3 mar. 2009

Violencia contra Movimentos Sociais: Agronegócio -Mídia- Coronéis X MST

Vidas Marranas:Compósito subterfúgio de observação do mundo.Hasbará,Recordações e Narrativas do que fez-se em esquecimento!Alguma verdade ainda existe em porões do silêncio,câmaras soturnas nos quais não passou a Grande História.Bem vindos.




Os Tipos de violência contra os movimentos sociais.



Terra ,Trabalho e Liberdade!"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim


Um verdadeiro escândalo, em que até o presidente Lula querendo ser diplomático, condenou qualquer uso de violência, se de militantes do MST ou de seguranças de fazendeiros no ataque ultimo em PE A todos e ao presidente: Sempre a violência é uma atitude para ser condenada, mas e se a violência é institucional, como ordenar uma ‘justa- justiça’ para analisar os fatos? A verdade é que pouco os canais de noticia enfatizam o quanto que antes e após o massacre de Carajás, já a uma década,que o MST, este movimento social, dos mais sérios e competentes deste pais, é discriminado e perseguido pela mídia. O caso em Pernambuco e a recente desmantelamento de escolas do movimento nas terras gaúchas mostra que se com ou sem forças ,tal como apelidaram o movimento ,os casacas vermelhas encontram inimigos visando um calcanhar de Aquiles.

Sobre os ataques esporádicos de usineiros, uso de força com abusos nada se diz. Em Pernambuco a manchete fora – ‘MST mata trabalhadores em Fazenda’. O cumulo do absurdo. Se houve excesso na ação (ou reação?) cabe ,sim, a punição dos que o mesmo cometeram, mas pelos exemplos de acontecimentos, não é absurdo que a policia técnica melhor aferisse e encontrasse outras provas quanto ao que de fato aconteceu .Por que o caso da morte de 4 seguranças de fazenda, cheira a legitima defesa,bem como, nunca foi novidade o fato de inúmeros fazendeiros fazerem usos de grupos armados para defenderem suas terras e bem como coibirem assentamentos ou Sem terras acampados e para isto sem distinguirem sem terra adulto, de sem terra mulher ou criança. Carajás ilustra ,mas muitos outros casos de menor repercussão mas que formam a coleção de cerceio a uma luta básica ,o direito pela terra.Do RS,passando pelo Pontal de Paranapanema –Sp as extensões do Centro Oeste ao Nordeste, alias, começo o questionamento quanto aos críticos do MST: boa parte legalistas em favor do direito a propriedade.Mas por não enxergam o quanto de terras deixadas ao sabor da especulação e de extensões de monoculturas em áreas antes florestais e em linha oposta os milhares de despossuidos da terra?

O Bem maior do individuo é seu trabalho e seus direitos individuais. Um valor burguês firmado e que muitas vezes imbui o homem na perda de seu valor como animal social,isto é, na luta para sua subsistência para além de sua individualidade ,mas à seu clã, grupo coletivo.A terra é a garantia de que ele irá se alimentar e fornecer sustento a sua prole.Mas ao que parece há um processo de emburrecimento opinativo ou estamos a beira de um achaque de reacionários. O que constantemente lê -se em Cartas dos Leitores do O Globo, em manchetes de Jornais ou noticiários da Tv é a pusilânime satanização dos movimentos sociais que não fazem parte do jogo de comercialismos do sistema, como o MST .MST não é uma logomarca, ONG ou coisa ,típica e vendávelmente bela ,’cheirosa’ aos olhares e sentimentos burgueses da malta endinheirada. Aos que estão em seus castelos, e longe do campo -la tierra del lobby do agro negócio,confortáveis assistem em seus sofás ao festival de FEBEAPA quanto ao que de fato acontece. E tornam-se facilmente cegos da realidade quanto ao panorama que urge uma reforma Agrária pro décadas e as lutas dos sem terra .E por assim ,ardorosos críticos e defensores de um moralismo que não sente fome ou tampouco conhece o suor do trabalhador do campo e por assim , de sua anomia burguesa, em defesa das extensões rurais com o mesmo argumento de quem defende sua propriedade e bens porque na mesma linha dispõem reivindicações urbanas e inúmeras vezes atém se em criticas contra a favelizaçao ,por que ameaçados de um 'esbulho' da valorização imobiliária,ou mesmo medo da plebe, que deveria permanecer intocada, párias em seus batustoes distantes.

Mas não é apenas a Vanguarda omissa, ou a desinformação perante a panacéia de mídia que opina ou olha torto. Do mesmo modo soa infame a postura de indivíduos como Gilmar Mendes e outros nomes de nosso quadro político e institucional em verborragiasque condenam o MST. Ao mesmo tempo, o presidente do STF chegou a conceder dois habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, em apenas 24 horas! Nos últimos anos a morte de lideranças do MST tem acontecido e até então parece interessante para muitos que assim se calam ou deixam-se no popular 'vista grossa', comemorando quando a época da prisão de uma das antigas lideranças do MST ,José Rainha, bem como , nas refutações aos discursos de Stédile .”oh , é um movimento stalinista” ,sempre repetiam e repetem. E quando o MST em ação,cada ação é um flash, a cada um flash , acrescenta-se a alcunha de baderneiros, violentos, talvez até ‘bárbaros’,por que distantes da civilidade eurocêntrica. Nas criticas vê-se até o uso de palavras de ordem militaresca ,como incursões dos ‘Sem terra’ como que um bando miserável, modernos farrapos a invadirem o santo antro da ordem burguesa. E assim estenderem-se até a infâmia de dizerem que o MST é o braço armando de partidos políticos de esquerda ou como ignorantes caluniarem-no de vinculos com as FARC e grupos reacionários , num típico mal ,’coisa de latino’, como estes desvairados eurocentricos muitas vezes exclamam.

Se há uma luta é por que a terra clama. Os séculos de coronéis, aos potentados modernos faz verte mais sangue e aniquila a força da gente, a plebe descamisada e sequiosa por um pedaço em que pudessem exercer sua liberdade e direito a suarem ao sustento de seus filhos. O MST tem ideologia. E ai o ranço em segregar o que vem de um segmento excluido , mas que politizado incomoda e muito.

Ridículo abrir os jornais ou assistir os jornais da Globo ou as notas de encerramento das edições de um outro noticiário televisivo.As opiniões a todo momento ou usos de cenas tem um intuito de criminalizar a todo tempo o movimento. E não apenas a falta de informação ou bom uso do jornalismo, mas o processo em que cada luta advinda de modo libertário e cuja liderança seja o próprio trabalhador, é desclassificada, escorraçada como que um bando de desordeiros fosse, a bem lembrar do que anda fazendo o governo gaúcho, desde a ação contra as fazendas de pesquisas de Eucaliptos da Aracruz Celulose. Se o MST existe, não é por vontade política de um grupo , é exatamente pelo contrário, por que desde existência deste país, urge uma política de assentamento agrário sério e que hoje encontra-se mais marginalizado por que rivaliza com os interesses do Agrobussiness.Na verdade, o embaraço surge porque a elite brasileira não permite ceder nada aos trabalhadores e aos camponeses brasileiros.Vejamos por que:

Para sobreviver, hoje o camponês precisaria de subsídio agrícola por parte dos governos e de autonomia em relação ao sistema de produção implementado pelo agronegócio. Atualmente, 92% dos grãos produzidos no país são de soja, milho e algodão e visam à exportação.Ou seja, 92% da safra do país o brasileiro não come. Isso quer dizer que o projeto do agrobussiness é produzir comida para o mundo, e não para todos, onde tenha necessidade, mas sim produzir o que as multinacionais querem e para quem possa pagar. A agricultura camponesa tem como princípio a diversidade. Se a pequena propriedade for na direção do monocultivo, ou ela agrega mais terra ou se esgota. É evidente que isso mostra que ela é inviável para a cultura de grãos em larga escala. Mas não é inviável para criar aves e suínos, café, cacau. Para a cana-de-açúcar ela é inviável para produzir etanol e açúcar em larga escala, mas não para produzir cachaça e açúcar mascavo .

Como li pelo APNB o MST que o ministro acusa de receber financiamentos e ninguém vem a público denunciar a benevolência desse mesmo governo com o agronegócio, que acaba contribuindo para a concentração de renda no país. Tem uma frase usada no campo que reflete bem a situação: “Nós somos caipiras, mas não somos burros!”


A História do MST

Primeiro foram os índios. Resistiram à escravidão branca, ao trabalho forçado, atravessaram a história do Brasil resistindo, buscando distâncias da civilização branca que os extinguia. Hoje continuam presentes na luta por seus territórios. Nos seus territórios está seu futuro.Depois foram os negros. Resistiram. Aquilombaram-se. Atravessaram a história nos seus cultos secretos, nos territórios criados ao longo do território brasileiro. Hoje continuam presentes na luta por seus territórios. Nos seus territórios está o seu futuro.

Depois, por volta de 1800, foram os mestiçados do Nordeste. Um padre chamado Ibiapina propôs aos deserdados da região a vida conforme as comunidades cristãs primitivas. O cristianismo primitivo era sua ideologia. Ele era cearense e se chamava Ibiapina. De suas propostas surgiu Canudos, Caldeirão, Pau-de-Colher, seja por sua influência direta, seja pela influência de seus discípulos, como Conselheiro, Pe. Cícero, Beato Severino, Zé Lourenço, Quinzeiro e muitos outros. Foram esmagados, mas continuam vivos e o Nordeste continua a região brasileira mais rural.

Por volta de 1930 surgiram as Ligas Camponesas, agora por influência da ideologia do Partido Comunista Brasileiro. Uma vez eliminadas, voltaram na década de 50 pela influência de Francisco Julião e se espalharam por todo o Nordeste. Esmagadas pelo regime militar, em seu lugar veio o sindicalismo rural brasileiro.

Na década de 80 surge o MST. Ideologia laica, mas que soube compreender e acolher os que vinham de matriz religiosa. O MST, nesse sentido, é uma síntese da história da luta camponesa no Brasil. Influenciou a formação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento das Mulheres Camponesas (MMC) e outros.

A chave histórica do MST é a "ocupação de terras". As 370 mil famílias assentadas em 7,5 milhões de hectares são uma conquista gigantesca em qualquer país do mundo. Cada ocupação vale mais que marchas, manifestações, discursos e outras formas de marcar presença na sociedade. Só ela mexe com o coração do capital. Todas as outras ganham sentido quando essa existe.

A luta pela terra não morreu. Basta olhar para índios, quilombolas e comunidades tradicionais. É no campo que está o confronto com o grande capital em todo o mundo: alimentos, energia, biodiversidade, água, solos, territórios, enfim, todos os bens naturais estão em seu último estágio de apropriação privada. Essas vítimas históricas dos saqueadores de riquezas, territórios e do capital moderno dizem que a história continua. Na luta pela terra está o futuro do MST.


Artigo sobre fechamento de escolas do MST


Anos atrás na UERJ e PUC conheci dois graduandos que estudaram todo o ensino fundamental e médio em uma escola do MST. A formação política desdes individuos era assustadora. As 12 anos um deles tivera acesso a Hobbes e com 15 anos já lera boa parte dos contratualistas . Sabemos o quanto que o saber é libertador, Paulo Freire célere em sua Pedagogia do Oprimido bem delineava que quando intrínsecos a práxis e a teórica se solidificavam como arma para transformação de um modelo ainda que bruto e opressor.Ta ai.É medo político.E cerceio de liberdade e capacidade de informação que estes alunos e futuros alunos têm e assim mais uma vez o Governo Gaúcho ataca e criminaliza o MST, agora fechando suas escolas de acampamentos.

Perplexidade e revolta. Foi assim que o procurador Jacques Alfonsin definiu o significado da determinação do Ministério Público para fechar as escolas itinerantes criadas pelo MST para educar os filhos e filhas dos acampados. A IHU On-Line debateu com Alfonsin, por e-mail, as razões para essa medida e o que ela implicará tanto para as crianças, que deverão ser matriculadas em escolas regulares das cidades onde estão acampadas, quanto para os movimentos sociais e suas ações.

O fato de se cancelar o funcionamento de tais escolas atesta, mais uma vez, em que medida o preconceito ideológico da suspeita infundada pesa sobre os trabalhadores e as trabalhadoras pobres do nosso país, não pelo que elas fazem ou dizem, mas sim pelo que são", enfatiza Jacques, que conversou conosco também sobre a influência da determinação sobre os novos militantes, sobre as ações de Gilberto Thums contra o MST e também se seria necessária uma institucionalidade ao movimento que nasceu aqui no Rio Grande do Sul e tornou-se referência para os movimentos sociais do mundo todo.


Confira a entrevista do IHU On-Line com Jacques Alfonsin,que postamos aqui, por que embora não se trate de uma entrevista do VidasMarranas, é preciso informamos nos e bem sobre o que tem acontecido: Jacques Távora Alfonsin é mestre em Direito, pela Unisinos, onde também foi professor. Procurador aposentado do Estado, e atualmente é membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos.

IHU On-Line – O que implica, para os movimentos sociais essa determinação do Ministério Público para fechar as escolas itinerantes do MST?

Jacques Alfonsin – Significa perplexidade e revolta. Perplexidade porque essas escolas nasceram da constatação de que um contingente enorme de crianças em idade escolar, vaga pelo Estado, há anos, acompanhando seus pais na árdua batalha que eles travam para garantir o direito humano fundamental à vida e à terra para suas famílias, algumas vítimas de pobreza extrema e, até, de miséria. É frequente a necessidade de todo esse povo mudar de lugar, tal é a violência da pressão que sofre por parte dos latifundiários, de grande parte da mídia e do próprio Poder Público, aí incluído o Judiciário. Por isso, as suas escolas têm de ser itinerantes. Revolta porque o direito humano fundamental à educação dessas crianças foi reconhecido à custa de muitos protestos públicos, alguns reprimidos com extrema violência, muitas reuniões com representantes da Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul em sucessivas gestões públicas do Estado, dedicação cuidadosa e competente de professoras e professores sujeitas/os, com sacrifício pessoal, às duras condições de trabalho em tais circunstâncias.


Para o MST, como para os demais movimentos sociais, o fato de se cancelar o funcionamento de tais escolas atesta, mais uma vez, em que medida o preconceito ideológico da suspeita infundada pesa sobre os trabalhadores e as trabalhadoras pobres do nosso país, não pelo que elas fazem ou dizem, mas sim pelo que são. Uma eloquente demonstração de fracasso da interpretação da lei que se faz a seu respeito, um significativo sinal de que, em realidade, não vivemos num verdadeiro Estado democrático de direito, um desrespeito flagrante à dignidade humana de cada uma das crianças atingidas pela arbitrária medida do Ministério Público, sintomaticamente tomada no início de um novo ano letivo.

IHU On-Line – A determinação pode influenciar na formação de novos militantes do movimento?

Jacques Alfonsin – A decepção diária que o povo pobre sofre com a exigência que se faz do "respeito à lei", do "devido processo legal", faz recordar aos novos militantes a dura crítica (...)Isso os conscientiza de que, de fato, o lugar social das instituições que lhes deveriam servir – como a soberania do povo exige por força do primeiro artigo da nossa Constituição Federal – em verdade não os reconhece nem como cidadãos livres, dotados de direitos humanos que estão acima da previsão legal, já que ligados a necessidades vitais em função das quais é o próprio Estado e sua lei que existem e têm de ser testados como legítimos. A influência da arbitrariedade e da injustiça social que sofrem não lhes oferece outra alternativa que não a de anunciar e denunciar tais fatos, sem jamais abrir mão do direito inalienável ao reconhecimento da sua dignidade pessoal, concedendo "graus" à opressão que a aflige. Não raro, isso os obriga à desobediência civil, a greves massivas, a ocupar terras e prédios públicos.


IHU On-Line – Por que, em sua opinião, o procurador de Justiça Gilberto Thums reserva tanto tempo de trabalho para combater as ações do MST?

Jacques Alfonsin – Ele sofre daquele generalizado preconceito ideológico, muito alimentado pela mídia, que pesa sobre os pobres, de que esses são sempre suspeitos. A favor deles, não vale a presunção de inocência que a Constituição Federal garante a qualquer brasileiro. Assim, sempre que existe algum conflito que os envolva, esse promotor parece não se questionar sobre as suas causas. Então, ele confunde segurança pública com garantia de se preservar a injustiça social, por mais que essa seja, justamente, a responsável pelo conflito. Não se dá conta de quanto é infiel, com tal conduta, às próprias finalidades constitucionais do Ministério Público que, justamente por ser "público", é comum, envolve também os pobres que ele persegue e que, por sua própria condição de vida, deveriam merecer atenção prioritária. Mesmo que não queira, ele está fazendo um "excelente" papel de defensor de todos quantos, no Estado, são contrários à reforma agrária, prevista na Constituição Federal...

IHU On-Line – O ministro Guilherme Cassel, há alguns meses, afirmou que esse movimento que visa criminalizar a luta do MST restabelece um ambiente de ditadura. O governo federal, pelo vínculo que o presidente Lula tem com os movimentos sociais, deve fazer algo em relação a essa determinação do MP?

Jacques Alfonsin – Acho que a perseguição atualmente em curso contra o MST se assemelha, até, a tempos históricos anteriores ao da ditadura. Na polêmica que Gines de Sepúlveda [1] manteve com Bartolomeu de Las Casas [2], a respeito dos direitos dos índios, ainda no século XVI (!), dizia ele que esses deveriam mesmo era serem "bem algemados e convenientemente açoitados". O que os integrantes desse movimento sofrem com essa perseguição, quando não se assemelha fisicamente com tal conselho, com ele se parece moralmente. O Rio Grande do Sul está assistindo um novo macartismo [3], já que o mesmo promotor lembrado acima não esconde a motivação que tem para agir, pelo fato de as escolas itinerantes serem simpáticas ao socialismo e de que ele ainda tem "muita munição" (!) para usar contra o referido Movimento (reportagem de ZH no dia 17-02-2009). Quanto ao vínculo do presidente Lula com os movimentos sociais, sou testemunha de que o Incra, aqui no Rio Grande do Sul, faz o que pode, embora deva reconhecer que, lamentavelmente, esse "vínculo" está sucateado até no que respeita ao pessoal que essa autarquia necessitaria para a defesa jurídica da reforma agrária.

IHU On-Line – Falta, hoje, institucionalidade ao MST?

Jacques Alfonsin – Uma das acusações mais frequentes que se faz ao MST é a de ele não ter personalidade jurídica. De onde se retira a base jurídica para uma tal acusação eu ignoro, pois, assim como ninguém é obrigado a se associar ou, até, permanecer associado, como ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa a não ser em virtude de lei, esse Movimento tem todo o direito de rejeitar aquela possibilidade ou de a ela se habilitar quando assim entender conveniente. Aliás, a falta dessa personalidade não o isenta de ser réu em Juízo e de ser cruelmente perseguido pelo Ministério Público como está ocorrendo agora. Assim, se, sem personalidade jurídica, já pena e o que pena, imagine-se se ele fosse dotado da dita personalidade. Que personalidade jurídica se exige, por exemplo, do chamado livre mercado, cujas ilegalidades e abusos geram fome, sede, morte ambiental, desemprego, quebra de nações inteiras como está ocorrendo agora com essa crise global, de reflexo diário nas bolsas de valores onde ele depositava toda a sua credibilidade? Se uma causa de injustiça social dessa proporção é "insindicável" e inimputável, que autoridade moral pode sustentar quem exige personalidade jurídica do MST?

Notas:

[1] Juan Ginés de Sepúlveda (1490 – 1573) foi um humanista, filósofo, jurista e historiador español.
[2] Frei Bartolomé de las Casas (1474 – 1576) foi um frade dominicano, cronista, teólogo, bispo de Chiapas (México) e grande defensor dos índios, considerado o primeiro sacerdote ordenado na América.
[3] Macartismo é o termo que descreve um período de intensa patrulha anticomunista nos Estados Unidos que durou do fim da década de 1940 até meados da década de 1950. Foi uma época em que o medo do Comunismo e da sua influência em instituições estadunidenses tornou-se exacerbado, juntamente ao medo de ações de espionagem promovidas pela União Soviética

9 comentarios:

Anónimo dijo...

é prof vc prometeu na segunda feira o texto da aula mas ainda nao ta aqui.mas esse sobre o mst eu mesmo tava achando mesmo necessario. na tv o que se ve e realmente pegar de pau os sem terra como todo mundo fosse somente baderneiro

abço coloca o texto

darkavenger_90jpa@hotmail .com

Anónimo dijo...

VIVA OS SEM TERRA!

Anónimo dijo...

VI SEU BLOG AINDA AGORA NO ORKUT E BEM JA TINHA VISTO UMA VEZ NA COMUNIDADE JUDEUS PROGRESSISTAS. NAO SOU JUDEU MAS ADMIRO MUITO O SEU POVO E NAO PARTICIPO DAQUELA COMUNIDADE MAS SEMPRE DOU UMA OLHADA NOS COMENTARIOS E FICO SINCERAMENTE MUITO ALEGRE EM VER JUDEUS COM POSIÇOES INTELIGENTES E TAO SERIAS SOBRE ASSUNTOS TAO BRASILEIROS E QUE CHEGA A DAR VERHGONHA PARA MIM QUE SOU BRASILEIRO E DE ORIGEM INGENA E AFRICANA. EM PLENO SECULO XXI TEMOS ESTE TIPO DE COISA- FALTA DE REFORMA AGRARIA E UM MONTE DE GENTE QUE E MARGINALIZADA E COLOCADA A CORRER PELOS JAGUNÇOS.

POXA GOSTEI DO SEU TEXTO E VOU REENVIAR A OUTRAS PESSOAS. FICA NA PAZ E VIDA LONGA A TODOS NOS E AO POVO DE DEUS!

PAZ -SHALON !
MARCOS -SP

נחמיה יצחק dijo...

Complementando:

A Atual ofensiva contra o MST


Nos últimos dias, a imprensa vem veiculando uma série de matérias sobre o MST, que expressam uma ofensiva das forças de direita. Por isso, entrevistamos o membro da direção nacional João Paulo Rodrigues, para explicar a posição do Movimento sobre os principais temas expostos.

A que se deve a reação do ministro Gilmar Mendes?

O Ministro Gilmar Mendes foi transformado no mais novo líder da direita brasileira, desde sua posse como presidente do Supremo Tribunal Federal. E ele está se comportando assim, honrando seu novo papel. É ágil para defender o patrimônio, mas lento para defender vidas. Ataca os povos indígenas, os quilombolas, os direitos dos trabalhadores, os operários e defende os militares da ditadura militar. Enfim, agora a direita brasileira tem seu Berlusconi tupiniquin. E ele opina sobre tudo e sobre todos. Aliás, ele está devendo para a opinião pública brasileira uma explicação sobre a rapidez como soltou o banqueiro corrupto Daniel Dantas, que financia muitas campanhas eleitorais e alicia grande parte da mídia.

Mais grave, a revista Carta Capital denunciou que o Instituto Brasiliense de Direito Público, vinculado ao Mendes, recebeu 2,4 milhões de recursos públicos, inclusive do STF, do Tribunal Superior Eleitoral e até do Ministério da Defesa, dirigido por seu amigo Nelson Jobim. Como líder da direita, Mendes procura defender os interesses da burguesia brasileira e fazer intenso ataque ideológico à esquerda e aos movimentos sociais, para pavimentar uma retomada eleitoral da direita em 2010. Serra não precisa se preocupar, já tem um cabo eleitoral poderoso no STF.

O que aconteceu em Pernambuco?

O conflito no Pernambuco é uma tragédia anunciada. As 100 famílias estão acampadas há oito anos. Duas áreas estão em disputa. Os fazendeiros usaram de todas as artimanhas judiciais para impedir a desapropriação de suas áreas não utilizadas, que servem apenas de especulação imobiliária. As famílias trabalham e plantam na área, tiram dela seu sustento. Sofreram mais de 20 despejos. Na semana passada, depois de mais um despejo pela Polícia Militar, o fazendeiro contratou pistoleiros que foram no acampamento fazer provocações, armados. Perseguiram e espancaram um dos líderes do acampamento.

Nesse clima de tensão e ameaças permanentes às famílias acampadas, alguns acabaram reagindo e no conflito houve a morte de quatro pistoleiros. O MST repudia a violência. No Brasil há muitos outros acampamentos, em igual situação de tensão e conflito. Até quando vão esperar para realizar a Reforma Agrária?

O que aconteceu no Pontal?

Na região do Pontal do Paranapanema, no estado de São Paulo, há um passivo de conflito agrário pendente há quatro décadas. Existem por lá mais de 400 mil hectares de terras públicas estaduais, com sentenças judiciais reconhecendo que são públicas. Portanto, os fazendeiros ocupantes são grileiros. E precisam sair das terras, pelas quais receberiam a indenização pelas benfeitorias. Desde o governo Mario Covas, o processo de discriminação e indenização dos fazendeiros- grileiros está parado. Com isso o problema só se agrava. Agora, na semana do carnaval, os quatro movimentos de sem terra que atuam na região realizaram ocupações de protesto em diversas fazendas.

A repercussão foi imediata. Por duas razões: primeiro porque os fazendeiros possuem muitas ligações políticas na capital. Um deles inclusive era sócio do Fernando Henrique na fazenda de Buritis. Outro tem vínculos com a rede Bandeirantes, e por aí vai. E o segundo motivo é que José Rainha, que não faz parte de nenhuma instância de decisão política do MST, anunciou que as ocupações do seu movimento eram em protesto ao governador José Serra. Pronto. O tema se transformou em disputa eleitoral. As repercussões do Pontal revelam que até outubro de 2010, viveremos essa novela, da imprensa e seus partidos transformaram as disputas de terra do Pontal em tema eleitoral.

Entidades do meio rural são acusadas de desviar recursos para ocupações. Isso procede?

O MST nunca usou nenhum centavo de dinheiro público para realizar ocupações de terra. Por uma questão de princípio, as próprias famílias que participam das ocupações dos latifúndios, devem assegurar os recursos necessários para a essa ação política. É aqui que reside a força do MST e é um elemento educativo para as famílias que fazem a luta pela reforma agrária.

Acontece que desde o governo Fernando Henrique Cardoso, o Estado brasileiro, dilapidado pela onda neoliberal, deixou de cumprir suas funções relativas ao setor público agrícola. O Estado não garante mais educação no meio rural, alfabetização, assistência técnica, saúde. Então, foi no governo FHC que eles estimularam o surgimento de ONGs, entidades sem fins lucrativos, para substituir as funções do Estado. E passaram recursos para essas entidades.

Vale lembrar que a ONG Alfabetização Solidária, da dona Ruth Cardoso, recebeu mais de R$ 330 milhões de dinheiro público para a alfabetização de adultos.

Surgiram então em áreas de assentamento diversas entidades - algumas ligadas aos assentados, outras não - para suprir as funções do Estado, realizando atividades de assistência técnica, de atendimento de saúde, de alfabetização. E recebem recursos do Estado para isso. Estranhamos que a imprensa cite apenas as entidades que apóiam a reforma agrária e são ligadas aos assentados, e omitem os milhões de reais repassados para ONGs ligadas ao PSDB, à Força sindical, aos ruralistas. Somente o SENAR (Serviço Nacional de Assistência Rural) recebe milhões de reais, todos os anos. Sendo que há processos no TCU de desvio de federações patronais em proveito pessoal de seus dirigentes.
O que aconteceu com as escolas itinerantes no Rio Grande do Sul?

Durante o governo Antonio Britto (PMDB-PPS) foi assegurado o direito das crianças de ensino primário estudarem no próprio acampamento. O estado colocava professores da rede pública e as aulas eram dadas em salas organizadas no acampamento. E quando o acampamento mudasse de local ou as famílias fossem assentadas, a escola ia junto, assegurando a continuidade do ensino àquelas crianças. Essa experiência exitosa recebeu prêmios e foi adotada por outros estados, como o do Paraná.

Após a eleição do governo tucano de Yeda Crusius, se formou uma conjuntura política de ofensiva da direita na imprensa, no Ministério Publico Estadual e na Brigada Militar. Eufóricos com a vitória eleitoral, passaram a criminalizar, perseguir e reprimir os movimentos sociais, seja os professores, metalúrgicos, desempregados ou o MST. Nesse contexto, a atual governadora e o Ministério Público atuaram para suspender as aulas nos acampamentos e levar as crianças para os colégios da cidade. Ou seja, não hesitaram em prejudicar as crianças para atingir politicamente o MST.

Por outro lado, o governo Yeda Crusius já fechou outras 8.500 turmas em todos os municípios do estado, a maioria no meio rural, apenas para poupar recursos, e assegurar o famigerado déficit zero As prefeituras dos municípios aonde existem acampamentos já disseram que é impossível levar as crianças para a cidade. São Gabriel, por exemplo, teria que gastar R$ 40 mil mensais. Enquanto atualmente o estado gasta R$ 16 mil para atender os oito acampamentos em todo estado. Felizmente, as escolas foram autorizadas pelo Conselho Estadual de Educação, que é o órgão que autoriza e fiscaliza o funcionamento das escolas e aprova seu currículo.

Abraços a todos.

Anónimo dijo...

Em 04/03/2009 Ivan Pinheiro escreveu:

PCB NA TV:

NESTA QUINTA-FEIRA

Dia 5 de março

(quinta-feira)

De 20:30 às 20:35 h



- Crise do capitalismo e atualidade do socialismo;

- Proposta de criação, no Brasil, de uma frente política anti-capitalista;

- Intersindical e Dia Nacional de Lutas;

- Solidariedade ao MST;

- Reestatização da Petrobrás;

- Reconstrução Revolucionária do PCB;

- Solidariedade Internacional.



Pronunciamentos de Ivan Pinheiro (Secretário Geral) e membros do Comitê Central: Edmilson Costa, Igor Grabois e Mauro Iasi.


- cadeia nacional de TV aberta: de 20:30 às 20:35;

- cadeia nacional de rádio: de 20:00 às 20:05 h



SOLIDARIEDADE AO MST
(Nota Política do PCB)

Com o agravamento da crise do capitalismo, a burguesia recrudesce em âmbito mundial o discurso repressivo, para justificar a criminalização de movimentos sociais, na tentativa de minar a resistência do proletariado frente à ofensiva contra direitos trabalhistas e sociais.

No Brasil, a burguesia escolheu o MST como inimigo principal, exatamente por suas qualidades enquanto movimento social combativo, por sua forma de se organizar e de lutar, inclusive para além dos marcos institucionais.

Já há algum tempo, todo o aparato de propaganda da imprensa burguesa e as instituições e agentes a seu serviço promovem uma campanha de satanização do MST, à qual se incorpora agora a cúpula nacional do judiciário e do legislativo. O objetivo agora é a criminalização de lideranças e a ilegalização do movimento.

As forças populares e democráticas, a intelectualidade progressista e os demais movimentos sociais não podem deixar neste momento de expressar sua mais firme e militante solidariedade ao MST e a todos os movimentos de luta pela terra e pela moradia.

Rio de Janeiro, 1º de março de 2009
Secretariado Nacional
PCB – Partido Comunista Brasileiro

Anónimo dijo...

e gosto do trabalho do mst. depois vou ler com mais calma :) meio grandinho né e estou no trabalho se pegam...

bjo
carla.

Anónimo dijo...

o mst desde que existe tem de enfrentar a bancada ruralista os empresarios de terras e claro em meio a tanto jogo de interesse sofre com açoes da policia. lembra que no governo do FhC ate exercito foi colocado para embarreira o mst!

absurdo esta questao em pleno sec xxi num pais gigantesco como o nosso e a herança colonial

Patrick

Anónimo dijo...

lula esta devendo muito ao mst!este cala a boca ai nao e verdade!

apesar de conquistas , lula deve uma reforma tal como pensou se em w2002 quando ganhou dos tucanos

Anónimo dijo...

e to lendo tdo q vc enviou de link
bem acho q em meio a tanto argumento nao tenho o q dizer

viva o mst por que e uma pouca vergonha ainda ter este problema no Brasil!os preços de alimentos poderiam diminuir, ate mesmo a soja como vc falou uma vez poderiamos fazer melhor uso desta

mas ai as grandes empresas irao permitir isso?nada!