18 feb. 2009

Eleições Israelenses -Pragmatismo Pluralismo e perspectivas

Reescritura do artigo



Israel, sempre Israel!Chaim am Israel!

Logo do 'Meretz-Yachad' -My Party.Um partido da esquerda ideologica Israelense.

1-Israel -Pragmatismo e pluralismo nas eleições

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Falar dos resultados das atuais eleições israelenses traz a tona uma serie de comparações pragmaticas que sucederam ao longo das eleições brasileiras, até a vitória do Partido dos Trabalhadores em 2002. Mas lá, a esquerda vive em sua fase de descenso.Frente ao pragmatismo de boa parte do eleitorado israelense, bem como da guinada a um centrismo ideológico do maior partido de esquerda israelense, o HaAvodá, restou pouco para dizer o que seja esquerda progressista israelense.Porém nada é tão simples para como fazem os duros críticos a Israel, vincularem com adjetivos os resultados como ' de uma crescente fascista' israeli. E veremos por que:

Em meio a partidos como o Shas- religioso e sefarad, o Comunista israelense , Hadash,no qual muitos afiliados também são árabes israelenses,Meretz –Yachad , da esquerda (resumido agora a três cadeiras) e alguns muitos partidos minúsculos ou curiosos como os que defendem a legalização da maconha, religiosos ortodoxos de esquerda, dos aposentados, tivemos por fim a vitoria do Kadima, com infima vantagem sobre o direitista Likud de Benjamin Netaniahu. Todavia, ainda assim ,sob excelsas criticas de analistas do Haaretz e intelectuais da esquerda israelense, vale frisar que por maiores problemas que Israel possa ter, sua democracia tem de ser defendida, bem como que, apesar da Direita sair vitoriosa, há receios do eleitorado que votou a favor do Kadima, em relaçao ao Israel Beitenu de extrema direita nacionalista.

E uma vez mais, embora enfraquecido do ponto de vista de obter cadeiras no Knesset, o Haavoda estará como sempre na lista de partidos de Coalizão.Ao menos é o que se espera ,por que analisar eleiçoes em Israel não pode se resumir ao embate histórico entre Direita e Esquerda, mas sim, a propria vitalidade que há desta dinamica para com a politica externa israelense,a necessidade de sobreviver em meio a crises e ameaças constantes.Isto por que no mais Israel é um pequeno pais, cercado de temores, a medida que, não cabe ocultar possiveis excessos, mas também frisar a legitimidade de sua existencia , o direito de pais ,lar para o povo judeu, e por assim constante interesse para solucionar uma questão a qual não apenas depende do esforço e conversação dos israelenses. Não apenas!



Com a vitória apertada do Kadima, a chance de o partido de Livni formar uma coalizão
de união nacional é alta. Isto garantiria a formação de um governo de centro-direita liderado por Bibi" e que teria grandes dificuldades em controlar uma coalizão direitista englobando partidos seculares e religiosos. Se esse for o caso, nos assuntos relacionados aos palestinos, e talvez tenderá a favorecer relações próximas com a Jordânia, com vistas a estabilizar ao máximo a situação política interna e provocar uma pronunciada melhora na economia palestina.

O partido Israel Beiteinu ("Israel é nosso lar") obteve 15 das 120 cadeiras do Parlamento, atrás do governista Kadima, que conseguiu 28 assentos e do Likud, com 27superando também o Partido Trabalhista,HaAvoda, fundador do Estado de Israel, que ficou com 13 cadeiras.

Com isso, toda a atenção se voltou para Ivet (Lieberman) que poderá definir quem será o próximo primeiro-ministro de Israel e qual será a linha política da nova coalizão governamental.

Sem contar as 15 cadeiras de Lieberman haveria um empate entre o bloco de partidos de centro-esquerda, que obteve 50 cadeiras, e o bloco da direita, extrema-direita e ultra-ortodoxos, que conquistou exatamente o mesmo número.Nos últimos dias, tanto Tzipi Livni, como Byniamin Netaniahu, se encontraram com Lieberman e pediram sua recomendação junto ao presidente Shimon Peres, para que os nomeie como líderes da futura coalizão governamental.A recomendação de Lieberman pode ter uma influência crítica sobre a decisão do presidente, pois ele deverá nomear o candidato que tenha as maiores chances de receber o apoio de pelo menos 61 parlamentares.

Quanto ao HaAvodá, que já teve David Ben Gurion no comando,podemos observar que vem perdendo espaço desde o final da década de 1960. O declínio se acelerou sob o governo de Ehud Barak, que, além de não resolver os problemas com os palestinos, vem sendo investigado pela polícia israelense por um suposto caso de corrupção.

Grande icone da esquerda ideologica,o trabalhismo estabeleceu os acordos provisórios de paz com os palestinos na década de 1990, sob a liderança de Yitzhak Rabin, assassinado em 1995 por um nacionalista Igal Amir, e Shimon Peres, hoje presidente de Israel (um cargo protocolar). Vale ressaltar que em Israel o que vigora é o parlamentarismo – o premiê é quem tem o principal cargo.

A importância da esquerda israelense sempre marcou o espaço de disputas do pais. Anterior a criação do proprio estado,sua ideologia já marcante através da presença dos kibutzim,que nos serve como exemplo da montagem de um Estado não pautado sob uma ótica colonialista como ousam criticar a formação de Israel. Alias, Israel foi o pais que exemplarmente ainda quando recem formado fez questão de controlar ou mesmo aprisionar seus radicais, tais como fez com os grupos Stern e Irgun. Do operariado das primeiras décadas do séc XX ao governo de Golda Meir, passando por inumeras crises e guerras e pautou-se em lutar por um modelo de bem estar, mais humana, mais participativo e distributivo, mais inclusivo e que harmonizasse com os valores judaicos de justiça e bem estar social.

Atualmente a esquerda disputou com Barak as eleições.Primeiro-ministro em 1999-2001, Barak retirou as tropas israelenses do sul do Líbano e estabeleceu um diálogo, sem sucesso, com a Síria e os palestinos. O erro foi a propria incursao pois o desgaste com a propria opiniao interna foi ainda maior do que quando pressionavam o a tal ação.E ai começa a chave da questão do 'fracasso' nas urnas.Muitos especialistas apontam que o eleitorado entendeu que o problema do partido trabalhista israelense deriva da inadequação de Barak para a liderança de um partido esquerdista. Seria o fato de que a politica dos trabalhistas está impopular porque tem o líder errado,uma vez que as inclinações de Barak são centristas demais para um partido à esquerda do centro. "Talvez ele devesse estar no Kadima ou no Likud", alfinetou um cientista politico israeli .

Já o Israel Beiteinu de Lieberman tinha apenas 4 cadeiras no Parlamento quando foi fundado, em 1999. Com os resultados apertados e um intenso jogo de barganha política em andamento para a formação de um governo , as análises agora recaem sobre como uma maioria de direita no parlamento israelense.A grande dúvida é se o partido centrista Kadima ,da chanceler Tzipi Livni, aceitaria deixar o posto de premiê para Bibi *Byniamin Netaniahu, que possui melhores chances de formar uma coalizão com a ultra-direita e com partidos religiosos. A guinada à direita na distribuição de assentos do Knesset, segundo Pinhas Inbari -pesquisador político israelense, jornalista e especialista em assuntos árabe palestinos da Universidade Hebraica de Jerusalém, agrada os governos árabes e pode representar uma ameaça ao Irã.

"Pode parecer paradoxal, mas os árabes preferem uma coalizão de direita. Por um lado, eles calculam que um governo de direita pioraria a imagem israelense no exterior, enfraquecendo as posições de Israel em suas relações internacionais. Por outro, crêem que um governo direitista não necessariamente agiria em coordenação com os EUA e poderia optar por atacar as instalações nucleares do Irã, o que seria um alívio para muitos governantes árabes", explica

Segundo ele, é justamente no plano iraniano que diz poder haver maior probabilidade de uma alteração política. Um governo liderado por Tzipi Livni, ou que inclua o Kadima e a mantenha no posto de ministra das Relações Exteriores, tende a privilegiar a via diplomática e uma estreita coordenação com os americanos. Já um governo que inclua a extrema direita de Avigdor Liberman tem maior propensão a ignorar a posição dos EUA e pode atacar o Irã de forma isolada. O pesquisador afirma que mesmo se isso ocorrer, o Irã ainda pensará duas vezes antes de revidar o ataque de Israel. "Não é do interesse deles, mesmo que tenham seus reatores nucleares destruídos, travar uma guerra. O Irã depende de seus campos de petróleo, que são extremamente vulneráveis. Qualquer ataque a estes campos arrasaria a economia iraniana por décadas".

Inbari diz ainda que o novo governo não deve resultar em alterações quanto à questão síria. A questão das colinas do Golan,ocupadas por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, é relativamente simples de ser resolvida, porque para a Síria, o retorno do território é muito mais simbólico do que estratégico, já que os equipamentos militares atuais superaram a vantagem que a altitude da região representava algumas décadas atrás. Pinhas Inbari diz que para a Síria, recuperar a influência no Líbano tem um peso muito maior do que reaver o Golan. "O Líbano representa efetivamente prestígio e poder político, militar e de barganha para a Síria. E para alcançar isto há que ocorrer um estreitamento das relações da Síria com o Irã, o Hezbollah e o Hamas. Para a Síria seria muito pouco interessante obter de volta o Golan em detrimento destas relações e de sua influência nos assuntos libaneses".

Quanto a Fatah ,ele crê na ascensão do Fatah em detrimento ao Hamas, que já está desgastado após a última guerra em Gaza". Ja sobre os EUA este tem muitas preocupações em relação ao Oriente Médio e, por agora, é melhor uma ação coordenada que estabilize a ANP e reprima grupos extremistas e terroristas, gerando uma possibilidade real de negociação de paz".

Como nada é tão simples, uma letra belissima de Shimi Tavori, para metaforizar o pragmatismo complexo dos resultados obtidos!

MAH KARAH

Hayinu yachad shneinu zug yonim
idilia shekazot bamishpachah
vekachah zeh nim'shach,
zeh nim'shach harbeh shanim
ad sheyom echad hi kamah vehalchah.

Mah karah mah karah mah karah
nesovev et hagalgal bechazarah
lemakom she'hu yigash
sham nat'chil shuv mechadash
bo el kav hahat'chalah.

Pa'am nishbe'ah li emunim
ein li ish acher levad mimech
lachashah li be'oznai velitfah et hapanim
ufit'om parsah k'nafaim uvarchah.

Mah karah...

Lamah hi halchah lo ed'a
et kol chayay natati bishvilah
im yesh sikui katan vehatikvah lo avudah
hi tavo veshuv nat'chil mehat'chalah


Já no Brasil os tambores rufam! A corrida para 2010 já começou.E os ataques ao governo , bem ,não podem esperar o ano eleitoreiro. A nova é 'A Veja'que ja elege seu candidato , Jarbas Vasconcelos do PMDB.Com tipico moralismo de porão...

B'H.Chai Am'Israel
Trabalho, Terra e Liberdade.

1 comentario:

Anónimo dijo...

A VERDADE QUE O ISRAELENSE QUER MAIS QUE PAZ E SEGURANÇA ALGUMA CERTEZA POR QUE ATE ENTAO QUE ME PERDOE OS TRABALHISTAS NAO CONSEGUIAM RESOLVER BEM AS COISAS. INFELIZMENTE UM ULTRA DIREITA QUE DEU UMAS IDEIAS MALUCAS E BEM, MESMO ASSIM NAO GANHOU EM PRIMEIRO OU TEM UNANIMIDADE.



APESAR DE TUDO ACHO QUE ISRAELENSE SABE VOTAR MELHOR QUE BRASILEIRO. SAO PAULO ESTA UMA BADERNA. JOSE SERRA E UM DETRUIDOR DO SERVIÇO PUBLICO E O QUE ESCUTO AI DO RIO SOBRE O CABRAL E AGORA O PAES NAO É MOLEZA. AQUI O PREFEITO DA CAPITAL, O KASSAB, RIDICULO. TERCEIRIZA A TUDO, TEM SUPERFATURAMENTO DE COMIDA ATE DE ESCOLAS, ENFIM

ABRAÇO MEU AMIGO JUDEU

MARCOS