18 feb. 2009

O Bozo da Globo

Mais abaixo um texto sobre o tipo de critica que comumente vê se na midia brasileira. O padrao de criticas que é tido atraves da desclassificaçao de quem se discorda. Sem contar a amostragem de um ranço anti popular, classista, de cima para baixo, um metodo de ventriloquo, crendo se mais etico, justo, culto e digno de pensar sobre o país. Aqui trata-se do palhaço Bozo global . sob a amostra de que a corrida eleitoral ja se iniciou, ele e seus lacaios pensam as instituições assim: o Parlamento, a Justiça, a Democracia, a Soberania Nacional, a Imprensa só prestam se pensarem exatamente como eles pensam. A marca autoritária é desse tamanho e contamina a inteligência nacional, comprometendo o seu futuro.

O comentarista fala em “honestidade” como um ladrão que é pego em flagrante. Afinal , é honesto não ler os números? É honesto esconder que a quantidade de brasileiros com ensino superior dobrou no governo Lula? É honesto esconder que a inclusão digital elevou em 200% o número de brasileiros com acesso á internet? É honesto menosprezar programas sociais abrangentes, como o Bolsa Família ou os avanços na área de saúde, como o controle da AIDs e o avanço das pesquisas com célula tronco? É honesto empanar os avanços reais do país nos últimos anos? O mesmo que na TV é só um reflexo de sua própria laia, seguindo a rotina irresponsável de agendar o governo, discriminar movimento social (exemplo- trata o MST como “marginal” e “bandido” e as guerrilhas de esquerda como “terroristas”) e vender a imagem de um país ingovernável, onde tudo de ruim é atribuído ao governo, a Lula, enfim, a “esses representantes dos pobres que tomaram de assalto o país”.

O Bozo



Era uma figura carismatica a muitas crianças, mas a outras causava terrivel medo. Não poderia ser diferente:Um adestrado, com os olhos marcados de rímel, boca pintada por um leve batom cor de pele, que fala durante alguns segundos no Jornal da Globo, produz comentários radiofônicos desvairados e escreve sobre absolutamente tudo em artigos de, no máximo, sete parágrafos.

Ele convenceu-se que, por estar ali no olimpo das nulidades, tem um mandato para pronunciar-se em nome do “povo”. Na quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009, escreveu um de seus textos exemplares e deu-lhe o nome de “Lula é difu”. Eivado de preconceito de classe, é um texto deprimente. E revoltante.

Ele inicia suas mal traçadas linhas desvencilhando- se da maioria do povo: “O presidente de vocês - daqueles que o elegeram, daqueles que compartilham a sujeira com ele, daqueles que o acobertam na mídia, daqueles que batem palmas, que se ajoelham, que se vergam em busca de recursos e desinformação, daqueles que lhe dão 70% de aprovação, chegou ao seu nível moral mais baixo, abaixo até do ponto de ebulição do álcool!”

"Vocês" somos nós, o povo, a ralé. Ele não faz parte dessa malta ignóbil. Ele compõe um outro grupo: as elites bárbaras que destruiram o país, que entregaram nossas riquezas, que destruiram o meio ambiente, que limitaram as liberdades políticas, que produziram o descalabro da desigualdade social e da violência.

O comentarista segue em sua sanha de tucano desencantado com a popularidade do operário presidente: “Nada está abaixo do Lula. O Lula do “sifu”, do “porra”, do “cacete”, “sabe”, se colocou em uma posição inferior, não como presidente da República, mas como gente mesmo. Se o álcool não lhe trava a língua nem o faz escolher palavras do seu enorme minidicionário, o que sabemos que o álcool não faz com ninguém, ainda assim existem os assessores, “aspones”, e toda a sorte de lacaios pagos a peso de ouro para vigiar e reparar o rei nudista, descuidado, impregnado de falsa santidade, que se acha um profeta sábio a dar lições de moral aprendidas no PCC a presidentes eleitos, como Barack Obama. Lula tem carreira, tem trajetória, tem currículo e folha corrida de safadezas verbais e não-verbais. A linguagem chula é a sua primeira natureza. Lula, o pele vermelha e calórica, é isso há muitos anos.”

A incontinência verbal (verborréia) de Jabor associa-se de maneira linear à sua vulgaridade intelectual, desmedida, que se expressa em rotundas bobagens cafonas como “sexo é uma selva de epiléticos” - que graciosamente Rita Lee musicou com uma melodia melosa e auto-plagiada fazendo de Jabor um "letrista", o que está longe de fazê-lo um letrado.

Sabe-se que Jabor é um homem de direita, embora no Brasil os direitistas finjam ataque cardíaco quando são revelados como verdadeiramente são. É de Jabor, por exemplo, a opinião de que o governo militar brasileiro deixou um legado de "bons" exemplos. Segundo ele, a "complexidade lenta da democracia está a nos trazer saudades do simplismo velho de guerra". Velha de guerra é a tortura praticada pela ditadura que lhe produz saudade, sr Jabor, a mesma que tirou a vida do jornalista Vladimir Herzog (1937-1975), assassinado covardemente na cadeia onde encontrava-se preso por "crime de opinião" (ou seja, por divergir da ditadura) e que perseguiu milhares de brasileiros (dentre os quais o atual presidente do país), enquanto o "cineasta" desfilava nos gabinetes públicos angariando e obtendo patrocínio oficial para suas películas esquecíveis.

Jabor não é apenas um direitista sem caráter; é um fracassado que ataca Lula porque vê nele um sucesso “imerecido”; pobres e trabalhadores foram feitos para sofrer e trabalhar. Governar é outra história. Afinal, um homem do povo, com uma linguagem inculta, ter a popularidade que Lula têm, ou a aprovação internacional que faz do presidente do Brasil uma das vozes mais ouvidas do mundo... Ah, isso tudo deve cansar a beleza de Jabor, o Bozo do Jornal da Globo, que com gestos delicados e ênfase de botequim verbaliza opiniões emprestadas de livros de auto-ajuda ou mesmo coletadas em pesquisas escolares encontradas nos mecanismos de busca da internet.

Cineasta apadrinhado dos governos militares, fracassado em sua profissão de origem, Jabor tem inveja e a inveja o cega. É o retrato de uma sub intelectualidade de direita que não encontra mais lugar no mundo, mas que permanece na mídia, esse anti-mundo que quer ser mundo transferindo sua opinião e preconceitos para o público, contaminando- nos com suas opiniões manufaturadas e de segunda-mão.

Não fosse a idiotice galopante evidente, o ódio de classe e o despeito ululante já desqualificariam Jabor por frases como a seguinte: “Pior do que imoral Lula é ilegal. Lula é um vício de origem. Os que dele se acercam devem saber disso. Se sabem, são viciadores também.”

Jabor deve entender bem de vícios e viciados. Viciou-se, ele próprio, no dinheiro fácil que ganha para ser o porta-voz da direita brasileira, lugar que ocupou quando Paulo Francis, outro dandi direitista, morreu em Nova Iorque - porque morrer no Brasil é muito tedioso.

O Bozo da Rede Globo - é incrível a semelhança com o conhecido palhaço - fala para sua tribo: as viúvas da ditadura, do governo entreguista do PSDB; a direita do ex-PFL, os que acham que todo esquerdista é terrorista e que todo operário é ignorante; os que querem acabar "com a raça" do PT. Imagine um partido inteiro de operários, de trabalhadores? Isso deve dar alergia em Jabor. É por isso que insiste em dizer que Lula está deixando o povo brasileiro com a sua cara, “a sua fuça, a sua carantonha vulgar e baixa”.

O preconceito não se disfarça, não se quer esconder, ele quer se escancarar, sair do armário, mostra-se nu: “A nossa tão propalada macunaimidade era regional, pontual. Com Lula ela virou instituição nacional permanente. Não é para isso que trabalha incansavelmente a Saúde/Educação do imoral Temporão e seu pênis pedagógico?”

Aqui, o anti-fálico fala do uso de pênis de borracha para ensinar jovens estudantes a utilizar a camisinha corretamente, com o intuito de prevenir a gravidez na adolescência, uma verdadeira epidemia nacional que, para Jabor, não existe ou se existe é “moral”. Jabor não gosta de pênis de borracha e atribui sua existência a Lula e a Temporão.

“O povo pode parecer com o Lula, mas ainda não é o Lula”, comemora Jabor. Eu diria que infelizmente o povo ainda não é Lula, mas será, porque caminha para ser protagonista, como Lula se tornou, saído da pobreza, da miséria, da vicissitude que Jabor nunca conheceu.

O povo, como Lula, ainda pode lavar a cara todas as manhãs, não para tirar “a sujeira”, como sugere mister Bozo, vendilhão de opinião, que babava o ovo de FHC e agora faz todas as críticas do mundo ao governo e ao Estado, como se o Brasil tivesse sido inaugurado por Lula e pelo governo do PT e todas as mazelas não existissem antes de 2002.

Sim, o povo lava a cara ao despertar de um novo país, que mesmo diante de uma crise internacional que joga a economia de gigantes no chão, sobrevive apontando para um crescimento econômico impensável em tempos amarelos.

Jabor é o “serial killer” do pensamento, com sua vulgaridade de orelha de livro e filosofia aprendida em livros como “A revolução dos campeões”.

É o personagem central de um tipo de jornalismo feito por leigos ignorantes, personagem central dessa quadra de desonra inaugurada na vênus platinada, núcleo central da baixeza da vida nacional e que quer ditar a política do país.

A honestidade de Jabor é querer transformar sua opinião vulgar e desprezível em orientação moral e normativa de um país inteiro. Afinal, ele deve estar mais certo que a maioria, a quem quer indicar o caminho, liderar, transformar seus 30 segundos de diarréia mental noturna em dogma máximo da direita no Brasil.

Lá no olimpo do retrocesso onde produz suas crônicas, Jabor pensa que somos todos idiotas, que não pensamos, que precisamos dele para orientar-nos no mundo. Somos todos cegos diante da luz de Jabor, o infame.

Tomado pela vaidade, o comentarista não vê seu pequeno lugar no mundo. Ele não é exemplar a não ser por seus fracassos. Não indica o caminho a não ser para os que, como ele, têm miolo mole e fingem que estão ouvindo em sua palavra frouxa uma orientação divina. O ex-cineasta fala para o espelho e, felizmente, não há uma legião dos infames a segui-lo; sua opinião é, cada dia que passa a opinião da marginalia minoritária, solitária, saudosa dos tempos em que o país vivia de joelhos para o FMI e, seguindo as orientações do Tio Sam, caminhava para o precipício.

Jabor se acha “pop” e “extravagante” . Mas é só uma nulidade, um pequeno fascista, incapaz de fazer de si exemplo do que quer que seja, algo que não seja a recorrência da doentia boçalidade da burguesia e da ignorância das velhas elites conservadoras.

Engana-se quem pensa que essa adesão ideológica é gratuita. Jabor não é demente ou um louco corajoso. Não amarraria em si uma bomba para justiçar o mundo. Jabor é tucano por adesão bancária. Suzana Villas Boas, esposa de Jabor, presta serviços ao governador e candidatíssimo José Serra (leia em http://quem. globo.com/ edic/100/ karen.htm) e, recentemente, realizou uma festa de pré-lançamento do tucano à sucessão de Lula. Até a revista "Veja" estranhou os festejos fora de hora, decrevendo o evento assim: "Quase 300 pessoas se reuniram na casa do cineasta Arnaldo Jabor e da produtora Suzana Villas Boas para uma festança: a comemoração de três meses – isso mesmo: três meses – do programa de televisão produzido por ela de um canal pago. No meio de tantos convidados que comeram, beberam e se esbaldaram na pista de dança até as 8 horas da manhã, um chamou a atenção: o candidato a presidente José Serra. "Ele foi porque é muito nosso amigo e é nosso vizinho de frente", diz Suzana, que, por coincidência, trabalha na campanha de Serra. "Até pretendo fazer uma festa para ele, mas esta não foi", garante a anfitriã. Que pareceu, pareceu."Serra é, para Jabor, o sabor do jabá de volta ao manjar do Alto de Pinheiros, bairro nobre paulistano onde se edifica a mansão jaboriana.

A festa inusitada realizada pelos globais e pela família dos produtores da campanha de Serra rendeu no site Observatório da Imprensa o seguinte comentário do jornalista Mário Augusto Jakobiskind: "que moral tem uma empresa jornalística como a Globo, que diariamente trabalha a notícia, de forma sofisticada ou não, sempre voltada para a defesa de um ideário que basicamente defende determinados interesses econômicos e políticos que favorecem a própria organização midiática? E esse respaldo se reflete também no apoio que presta a determinados políticos, sobretudo quando ocupam cargos executivos".

Posando de vestal na TV, na vida a parcialidade de Jabor é evidente. Quatro anos depois de criticar duramente o governo do presidente Lula pela compra do Airbus presidencial - que substituiu um avião que passava mais tempo em manutenção do que em uso - Jabor se esquivou de comentar a decisão da governadora do Rio Grande do Sul, a tucana Yeda Crusius, de também adquirir um jato para vôos internacionais.

Lula escreveu seu nome na história como um homem do povo que, por seus próprios méritos e pelo reconhecimento do papel do coletivo, colocou o país de pé e, definitivamente, na rota do desenvolvimento, distribuindo renda e incluindo socialmente milhões de brasileiros. Antes, dirigiu a construção do maior partido de esquerda do mundo ocidental, de uma das maiores centrais sindicais do mundo e fez de sua existência um exemplo para milhões de trabalhadores em todo o mundo. "Sim, nós podemos" não é o slogan de Obama. É a marca da existência do ex-metalúrgico que se tornou o presidente de maior aprovação popular de nossa história.

Jabor será lembrado talvez como o Bozo da Rede Globo, o bobo da corte, o que fala não o que lhe vêm a cabeça, sem medidas, como quer parecer, mas mimetiza o que a ideologia de seu meio, de sua classe, formula nos corredores escuros da periferia do poder, onde exalam seu milenar odor de enxofre. Sua fala sem regras se expressa não demonstra coragem, mas ignorância, uma vez que ignora que o Brasil, felizmente, é maior, mais complexo e mais importante que as instalações da emissora de Jacarepaguá que lhe empresta a voz.

O que ficará de Jabor é a afetação e seus textos precários e sem importância. Jabor é uma anedota viva, um sub-cineasta que faz de sua existência uma comédia ruim. Ao contrário do que pensa, Jabor não é o Lacerda do governo Lula. Aliás, é só o ventríloquo de suas próprias tripas.

1 comentario:

Anónimo dijo...

a foto do Bobo-Bozo Jabor ta irada!