28 ene. 2009

LULA EM CERIMONIA EM MEMÓRIA ÀS VITIMAS DO HOLOCAUSTO



"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim

Mais de 1.000 pessoas lotaram ontem a Sinagoga Beit Yaacov (Safra), em São Paulo, para assistir a cerimônia em memória das Vítimas do Holocausto, em data instituída pela ONU.

O evento contou com a presença do Presidente Lula, do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, Governador José Serra, Prefeito Gilberto Kassab, Ministra Dilma Rousseff, Ministro Paulo Vanuccchi, Embaixador de Israel Giora Becher, Cardeal Arcebispo de São Paulo Dom Odilo Scherer, Governador da Bahia Jaques Wagner, Senador Aluizio Mercadante, Senador Romeu Tuma e os presidentes da CONIB, Claudio Lottenberg, FISESP, Boris Ber e FIERJ, Lea Lozinski.

As autoridades presentes foram introduzidas na Sinagoga pelo seu Presidente Sr. Joseph Safra.

O Presidente da Associação dos Sobrevivente do Holocausto, Ben Abram, foi entusiasticamente aplaudido ao ser chamado para acender uma das seis velas em homenagem aos 6 milhões de judeus mortos no Holocausto.

Dos oradores, o Rabino David Weitman foi o mais aplaudido, após proferir emocionado e emocionante discurso.

(Fotos Presidencia da República e Exclusivas Rua Judaica)

Discurso do Presidente Lula:



Meus amigos e minhas amigas,

Agradeço o convite para participar, pelo quarto ano consecutivo, do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Eu posso dizer que me sinto pessoalmente envolvido com a instituição desta data. Em agosto de 2004, recebi de uma comitiva do Congresso Judaico Mundial e de líderes comunitários brasileiros – certamente alguns deles estão aqui presentes – uma petição à ONU solicitando medidas mais concretas na luta contra o anti-semitismo. Assinei de imediato o documento, afinal, o Estado brasileiro foi co-patrocinador de diversas resoluções da ONU afirmando a importância de rememorar aquela tragédia. Mais tarde, eu soube que o Brasil foi o primeiro país a subscrever aquela petição. Soube também que ela serviu de base para consagrar 27 de janeiro como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Hoje, como em todos os dias, devemos nos empenhar na luta da memória contra o esquecimento. É preciso manter viva a lembrança, para que nunca mais se repita o assassinato em massa, o genocídio como ideologia e a limpeza étnica como razão de Estado.

O regime nazista promoveu a mutilação espiritual, a humilhação moral, a ruína material e a eliminação física de milhões de homens, mulheres e crianças. Vitimou judeus, comunistas, homossexuais, negros, ciganos, testemunhas de Jeová e todos que considerou inferiores na raça, no credo e na cor. O holocausto marcou o auge da crueldade humana e configurou o maior episódio de violência e covardia de nossa história, um episódio que não deveria ter ocorrido e que não pode nunca mais voltar a ocorrer. É certo que a intolerância e a xenofobia ainda não foram totalmente extintas. No entanto, em todo o mundo a sociedade vem dando importantes passos na superação dos preconceitos. Um grande exemplo acaba de se concretizar nos Estados Unidos. Lá, há poucas décadas, negros e brancos não tinham os mesmos direitos. E hoje, pela primeira vez, um negro é presidente dos Estados Unidos. O combate ao ódio e à discriminação já não é um grito isolado, mas integra o ideário das sociedades dos mais diferentes países.

Ao participar deste evento, ano após ano, busco demonstrar o profundo respeito que eu e todo o governo nutrimos pelas comunidades que compõem a grande nação brasileira. Eu me orgulho de ser presidente de um país marcado pela diversidade, onde a tolerância garante o respeito mútuo a todos. Temos uma legislação clara e rigorosa no que se refere a todas as formas de intolerância. Somos uma das poucas democracias do mundo, talvez a única, em que a Constituição garante que para crime de racismo não deve existir nem fiança, nem prescrição. O Brasil não aceita discriminação. Judeus e árabes, sejam religiosos ou não, convivem pacífica e harmoniosamente em nossas cidades, dividem espaços e compartilham a construção e o desenvolvimento do Brasil. Por isso, o conflito entre Israel e Palestina, no Oriente Médio, atinge os corações e as mentes de todos, e nos obriga a evitar que o ódio contamine o nosso país. Mais do que tudo, o Brasil pode se valer dessa convivência pacífica para colaborar para a construção da paz.

A diplomacia brasileira tem uma larga tradição de atuar de forma conciliatória na solução de conflitos, e no que se refere aos povos israelense e palestino, nosso Estado vem ao longo de seis décadas ratificando as resoluções internacionais que têm por objetivo garantir a coexistência pacífica e segura de dois Estados soberanos. Esse tem sido o sentido de todas as nossas manifestações, pois só assim alcançaremos a paz naquela região. Eu tenho me esforçado pessoalmente para impedir que o ódio mútuo, acumulado ao longo de décadas, acabe sufocando ainda mais as alternativas de paz. Como vocês sabem, recentemente determinei ao chanceler Celso Amorim que viajasse à região com o objetivo de apoiar os esforços para o cessar-fogo, o alívio da situação humanitária e o estabelecimento de uma paz reguladora. Na ocasião, a diplomacia brasileira reiterou às autoridades sírias, israelenses, palestinas, jordanianas e egípcias, a necessidade de se evitar mais mortes e sofrimento na população civil de ambos os lados.

Lembramos às partes envolvidas que há outros atores interessados em agir a favor de um entendimento, e a paz só tem a ganhar com a participação de países como o Brasil. Todos sabem que o Brasil não está interessado nos resultados políticos e nos dividendos econômicos que podem ser obtidos na região. Nosso interesse exclusivo é o de contribuir para a paz duradoura e definitiva na região. O Brasil tem condições e credenciais para participar, junto com outros países, de iniciativas que conduzam a um consenso para superar a violência e a irracionalidade. Por isso mesmo, apoiamos a realização de uma conferência internacional em seguimento à reunião de Annapolis, ocorrida em novembro de 2007, como um passo importante para o restabelecimento da paz na região, com base no reconhecimento do direito de constituição do Estado palestino viável, e da existência de Israel em condições de segurança e de soberania. O Brasil não aceita a escalada da violência como solução para os conflitos.

Lamentamos profundamente a morte de civis, mulheres e crianças. Conclamamos o pronto estabelecimento das condições que permitam a plena retomada da assistência humanitária à população de Gaza e a tranquilidade para a população de Israel. Guardo uma profunda esperança na construção do diálogo e continuarei empenhado para que, o mais rápido possível, aquela região viva uma trégua consistente que seja prenúncio de uma paz duradoura. Que este Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto ajude a todos os homens e mulheres a se recordarem das iniquidades que tanto macularam a trajetória da Humanidade. Que ele fale à consciência coletiva sobre a necessidade de se reparar os danos sofridos no passado, de se interromper as injustiças do presente e de se evitar tragédias no futuro. Espero, sobretudo, que este dia nos convide a olhar para as novas gerações, que não podem ser hostilizadas pelos erros cometidos por seus antepassados. Devemos garantir que as crianças e jovens se desenvolvam em um ambiente onde a desconfiança mútua seja substituída pelo preceito bíblico, quando diz: “Ama teu próximo como a ti mesmo”.

Shalom. Muito obrigado.


Yad Vashem: "El Holocausto fue el fracaso de los valores humanos".

"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração"Devarim


Alexander Abraham, El director del banco de datos de víctimas de la Shoá directivo de la Autoridad para el Recuerdo de los héroes y mártires del Holocausto, destacó que la Shoá fue el fracaso de los valores humanos, y que para recuperar esos valores, hay que estudiar, reflexionar e informarse con documentación autentica .“El recuerdo significa que todavía hay gente a la que le interesa el tema del Holocausto, el genocidio que se cometió, aquello fue el fracaso de los valores humanos”

Durante la Segunda guerra mundial hubo una Europa que falló, porque una cultura tan civilizada no pudo haber permitido semejante crimen. Debemos poner signos de exclamación y reflexionar sobre el nivel de barbarie y enfatizar la educación en los jóvenes para que esta tragedia y desgracia humana no se repítase, se educa hablando de cómo fue que sucedió, como lo hacemos desde Yad va Shem con información clara y correcta para contrarrestar la información falsa que circula en el mundo, nosotros colaboramos con la difusión de fotografías y documentos

Como mensaje para la humanidad se debe " estudiar, aprender de la historia, pensar, reflexionar, estamos abiertos desde la escuela internacional de estudios de la Shoá a que vengan, aprendan a luchar de esa manera que no debe existir racismo, antisemitismo, ni ningún tipo de discriminación. Se deben respetar los valores, la gente debe saber lo que ocurrió".

El 27 de Enero fue declarado por la ONU, como el Día Internacional del Holocausto, en recuerdo a la liberación del campo de concentración de Auschwitz en 1945. Al referirse al significado del lugar histórico Abraham dijo: "es el símbolo de la Shoá, de la muerte, del exterminio, pero el Holocausto no es sólo Auschwitz, sino toda una maquinaria de la muerte organizada".

Finalmente el historiador hebreo expresó que "fue una tragedia del pueblo judío, es algo que sigue ocurriendo, por eso es importante dirigirlo a las poblaciones que no tienen acceso preciso, vivimos en una época en que la mala fe no tiene límites y si las masas deben cerciorarse de la verdad". Por último como reflexión sobre la fecha, indicó Abraham, que hay entender integralmente, internalizar, difundir para que ser genere una conciencia y se transmita de generación en generación".

http://vidasmarranas.blogspot.com/2009/01/em-defesa-de-israel-idf-e-o.html



Reconstruir Gaza .E dialogar com quem ?



Abertura de fronteira é essencial para reconstruir Gaza

Chefe da diplomacia da União Europeia, Javier Solana,em entrevista a Deutsch Welle Tv, diz que europeus estão dispostos a colaborar para que Israel ordene a abertura da fronteira com Gaza, essencial para a reconstrução.O chefe da diplomacia europeia, Javier Solana, voltou a defender a abertura da fronteira com a Faixa de Gaza por Israel. Solana também disse que a medida é muito importante para que a ajuda humanitária chegue à região.

Solana também disse que a União Europeia deseja colaborar na reconstrução de Gaza e no processo político que leve à paz entre israelenses e palestinos. Mas o diplomata espanhol rejeitou conversações com o Hamas e disse que os palestinos devem formar um governo de consenso que possa ser o interlocutor com a comunidade internacional.

DW-TV: Como a União Europeia pode ser um mediador confiável entre israelenses e palestinos?

Temos que continuar fazendo o que estamos fazendo. Conversamos com os dois lados com o objetivo inicial de obter um cessar-fogo, e creio que contribuímos para a sua realização. Agora temos de continuar colaborando na reconstrução, na abertura dos postos de fronteiras e, eventualmente, no processo político.Este tem, em minha opinião, dois aspectos: o primeiro é o processo político entre os palestinos, que é importante, mas sem dúvida o mais importante é o processo de paz, que levará ao final deste conflito.Creio que o que fizemos nos últimos meses foi bem recebido por todos e estou convicto de que contribuirá de forma construtiva para a paz que muitas pessoas no mundo almejam. E quanto antes melhor.

O que os europeus podem fazer nos próximos dias para assegurar a manutenção do cessar-fogo?

Há muita coisa que podemos fazer nos próximos dias. Estaremos presentes em Gaza. Tentaremos avaliar o que é necessário fazer, em cooperação com as Nações Unidas, que tem a responsabilidade de distribuir a ajuda humanitária.Num sentido mais amplo, ajuda humanitária inclui também a reconstrução de casas, escolas e hospitais e não apenas fornecer pão e água. Isso é fundamental, mas precisamos ir além.Para tal, seria muito importante a abertura das fronteiras. Esta é uma demanda que temos exposto aos nossos amigos israelenses. Temos também oferecido nossa cooperação especialmente na fronteira com Rafah, uma das mais importantes.Já estamos presentes no local, com tropas da União Europeia, e prontos a fazer mais, caso haja a concordância das partes envolvidas.


Qual a posição política da União Europeia nesse processo?

Quando o conflito começou, a Europa estava dividida. Havia países, como a Alemanha e a República Tcheca, que se mostraram muito fiéis a Israel. Outros, como a França, criticaram abertamente as ações militares israelenses.

Creio que a Europa agiu unida nesse período de tempo após a crise. A Europa tem muitas vozes, mas todas seguem a mesma política.

Primeiro: parar a violência e obter o cessar-fogo.
Segundo: distribuir a ajuda humanitária o mais rápido possível. Nós nos esforçamos para alcançar esses dois objetivos.
Terceiro: oferecermos nossa cooperação para a abertura das fronteiras. Como eu já disse, temos tropas no local. E também queremos ajudar para que o número de armas na região não aumente. Isso tem o objetivo de colaborar com a segurança de Israel.E continuar dizendo em todos os encontros, para todo mundo, que o processo político é extremamente urgente.

A UE deve iniciar oficialmente conversações com o Hamas?

Creio que não temos de conversar em caráter oficial com o Hamas. Temos que ver como os palestinos podem obter um governo de “consenso” ou como se queira chamá-lo. As negociações entre os palestinos devem começar e chegar logo a um resultado

Mas mesmo nos Estados Unidos, o principal aliado de Israel, parece haver iminente mudança de política, parece que manter negociações com o Hamas não será mais um tabu em breve. O senhor quer esperar que Washington quebre o gelo?

O que eu disse é muito claro. É algo que os palestinos devem resolver se eles terão uma unidade, um governo de consenso, comandado – é claro – por um presidente eleito, que será neste momento o interlocutor com a comunidade internacional para a reconstrução de Gaza e, no futuro, para as negociações de paz.

El fragil alto el fuego -Tzahal X Hamas

La muerte de un soldado israelí en la frontera de Gaza evidencia la precariedad del alto el fuego
La fragilidad del alto el fuego entre Israel y Hamas se ha vuelto a hacer evidente tras la explosión de un artefacto al paso de un tanque israelí en la zona fronteriza de la franja de Gaza. La explosión causó la muerte de un soldado israelí. En la respuesta inicial del Ejército murió un campesino palestino y, horas más tarde, en el primer ataque aéreo desde la declaración hace diez días del alto el fuego, perdió la vida otro civil.

Testigos dijeron que este último circulaba en una motocicleta por la ciudad de Jan Yunes, en el sur de la franja, cuando le alcanzó un cohete disparado por un cazabombardero. El Ejército israelí confirmó la muerte de un soldado en el ataque con un artefacto explosivo al paso del tanque en el que patrullaba junto a la frontera de Gaza. En el suceso resultó herido de gravedad un oficial y otros dos soldados sufrieron heridas leves, indicaron portavoces militares después de que cadenas de televisión árabes como Al Yazira y Al Arabiya informaran del suceso.

El ataque causó una explosión en la zona fronteriza de Gaza e Israel, al norte del paso de Kisufim. Fuentes palestinas y militares israelíes dijeron que milicianos detonaron por control remoto un artefacto al paso de la patrulla militar. La radio del Ejército israelí informó de que los autores del ataque fueron milicianos de Hamas. El ataque, cuya autoría aún no ha sido reivindicada por ninguna facción armada, fue seguido de un tiroteo. Poco después, un granjero palestino murió por los disparos de un tanque israelí que impactaron en su vivienda al este la localidad de Dir el-Balaj, en el centro de la franja de Gaza, dijeron fuentes médicas locales.

Estos sucesos y el posterior ataque aéreo israelí son los sucesos más graves que se registran en la zona desde el alto el fuego que Israel y las facciones armadas palestinas de Gaza, encabezadas por Hamas, mantienen desde el 18 de enero. Israel declaró entonces un alto el fuego unilateral, que ponía fin a la ofensiva militar 'Plomo fundido', de 22 días de duración y que acabó con las vidas de 1.400 palestinos, la mayoría civiles, y dejó más de 5.000 heridos.

En ese período murieron trece israelíes, de los cuales diez eran militares, y más de 200 resultaron heridos. Las milicias palestinas dieron de plazo a Israel una semana para retirar a sus tropas de la franja. Tres días después de lanzar ese ultimátum las facciones palestinas, el Ejército de Israel se retiró de Gaza. Egipto ha mediado desde entonces para que las partes se avengan a una tregua estable, aunque de momento no se ha alcanzado ningún acuerdo.

26 ene. 2009

O Dia Internacional de Lembrança das Vítimas do Holocausto

"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração". Devarim

Dia 27 de Janeiro: O Dia Internacional de Lembrança das Vítimas do Holocausto

O extermínio dos judeus cometido pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial não pode ser apagado da memória mundial. O Dia Internacional de Lembrança das Vítimas do Holocausto lembra o extermínio de milhões de judeus e outros grupos pelo regime nazista. A celebração é realizada oficialmente em 27 de janeiro, data da libertação dos prisioneiros do campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau, no sul da Polônia, em 1945.

Ao mesmo tempo em que criticado e desclassificado quanto a não 'compreender' o conflito ultimo, num erro de ataques pessoais sem qualquer questionamento e tambem notas estabanadas de seu partido ,o presidente Lula estará na cerimônia do Dia de Lembrança das Vítimas do Holocausto, na terça-feira 27/1, na Sinagoga Beit Yaacov (Safra) em SP.

O presidente provavelmente falará sobre a questão do holocausto e a constante necessidade de tornar possível a construção de um país mais pacífico, com cada um contribuindo com pequenos gestos no dia-a-dia e acreditando na utopia da paz, acrescentando que o Brasil é um país de indole pacífica e tolerante.

Não e exclusividade de Lula, mas cabe ressaltar que o presidente este ano tem a obrigação de combater ao incêndio sobre o episodio nota do PT sobre a incursão do Tzahal a Gaza . A nota , bem sabemos nós do mesmo partido não teve como responsável o presidente da Republica, bem como o mesmo provavelmente fez em urgentemente reunir outros dirigentes e petistas influentes para fazerem a correção quanto a primeira nota do partido.

Como tratei inicialmente, é tão perigoso querer rotular a torto e a direito e acusar sem saber de questões internas quanto da mesma forma que em notas oficiais reducionistas de um Partido como o PT ,pelo que representa e por sua história, resumir questões complexas a uma rotulação absurda e vulgar como no uso na primeira nota de termos como ‘holocausto’ e ‘estado terrorista’ e ‘genocídio’ ao tratar da questão Gaza.

O próprio PT foi o único partido do Brasil que teve uma ala judaica exclusiva para tratar de questões referentes ao oriente médio. Bem como em outras ocasiões e recentemente nesta tanto o radicalismo com a macula de inventá-lo como PT anti-semita,ao que sobrou um radicalismo tamanho em relação ao Governo quanto a sua relação com os palestinos. Enquanto uns o taxavam de ‘anti semita’ em uma ‘deferência’ a Israel, por outros o governo foi acusado de ‘insultar’ o povo palestino com suas declarações, as mesmas declarações que também quiseram torna –lo ‘anti judaico’.

No que vemos que o que houve foi um conflito epistemico e com usos também políticos sem qualquer atenção quanto ao contexto . A frase que ainda na segunda semana deste mês de janeiro o presidente dissera “... para ver se a gente encontra um jeito para aquele povo parar de se matar e parar de se violentar" repercutiu no seguinte comentário, o de que como se não houvesse ocupação e massacre permanente de um povo há sessenta anos. Chegaram ao cumulo de dizer que a posição do governo brasileiro é objetivamente de cobertura de Israel e de justificativa do ataque. E que sua proposta , a de uma conferencia internacional para “apartar a briga” , era de fato a criação de um grupo de amigos de Israel , isto por que tinham o desejo de que Lula fizessem como o presidente do Equador fez , o de expulsar o embaixador israelense de seu pais . E ainda criticaram o acordo comercial brasileiro com Israel.

Sempre acusam o governo. Se este agisse de modo irresponsável frente a grandeza de nosso pais, estaríamos ferrados. Falo isto como judeu e como mero proletário tupiniquim. Mesmo após ironias, acato ao “Lula paz e amor!’

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Ministro do Meio Ambiente ,Minc.O PT e Ishuv

Cabe aqui repassar trechos da nota em que um outro ministro de Lula, Carlos Minc, um dos vários que estão no governo que tem origem judaica, escreveu a coluna Rua Judaica do Ex -presidente da Fierj, o jornalista Osias Wurman no qual pondera sobre a referida post nota do PT quanto a questão Gaza.


(...)Quero também reconhecer, de público, que a tomada de posição necessária de intelectuais, ministros, governadores, judeus e não-judeus do PT, surgiu também da troca de correspondência minha e de Clara Ant (...) O presidente Lula tem sido amigo da comunidade, participando dos nossos atos, recebido nossas lideranças, tocando o Shofar. Na esquerda sobrevive forte um ranço antiamericano, que deriva em anti-Israel, e daí ao anti-semitismo, que deve ser combatido de peito aberto. É bom lembrar que em todos os partidos, e no senso comum popular, esta imagem é dominante, contrapondo o "forte" ao "oprimido" , ignorando as razões históricas do conflito, a semente do ódio fundamentalista, a questão da democracia e do estado de direito em Israel e todas as formas de opressão, inclusive às mulheres, que são fortemente presentes em outros estados do Oriente Médio.

Nossa tomada de posição foi direta, sem ambigüidade, contra um manifesto tendencioso, escrito por Pomar, sem consultas, contrariando inclusive a posição oficial da diplomacia brasileira. Importante foi a incorporação de dirigentes e ministros, que não são judeus, como:

Fernando Hadad, Ministro da Educação, Paulo Vanuchi (Secretário Nacional de Direitos Humanos), Marta Suplicy, Aluízio Mercadante, Genoíno e dezenas de outros. Com Clara Ant, Paul Singer, Tarso Genro e Jaques Wagner e Pedro Abramovay, resolvemos adotar um texto enxuto, forte, pontuando os absurdos da comparação com o nazismo, a não condenação do terrorismo, e do não-reconhecimento pelo Hamas ao direito à existência do Estado de Israel. O documento foi divulgado na coluna do Ancelmo (na sexta) e na primeira página de O Globo no sábado, e ajudou a romper a falsa idéia de que todas as pessoas e partidos de esquerda são anti-semitas ou pró-Hamas, e chama ao diálogo, ao equilíbrio e à paz necessária e duradoura.

Para mim, esquerda é aprofundar a democracia, defender os direitos das mulheres, das minorias, do meio ambiente, com parlamento e justiça independentes. Fanatismo e fundamentalismo, sob qualquer pretexto, representam a volta à barbárie, o anti-progressismo, o anti-humanismo (...)


Carlos Minc, Ministro de Estado de Meio Ambiente

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23 ene. 2009

Porque o Brasil não deve extraditar Cesare Battisti

Depois que o governo brasileiro, através do ministério da justiça resolveu conceder refúgio político a Cesare Battisti foi criado um verdadeiro lenga-lenga na grande mídia e na blogosfera . Aproveitadores de plantão fazem um só coro contra a decisão soberana do país e usam o fato para atacarem de alguma forma o Governo.

Com frases feitas e as babaquices de sempre, os urubus oposicionistas querem que o país rasgue a Constituição, jogue a soberania no lixo e faça a vontade do tal de Giorgio Napolitano, presidente da Itália, que deveria era estar cuidando do seu país e não dando palpite no Brasil.O governo brasileiro está certíssimo por que amparado pela Constituição, que prevê o asilo político em casos como este, não pode e não deve jamais ceder a imposições de outros países. Nenhum "zé mané" italiano, americano, europeu ou seja lá quem for, possui direito de vir dá pitacos em nosso país. Não somos marionetes de ninguém! Aqui temos presidente, leis e nossa soberania precisa ser respeitada. Não precisamos de palpites de italianos e de nenhum outro povo. Quanto aos urubus e aproveitadores da mídia nacional, esses nós já conhecemos.

Gente pequena, sem escrúpulos e que na verdade só fazem o jogo dos seus patrões.A imprensa oposicionista: Veja, Globo, Folha de São Paulo e cia não iriam mesmo perder uma oportunidade dessa para atacar o governo São ridículos e irresponsáveis. Mas o governo não deve ceder às pressões de ninguém. Quanto ao tal Sr Giorgio Napolitano, que este vá mandar na Itália, porque aqui, quem manda são os brasileiros.

Existem momentos em que uma decisão da Justiça brasileira pode transmitir ao mundo uma mensagem de serenidade, equilíbrio e ponderação. Condenado à revelia à prisão perpétua, na Itália, por quatro crimes dos quais nega ser o autor, Cesare Battisti tinha se beneficiado, na França, de uma decisão do presidente Mitterrand contrária à extradição de antigos militantes revolucionários italianos. Julgando-se em lugar seguro, depois de ter fugido para o México, onde sobreviveu com pequenos empregos, Battisti começou ali a escrever livros policiais, talvez obcecado pela sua própria história de foragido – uma espécie de Jean Valjean italiano perseguido todo tempo por um obsessivo Javert.

Entretanto, o fim do governo Mitterrand, pos fim à sua anistia política. Um novo pedido de extradição pela Itália acabou sendo acatado pelo governo francês de Jacques Chirac. Não querendo ser extraditado para a Itália e ali passar o resto da vida na prisão, Cesare Battisti retomou sua vida de foragido. Na sua defesa, no julgamento da extradição, Battisti, além de negar os crimes, destacou a desumanidade da pena – "o que será de minha mulher e minhas filhas, que não poderei mais ver e nem sustentar ? Na verdade, serão elas também condenadas comigo".

Além da questão humanitária, pois os crimes dos quais é acusado ocorridos no começo dos anos 70, normalmente já teriam sido prescritos, os crimes dos quais é acusado fazem parte de uma outra época da história política européia .Essa página política, com repercussões também no Brasil, foi encerrada e revista. Tanto os que se envolveram em atos de violência como os ideólogos se reconverteram em partidários de uma lenta mas pacífica evolução social pelo mecanismo democrático.

Não se poderia condenar hoje o cineasta Fernando Solanas, cujos filmes Tango do Exílio e El Sud são de extrema poesia, por ter feito o revolucionário La Hora de los Hornos, ainda sob o entusiasmo da revolução cubana e do sacrifíco do Che Guevara. Todos nós viramos as páginas. O Cesare Battisti de hoje nada tem a ver com o dos anos 70. A pena não pode ser só vingança e, no seu caso, existe sua negativa de não ter cometido os crimes dos quais é acusado.

Além disso, o Brasil anistiou todos quantos participaram dessa época, durante a ditadura militar. Uma anistia que beneficou também os profissionais da tortura, que não eram movidos por nenhum ideal de mudar o mundo e justiça social. Fazer exceção a esse princípio já adotado no nosso País seria um contrasenso e uma injustiça. Mesmo porque o governo brasileiro de hoje tem muitos militantes desse passado, cuja vida não é de foragidos.

Fora isso, na análise dessa situação, se deve tomar em conta que a prisão de Cesare Battisti foi obra do atual candidato à presidência da França, Nicolas Sarkozy, cujas declarações contra os estrangeiros e criação de um ministério da Identidade Nacional fazem lembrar perigosos slogans dos anos 30. Naquele época eram os judeus, hoje na França os perseguidos são os emigrantes árabes. Sarkozy com seu golpe eleitoral, põe em dúvida a própria honorabilidade da França, pois o presidente Mitterrand tinha prometido, em nome da França, encerrar esse capítulo.

O Brasil não deve ser cúmplice de uma jogada eleitoral da direita dura francesa que espera ganhar votos entre o eleitorado da extrema-direita com a prisão do antigo revolucionário. E Tampouco dar ouvidos aos direitistas tupiniquins.

Parabéns Tarso Hertz Genro.

Ainda sobre o Hamastão - Gaza e ação do Tzahal

"Hay un solo día en la vida y un solo momento propicio: ¡Hoy! Ayer no existe más, mañana es otro mundo, el mejor día para comenzar es hoy.

Los Tzadikim, de todos los tiempos y de todos los países, han logrado alcanzar su grado de perfección mediante la relación personal que mantuvieron con Dios por medio de la plegaria y el Hitbodedut"

Ainda sobre Gaza...

Os líderes militares de Israel sabem que, em função da situação na Faixa de Gaza, será muito difícil chegar a uma vitória militar total e inequívoca. A falta de solução pode resultar numa situação ambígua, similar à que já tínhamos: Israel atacará o Hamas, este atacará e será atacado, ficando assim indefinida e involuntariamente prisioneiro de todo tipo de armadilha que tal situação implica. Sem avançar em direção a qualquer objetivo realmente importante.

Israel pode descobrir que, apesar de seu grande poder militar, será incapaz de se ver livre dessa armadilha, de escapar desse redemoinho de violência e destruição. Eles não compreendem que a fúria e o ódio suscitados pelas imagens dessas vítimas civis - no mundo todo e em particular no mundo muçulmano - são muito mais ameaçadoras para a segurança de Israel do que todos os mísseis do Hamas juntos?

A ação israelense seguiu uma tática de guerra clássica, ineficaz no combate a essa espécie de guerrilha urbana que utiliza civis como "escudos humanos". É praticamente impossível atingir objetivos militares, sem causar importantes danos à população inocente. Assim, os intensos bombardeios por ar e mar e a invasão da Faixa de Gaza por soldados israelenses já causaram enormes perdas humanas e materiais, contribuindo para uma escalada da espiral do ressentimento, do ódio e da violência, levando a uma virtual derrota de Israel na “guerra da propaganda”.

Dos dois lados da fronteira, as bombas e foguetes estão semeando uma geração de pessoas que terão ódio do adversário com quem um dia terão que viver em paz. Em troca Israel recebe criticas com barbaridades das mais ofensivas, e por isso disparadas com mais gana, no que vemos as mais indignas comparações com o nazismo e com os guetos onde os nazistas e seus muitos colaboradores europeus confinavam os judeus da Europa antes de exterminá-los. Abundam ainda aqueles que, como os nazistas, se dedicam à desumanização dos judeus israelenses, que querem transformá-los em lobos atrás do sangue das crianças palestinas, em pessoas sem alma que querem destruir Gaza pelo prazer de matar palestinos.

Todavia cabe a autocrítica quanto a estratégia usada pelo Tzahal como já vem sendo demonstrado desde a Guerra do Vietnã, a via militar não está resolvendo mais nenhum conflito regional no mundo. Está claro para as grandes potências que uma eventual guerra nuclear teria soma zero, sem vencedores. Por outra parte, a guerra clássica não tem condições de vencer táticas utilizadas por grupos terroristas como o Hamas e o grupo islâmico Hizbolá no Líbano.

Aliás, a ação militar israelense está, surpreendentemente, repetindo o equívoco que semeou a incursao ao Sul do Líbano , numa ação que provocou perdas humanas e materiais irrecuperáveis e não trouxe qualquer sucesso palpável em termos de segurança no norte do país. Ao contrário, só reduziu simpatia a Israel na comunidade mundial.

O Hamas tem que saber que enquanto caiam foguetes em Israel, serão eles os responsáveis pelos mortos palestinos.Israel tem que saber que enquanto insistir no bloqueio e na fome sobre Gaza, serão eles os responsáveis pelos mortos israelenses.Uma decisão israelense de cessar-fogo provocará dois possíveis efeitos: ou o Hamas prosseguirá os bombardeios, ou também cessará o fogo. Na segunda alternativa, a desejável, assistiremos a um esforço diplomático com vistas a alcançar um acordo que responda à necessidade de segurança dos cidadãos israelenses do sul, bem como às condições básicas de vida da população de Gaza. Caso prevaleça a primeira alternativa, aí Israel se encontrará livre para agir, e dessa vez com maior apoio da comunidade internacional e da opinião pública israelense

A força, nós já a mostramos. Agora é preciso mostrar um pouco de inteligência.Uma invasão terrestre de Gaza, ou a continuação das mortes, não faz senão aumentar a hostilidade e afastar qualquer chance de alcançar aquilo que constitui um interesse vital para Israel: um acordo de paz com os palestinos. Os dirigentes do Hamas não são aliados na busca de paz. Mas os habitantes de Gaza são. É por essa razão que é preciso chegar às discussões de paz, e preservar as chances desta, nem que seja pela força. O futuro de Israel não está no estreito campo visual dos binóculos militares; a visão deve servir, acima de tudo, a não se perder de vista o objetivo

Ainda que Israel conseguisse matar todos os combatentes do Hamás, até o último homem, ainda assim o Hamás venceria. Os combatentes do Hamás passarão a ser vistos como exemplos para o mundo árabe, heróis do povo da Palestina, exemplo a ser copiado para todos os jovens árabes. A Cisjordânia cairá no colo do Hamás, como fruta madura. O Fatah naufragará num mar de escárnio, vários regimes árabes estarão sob risco de colapso.Se, ao final dessa guerra,que nao acabou com este cessar fogo ,e sei, ainda vai existir um Hamás , dilacerado, que seja mas por outro lado com mais e mais adepto ,'sobrevivente' à fuzilaria da máquina militar de Israel, para eles sempre será a mais prodigiosa das vitórias, e será fantástico, será como o 'espírito que derrotou a matéria'.

E na consciência do mundo estará fixada a imagem de uma Israel sedenta de sangue, pronta para, a qualquer momento, cometer os mais atrozes crimes de guerra, que nada detém, nenhuma rédea moral. As consequências serão muito severas, para o futuro de longo prazo de Israel, para nossa existência no mundo, para as chances de Israel algum dia poder viver em paz e sossego.No fim a guerra de Gaza é, sobretudo, guerra contra Israel, também. É crime contra o Estado de Israel.

16 de Tevet -Falecimento de Maimonides

Sexta-feira da semana passada- 16 de janeiro /20 de Tevet

Falecimento de Maimônides no ano comum de 1204 e.c. Moises filho de Maimon. (Rambam en hebraico, Abu Imram Musa Ibn Maimun em árabe) nascido em Córdoba Espanha no dia 30 de março de 1135 e.c, correspondente a vespera de Pessach do ano judaico de 4895. Córdoba, então sob domínio muçulmano. A cidade era um grande centro cultural, onde muçulmanos, judeus e cristãos conviviam e participavam ativamente da vida pública.

Talmudista, halachista, médico, filósofo e líder comunitário, conhecido no mundo judaico pelo acrônimo "Rambam", e pelo mundo em geral como Maimônides, faleceu no Egito em 20 de Tevet de 1204 e.c. Sua capacidade literaria era incrivel Dominou o conhecimento no campo da teología, matemáticas, leis, filosofia, astronomia, etica e medicina. Maimonides era tambem um líder espiritual da comunidade judaica do Egito. Em 1168 e.c pouco depois de radicar-se em Fostat, completou seu primeiro trabalho importante, o comentário da Mishna. En 1178, dez anos mais tarde, a Mishne Torá foi concluida. Este trabalho monumental é uma copilaçao de 14 livros de toda lei Talmúdica e Bíblica, e segue sendo um clássico até hoje em dia . Em 1190 ec ,a grande obra filosófica de Maimonides, o Guia dos Perplexos foi concluida.

Maimonides era um escritor prolífico. Escreveu também um livro sobre a lógica (Maamar HaHigaion),preceitos (Sefer HaMitzvot),uma epístola aos judeus do Iêmen (Igueret HaShmad) e um tratado sobre a ressurreição (Maamar Tejita HaMetim)além de comentários sobre vários tratados do Talmud e mais de 600 responsas

Datas e Eventos

1135 (4895 após a criação do Mundo) – 14 de Nissan, nasce Moshê ben Maimon em Córdoba, Espanha.
1148- (4908) – Os almohávidas, seita muçulmana fanática da África do Norte, captura Córdoba. A família Maimon foge e começa um período de onze anos de andanças pelo sul da Espanha e norte da África.
1158/61 (4918-4921) – O Rambam começa a escrever o seu "Comentário Sobre a Mishná".
1159 (4919) – A família Maimon se estabelece em Fez, capital do Marrocos.
1162/63 (4922-4923) – O Rambam compõe e propaga a "Igueret Hashmad" (Epístola sobre a Apostasia).
1164-65 (4924/4925) – A família Maimon deixa Fez e percorre a Terra Santa.
1165-68 (4925-4928) – O Rambam completa seu "Comentário sobre a Mishná".
1166 (4926) – A família Maimon deixa a Terra Santa e se estabelece em Alexandria, no Egito
1166 (4926) – Falece Rabi Maimon, pai do Rambam.
1167/70 (4927-4930) – O Rambam começa a escrever o "Sefer HaMitsvot" e o "Mishnê Torá".
1169 (4929) – O Rambam escreve e envia a "Igueret Teiman" aos judeus do Iêmen.
1171 (4931) – Rabi David, irmão do Rambam, morre afogado num naufrágio.
1171 (4931) – O Rambam se estabelece em Fostad, Egito, onde vive pelo resto da sua vida.
1171/74 (4931-4934) – Fim do califado de Fatimide. Saladino torna-se Rei do Egito.
1177 (4937) – O Rambam é nomeado Rabino-Mor pela comunidade judaica do Cairo.
1177/80 (4037-4940) – O Rambam termina de escrever o Mishnê Torá.
1186 (4946) – 28 de Sivan, nasce o filho do Rambam, Rabi Avraham.
1186/90 (4946-4950) – O Rambam termina o "More Nevuchim" – o "Guia dos Perplexos".
13 de dezembro de 1204 – 20 de Tevêt de 4965 – O Rambam falece e é sepultado na Cidade Santa de Tiberíades, em Israel.


Mishnê Torá

Por volta do século XII da era comum, cerca de 700 anos depois que o Talmud da Babilônia tinha recebido seu formato final, havia se desenvolvido uma vasta população de judeus para quem seus argumentos, muitas vezes sutis, eram inacessíveis. Sem as explicações talmúdicas, era difícil entender corretamente a linguagem condensada da Mishná.

Rabi Yitschakl Alfasi (o Rif) deu o primeiro passo para tornar as explicações mais acessíveis, selecionando opiniões autorais e a passagem legal relevante do Talmud, dispensando as discussões mais elaboradas e as seções de casos. Em seu formato final, a compilação do Rif foi uma tremenda realização – poucos eruditos tinham o conhecimento e a percepção necessária para estudar todo o material talmúdico para chegar às leis definitivas. Seguindo a mesma organização do Talmud – com suas freqüentes, às vezes abruptas mudanças de assunto – no entanto, a obra do Rif não era de fácil consulta àqueles que não eram bem versados no Talmud.

Maimônides procurou remediar esta deficiência compondo um código organizado por tópicos. Mishnê Torá, é composta de 14 livros que contêm 982 capítulos e milhares de leis. Dividiu sua obra em catorze livros, com cada livro dividido em capítulos e cada capítulo desmembrado em discussões de leis individuais.

Guia dos Perplexos

Durante a vida de Maimônides, muitos judeus observantes tinham sentido atração pelas obras dos antigos filósofos gregos, uma influência que era popular dentre os eruditos árabes da época.
Enfrentando conflitos entre as concepções aristotélica e judaica do mundo, estes judeus se tornaram perturbados e abalados em sua fé. Preocupado com essa confusão e temendo suas potenciais conseqüências, Maimônides compôs seu Guia para elucidar sistematicamente a filosofia básica e os dogmas religiosos do Judaísmo.

O Guia não foi direcionado ao judeu descrente, mas explicitamente projetado para judeus eruditos e devotos. Como escreve Maimônides em sua introdução: "O objetivo desse tratado é esclarecer um homem religioso que foi treinado a acreditar na verdade de nossa sagrada Lei, que conscientemente cumpre seus deveres morais e religiosos, e ao mesmo tempo tem obtido sucesso em seus estudos filosóficos."

Os Treze Princípios de Fé

O Rambam faz parte da vida dos sábios e dos eruditos, quando todos os dias se elevam ao mergulhar na profundidade de seus livros. Mesmo as pessoas menos instruídas são influenciadas pelo Rambam, através dos 13 Princípios da Fé, formulados por ele.

Esses princípios da fé judaica versam sobre as virtudes, a fidelidade e a fé na eternidade da Torá e na breve vinda de Mashiach – todos estes valores tiveram e têm um papel importante na complementação espiritual de nosso povo. Esta prece representa a grandeza da obra do Rambam, pois ele conseguiu penetrar no intelecto e no coração de todos os judeus; do mais erudito ao mais afastado dos conhecimentos da Torá.

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"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim

Sobre a Nota Oficial do PT X A outra Nota do PT





PT e a questão de GAZA, apos a nota de Ricardo Berzoini (pres.nacional do Partido) e a outra nota em que inumeros lideres do Partido, dentre os mesmos varios pertencente ao ishuv.

Inegavel que todavia houve uso politico anterior a nota do proprio PT. Criticou-se a nota do partido , a primeira, a qual, concordo, fez uso de conceitos de modo inapropriado,mas em momento algum poderia ter sido tida como 'nota anti semita'.
Mas é preciso autocritica quanto ao vitimismo e mesmo a usos politicos ,como observo na questão .Não resolve a questão ao cunhar a esquerda como anti semita e todavia inventar uma ala do ishuv ligada aos setores mais retrogrados da sociedade brasileira:uma ala conservadora e elitista num pais em que 500 anos de colonialismo e desigualdades tentam ser minoradas e talvez um dia resolvidas .Seria nao apenas esnobismo, mas bem como apagar-se em um reducionismo intelectual e partidario o qual só corrobora a pechas e ai, sim, ao antisemitismo. Criticar o PT por 'ligar-se' ao Baath sirio é tão ultrajante quanto o proprio governo israelense hoje mais do que nunca dialogar com o Partido de Mahmoud Abbas , ou sera que esqueceram do passado do mesmo?Hoje a Fatah se tornou nosso interlocutor...

Totalmente valida a outra nota do PT a qual mostra que sobretudo, ha inumeros integrantes do ishuv tomando parte do partido, bem como fazem parte deste governo. Quanto a tentativa de ridicularizar a açao de Amorim no Oriente Medio, obvio que sua importancia é minima perante a açao de lideres da Europa e do mais que esperado e esperançado trabalho de Obama na questão. Mas Amorim abre tapete para a visita de Lula ao Oriente Medio e a Israel,por que em sua conversaçao com Tzipi Livni (e não apenas com os arabes como propagandearam ou para 'retirar' tres familias brasileiras de Gaza)sera para possibilitar uma primeira visita oficial de um presidente brasileiro a Eretz. Aos desinformados, ainda em novembro ultimo a assessora especial da presidencia, também judia , Clara Ant, oficialmente com a Fipe (Fed.Isr.Pernambucana) e bem antes da rodada de Encontro de lideres latinos em Sarauipe tratava sobre uma questão que o governo colocou em pauta- livre comercio com Israel.
A ação brasileira , embora de minima importancia perante ao que se espera da UE e dos EUA tem de ser entendida como uma forma de contrabalancear os excessos do Sr.Chavez .Ou será que os criticos não compreendem isto? Sera que ridicularizarão-no por apenas se tratar de 'mais um lider latino, de origem proletaria',sem glamour, sem estirpe ? Ou tachar o governo de 'apedeuta'??? Risivel e boçal . E pior quando vindo de grupos que pensa-se constituir a massa critica da sociedade e que tanto critica a midia ,mas cria espaços de midia e com total liberdade deste tipo de comentario sem qualquer moderaçao , sem qualquer critica a esta corrente de pensamento . É querer diminuir nossa democracia. E Lamentavelmente foi o tipo de comentario muitas vezes lido tal como os que marginalizam movimentos sociais ainda serios e competentes desta republica.


Meus pesames a estes...


Escrita em 16 de janeiro de 2009


Ao companheiro Ricardo Berzoini,Presidente Nacional do PT,

Nós aqui subscritos, na qualidade de militantes do PT profundamente consternados com a tragédia que vem se desenrolando no Oriente Médio e com o número crescente de vítimas, inclusive de crianças, gostaríamos de manifestar publicamente desacordo com o teor da nota do Partido sobre o conflito, divulgada a 4 de janeiro corrente.

Em nossa visão, a nota posiciona equivocadamente o PT em relação a um conflito de notável complexidade, devido, em síntese, aos seguintes pontos:

i. ignora a posição histórica do Partido, que sempre se pautou pela defesa da coexistência pacífica dos povos;
ii. banaliza e distorce o fenômeno histórico do nazismo;
iii. não registra a necessária condenação ao terrorismo;
iv. não afirma o reconhecimento do direito de existência de Israel negado pelo Hamas
v. não se coaduna com a posição equilibrada assumida pelo governo brasileiro sobre a questão; e
vi. queima, ao invés de construir, pontes para o entendimento.

Estamos convictos de que o Brasil, conforme propõe o Governo Lula e com base na convivência exemplar das duas comunidades em sua sociedade, pode contribuir para o engajamento das partes na busca de uma paz duradoura, baseada na coexistência pacífica de um Estado Palestino viável e próspero e de um Estado de Israel definitivamente seguro.

Nosso partido pode desempenhar um papel importante no aprofundamento do debate e na defesa, junto às partes e à sociedade brasileira, do caminho do cessar-fogo imediato e do desbloqueio da entrada de ajuda humanitária.

Assinam*:

-Alberto Kleiman
Alexandre Padilha
-Alfredo Schechtman
Aloizio Mercadante
-Ana Copat Mindrisz
-Carlos Minc Baumfeld
-Clara Ant
Denise Rosa Lobato
Diogo de Sant'Ana
Edna Cassimiro
-Esther Bemerguy de Albuquerque
Fernando Haddad
-Fernando Kleiman
Itajaí Oliveira de Albuquerque
-Ivo Bucaresky
Ivone de Santana
-Jaques Wagner
José Genoino
Luciano Pereira da Silva
-Marcelo Behar
-Marcelo Zero
Marcos Damasceno
Maria Luíza Falcão
Marta Suplicy
-Mauricio Mindrisz
-Nadia Somekh
-Paul Israel Singer
Paulo Moura
Paulo Vannuchi
-Pedro Vieira Abramovay
Rômulo Paes de Sousa
-Sergio Gusmão Suchodolski
-Suzanne Serruya
-Tarso Genro
-Thiago Melamed de Menezes
-Vitor Sarno

20 ene. 2009

Paz Agora!!!

Israel não pode nem deve tolerar os constantes ataques contra seus cidadãos.

Mas esta ofensiva militar representa um castigo coletivo e desumano sobre o povo palestino. E inútil, pois não irá garantir sua segurança. A continuação da ofensiva militar israelense é contrária aos melhores interesses do seu próprio povo. Só acrescenta mais ódio, mais perdas civis e mais terror.

Ao mesmo tempo em que defendemos com firmeza que o Estado de Israel deve proteger seus cidadãos, também reafirmamos que a segurança permanente do país só será conseguida através da paz com seus vizinhos, que será obtida por meio de negociações.

Apoiamos todos os esforços diplomáticos que possam levar a um cessar-fogo, especialmente a mediação oferecida pelo governo brasileiro. As gestões do Itamaraty unirão nossas comunidades árabe e judaica - que aqui sempre conviveram em perfeita harmonia - na busca de uma solução justa e pacífica no conflito do Oriente Médio.

Um imediato cessar-fogo é vital para minorar o sofrimento de milhões de seres humanos - israelenses e palestinos - que merecem vidas normais, sem foguetes, sem violência e sem ocupação. Continuamos convencidos, apesar das ações dos grupos terroristas que pregam a destruição do Estado de Israel, de que a única forma de resolver o conflito na região é através de ações políticas e pela concretização da solução de dois Estados.

As últimas guerras mostraram claramente que é impossível vencer grupos terroristas apenas com o uso me meios militares. Mesmo que a guerra contra o Hamas seja justificada, é impossível ignorar a terrível mortandade, destruição e sofrimento que ela vem causando ao povo de Gaza.

Os Amigos Brasileiros do PAZ AGORA manifestam seu apoio à interrupção imediata da ação militar em Gaza, e o restabelecimento de condições humanitárias básicas para a população da Faixa.

É HORA DE PARAR !
PAZ AGORA !

Ministro Tarso Genro garante segurança em encontro com liderança judaica

O Ministro da Justiça, Tarso Genro, garantiu que vai tomar medidas necessárias para garantir a segurança da comunidade judaica e impedir a importação para o Brasil do conflito no Oriente Médio. O ministro se reuniu em Brasília com Cláudio Lottenberg, presidente da Conib, Henry Chmelnitsky, vice-presidente da entidade, e Ricardo Berkiensztat, vice-presidente executivo da Fisesp.

Em reunião realizada a pedido da Conib, Lottenberg colocou a importância de não se medir esforços para manter a histórica convivência harmônica que marca a relação entre as comunidades judaica e árabe no Brasil. O ministro Tarso Genro enfatizou sua concordância em atuar para proteger esses laços.

Tarso Genro,Carlos Minc ,a assessora da presidência Clara Ant e o porta voz André Singer também são judeus assim como outros que fazem parte desta gestão do governo.

Fonte: FISESP

Brasil se mobiliza para ajudar no cessar-fogo na Faixa de Gaza



Em coletiva realizada na quinta-feira (15) com jornalistas, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, falou sobre os recentes conflitos no Oriente Médio. Amorim retornou de viagem à região, de quatro dias, onde teve encontros com autoridades de cinco países - Síria, Israel, Palestina (Cisjordânia), Jordânia e Egito. Ele também conversou com o secretário Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-Moon.

A viagem do chanceler brasileiro teve por objetivo colocar a participação do Brasil à disposição das negociações de paz na região, que entra no seu 20º dia de conflito na Faixa de Gaza com um saldo, até agora, que já ultrapassa mil mortos. “O Brasil cumpre religiosamente todas as resoluções e estamos numa situação especialmente grave em que uma resolução do Conselho de Segurança, que tem a ver com a sensação de um conflito, não está sendo respeitada. É fundamental que a comunidade internacional se mobilize em torno disso”, afirmou o ministro.

De acordo com Amorim, a mensagem central é que é fundamental acabar com as mortes e aliviar o sofrimento dos civis e, sobretudo, dos palestinos que continuam morrendo em grandes quantidades com elevado percentual de mulheres e crianças. “É preciso que não se trate o assunto do Oriente Médio como um negócio corriqueiro. Esta não é a primeira, nem a segunda, nem a terceira ou quarta crise em que tantos civis perdem a vida”, salientou. Porém, na opinião do chanceler, o problema mais difícil na Faixa de Gaza é a vontade política para atender ao “chamamento de uma resolução das Nações Unidas e não apenas a cálculos de natureza política ou militar sobre interesses de cada um dos lados”.

Ele destacou que, se algo de bom pode sair de uma situação tão trágica, seria a consciência de que é preciso encontrar de uma vez por todas o caminho da paz, que garanta a existência de dois estados, mas dois estados viáveis. “A Palestina tem também que ser um estado viável. Ela não pode estar totalmente dividida, totalmente impossibilitada de existir como um estado economicamente viável e Israel tem que existir em segurança”, ponderou

O ministro declarou, ainda, que manifestou à ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, de que não há segurança absoluta que se baseie apenas no aspecto militar. “Somos amigos de Israel. Não achamos que há futuro com o país se transformando numa espécie de bunker, cercado por países com ressentimentos variados”, alertou.

Ajuda brasileira

Para Amorim, a participação da diplomacia brasileira num momento de crise como este é extremamente relevante. “O Brasil está entre as dez maiores economias do mundo; a maneira como o País vota em organismos internacionais influi em como outros países votam. Mantemos relações econômicas amplas, grandes e crescentes com todos”, explicou Amorim aos repórteres.

Na opinião dele, o auxílio humanitário brasileiro chegou rapidamente. “Temos uma estrutura que permite ajudar. Havendo necessidade de outras doações, certamente continuaremos a considerar”, avaliou. Para o ministro, a experiência do Brasil no Haiti, embora diferente, é de grande contribuição.

5 ene. 2009

Em defesa de Israel -IDF no 'Hamastão':Artigos e notas

Hasbará

Sobre Tzahal versus Hamas -no Hamastão (GAZA)

Sobre o conflito- com o jornalista Henry Galsky ,acessem :
http://cartaecronica.blogspot.com/2009/01/israel-em-luta-com-o-ir-e-hamas-busca.html

Opiniões ...

O momento é dificil.Vitimas de um lado,qassans, acusações ridiculas de outro, ânimos acirrados e o antijudaismo transvertido de anti-sionismo saindo de sua hibernação. E tudo então se soma ao barril de pólvora. Lamentáveis são as generalizações.E as formas de atearem fogo atráves de pechas ,estereotipizações e o velho senso comum.

Estou postando artigos e notas: uma ressalva :simples leitura diferente de uma leitura critica.

Abaixo o parecer em Defesa da ação das IDF afim de neutralizar o Hamas e seu reinado no 'Hamastão',isto é GAZA .Acessem para lerem este otimo artigo do jurista Alan Dershowitz em, http://moishe-hess.blogspot.com/2009/01/sobre-tzahal-versus-hamas-gaza.html.
Em seguida notas oficiais da ASA (Ass.Scholeim Aleichem) por conta do enorme desgaste politico a Israel e o posicionamento da opinião pública e inumeras ilaçoes antijudaicas à solta.
Veja em: http://vidasmarranas.blogspot.com/2009/01/nota-da-associao-scholeim-aleichem-asa.html

E por fim, a nota oficial da Conib quanto ao que acontece em Gaza.
http://vidasmarranas.blogspot.com/2009/01/nota-da-conib-sobre-atual-situao-no.html

Bnai Brith: http://vidasmarranas.blogspot.com/2009/01/bnai-brith-do-brasil-israelenses-e.html

Artigo Tzahal X Hamas I -http://vidasmarranas.blogspot.com/2009/01/exercito-israelense-x-hamas-em-gaza.html

E demais arquivos dispostos antes do ultimo shabath aqui no http://www.vidasmarranas.blogspot

No mais é muito fácil trazer para terras tupis o conflito .Então uma frase bem curtaaos radicais e reacionários de plantão: se não quiser ajudar, não atrapalhe!

Não é preciso ser torpe (e racista)para cunhar sionismo do pior adjetivo só para dizer se verdadeiro humanista- e galgar um posto de ignorante assumido .Por outro não é preciso ser estúpido para marginalizar movimentos por direitos civis como os que existem na America Latina e colocar num mesmo balaio de gatos ,lado a lado de terroristas que tomam civis como escudo em suas operações.Não à qualquer espécie de reducionismo em um momento no qual os lados infelizmente preferem reproduzir informes e não pensarem antes de terem um minimo senso critico.

Chai am Israel.Sionismo não é nazismo.
Shalom.


4 ene. 2009

Nota da Associação Scholeim Aleichem-ASA sobre GAZA

*nota oficial da ASA (Instituiçao judaica que se define-se como laica e democrática, elegendo a raiz cultural como o elemento primordial de sua identidade judaica)recebida antes do ultimo shabath.Estou postando aqui quando possivelmente não seja mais novidade

-Contra a ilusão militarista (ASA)

A operação de guerra de Israel contra a Faixa de Gaza realimenta a espiral de violência no Oriente Médio. São centenas de mortos e feridos palestinos, muitos não-combatentes, atingidos por armamento de última geração. A resposta do Hamas, com mísseis artesanais, matou e feriu israelenses, causando pequenos danos materiais.

Desde a retirada de Israel da Faixa de Gaza, em 2005, a área vem sendo submetida a uma asfixia quase permanente. Israel controla as fronteiras terrestre, marítima e aérea. Os palestinos dependem integralmente do fornecimento de água, eletricidade e combustíveis israelenses (que determinam, também, os preços destes insumos). A movimentação de pessoas e mercadorias é severamente restringida, afetando duramente a economia local. O resultado é o crescimento da pobreza, do desemprego, da desesperança, da radicalização. Gaza é um dos lugares com maior densidade populacional do planeta, tornando impossível um bombardeio “cirúrgico”, ou seja, que atinja apenas alvos militares.

Até recentemente, vigorou um cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas (prova de que existe uma interlocução possível, desde que haja vontade política). Seu fim trouxe de volta os mísseis Qassam sobre o sul de Israel. Todos os países têm o direito e a obrigação de defender seus cidadãos. A pergunta que se faz é: a destruição maciça de vidas e bens palestinos protegerá os cidadãos de Israel ? A História mostra que não.

O apoio ao Hamas só tem aumentado com as ações militares israelenses. Cada vez que um prédio, uma rua, um carro, é bombardeado em Gaza, a popularidade dos setores mais intransigentes do grupo se reforça. É uma ilusão perigosa imaginar que, quanto mais se espancarem os palestinos, mais dóceis eles ficarão. Conforme destacou o historiador Tom Segev, jamais uma operação militar terminou em progresso na direção da paz com os palestinos. Por trás de tudo, uma equação sinistra: mais descrédito para o diálogo é igual a mais oxigênio para as bombas.

Na presente situação, defendemos as mesmas posições tornadas públicas inúmeras vezes:

* Não há solução militar para os conflitos entre israelenses e palestinos.

* O terrorismo de grupos ou estados é igualmente execrável. As leis internacionais condenam com clareza ataques contra alvos civis.

* A criação de um Estado palestino laico e democrático, com fronteiras internacionalmente reconhecidas e com todos os direitos e deveres dos Estados modernos, que viva em paz ao lado de Israel, é o caminho possível para dissolver as tensões no Oriente Médio.

O momento exige um imediato cessar-fogo em Gaza, o fim do lançamento de mísseis contra Israel, o reinício emergencial da ajuda humanitária para os palestinos e a construção de mecanismos multilaterais de negociação. Sem isso, a iniciativa continuará com os que apostam tudo na força das armas.

Diretoria da ASA – Associação Scholem Aleichem de Cultura e Recreação

3 ene. 2009

B´NAI B´RITH DO BRASIL: ISRAELENSES E PALESTINOS TÊM DIREITO À PAZ!


nota repassada:

A B´nai B´rith do Brasil lamenta o sofrimento imposto pelo grupo terrorista Hamas às populações civis israelenses e palestinas.

A B´nai B`rith do Brasil também lamenta a hipocrisia e unilateralidade dos que se beneficiam do desconhecimento e dos interesses imediatos de alguns, inclusive de governos, para fomentar a discórdia e a desunião, prejudicando todo e qualquer esforço de se conseguir uma PAZ justa, duradoura e respeitosa, para todos.

Israel retirou-se, em 2001, da Faixa de Gaza na esperança de caminhar rumo à paz. Ledo engano, Apenas em 2008, 3000 foguetes Quassam foram disparados contra civis israelenses, a partir da Faixa de Gaza, sob o comando da organização terrorista Hamas.

O Hamas foi escolhido numa eleição palestina realizada em um momento histórico de muita confusão no emaranhado dos grupos de liderança regional.

Em vez de oferecer uma opção de vida respeitosa aos seus eleitores, ofereceu o terror e a dominação imposta pela interpretação fundamentalista do Islã.

Mais de 250 mil israelenses – crianças, jovens, idosos, homens e mulheres – vivem sob constante terror na região próxima à Gaza, imposto pelas ações do Hamas. São judeus, cristãos, árabes, drusos, dia e noite sob a mira dos mísseis e foguetes, que se tornam cada vez mais potentes, colocando mais cidades e civis em risco.

Israel não teve escolha. Mais uma vez, teve que se empenhar numa guerra para defender os seus cidadãos. Fato que todo governo tem a responsabilidade de cumprir, ainda mais sendo um país democrático e de plenos poderes de cidadania ativos e presentes.

Israel tem o direito, o dever e a responsabilidade de defender a sua população.

Todos os povos e cidadãos, inclusive Palestinos e Israelenses, têm direito à PAZ!

A situação transcende as ações regionais, que são foco da atenção dos Governos, populações e mídia. Há sim, no fundo da questão, uma longa e importante luta pelo poder no mundo islâmico. De um lado os governos sunitas: no Egito e Arábia Saudita. De outro, os xiitas, do Irã e da Síria, apoiando o Hamas e o Hezbollah. Os primeiros apóiam, mesmo com as suas limitações e exigências, a via da negociação e a busca da paz, os segundos o uso da força e a destruição de Israel, abrindo caminho para a imposição do Islã, não só na região, mas para todos os `infiéis` que eles puderem subjugar.

Gerações alimentadas do ódio só levarão a mais violência.

É preciso que as pessoas sejam esclarecidas, que os governos e a sociedade civil organizada que busca a PAZ, PROSPERIDADE e HARMONIA entre todas as etnias, religiões e culturas de nossa ampla diversidade, sejam capazes e tenham coragem para dar um basta, diplomaticamente, para todos, inclusive e especialmente às lideranças fundamentalistas islâmicas, que, ao invés de fomentar o ódio, a violência e todo o tipo de manifestações. busquem promover a educação para a Democracia e Cidadania, com liberdade e responsabilidade.

Só assim, teremos um caminho que nos conduzirá ao Direito à PAZ para todos, com a convivência Fraternal e Harmoniosa entre os dois Povos e os dois Ertados: Israel e Palestina.

Abraham Goldstein
Co-Presidente da B`nai B´rith do Brasil


1 ene. 2009

NOTA DA CONIB SOBRE A ATUAL SITUAÇÃO NO ORIENTE MÉDIO

Aqui a nota oficial da Conib.Mais abaixo um artigo sobre Tzahal X Hamas em Gaza, no qual tento abordar a questão da virulencia aos ataques a Israel e as perigosas generalizações que estão acontecendo na midia.É leitura necessaria para compreender a propria nota da CONIB por favor ,leiam antes de me criticarem.

Aos radicais de ambos os lados:não vamos importar o conflito para terras tupiniquins.Infelizmente uma das razões que me fizeram passar a moderar os comentários.

"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim


EDIÇÃO EXTRA - 01/01/2009
COMUNICADO SOBRE A ATUAL SITUAÇÃO NO ORIENTE MÉDIO

A Confederação Israelita do Brasil - CONIB - expressa sua mais alta preocupação com os episódios ocorridos em Israel e na Faixa de Gaza. Lamentavelmente, todo este fato retarda o processo para a paz na região, o que só pode ser conseguido mediante o desejo verdadeiro de diálogo entre judeus e palestinos.

Entretanto, há que reconhecer também o direito do Estado de Israel em legitimamente se defender de ataques terroristas da milícia do Hamas. Desde 2005, Israel se retirou de Gaza, dando autonomia completa à Autoridade Palestina para que ali exercesse sua liderança. O fato é que a partir de 2006, esta mesma Autoridade Palestina foi expulsa progressivamente da região, foi dominada pelo Hamas, definido tanto pela União Européia, como pelos Estados Unidos, como um grupo terrorista internacional.

Para que o diálogo possa existir entre Israel e o Hamas, três condições são fundamentais: o reconhecimento pelo Hamas do Estado de Israel, o compromisso de dar seguimento a acordos previamente estabelecidos entre Israel e os palestinos em gestões anteriores e o final da violência. Em nenhum destes pontos houve qualquer sinalização positiva. Muito pelo contrário, pois o Hamas insiste num ponto único, a destruição do Estado de Israel.

As últimas semanas foram marcadas por disparos permanentes de morteiros e foguetes contra civis israelenses. As tentativas de diálogo para que isso fosse interrompido se revelaram absolutamente infrutíferas. Frente a esta situação, Israel não teria alternativa que não a de defender seus cidadãos e exigir que seus vizinhos tenham um comportamento de convívio adequado.

Muitos argumentam que existiriam alternativas não militares para Gaza. De fato, concordamos com isto, desde que os próprios palestinos que ali vivem decidam entre querer um convívio de diálogo e de mútua aceitação ou se preferem uma postura beligerante e extremista como a do grupo terrorista Hamas, que prega a destruição do Estado judeu.

Desejamos que o diálogo seja imediatamente restabelecido e a paz alcançada. Entretanto, não podemos aceitar passivamente que atitudes que preguem destruição de um Estado, sejam elas menores ou maiores, continuem a ser responsáveis pela morte de civis, como vi acontecendo. Israel, assim como todas as nações, tem absoluto direito de se defender.

Claudio Lottenberg - Presidente CONIB

Exercito Israelense X Hamas em Gaza

Vidas Marranas:Um pretenso espaço, compósito subterfúgio de observação do mundo.Alguma verdade ainda existe em porões do silêncio, câmaras soturnas nos quais não passou a Grande História.

"Recorda os dias do passado,lembra-os de geração em geração".Devarim
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Como individuo do ishuv e ao mesmo tempo da Esquerda, tento enfatizar aqui minhas criticas ao que acontece.Por outro dar meu SIM em favor de uma PAZ e a soluçao imediata do conflito. Mas uma questão?As bombas sobre Israel também cessarão?Se não, ficará dificil por que já são mais de 3000 mil Qassans em um unico ano!

Na galut tupiniquim o Partido dos Trabalhadores-friso : a qual inumeros do ishuv têm parte ,assim como eu- reforça a necessidade de um engajamento sério da comunidade internacional e acredita que o caminho para se alcançar a paz na região é através do diálogo e da vontade política de erguer um Estado palestino independente, que possa coexistir com o Estado de Israel.Como judeu e petista assino embaixo.Mas agora pequeninas ressalvas:

Em artigo anterior usei de palavras passionais e mesmo ingênuas quanto ‘ a um carinho’ que o PT têm pelo ishuv. Não que não seja verdade,mas o fato é que como socialistas , humanistas ,o mesmo tem de se manifestar contra qualquer forma de opressão.Ok!Ate por que toda hegemnia de opiniao é incompleta e leva a uma desmedida de uma das partes. Por outro não se pode cair no erro daquela outra esquerda maniqueísta e imbecil (com comentarios tão em comum com os de facinoras de nossa Direita brasileira) .Isto por que o que observo é que há também uma esquerda pueril (ou seria burra?mas MUITO BURRA mesmo!)que segue acreditando e firmando seu apoio a terroristas áraves de ultra direita e que ensejam o fundamentalismo na mesma faixa de GAZA.E que assim minando os moderados que almejam conversações monopolizam seu espaço como voz uníssona pela Autonomia Palestina .Isto por que para o Hamas quanto mais palestinos mortos, melhor! Renderá ajuda financeira de outros grupos extremistas e no calor da disputa o apreço da população por intermédio de suas medidas assistencialistas.

Como um analista,Sergio Malbegier ,destrinchou: Os desesperados palestinos de Gaza entregaram seu destino a deus, ou melhor, ao grupo local que diz falar em nome dele, o Hamas em detrimento da corrupção da Fatah de Abbas e do falecido Arafat. E o suposto representante de deus cobra sangue e morte. Quer transformar (e o faz nestes dias com grande sucesso) todo palestino em mártir na luta para libertar a Terra Santa dos infiéis

O governo israelense já tinha alertado a tempos que responderia com força letal se a barragem diária de foguetes lançada de Gaza não cessasse. E a força letal agora usada acaba apenas fomentando mais radicalismo entre a população palestina, o que o Hamas explora a maneira do Hezbollah, com cinismo exemplar. É o que vemos agora. Uma repetição extrema dos ciclos de ataques e contra-ataques que há décadas infernizam israelenses e palestinos e realimentam a guerra. O pior é que a solução para o problema é evidente a todos os interessados de fato na paz: a criação de um Estado palestino viável em Gaza, Cisjordânia Mas o extremismo islâmico seqüestrou a agenda palestina e não aceita a convivência com Israel. E, ironia sem graça da história, com o apoio crescente de parte da esquerda global, numa aliança de forças tão contraditórias que só um anti-semitismo latente travestido de anti-sionismo raivoso pode explicar.

Não se deixe enganar. Para haver paz no Oriente Médio é preciso ouvir as vozes conciliadoras em meio aos gritos de guerra. É um conflito onde os oponentes são ao mesmo tempo vítimas e algozes. A única forma de resolvê-lo é apoiar os moderados dos dois lados e combater os radicais. O resto é teologia da destruição ou ingenuidade. E por favor senhores, também não venham a radicalizar e condenar os nossos moderados.Amoz OZ como andou sendo criticado é uma das opinioes publicas mais respeitadas em Israel. E tão judeu e israelense quanto qualquer outro. Ele deseja a paz.E vê na desmedida algo ruim para ambos os lados.

Sempre iremos lamentar pelas vitimas. Triste o fato de morrerem inocentes em meio a tática suja e amoral de uma canalha de terroristas que insuflam população civil e nesta têm seu escudo .Apesar de esporádicas colocações de reacionárias ou dos muitos desinformados de ambos os lados,o Vidas Marranas aqui deixa seu minuto de silencio em memória dos inocentes mortos em meio aos comandos e bases do Hamas em GAZA.E o lembrete:Mais de 3000 mil mísseis já atingiram território israelense enquanto Israel tentava negociar como fez com a libertação no ultimo mês de mais de 250 prisioneiros palestinos em prisões israelenses.

Agora voltando...É! Todavia a imprensa árabe e boa parte da mídia maior ainda hoje exerce o mesmo papel dos poetas tribais pré-islâmicos, cujo papel era elogiar a tribo, não dizer a verdade .Hum, esta ultima frase são palavras de Sulaiman al-Hattlan, analista de mídia de Dubai e ex-editor-chefe da “Forbes Arabia”.

Abraços.

Reveillon?

As famílias reunidas, jovens em raves ao ar livre. Vê-se reflexos pela janela, uma janela para o mundo e em meio ao colorido do céu preto-acinzentado um tiroteio como cena de fundo por quê isto ocorre em um qualquer canto de um qualquer subúrbio. Apenas horas, mas de um cotidiano avolumado: transito em direção as praias, pessoas nas ruas, copos, garrafas, abraços ,gestos de carinho em oposição a brigas, ocorrências registradas em cima da hora.Somente mais uma virada de ano do calendário comum. Estatísticas, brilhos, gritos,flashbacks .Fácil seria apagar números , índices e apurar-se em apenas arranjar mais outro calendário.

Da janela sente cheiro. Pólvora, cheiro de restos de alguma ceia, champagne barata e cerveja. Mas apurando o ouvido, para além do desvario coletivo existe um estranho silencio sem principiar se ao grande burburinho.Fogos .Luzes no céu e revira-se. Impossível dormir sob aquele encargo de alguém que não se importava com datas como as daquele tipo. Barulho, vento farfalhando a copa da árvore.

Não adianta ligar a Tv, por que toda programação , de filme a musicas são exclusivos a tal festejo.Computador um bando de amigos para desejarem felicidades por uma data que para si em nada tem significado.E no fundo, sentir é o grito do eco, por uma espera de uma chamada na ruptura da madrugada tão fria.. Revira-se então. É possível escutar o silencio em meio a tanta algaravia. Preocupa –se com mil coisas, ri daquelas promessas que fazem em viradas de datas. Nunca fora daquilo.Mas procura um calendário.Não tem um qualquer.Procura e apenas acha velhos calendários todos marcados.Um novo esta em falta. Mesmo uma agenda.Ou por que talvez não recomeçara a própria vida. O que sobra é a cama vazia, igualmente com a casa .E apenas o que se escuta somado ao eco é um velho vinil tocando na vitrola, nada mais nostálgico, como um canto agourento de um lobo varando o breu, enquanto a lua agoniza numa noite sem fim. Bobagem um uivar daqueles por algo tão particular tão seu. O mundo seguia em seus festejos.E nalgum lugar distante tiros com maior intensidade pipocavam ,talvez ali bem ao seu lado e o sangue de vitimas inocentes e não inocentes se espalharndo num olor mais real que seu silencio agourento

Bom era apagar números, infortúnios e índices.Mas não tinha um calendário, por que aquele também não era o seu calendário.

Chove lá fora e aqui, faz tanto frio(fazia muito calor)
Me dá vontade de saber(quem sabe)
Aonde está você
Me telefona
Me chama,
me chama,
Nem sempre se vê
Lágrimas no escuro,
lágrimas no escuro

Tá tudo cinza sem você
Tá tão vazio
E a noite fica assim porque
....Taararhfjsds (faltou luz e parou a vitrola) !!!
Me chama -Lobão