15 jul. 2009

Africa -Neocolonialismo e Modernidade - I

(para alunos Educom/Anil)

Em 1884 as potencias europeias se reuniram no congresso de BerlimEn 1884 las potencias para tentar impor sua ordem ' ao caos e as tensoes que existiam entre as mesmas,repartindo assim entre as mesmas , quase todo um continente, a Africa.Em 1898 seria o ano decisivo para uma chamada pax britanica .Tanto Portugal como França ansiavam lograr uma continuidade territorial em suas colonias com uma linha leste/oeste , do Atlantico ao Indico: a ´primeira ligando Angola a Moçambique, no que ficou conhecido como o mapa cor de rosa.Os franceses deviam alcançar o porto de Djibout sobre o Mar Vermelho e com seus vastos territorios da Africa Ocidental e Central ,que se esparramava do Senegal ao Sudao. O grande S britanico ,norte /sul , entre Cairo e Cabo precisamente interceptava estes planos.

Uma pequena geurra fria se desencadeou entao, quando portugueses foram intimados a abandonar suas pretensoes sobre o que seria a Rodesia e as forças francesas tiveram de deter se no Sul do Sudão.A evoluçao da zona sul do continente mostrou talvez um dos poucos casos de uma guerra civil entre brancos.Em sua luta contra Napoleao, Londres tomou novamente o enclave de El Cabo, em 1806 ,e empurarrando para o interior os colonos holandeses assentados na regiao desde o séc XVII e entao aliados dos franceses.

Os boeres africaners estabeleceram republicas entao no interior.Orange e Transvaal, que entre 1899 e 1900 mantiveram uma feroz resistencia de guerrilhas.E que custou a Inglaterra quase 22 mil mortos ,de um total de 70 mil, sendo 20 mil de nativos negros.Os ingleses nao somente vieram em favor da honra militar e assim arriscaram se senao bem como empregaram taticas que seriam usadas na primeira guerra mundial.,tecnicas modernas e formas de controle social e confinamente, campos de concentraçao para civis.A partir e entao o predominio branco sul africano influiria em toda a região:chega a ser baluarte anti comunista na guerra fria,intervem nas guerras civis de Angola e Moçambique, apoia a vitoria de 250 mil brancos rhodesianos sobre 4 milhoes de negros em 1965, invade aNamibia e esteve presente em quase todo continente via traficantes e mercenarios de guerras.

Entre 1885 e 1908, o Estado Livre do Congo, do rei Leopoldo II de Bélgica em nome do comercio livre , da evangelizaçao e da filantropia de seus habitantes criou o maior campo de trabalho forçado privado da historia. E talvez a maxima premoniçao de um Estado presente somente para a ganancia. Peter Forbath en seu livro , río Congo, nem deixa duvidas: O Congo não havia passado a ser uma colonia da Belgica, havia se tornado um imenso campo de trabalho escravo do séc XIX.E cita a um jornalista estadounidense que disse que entao "Leopoldo II era dono do Congo igual ao que Rockefeller ,dono da Standard Oil". Alí foram escravizados ,mutilados e exterminados mais de 10 milhoes de africanos que trabalhavam na extraçao do marfim e da borracha.O lúgubre explorador Henry Morton Stanley foi mão direita do rei nesta empreitada e Joseph Conrad, Mark Twain y Arthur Conan Doyle, junto a varios missionarios protestantes, participaram da primeira grande campanha pelos direitos humanos e contra esta exploraçao

Os africanos foram muito provavelmente os primeiros a conhecer as metralhadoras de repetiçao, a guerra quimica ,e ate bombardeio aereo que a conquisa espanhola empregou durante a conquista do Marrocos. O sistema britanico de governo indireto nao so aproveitou senao em muitos casos acirrou diferenças entre os colonizados ou em casos, inventou estas discrepancias.Muitos dos conflitos"étnicos" ainda recentes como entre hutus y tutsis, deven ser analizados dentro desta mecánica de "artificialidade" herdada de um sistema gestor de desequilibrios.

Armando Aguiar.

2 comentarios:

Anónimo dijo...

valeu fessor

Anónimo dijo...

exploracao e racismo ainda hoje!