Shel Dmaot -Canto Sefardita.

"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim





Original de 2005.Reescrito em Abril ,vésperas de Pessach de 2009 ,ano judaico de 5769 em alhude a uma discussão em grupo.
ימלא פי תהילתךכל היום תפארתךאל תשליכני לעת זיקנהככלות כוחי אל תעזבני
(As vesperas de Yom HaAtzmaut).
I Yam Shel Dmaot -o Mar de lagrimas
por A.A.

"Duro é ser pobre e esquecido
Nesta terra onde a seca assola,
Onde transpor as fronteiras ,
Torna-se a cada dia mais difícil

Tomaram -me a casa
Minha casa era o mundo
Mas nela não repousava meu espírito
Estou ora nas selvas n’uma espera
Ora dizem me do Mediterrâneo:
“Saiam de meu território”
Sou o estranho

Ah, Yerushalaym shel ZeAhav
Que fosses em ti ainda que a continuar peregrino em Terra Prometida

Mas que além deste rio estivesse
E não definhando tão perto neste deserto
Onde o que me dói mais
Não é a minha sede
E sim contemplar a terra tão querida
E jamais te-la ao meu alcance.

Amargor dos meus dias ,
O vento assopra
Mas não há descanso

Fatigam-me os dias
E percebo só o quanto estou distante.

Entre outros sou mais estranho
Em ermos nos quais esquecido
Clamo de noite para os céus
Temendo o que virá no futuro
E clamo durante os dias
Para que ao menos me surja algum alento

E vejo descer a aurora
Mas o que me aguardará no novo dia?
Yerushalaym Shel ZeAhav

Duro não é ser pobre e sim insultado
Nesta terra onde secas assolam,
Nesta eira onde a lei não existe
A mingua de qualquer pudor
E a violação ao que é de Direito
Acontece ao dia e a noite.
Todos os dias.

Terra ignota
De gente ignara
El maamar”


II

“Eu tenho muitos irmãos
Eles me calam
Ate às vezes mal me dizem
Mas bem me querem

Eu tenho muitos irmãos
Compreenderem-me não precisam
As enciclopédias seculares me afasiam
A Haskalah deixo que digam –nas
Minha memória do mellah
Frente a ma’abarot
Volto a sentir-me estranho
Não escuto o que eu mesmo melodio
Olho para mim e me pergunto
Mas não compreendam –me
Estou num canto...

É esta paúra
A pele de cacto
A mão marcada por calos ,graxa

Eu tenho muitos irmãos
Sou estúpido e do passado
Mas eles m’abraçam

Hejaltzu
Ahavat
Ahavat
Yerushalaym shel ZeAhav

Eu tenho muitos irmãos
Sou estúpido e do passado
Mas eles m’abraçam”


A.A

Al maamar- Idéia de conflito, no caso com as populaçoe árabes onde habitavam
Haskala -‘Iluminismo’ judaico do séc XVIII
Hejaltzu Ahavat- alhude ao 'Amor de Israel'.Uma ideia de 'Todos judeus como iguais'
Mellah -o’shetlel’ do sefardita
Maabarot os campos de casas de zinco para recepcionar os sefarditas que eram buscados nos paises arabes


"O Outro metafísico é outro de uma alteridade que não é formal, de uma alteridade que não é um simples inverso da identidade, nem de uma alteridade feita de resistência ao Mesmo, mas de uma alteridade anterior a toda a iniciativa, a todo o imperialismo do Mesmo; outro de uma alteridade que não limita o Mesmo, porque nesse caso o Outro não seria rigorosamente Outro: pela comunidade da fronteira, seria, dentro do sistema, ainda o Mesmo. O absolutamente Outro é Outrem; não faz número comigo. A coletividade em que eu digo ‘tu’ ou ‘nós’ não é um plural de ‘eu’. Eu, tu, não são indivíduos de um conceito comum." (extraído de LEVINAS, E. Totalidade e infinito

Diversas levas de imigrantes sefarditas:fotos judeus do Iemen & Norte de Africa


20 abr. 2009

Yom HaShoá -Em memória ao dia do Holocausto

Ha pouco mais de 60 anos uma das maiores carnificinas humanas a um grupo em especifico transcorria na Europa. Berço da civilizaçao ocidental, em suas terras cerca de seis milhoes de judeus ,suas historias e suas vidas eram exterminadas pelo furor do racismo e intolerancia .Algo que hoje, a descendentes de judeus asquenazitas ou mesmo ao sefarditas ,os ultimos grande parte não atingidos pelo Shoá,une-os mias, em diaspora ou como ocorreu como um dos alicerces para a concretização do Estado de Israel.Como na prédica :juntos,só povo,ainda que em meio a diferencias e peculiaridades.

Yom Hashoa- o Dia do Holocausto, lembrar para que não sejam mais repetidas estas historias.E o passado de pogrons,inquisições e bem como a sanha nazista no séc XX não mais se repitam.Tal como o filosofo judeu Emannuel Levinas escreveu, o holocausto não aconteceu porque D´us esqueceu de um povo. Aconteceu por que foi permitido,por que o abster-se permitiu ao fundamentalismo ,e não sob um pietismo religioso, mas sob um carater racialista e de pensar o progresso. Sob uma sagacidade e engenhosidade ,o abuso da arbitrariedade,o desrespeito a lidar com o 'outro'. Isto no século que em seu desembocar já assistira o genocidio de 1,5 milhões de armenios pelo sultão turco .Assistiria em seguida as fogueiras neo modernas do Holocausto onde judeus, ciganos, opositores ao regime nazi-facista,sucumbiriam.Não menos no mesmo século onde por Stalin outros milhoes morreriam, bem como por outros regimes ditatoriais a até massacres mais recentes como o conflito na ex-Iugoslávia.Mas cabe aqui pontuar ao Holocausto, a esta forma de limpeza etnica especifica de um determinado grupo, caçando os para além de territorio conquistado, cercando e imputando os como a quem combate ratos ou um cancer, metaforas usadas comumente pela propaganda do III Reich.O Holocausto foi a praga do convencimento, do ideal de superioridade humanas, da eugenia e superposição de valores sobre o 'outro'.

A exemplo de Pessach(pascoa judaica)e a libertação da escravidão,devemos estar atentos e livrando-se das amarras de qualquer opressão moderna.Os novos faráos,os novos desertos da intolerancia ainda existem e são inimigos contumazes da espécie humana.O homem lobo do homem. E nisto o Criador não tem culpa.D 'us que vela sua face não é, pensamos, uma abstração de teólogo nem uma imagem de poeta. É por assim, repensando o proprio judaismo e o shoá ,foi a hora em que o indivíduo justo não encontra nenhum recurso exterior, em que nenhuma instituição o protege, em que a consolação da presença divina no sentimento religioso infantil se nega também, em que o indivíduo apenas pode triunfar em sua consciência, ou seja, necessariamente no sofrimento. Mas dai sobressai do sentido especificamente 'judeu do sofrimento' que não toma em nenhum momento o valor de uma expiação mística pelos pecados do mundo. A posição de vítimas em um mundo em desordem, ou seja, em um mundo onde o bem não chega a triunfar, é sofrimento. Ele [o sofrimento] revela um D'us que, renunciando a toda manifestação solícita, convoca à plena maturidade do homem responsável integralmente. Mas no mesmo instante, este D'us que vela sua face e abandona o justo à sua justiça sem triunfo – este D' us longínquo – vem do interior. Intimidade que coincide, para a consciência, com o orgulho de ser judeu, de pertencer concretamente, historicamente, cruamente ao povo judeu, e digo isto por que contrario ao pensamento de que D' us 'morrera' no Holocausto, jamais isto seria possivel.

“Ser judeu, isso significa... nadar eternamente contra o que seja de imundo e criminoso da correnteza humana... Eu sou feliz em pertencer ao povo mais infeliz de todos os povos da terra, ao povo cuja Torá representa o que há de mais elevado e de mais belo nas leis e ensinamentos.” A intimidade do D'us viril se conquista numa provação extrema. Por minha pertença ao povo judeu que sofre, o D'us longínquo se torna meu D'us. “Agora eu sei que tu és verdadeiramente meu D'us, pois tu não saberias ser o D'us daqueles cujos atos representam a mais horrível expressão de uma ausência de D'us, militante.” O sofrimento do justo por uma justiça sem triunfo é vivido concretamente como judaísmo. Israel – histórica e carnal – tornando-se novamente categoria religiosa." (extraído de «Aimer la Thora plus que Dieu», In: LEVINAS, E. Difficile Liberté: essais sur le judaisme. Paris: Albin Michel, 1963/ Librairie Générale Française, 1984 )Vidas Marranas:Compósito subterfúgio de observação do mundo.Hasbará,Recordações e Narrativas do que fez-se em esquecimento.Alguma verdade ainda existe em porões do silêncio,câmaras soturnas nos quais não passou a Grande História.

"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim



ימלא פי תהילתךכל היום תפארתךאל תשליכני לעת זיקנהככלות כוחי אל תעזבני

"Mas dizem os meus motejadores:Que poderias tu,se és um só ,contra tantos? Só deploro ser esmagado pelo número,contudo esses vossos pensamentos e palavras ainda mais refervem meu interior e bradar que é impiedade ter piedade de ímpios,soberbos,contumazes e obstinados.Vencerei-os pela argumentação" Uriel da Costa

Vidas &Trilhas Jacarepaguenses 2009

Divulgando aqui no Vidas Marranas, o blog,http://vidastrilhasjacarepaguenses.blogspot.com/
.O outrora Vidas &Trilhas Urbanas, intimamente ligado ao pedestrianismo e as caminhadas e aventuras entre o meio urbano e o bucolico ainda presentes,dá voos maiores e se torna Vidas &Trilhas Jacarepaguenses, para tratar do não apenas regional, porém,sempre, sob uma ótica jacarepaguense.

Nossa ousadia é: isto é possivel? O que diz o olhar jacarepaguense sobre tantas imagens e lugares???
Vidas &Trilhas Jacarepaguenses , por um olhar desde Jacarepaguá...
Para visualizarem as imagens ,cliquem em nosso link do blog.E se desejarem detalhar,só basta clicar sobre as imagens que as mesmas se abrirão no formato original...

Seguem montagens a partir das originais, e algumas em tentativa de enquadrar 360 graus ,ousando com tons distintos de iluminação ambiente.






Por um outro olhar,desde Jacarepaguá!

17 abr. 2009

Hagadá de Pessach não para dois .5769

ימלא פי תהילתךכל היום תפארתךאל תשליכני לעת זיקנהככלות כוחי אל תעזבני

Nossos pais comeram o pão da aflição a cada dia quando nossos ancestrais estavam como escravos no Egito. Devemos então lembrar como chegamos até aqui ,com as mentes e corpos nutridos pelo pão da aflição.E como ainda hoje grilhões ainda aferram a tantos.

Hagadá de Pessach (Pessach não para dois)

Mais uma estrela no céu desponta
Não .Não conte a, por que o que teu dedo mostra ,vingará uma berruga.Abaixa.Mas não te esqueça.

Lembra as palavras de tua mãe.
Ouça as ,só.Contigo.
Apenas guarde as .E ao que o Criador disse,
Ata as palavras ao coração e dize-as pela manha.Dize-as também ao se levantar, ao caminhares e ao dormires.
Em todos dos dias de tua sórdida vida.
Lembra as a ti e ao filho que não tivestes em vida

Amanhã é o dia.O dia que aquele que nos cria
E edificou o mundo.E descansou nele
Deixa que a tarde estará escura
Cessa teu pranto
Receba a noiva com alegria

Shabath de Pessach.Segue ,povo, a eras peregrino.
Outros mais encontraram sua casa.
Onde estará a nossa, a Terra Prometida?

Deixa .Deixa a poeira abaixar
Passarão se os anos
E Por que daqui a pouco toda força nos consome

Deixa. Acenda a vela antes que escureça
Para que nossos filhinhos não temam a noite
E á porta não adentre o mal anjo
Talvez não seja mais época em que a nossos irmãos arrombem lhes as portas
Mas nesta terra ignota
Melhor dizer bem pouco
Pois mais tempo vive aquele que se cala

Vira o defunto para o canto
Entorne as vasilhas
Feche os olhos
E apenas espere

Um dia para todos nos virá o descanso.
E não teremos mais benzas sobre nossas cabeças
Senão apenas memória da bênção que nossos ancestrais faziam
Não teremos sobre nós aspergido ao vazio
O óleo de nosso sacrifício

Um dia
Nesta terra ou qualquer outra
Estará mais próxima de nosso horizonte
Yerushalaym,aqui ou onde
Aonde estará a destra do Soberano

Deixa.Não há para ti lugar naquela ceia
Deixa. E neste vale,cerre o pranto
Vaga te sozinho ,marrano sefardita ,simples vacante
Coisas que nossos semelhantes tem crido,todas insensatas
Cala-te
Deita.
Deita e olha as estrelas .
A terceira estrela já desponta

Como nos primeiros sinais de uma procura
Por primavera após um longo e escuro ,um infindável inverno.É hoje o dia.
Em pleno outono de folhas que delizam soleira adentro
A keara esta a mesa
E tudo rústico mas
Comemoraremos apenas nós mesmos as escondidas
Enquanto fecharemos as portas temendo que nos caluniem de sangue

Neste ano não teremos uma vez mais o cálice e a botija cheios ,
Mas aqui tão pouco, toma
Toma este pedaço de pão seco
Não neste há qualquer levedura
Erga- o aos céus para que este o abençoe.Salgue com o labor de teu corpo
O maror da amargura de exílio que e tua vida
Relembre har sinai
E a passagem talvez jamais possivel
Já este em nossa veia padece neste deserto mais que 40 anos
Apenas de esperança tem sido a matzot de nosso arduo trabalho
Veja.Na falta do vinho esta cachaça
O nosso rústico vinho da cana

Então,brindamos
Junto a nossos solitários convidados
Fecharemos as portas e sob vigília

Em nossa sobriedade ergamos o pão
E em nossa solidão de peregrinos lembremos de velhas historias
e nossos antigos nomes
Assim como um dia chamadas serão nossas almas do nosso longo exílio

Nesta terra a qual pertencemos
Ainda somos nós também outros peregrinos
E nossas frestas e janelas são vigiadas a cada momento

Nós mesmos pouco acreditamo-nos e nos conhecemos tao pouco,
Apenas temos a mácula no sangue
Nós irmãos:
Brancos, mais claros ,mais mulatos
Não meramente na tez ,ou narizes , costumes ou nossos sobrenomes
Somos tão iguais
E tão dessemelhantes
Um dia não teremos mais castas

Vinde.
E fecha a porta
Eis que a noiva se aproxima neste ocaso
Eis que subirá então a alva e por que vem ela, ladeada dos anjos.

Então Peregrino ,Vinde,é de caminhada mais irmão comigo que aqueles que tenho sangue.Descansa,vinde conosco á fogueira ,acolher se deste frio.Um dia ,se não a teu corpo, mas a tua alma convidarão te também à ceia.

Veja o vento bater a cortina
E os cães que latem
Seja Eliahu Hanavi
Que não se atem e mesmo a lares tão simples faz sua visita
Ele desceu da carruagem .É o enviado que não se importa com a mácula de nossa história

Vinde,hoje,
Vinde,agora,
Depois ,não mais apenas algum dia
Tão logo tudo se apaga
Um dia encontraremos descanso.E virá nos assim a esperança.

Yerushalaym Shel ZeAhav
En Leste-Oeste
Tan cerca, tan leja en nuestros soños.

8 abr. 2009

Pessach 5769



MENSAGEM DE PESSACH DA CONIB

Estamos às vésperas de Pessach, a Festa da Liberdade, quando comemoramos a saída da escravidão - do Egito dos faraós. Ao redor do planeta, as comunidades judaicas vão recordar a libertação do povo de Israel e sua passagem ao longo de 40 anos, pelo deserto, até chegar à Terra Santa. A comemoração relembra e reforça nosso compromisso com a liberdade e com a democracia.

E, neste início de século 21, o respeito às liberdades individuais desponta como um valor cada vez mais relevante, mas infelizmente ainda questionado por alguns que rejeitam os avanços democráticos, que se verificam em diversas partes do planeta. Aproveitamos a ocasião para desejar a todos um Feliz Pessach e para relembrar a importância do compromisso com a construção da democracia e da liberdade em todo o mundo.

Chag Pessach Sameach!

Claudio Lottenberg
Presidente da Confederação Israelita do Brasil

Birkat Hachamah,agora só daqui a outros 28 anos

e o mundo foi criado , e o sol, no quarto dia, a exatos 5769 anos...
Chag Sameach le Pessach!

A cada 28 anos, o sol retorna à mesma posição e no mesmo ponto da semana que ele ocupou no momento de sua criação – no início do quarto dia da criação. Uma bênção especial – chamada Birkat Hachamah, “a bênção do sol” - é recitada para marcar esta ocasião- ver Talmud, Tratado Berachot 59b.Do ponto de vista astronômico, nada de incomum acontecerá. De acordo com a tradição, o sol foi criado no momento do equinócio da primavera que coincidiu com o primeiro momento do quarto dia da criação. O sol, luz, planetas e estrelas não estarão alinhados de nenhuma forma especial. O arranjo dos corpos celestiais nem mesmo se parecerá com aquele em
que estavam no momento da criação. A Birkat Hachamah marca o momento em que o sol alcança uma posição específica (e não incomum) – a mesma em que ele ocupava no momento de sua criação – no mesmo momento da semana em que foi criado.

A existência de quase toda a vida da Terra é abastecida pela luz do sol. Toda manhã, infalivelmente, o sol se levanta no leste e nos banha com seus raios revitalizadores, fazendo a flora crescer e, através do processo de fotossíntese, fornecendo oxigênio para toda a fauna.Alguns chamariam este fenômeno de natureza. Nós nos reuniremos em 8 de Abril e declararemos o contrário:
“Abençoado és Tu, Senhor nosso D’us, Rei do universo, que restabelece a obra da criação”.

A bênção pode ser recitada desde que o sol possa ser visto, mesmo que não claramente, e mesmo que somente seu contorno seja visível através das nuvens.
Se o sol estiver totalmente obscurecido, então deveremos aguardar até logo antes do meio-dia, com a esperança de que talvez o sol apareça. Se isto não ocorrer, então, logo antes do meio-dia, a bênção pode ser recitada omitindo-se o nome de D´us (“Abençoado és Tu que restabelece a obra da criação”).

*De acordo com os cálculos astronômicos do Shmuel, sábio do século 3, a duração de um ano solar é de 365,25 dias, ou 52 semanas mais 1¼ dias. A conseqüência disto é que precisamente um ano depois da criação,l quando o sol retornou à sua posição original, isto seria 1¼ (um dia e seis horas) mais adiante na semana. Após dois
anos, seria de 2½ dias mais adiante na semana. Somente depois de 28 anos, o sol retornaria àquela posição no mesmo horário – no início do “quarto dia”, quarta-feira.


Momento Bula cultural -Isto é Brasil!Trio Dona Flor

Isto é Brasil...
Vésperas de Pessach,mas para aquém desta sensação de agreste,a razão desta postagem o é em virtude da nostalgia causada.Suscintando o forró pé de serra,o jovem-velho rockeiro cai também na roda...Lembrando antigos programas de rádio ,O Show da Noite de Washington Rodrigues,Radio Globo Am, década atrás,no qual tinha-se momentos de apresentações nas viradas de sábado para domingo, e apresentava-se grupos musicais que visavam resgates culturais de nosso país continente,canções que queiram ou não a turma elitizada não pode vedar os olhos por que faz parte deste imenso pais, seja musica de viola, sertaneja, o forró,etc .

Aqui o que descobri por indicação de um amigo, o Trio Dona Flor,um forró que me chamou atenção ,primeiro por que nunca fui pé de valsa ou bom no salão,mas a nostalgia causada a quem escuta particularmente me faz lembrar das regiões de montanhas do Espirito Santo e Sul de Minas.Paradoxal, por que outros perguntariam por que disto,ao invés do Nordeste.Sem qualquer tom pejorativo, mas as proprias belissimas meninas são do sudeste.Cabe aqui estender se para além do elogio a beleza,e sim tecer comentario quanto a versatilidade e talento do grupo.A afinação e consonancias nos vocais é surpreendente,sem mencionar o carisma.Tudo ajuda na sensação de nostalgia de terra,serra e não sei mais o quê, sensação que é particular e todavia,sem fronteiras.E por assim,do sucesso começado em Itaunas, Espirito Santo lembrando terras de rios, muita névoa, uma fogueira e varanda onde a musica acalenta e esquenta os corações,a musica do trio começa a ser mostrada pelo pais.

Seja Rock, Jazz, Blues, mas aqui, em muito a ver com o que é nossa cultura tupiniquim, e suas inumeras influencias.No mais a canção tem tom de saudade,de um retorno tão almejado após um longo exilio,então, interregionilizando,aqui no Vidas Marranas,com todos vocês o belo som do belo e talentosissimo 'Trio Dona Flor':

"Uma flor já foi plantada
Semente em terra nua
Em seu pé, serra e areia
Pra nascer um som de Lua
Dona Flor é flor vermelha
Girassol e jasmim
Tem o cheiro do sertão
Para ser tão flor assim
Semente de pé-de-serra
Pra virar flor de cerrado
A vontade dessa dona
É fazer forró pesado"

 Trio Dona Flor - Forró Floreado


*Fica como presente de Pessach,diferente,mas 'sem hametz'.Na medida certa!

3 abr. 2009

A lição da paz de três décadas com governo Egipcio

*Reenviado por Ricardo Abrãao
Lições de três décadas de paz
Publicado no Jornal “Folha de São Paulo” de 26 de março de 2009

Por: Giora Becher, Embaixador de Israel no Brasil


***A opinião do blog a respeito dos artigos reenviados, neste caso se dará no comentários.

HOJE, 26 de março, comemoramos o 30º aniversário da assinatura do primeiro acordo já assinado entre Israel e um país árabe. Em 1979, os líderes de Israel, Begin, do Egito, Sadat, e dos Estados Unidos, Carter, deram um aperto de mão que prometia mudar o Oriente Médio.

Apesar de essa promessa ainda necessitar ser totalmente cumprida, a data apresenta uma oportunidade de honrar essa realização histórica e examinar alguns princípios que levaram ao sucesso daquele processo de paz. Hoje, quando a paz parece um objetivo difícil de ser alcançado, é importante lembrar o passado.

Os esforços de Israel para obter a paz precederam o próprio estabelecimento de Israel, que, desde seus primeiros dias, sonha em viver em paz com seus vizinhos. Com a visita de Sadat a Jerusalém (1977), essa visão finalmente teve uma chance de se tornar realidade. Para alcançar a paz com o Egito, Israel tomou medidas sem precedentes e devolveu o Sinai, correspondente a 91% da área ganha na Guerra dos Seis Dias, território três vezes maior que sua área atual.

Naquele local, Israel havia construído cidades e aldeias agrícolas com mais de 7.000 habitantes, hotéis, instalações militares e um campo petrolífero, cuja entrega significou o abandono da única chance de se tornar independente no campo da energia. Na era cínica da atualidade, é difícil imaginar a euforia com que Israel saudou a visita de Sadat. Mesmo durante os meses de difíceis negociações, nós nunca perdemos o foco de nosso tão ansiado sonho.

Hoje, a mesma esperança existe, mas experiências amargas têm nos tornado mais cautelosos. Em 2000, nas negociações de Camp David, os palestinos tiveram a chance de finalmente terminar o conflito, mas Arafat rejeitou as propostas e lançou a segunda Intifada, que custou milhares de vidas israelenses e palestinas.

Naquele mesmo ano, Israel saiu completamente do Líbano para ser recompensado, em 2006, com 4.000 mísseis do Hizbollah lançados contra suas cidades no Norte. Em 2005, fez o desengajamento unilateral de Gaza, mais uma vez retirando famílias israelenses de seus lares. Nós tínhamos a esperança de que esse passo daria aos palestinos uma oportunidade de pacificamente plantar as fundações de seu Estado. Em vez disso, testemunhamos o crescimento do extremismo do Hamas e de disparos de foguetes contra o Sul de Israel.

Apesar desses acontecimentos, o governo de Israel sempre terá o apoio da população para fazer a paz, desde que os israelenses acreditem que o resultado será a paz genuína. Sadat, por ser o primeiro líder árabe a reconhecer Israel, perdeu sua vida. Anos depois, o primeiro-ministro de Israel Rabin deu sua vida pela causa da paz iniciando o processo de Oslo. Esses líderes sabiam que sua responsabilidade em relação ao futuro de seus povos era o mais importante.

Israel sempre fará a paz quando o outro lado decidir abandonar o caminho da violência e seguir o caminho das negociações. Durante o processo de Oslo, apesar de suas promessas, Arafat nunca abandonou a violência. Esse foi o motivo principal pelo qual o processo de paz com os palestinos falhou durante sua liderança e a verdadeira explicação de sua recusa em aceitar as propostas feitas por Israel. Da mesma forma que Sadat foi assassinado por fundamentalistas islâmicos por fazer a paz com Israel, hoje em dia os radicais estão tentando acabar com qualquer chance de paz com os palestinos.

O Hamas, apoiado pelo Irã, rejeita todas as negociações de paz por uma questão de princípios e continua comprometido com seu objetivo de destruir Israel, sendo assim uma barreira para qualquer chance de paz, condenando os palestinos a um futuro de conflito constante e o domínio do fundamentalismo. As negociações diretas têm provado ser a garantia para o progresso. Os tratados de paz com o Egito e a Jordânia são a prova de que os líderes árabes desejam conversar diretamente com Israel. A paz é possível. A pressão externa não influencia as políticas de Israel em relação à paz. Ainda assim, quando existe uma chance para a paz, a pressão interna é mais do que suficiente. Para uma democracia como Israel, a confiança pública nas negociações de paz é crucial.

Os israelenses acreditam que a paz verdadeira pode ser obtida com os palestinos e outros vizinhos. Apesar das presentes dificuldades, os israelenses sonham que logo outro líder israelense se levantará ante o mundo e repetirá as palavras de Begin na cerimônia de assinatura há 30 anos: "Não mais guerra, não mais derramamento de sangue, não mais luto, paz sobre vocês, "shalom", "salaam", para sempre".
Entrevista - Giora Becher: 'Paz está acima da política partidária
Publicado no Jornal “O Estado de São Paulo” de 13 de março de 2009

Por: Roberto Lameirinhas

Entrevista -
O sr. crê no avanço no diálogo com os palestinos, mesmo sob um governo israelense formado por partidos de ultradireita e religiosos?


O objetivo da paz tem pouco a ver com partidos, mas é um desafio do povo israelense há 60 anos. Não há discordância na sociedade de Israel sobre a necessidade de paz - paz com segurança e justiça. As divergências são sobre o caminho a perseguir para alcançá-la. Por isso, não tenho dúvidas de que chegaremos a uma fórmula para desbloquear esse diálogo.

Até que ponto Israel estaria disposto a ceder para obter um acordo definitivo com os palestinos?

Há pontos sobre os quais evidentemente estaríamos prontos para fazer concessões para chegarmos à paz. Creio que tudo está sobre a mesa, mas não acho que seria oportuno, em meio a negociações, expor esses pontos antecipadamente. Já houve conversas antes sobre temas como os assentamentos da Cisjordânia, Jerusalém Oriental, etc. Israel pode voltar a conversar no futuro.

O sr. acredita num acordo com a Síria em curto prazo?

Ainda não sei bem o que pode significar a expressão "curto prazo" para nós. Para mim, esses últimos 60 anos foram um prazo curto (risos). Mas uma paz com a Síria deve passar necessariamente pelo fim do apoio a organizações terroristas, como o Hezbollah e o Hamas, que pregam a destruição de Israel e têm bases em Damasco. Mas acredito no sucesso de um processo de paz com a Síria, apesar de não saber quanto tempo ele pode durar.

Como o sr. vê a disposição do governo dos EUA de abrir canais de diálogo com Irã e Síria?

Bem, são coisas diferentes. No caso da Síria, apesar dos apoio que o país dá a grupos terroristas, nós estamos prontos para favorecer essa aproximação. Já no caso do Irã, o certo é que os EUA compartilham de nossa posição de que eles não podem ter armas nucleares. Qualquer aproximação deve levar isso em conta.

Israel é o único país a ter um acordo comercial com o Mercosul. O sr. teme que a entrada da Venezuela no bloco complique esses laços?


Espero que não. Nossas relações com o Mercosul sempre foram excelentes e os laços com a Venezuela, historicamente, sempre foram bons também. O que esperamos é que a política venezuelana para Israel mude (O presidente Hugo Chávez expulsou o embaixador israelense em resposta ao ataque à Faixa de Gaza, iniciado em dezembro). Nos preocupam os últimos ataques à comunidade judaica venezuelana e acreditamos que o discurso do presidente Chávez dá vigor a essas ações antissemitas.

Uma indigestão na Havdalá

Assim dizem nossas paredes.E a tenue linha entre amizade,limites e desacatos
As vezes nossos amigos tomam rumos distintos.Ou nós deles.
E como uma voz nos surge e diz "Vale sacrificarmo nos por amigos, mas jamais deixe os tomarem-no como um fardo.Se isto, eles deixarão tão logo de serem seu amigo e parte de seu mundo,porque de uma distancia criada por uma razão não natural é que se dará uma barreira a ponto de parecerem jamais conhecidos"

A mesma continua: "Escute,Escute. Não deixe de os escutar ,sabe-los, ajuda-los ,estar presente o quanto possivel.Mas há um limite moral entre a imposição e desacatos de um ente ,mesmo que próximo seja,mesmo que por razões existenciais de ambas as partes,até ao abuso.Quem sempre concorda não ensina.Quem sempre se desculpa alimenta a duvida.Então,nada mais comente.Não escarneie.Jamais deseje engano.Pelo de bom do passado,apenas silencie.E se puder ajuda-lo,não atrapalhe.Ajude -o, mas não diga você ter sido"
Idéias de Pirkei Avot

Andrea Doria
Legião Urbana

Às vezes parecia que, de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo,
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais:
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro.

Mas percebo agora
Que o teu sorriso
Vem diferente,
Quase parecendo te ferir.
Não queria te ver assim -
Quero a tua força como era antes.
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada.

Às vezes parecia que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto,
Até chegar o dia em que tentamos ter demais,
Vendendo fácil o que não tinha preço.
Eu sei - é tudo sem sentido.
Quero ter alguém com quem conversar,
Alguém que depois não use o que eu disse
Contra mim.

Nada mais vai me ferir.
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada que eu segui
E com a minha própria lei.
Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais,
como sei que tens também"

Não ha erro seguir anônimo,
Não há erro em seguir admirando
Melhor talvez como anônimo...