4 sep. 2007

Versos fotográficos


(mimico francêsMarcel Marceau)
Flores?Nem sempre são recomendaveis.Nem sempre são aceitas por Aquela

Os versos saem obscuros ,por que de uma voz quase inaudivel.
A prisão de teus olhos que me atiçam, ah enquanto respiro já bem pouco.Mas libertar-me?Ah não ouso.

Por que tão longe voaria?Só para causar-me engano? Mas também para quê respirar se ,ah o meu tempo é pouco .Só para ter certeza que é impossivel ser feliz neste mundo?

Não te quero senão porque te quero
E de querer te a não querer te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo

Te quero só por que a ti te quero
Te odeio sem fim ,e odiando-te rogo
E a medida de meu amor viageiro
E não ver -te e amar te como um cego

Talvez consumirá a luz de Janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro
Roubando- me a chave do sossego

Nesta historia só eu morro
E morrerei de amor por que te quero
Porque te quero ,amor a sangue e fogo

Quantas vezes amor te amei sem ver-te e talvez sem lembrança
Sem reconhecer teu olhar sem fitar-te
Te amei sem que eu o soubesse e busquei tua memória
Nas casas vazias entrei com lanterna a roubar teu retrato
Mas eu já não sabia como eras

De repente
Enquanto ias comigo ,te toquei e se deteve minha vida
Diante de meus olhos estavas ,regendo- me ,e reinas
Como fogueira nos bosques ,o fogo é teu reino

Antes de amar- te ,amor nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas
Nada contava, nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava

E conheci salões cinzentos
Túneis habitados pela lua
Hangares cruéis que se despediam
Perguntas que insistiam na areia

Tudo estava vazio ,morto e mudo
Caído, abandonado e decaído
Tudo era inaliavelmente alheio
Tudo era dos outros e de ninguém
Ate que tua beleza de dádivas
Encheram -me o outono...