14 oct 2008

5769 e a vida pétrea.

5769 pela tradição judaica. 2008 da era comum.Depois de Yom Kippur e das eleiçoes marcadas pelo continuismo ,chegamos a Sucot. A Festa das cabanas.

Precisamos aprender a morar de novo.Tornar da nossa necessidade de teto e proteção uma obrigaçao para todos. Atingivel a todos.


"A Sucá nos lembra das Nuvens de Glória que rodearam nosso povo durante sua peregrinações pelo deserto a caminho da Terra Prometida. Todos então viram a especial proteção Divina, que D'us lhes concedeu durante aqueles anos difíceis. Mas embora as Nuvens de Glória desaparecessem no quadragésimo ano, na véspera da entrada na Terra de Israel, nunca cessamos de acreditar que D'us nos dá Sua proteção, e esta é a razão de termos sobrevivido a todos nossos inimigos em todas as gerações (...)

A sucá nos lembra que confiamos em D'us para nossa proteção, pois a sucá não é nenhuma fortaleza, nem ao menos fornecendo um telhado sólido sobre nossa cabeça. Lembra-nos também de que a vida nesta terra é apenas temporária."

Acrescentando a sapiencia Drummondiana,isto por que a vida, a vida é simplesmente pétrea.



Puis-je au moins sortir la tête
et oublier qu’ici, on ne sort pas
Mais je sais bien que ma petite ville arrête

Les plus belles espérances en contrebas
Puis-je au moins sortir la tête ?

nous on croyait qu’on serait
loin et déjà revenus
Qu’à prendre la traverse en chemin, on fuirait nos ombres

Peut-on jamais savoir où être,
là dans mon trou à rats, on ne pense
je sais bien que ma petite ville arrête
Les plus belles espérances en contrebas

Mais nous on croyait qu’on serait
loin et déjà revenus
Qu’à prendre la traverse en chemin, on fuirait nos ombres

Peut-on jamais savoir où être,

dans mon trou à rats, on ne pense pas
Mais je sais bien que ma petite ville arrête

Les plus belles espérances en contrebas
Mais nous on croyait qu’on serait
loin et déjà revenus
Qu’à prendre la traverse en chemin, on fuirait nos ombres

"Acordar, viver

Como acordar sem sofrimento?

Recomeçar sem horror?

O sono transportou-me

àquele reino onde não existe vida

e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir,

dia seguinte após dia seguinte,

a fábula inconclusa,

suportar a semelhança das coisas ásperas

de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas

que rasga em mim o acontecimento,qualquer acontecimento

que lembra a Terra e sua púrpura demente?

E mais aquela ferida que me inflijo a cada hora,

algoz do inocente que não sou?

Ninguém responde,

a vida é pétrea."

19 ago 2008

Tempo de mudanças.Hoje ou eternamente amanhã

na integra em : http://moishe-hess.blogspot.com/

Creio que as reais possibilidades de mudança estão porvir e levado a pensar no que precisamos encarar como tarefas inadiáveis.Projetos coletivos,de esperanças e sonhos de uma sociedade sem discriminações,sem exclusões,plurais,democráticas e sustentáveis.

É claro que tarefas assim são para mais de um mero ano,implicam largo prazo,décadas,gerações,etc.Mas primeira e fundamental tarefa é imaginar grandes processos e mudanças para fortalecer a vontade de agir no aqui e agora (...) A democracia aponta um ideal que é, na verdade, um processo virtuoso de construção de sociedades mais livres,igualitárias,mais valorizadoras da diversidade intrínseca,solidárias e mais participativas ,mas dá também o método,ou seja,implica em se engajar, disputar e cooperar, sob a luz de tais princípios e valores,nos quais os fins não justificam os meios e sim os qualificam,gerando um processo incerto de avanços e recuos,de rupturas e de compromissos possíveis.

Vivemos uma situação de democracia contida em seu potencial transformador, pois capturada de algum modo por forças e interesses que, no contexto democrático, esvaziaram o poder político e impuseram uma agenda de globalização econômico-financeira centrada no mercado (...)é fundamental ser intransigente e radical para ir alem e enfrentar os limites da democracia real, em busca da solução 'democratica', isto é, em que tenha se mais participação, mais disposição de disputa em cada campo e esfera da vida(...)

A ineficiência do Estado democrático em prover segurança é patente. Mas o cinismo de estratos médios e dos ricos,nos seus prédios e condomínios gradeados,é também parte do problema da segregação e violência.E aos pobres soçobra as formas que se aproveitam da ausência do Estado(...)

Em escala social temos problemas urbanos agravados pelo crescimento desordenado, a falta de políticas habitacionais e de transporte. O individualismo se aproveita das novas concepções de inserção social e da aparente democracia vivida resultando num emaranhado de superposição de classes que desigualmente participam do crescimento econômico.Alias, que forma de crescimento é o desejado? (...)"

17 ago 2008

Crõnica Banal da vida comum

Silencio
Inúmeras vezes tão dolorido na alma. Ao revirar o leito, as horas. Momentos de receio para encará-lo.
E nem mesmo uma vozinha bendita para o “Faça isto e não aquilo”.
Maldita esta inquietação humana de querer respostas do céu, ou além.De pela fraqueza ou incerteza pela finitude tão humana de não escutar a si mesmo.Não acreditar nas próprias respostas.
Mas e quando nem a si mesmo se consegue responder?

Ausência.Mas também imprescindível ‘ouvir’a voz calada, numa antimonia singela
Como na hora da corrida em que não se quer pensar.Apenas como Forrest Gump “correr e mais nada”.Depois voltar.Se tiver de voltar...

Mas sempre temos.


Silencio, volta,conseqüência,pragmatismos.
E Silencio desejado sem exaspero ,apenas,sereno tautologicamente silenciando-se .

Correr por aquela via enquanto ainda era permitido.Num domingo recém saído da madrugada,aspirando o ar
Folhas assopradas como um tapete no bosque.Ainda era hirta a tranqüilidade de um lugar que talvez em meia geração.Cederia espaço a monstros enormes de aço e a fuligem de tantos carros.
Afinal, ávida era a industria da especulação da pobreza e da classe media


La se fora mais uma semana
Mas estava agora distante de tudo
Da noite mal dormida por que sobressaltado pelos gritos
Uma ,duas rajadas.Ecos apenas?


Horas depois
Luzes sirenes
De algum lugar quase ao lado
Apenas uma festa infantil num canto qualquer do subúrbio ou zona sul
E não acabara em pizza.
Uma discussão sobressaltada .E uma dupla de agentes sem qualquer discurso.E a normalidade da vida de tão simples, estúpida.
Observara: pouco respeitavam os agentes ,coitados.

Pouco as gentes se respeitavam naquele mundo.



Precisavam sempre serem grandes,obscuros.
Incurtir medo.
Como aquela rua vazia ali pela manhã tranqüila
Medo do futuro
Das crises sempre existentes.
Do passeio antes para relaxamento
E suscetível a reflexões sobre desemprego, seguro e contas
Era preciso estabilizar se em algum oficio.Algum algo que não fosse meramente algo
Era preciso como todos em seus ofícios, existir para ir além do meramente resistir

Ou queria mesmo e imergir no anonimato e desaparecer de tudo.
(mas isto calaria seu pensamento?)

De certo que não...Não a anomia.
Mas o que era possivel?

A vida era como eterna luta.
Um chavão maroto, no qual grão a grão era uma luta incessante contra o vento.
(para onde vai a duna dos restos da fortaleza?)
Não queria incurtir se em moralismo, discussão de ética e ombridade.
Esquecer lembranças

Porem não era possível fugir o tempo todo.Nem mesmo um minuto de descanso a mente!
Auspiciosamente repassando a noite mal insone.(E como era dificil aquele oficio de policiar a noite.Aventura,exposição,suscetibilidade a vergonha)
Não.Não poderia ser agente.O que ele sabia...
Faria.
Seria?

Apenas correr ainda livre enquanto existisse aquela rua, aquele bosque
Apenas sentar em casa
A cada manhã, numa risível corrida matinal decidir a vida
E cansado desabar a um qualquer inviolável canto
E desabafar sua quase poesia

Ei!Espere leitor solitário
(sou eu mesmo que as vezes me leio e me critico:por que escrevo isto?)
Ousadia?


Mas, não.
Não é poesia.
Um relato urbano apenas. Ou nem isto. Quase uma crônica-quase.Ssem comedia, apenas capitulo de personagens ridículos.
Mas por quê da pouca filosofia explicita.No palco da vida comum de cada dia. Pensamentos a sui generis tão minimos.

Era melhor apenas continuar em seu matinal passeio. E Desabafando enquanto as folhas ao vento caiam.
Passara voando o tempo sem levantar vôo com pensamento (quiçá aterrisasse noutro lugar)
Mas estava ali, de volta uma vez mais. Devesse dormir. Acordar tarde mataria o voltar ao inicio.


Não era o medo de não ter certeza nas próprias respostas. Mas exatamente o oposto. Deparando se com o espaço ao redor, a osculta do silencio percebia o que nem a si mesmo diria.


Silencio

16 ago 2008

Fronteira -prisão- covardia

Poesia
Apenas um momento
Perdido pela casa vazia ou a cabeça cheia
Poesia ou frases apenas
De desabafo de coisas do mundo

A fronteira
São meus olhos
Mas também meu espírito
Ao alcance do que não me é permitido
Agora olhar distante o que se faz perdido
Por que se cansa
Mais aconchegante este travesseiro
Inconformando-se com a rua sob vigia

Deixa que o mundo acontece
O outro mundo lá fora
E não é poético
Tampouco me espera

Não é apenas ínterim político
Faço pouco para evadir-me
Daqui e de mim mesmo
E não há sono
Apenas cochilo
Não há sonho
Apenas uma breve hesitação que na prisão traduz este desvario.

Poesia?
Com as frases vadias ,perdidas na cabeça cheia
Apenas pequena dose de morfina
Na tontura que traz o enjôo doutro dia
E não há como atravessar o portão para fora
As fronteiras não me permitem

Eles vigiam a tudo
Sucumbindo ao silencio aqui dentro
É preciso coragem para viver em silencio lá fora

(Como não morrer sob aprisionamento?)

9 ago 2008

Terra Ignota

Duro é ser pobre e insultado
Nesta terra onde a seca assola,
onde transpor as fronteiras ,
Torna-se a cada dia mais difícil

Ah,terra prometida,
Que fosse em ti mesmo peregrino,
Mas que além deste rio estivesse
e não definhando neste deserto

Onde o que me doí mais
Não é a minha sede
E sim contemplar a terra tão querida
E jamais te-la ao meu alcance.

Amargor dos meus dias ,
O vento assopra
Mas não há descanso

Fatigam-me os dias
E percebo só o quanto estou distante.

Nos quais duro me é ser pobre e esquecido
Clamo de noite para os céus
Temendo o que virá no futuro

E clamo durante os dias
para que ao menos me surja algum alento
e vejo descer a aurora
mas o que me aguardará no novo dia?

Duro é ser pobre
Nesta terra em que apetecem os sentidos

Nesta terra onde a seca assola,
Nesta eira onde a lei não existe

A mingua qualquer pudor
e constante é a violaçao ao que é Direito
E acontece o esbulho ao dia e a noite.
Todos os dias.

Terra ignota

Terra ignota
De gente ignara.



Tisha B'Av

O exílio. Marca maior desta data do nono dia do mês Av (Tisha B'Av). Coincidência proposital do sentido pela qual a data de destruição do primeiro grande templo ocorre no mesmo dia , quase setecentos anos antes , que a destruição do segundo templo. O mesmo dia em que Bar Kochba derrotado institucionaliza o eterno exílio judaico. Não o exílio da autodeterminação , mas o exílio de que nos falam estas tristes coincidências.

Nessa data os judeus foram expulsos da Inglaterra e também da Espanha , o maior trauma medieval judaico. Data que inicia os pogroms , data em que se inicia a primeira guerra mundial e um destino macabro ao judaísmo do século XX.

Dia de jejum , de sentir o gosto de si mesmo - saliva repleta de gostos nunca mais sentidos , de uma infância questionável , de um futuro incerto.

Data do lançamento da primeira bomba atômica sobre seres humanos. Data de muitas outras coisas , coisas que talvez só você saiba , destes agostos das bruxas em que cai este dia. O nono mês de Av.





























QUEREM SABER DA CORRIDA A DISPUTA PELA PREFEITURA DO RIO 2008?


7 ago 2008

SESMARIAS E PODER em pleno séc. XXI

http://nucleoptsaopedro.blogspot.com/

Desde já:não votem nulo.Reflitam antes.

Meus caros, estou reeditando este texto .Apos fatos inusitados , afim de melhor pensarmos politica em nossa vida. Para pensar Direita e Esquerda ,assim como surgiu a discussão que começou em uma sala de aula.

Ensinar não é encher jarros, mas sim derramar o óleo para acender fogueiras.
O Brasil ainda vive na época das sesmarias. Jacarepaguá é classico exemplo de capitania e sesmaria .Aqui a liberdade é cerceada.Aqui ou noutros glotoes de nossa cidade.

Para revisar do ponto de vista historico e nao meramente num apelo jornalistico vamos folhear o livro Raízes do Brasil de Sergio Buarque de Hollanda,pai do nosso famoso cantor e compositor.Depois desta leitura tirem vossas conclusoes .Anacronico?Nada.E lá está: fundou-se o Brasil pautado nas capitanias hereditárias e que explicando o sistema de influencias regionais e os mandonismos e relações patrimonialistas e patriarcais.Nisto viajamos do séc. XVI-XVII aos dias de hoje.

Observando as relações que curiosamente são reproduzidas nos partidos políticos, no que tange ao patrimonio publico ,especialmente no DEM e PSDB, detalhamos cujos mandatos e açoes de suplentes em sequencias de nepotismos e 'hereditarismos' nos assentos do poder. Poder que segue de pais para filhos.Tios para sobrinhos e afilhados politicos, onde atuam como fosse a politica um bem particular,um negocio como das empresas ditas familiares, sendo que na esfera do que seja publico impera o uso e abuso para motivo de muitos fracassos e falências das mesmas estruturas.O que há assim é uma grande relaçao tal como nas grandes propriedades, nos grandes latifúndios, relaçao esta que criou uma estrutura de poder e de cultura do Senhor do engenho, do dono dos cafezais, dos donos de senzalas que ainda hoje repercutem na sociedade produtiva, nas elites proprietárias de melhores condições econômico-financeiras, espargindo sobre as elites das classes militar e acadêmica. Todas se achando donos dos privilégios, os ‘pai-patrão’ de pessoas e entidades, e assumindo-se como seres especiais de uma elite do saber, a “Elite do Poder”do conhecimento e da cultura, intitulando- se mandatários nobres por excelência, os únicos aptos a ser dirigentes, sendo portanto a espécie qualificada para governar, os ‘predestinados salvadores da Pátria’.

Tudo que não for e não vier do meio social dessa elite oligarca e não for qualificado por eles não terá valor algum.Olhemos por exemplo Jacarepaguá , antiga sesmaria e o quanto urge mudar isto !Uma verdadeira capitania hereditária em que o donatário nomeia seus sesmeeiros. E sobrinhos e afilhados políticos,promovendo festas ou através de Centros Sociais,...Mas infelizmente não apenas em Jacarepaguá, esquecida zona oeste carioca e sob o jugo do trafico ou milícias ,mas algo que se repete nas regiões de nossa capital e nas cidades do interior dos nossos Estados onde política se confunde com desanimo,mesmice, conchavos e roubalheira.

E nota-se que vem daí ,desta elite política e econômica, mesmo a formada pelos emergentes, a ojeriza a tudo que tenda a favorecer ao coletivo, ao social.Neles incurtido o racismo e preconceito disfarçado aos considerados por essa elite favorecida como incultos, "famintos", "sujos" ignorantes, "aqueles" "do andar de baixo", que tem de estar sempre sob a tutela, guia e domínio dessa dita elite classica ou dos emergentes que predizem se 'do povo',mas nas amarras do poder, fazem o uso da politica da epoca do voto de cabresto ás massas.

Fazer nosso trabalho coletivo ,para estes é perigoso.Exemplo?Varios.Vide o que nosso prefeito carioca ,Ave Imperador do DEM,que proibiu e recorreu a justiça para que os Pres Vestibulares comunitários não usem um espaço publico,o das escolas municipais. É a mesma gestão que acompanhada é de caça e discriminação a movimentos sociais pelo uso policial.Pensar e criticizar a estes domínios colonialistas os incomoda!Daí o repúdio que essa "classe privilegiada" manifesta sempre que um governo ou uma liderança se coloca ao lado das classes menos favorecidas, quando há uma tendência ao estabelecimento de conquistas sociais, quando alguém olha os interesses coletivos, quando governos ou lideranças comunitárias, lutam pelo povo do andar do meio e pela maioria daqueles que estão no andar de baixo do edifício socioeconômico.

E daí tais questões de ordem social coletivas sempre são tachadas de "comunistas" , "esquerdistas" , demagógicas, populistas e assim mesmo quando essa elite de pais-patrões está de bom humor, pois quando o fígado lhes azeda, saiam debaixo porque aí vem mais uma "revoluçãozinha" a bem da "ordem" para salvar o País do "demônio" e "libertar" a nação daqueles que ousam sair do rumo explorador do "deus-capital" , para extirpar aqueles que ousam desobedecer seus poderes de mando e suas regalias de proprietários dos bens, produtos, pessoas e do cofre do Estado. Ou cá em nossos glotões fazem uso de outra força. A coação mais bruta e direta sobre aqueles que os diretamente incomoda.Sabemos bem disto e quais mecanismos eles adotam,mas é muito fácil apenas cruzarmos os braços e achar que apenas nas eleições que poderemos dar a estes respostas...

Temos de nos organizar.E romper este conceito, teoria e pensamento que a classe favorecida privilegiada dos oligarcas conservadores leva ao ocuparem o poder público, ao tomarem assento nos cargos e encargos representativos, nomeados ou designados, nas esferas municipais, estaduais e federais.Agem neles como se fossem a própria aristocracia escravista rural do feudalismo de antanho, restringindo e excluindo toda e qualquer conquista individual, social e coletiva dos seus "escravos" subalternos

São os mesmos que ocupam cargos públicos para prestigio e interesses pessoais.E para o uso do nepotismo disfarçado hoje através da terceirização e licitações favoráveis a empresas e remessas a ONGs inúmeras vezes de fins escusos, onde grassam o dinheiro publico

Essa mesma classe elitista conservadora, denominando- se liberal, trata os conceitos constitucionais universais de alimentação, saúde, educação e moradias públicas, não como um direito inerente à pessoa humana, mas como uma vertente do consumo, como um direito a ser adquirido segundo certos privilégios especiais, e condições definidas e delimitadas por eles próprios, elite favorecida liberal, e seus interesses, prerrogativas e parâmetros econômicos financeiros, e não pelos interesses da sociedade e da nação.

Não há nenhuma preocupação por parte dela, elite monolítica e cristalizada, proprietária do capital e do poder econômico, em criar condições e oportunidades para a melhoria sócio-econômica dos seus "dependentes subalternos" do andar de baixo

Não há nenhuma intenção em construir ecleticamente, formas adequadas de convivência entre as diversas classes da sociedade multicultural brasileira.

Pela conversa tempos atrás que tive com uma amiga extremamente politizada e junto aos alunos nos últimos dias ,pude observar que em um primeiro momento não seria condição necessária ser rotulado de "esquerdista" , socialista, anarquista, religioso ou adepto da classe trabalhadora para amar, atuar e criar vínculos efetivos e reais com os desvalidos e desfavorecidos. Não seria preciso ter as etiquetas ,estar partidarizado e adotar rótulos marginais acima citados para lutar e defender os que moram em favela, os sem tetos, os sem educação de qualidade, os sem trabalho digno e dignamente remunerados, pelos os que dormitam à sombra das marquises e nos bancos de praças, pelos sem justiça igualitária e reta...

Mas não vamos ser utópicos e desprezar o partidarismo. Pertencer a uma sigla , mais que um aporte fisico- coletivo, torna-se aporte o qual se estrutura em um regime dito democrático e representativo onde concebo então o partidarismo como uma ferramenta, para diretamente estar forçando determinadas portas. Em espaços de luta ferrenha como conhecemos, pertencer a um coletivo é a garantia de que não estaremos a sós com ‘o inimigo’.E para não sujeitarmos nos facilmente as boas falas dos que desejam votos,os que dominam a política pelo assistencialismo, pelo apadrinhamento ,devemos estar organizados e atentos.Precisando como cidadãos,acima de tudo ,ser humanitários e talvez está seja a primeira ideologia a ser assumida,antes de se pensar Direita X Esquerda. É bastante apenas que se proponha a ser cidadão, desejar ser humano na dignidade de nossa humanidade primeva, ter civilidade e senso comunitário, basta querer justiça política social e sonhar com um mundo ideológico, político e econômico, fraterno e igualitário, mas acima de tudo ter vontade, potencia e honestidade em acertar o caminho do Bom, do Bem, do Belo e do Verdadeiro.

Mas quero fazer entender aqui o por que do partidarismo e sua importância na luta contra o sistema a qual apelido de neo seesmeiro.Nisto reforçaria ,primeiro ,que também para aos que não provêm de uma classe proletária ou dado movimento de reivindicação de base,aqueles que não vivem sob cercos, não sofrem os preconceitos hipocritamente mais consuetudinários em uma sociedade capitalista de acúmulos de PODER/Status/Habitus adequado, caberia mais que abstração e esforço teórico, mas o modus vivendis e habitus ao que estes ,os a mercê de toda sujeição são submetidos pelos agentes que lhes coagem em sociedade.Mas nisto a força do partidarismo.Mais que sectarismo quase costumeiro do ambiente em que se milita (sindicato de profissões liberais, etc)pertencer a uma sigla ,embora possa parecer tacanho ou simplista a outros olhares, digo que , estar em uma sigla, mais que um aporte físico- coletivo, torna-se aporte o qual ,se estruturado em um regime dito democrático e representativo , concebo então este,o partidarismo, como uma ferramenta, para diretamente estar forçando determinadas portas ao exemplo de inúmeras entidades sindicais e reivindicações sociais que com seus agentes buscam modo mais direto para não permitirem interpolações em suas vozes e aclames.

Não venho aqui ser panfletário.Na verdade o que me faz escrever isto é a necessidade de mobilização via Movimentos Sociais ou formas de organização de bairros.Mas vos digo: na sociedade capitalista, até sentimentos são mercantilizados.O homem torna-se sujeito ,subjugado pela voracidade da busca por status, competição e desigualdade,portanto,ser capitalista e ao mesmo tempo deixar os fins do lucro parece inviável.Enfim, o capitalismo seria incoerente se desejasse ser realmente humanitário...basta lhe as moedas de esmolas que oferece para a política assistencialista e de filantropia...

Não podemos nos calar e assistir a tudo isto a nossa volta!Temos de nos organizar.Nós proletários, a gente comum da terra, lembrai vos: a terra e a força de trabalho são nossas.

O que perturba não é apenas o ruído dos ruins e o que eles fazem.Mas o silencio dos bons.Nossas ruas já estão cheias do assistencialismo e a industria do pão e circo...

Mobilizemos-nos por nosso bairro, por nossas raízes, nossa identidade.Façamos o trabalho da formiga e da ferrugem.Devagar se vai longe. E quando nos cansarmos temos de usar ainda maior força!

Por Terra e liberdade.
Pensar Direita e Esquerda no dia –dia ,mais na prática ,menos na teoria.

Fides et labor:5''

3 ago 2008

Agosto em Minuano

Abra a boca
Deixa as baratas beijarem-te os lábios
Tens doce
Restos de ontem ainda

Este hálito halo
Esta lagrima de minuano
Da preguiça
Com a qual despertas no dia
Quando já se revela a tarde vingando

Com o jeito de gauche
Desista
Apenas dos insetos virá o contato
As marcas de chupões e pontos vermelhos como pequenas picadas
Pele a pele
Roçando no rude tecido o próprio corpo
Não te comprazes?

Armando.

Agosto - tempo de angustias I

Escreves sobre solidão
A tua verdadeira companhia
Esboças rabiscos, mas não há qualquer arte ou pintura
Apenas escreves
Retratando uma vida
Mas por que a sua?

Não existe algo mais importante que este egoísmo?
Ou apenas por que resumido?
Incapaz de conceber mais que um mundo
Senão o próprio umbigo
Assim te acusam.

Mas
Se tens somente a ti
Esta angustia
Esta depressão sem qualquer bilhete
A única garantia este pátio desolado e em ruínas
Se apenas falas consigo e por isto reflete sua agonia

Palavras que de si mesmo caçoam
Rebatidas nas paredes surdas
A ti os únicos ouvidos
Por que não te calas?

Aniversario

Um Aniversário
Ecoante
Pela sombra
da alma
Enfurnando nos cantos mais lôbregos de um lugar tão vácuo
O olhar
profilático
Pela noite tão ssssilenciosa
Por que assim se quis apenas ficar mudo para calar o próprio
mur
mú
rio.

Esvai se a mocidade que antes já se fora sem algum viço.
Esvai se a anima quando então já se fora o peito.
Apenas este cheiro.
Apenas esta metamorfose no espaço tão locuo.
Ah cada erro, etapas evadidas da vida em meio ao mais fátuo vicio de alma enfermiça.

Mur
mú
rio
lennnnnnto e cannnnsssssatiiiiiv o
Na cantilena
A mesma cantilena

Ano
Ano após ano
A mesma noite enfumaçada
Não nem mesmo são nevoas
Mas apenas o ranço dos próprios
restos que crepitam a fogueira destes anos.

Basta um esboço.
Um reflexo apagado
Embora seja sempre o mesmo
Envelhecido com os anos


Escoa se a jovialidade
Escoa a certeza de ser mágico e permitir um sonho pleno
Apenas estas calçadas
Poucas são as ruas
Tão poucas por onde possa andar pela sombra em segurança.

Ecoante pela sombra
junto a memória dos anos passados em vazio

Apenas os resquícios do nada que foi feito
Ao desperdício de matéria pelo denodo próprio


Incipiência de se fazer e querer ir tão distante
Pelas sombras, pelas sombras.

Ecoante agora junto a memória de cada erro junto ao tempo que se foi
Perdera-se embora caminhando com a alma junto
Perdera-se
Dos sonhos, do gosto...
Ah... Doce néctar não sentido...
Ao palato impossível
Uma vez mitigando, sem deveras jazer ,aspirando sem alcançar nunca...
Sucumbindo dia a dia ao marasmo da carne até a alma...

Andante in concerto para violino em fá

14 jul 2008

ולפעמים אנחנו זרים ובודדים עם כל האהבה
היא לבדה היא בטח כמו קבצן בפתח זקוקה לנדבה
אם בשמה תצליחי להציל אותנו
בידך אפקיד רוחי
בדמעות שאת בוכה
גם אני בוכה איתך
בדמעות שאת בוכה
גם אני בוכה איתך
ולפעמים אנחנו כלים ונשרפים בחום האהבה
והיא כהרף עין מוצאת לאן ללכת אף פעם לא תשבע
אם בשמה תתני לי להציל אותנו
אנסה בכל כוחי
Badmaot Sheat Boha

13 jul 2008

Conto Kafkiano em Julho

Badmaot sheat boha

Um conto kafkiano em Julho

“Diante da Lei há um guarda. Um homem vem de distante pedindo para entrar.
Mas o guarda não pode deixar-lo passar.
Ele pergunta se pode entrar mais tarde
E possível - diz o guarda.

O homem tenta olhar, aprendera que a Lei fora feita para todos.
Não tente entrar sem minha permissão -diz o guarda.Sou poderoso ,apesar de ser o menor dos guardas.A cada sala e porta cada guarda e mais poderoso que o anterior.

Com permissão dada o homem se senta,do lado de fora, ao lado da porta e espera
E espera durante anos.

Ele vende tudo que tem na esperança de subornar o guarda e possa entrar.
Este sempre aceita o que o homem lhe dá para que o homem não sinta que não tentou.E o homem continua em sua vigília ao longo dos anos.

O homem conhece ate as pulgas do colarinho do guarda.Ficando senil com a idade pede as pulgas que convençam o guarda a deixá-lo entrar.Sua visão é curta ,mas na escuridão ele percebe o brilho imortal na porta da Lei.

E agora antes de sua morte, toda sua experiência se concentra em uma única pergunta que nunca fora feita. Ele chama o guarda, que pergunta o que ele quer.

“Tudo que é sólido desmancha no ar” -Marshall Berman

A certeza única é de não ter certeza. Não há um caminho, o que existe é um espaço vazio a qual com as mãos procura encontrar algum indicio de que existe o percurso. As cegas tateando o nada.Não mais há espera de alguma porta por que já não se espera por um caminho que exista e simplesmente seja livre.
O homem conhece ate as pulgas do colarinho do guarda.Ficando senil com a idade pede as pulgas que convençam o guarda a deixá-lo entrar.Sua visão é curta ,mas na escuridão ele percebe o brilho imortal na porta da Lei.

E agora antes de sua morte, toda sua experiência se concentra em uma única pergunta que nunca fora feita. Ele chama o guarda, que pergunta o que ele quer.

O homem diz que todos lutam para ter Lei. Então porque em todos aqueles anos ninguém pediu para ali entrar.

Sua audição não é boa e o guarda grita em seu ouvido:
Só você poderia entrar .Ninguém passaria por esta porta.Esta porta foi feita somente para você.Agora eu a fecharei.”


Tudo que é sólido se desmancha
No desejo
Ao voar sem asas para sonho e pesadelo.
O corpo ainda resiste,mas percebe se que outrora fora inteiro, com os pedaços agora ao chão caídos.
O sólido se desmancha por que tudo se constituira não do que dependia de si,mas, senão de força ou desejo alheio.

Estranha sensação naquele dia, As mãos não cobriam os olhos.A inquietação sobressaltava o no escuro.Receio?Ainda não se acostumara em ser peregrino?

Grandes muros.Pudesse não existi-los,Mas ao menos avistassem-no .Muros.Quanto maiores por que não os via outrora.

Fugir ou alcançar. Não.Não será possível estender as mãos
Não há. Uma nesga de brilho seria perceptível àquele que trilhava pelas sombras.

Apenas silencio. Fechada está a porta.
Arrastara-se com pesar. Seu fardo o de carregar mais que a si mesmo, o da sua escolha.
Não fora por si.Fora de si.Pensar não ousara.Não.Não pensava.Tateara apenas e fizera guiando-se pelos becos sob lugares de luzes constantemente apagadas.

Por acaso sentimentos são concretos?
Ou abstratos?Feridas que causam decepções que mancham
mais que sangue?
O descrédito
A frieza
A inospitalidade da gentileza forçada e fingida. O interesse insuspeitável .Ou apenas a simplicidade das coisas comuns que insistentemente fazemos em complicá-las.

Agora ,perante a porta com o punho não ousaria?
Demorara tanto tempo por que não então romper as amarras e a etiqueta ousando?

Maior que a vontade,o que há é o espessume dos portões cinzas.E os ecos próprios evadem-se fugidos pelo medo de tamanho silêncio.
Não há ninguém que possa abrir lhe a porta.Apenas tateia-a.A sente. Ali está. A esta se depara. Na indubita certeza de que se é ridículo. Na delonga,na espera.Na decrepitude de seu ato. Simples, ridiculamente curvilíneo. Devesse seguir a lógica, por que não suspeitara antes?Por que não se calara e se ausentara à porta?

Porem em olhar para trás e percorrer com os olhos cansados o caminho.
Não valera a pena seu curso de outrora.
Mas fora o único caminho a ser impingido
Não guiara- se a isto
Fora mais que corpo. Foi
O natural, a cordialidade em ser apenas aquilo
E levado a aquilo
A porta
Deparando se com os ecos no peito e alem muros

Tudo que e sólido se desmancha no ar
Em si
As abstrações se dissipam
Insípidas ,indolores.Não.Não são.

E a porta esta ali.
Permanece
Forjadas incolores. Mas há a porta.
Em uma apenas lógica de sonho e pesadelo
Para aberto, o peito apenas saber
Mesmo que não visível seja.
Enquanto seus restos são devorados pelo tempo.
E Ao esquecimento
A manhã e a mancha do próprio sangue

Sua razão primeira não era a fome, ou um desespero por um espaço onde pudesse penas dormir.Não. Frente aos dilemas modernos, as frustrações e embates do dia a dia que observava no cotidiano das ruas, sentia se cada vez mais mesquinho e resoluto, a medida que assim sua causa parecia lhe era toda desnecessária aponto torna se ridículo por querer dar cabo da própria vida . Porem exatamente por este tamanho ínfimo de sua causa, e de sua atitude em querer dar cabo a vida por tamanho absurdo,não resolvia seu problema, bem como igualmente inútil e absurda demonstrava ser a sua vida a ponto de arremetê-lo ao impasse inicial, o de não saber destinar o uso de sua vida.

Era apenas um inseto.


Tudo que é sólido se desmancha ao ar.
Tampouco a eternidade tem a si mesma.

El propósito humano delante la vida :esforzar para obtener la felicidad y quedar en esta.mientras qué esto objecto jamas sea satisfactoriamente alcanzado una vez qué el macro y microcosmos juegan en lo hilos opuestos y tambien escasa la propia constituicion del individuo asaltado por tres flancos,desde lo próprio cuerpo condenado a la degeneracion y la disolución, via fuerzas destructoras y potentes del mundo externo y através finalmente de lo sufrimiento o relacionarse con otros seres humanos,lo mas penoso de todos medios. En esto el cadena y hacer defensivamente a ablandar suyas expectativas y asi domesticando el princípio de placer y felicidad a simples de realidad. Y civilizado, a cambiar la parcela de suyas(im) posibilidades de la felicidad por una parcela de seguridad ,en quietud.


"Descobri o que eu sinto .Assumi qualquer coisa.Ai de mim, ai de mim,sem ter nada o que tocar.Sinto vontade de gritar,num desespero, num desprezo.Ai de você, ai de você,pessoa tão comum.Mais um dia outra noite,mais um gole não importa.Luz que se acende para os outros.Que se apague para mim

Você não me olhaMas que mal fiz a você? Tanto fez, tanto faz,o vento bate em minha janela.E o silêncio sorri para mim.Existe um ponto forte em você que com poucas e doces palavras,você se assusta e me arranha.

Por que temer viver só.Já que morremos sozinhos..."

"Agora eu sei o ponto em que cheguei,certas pessoas me assustam.Não pelas rugas que se espalham no rostomas os anos se passaram.E elas nada entenderam e continuam pintando os seus cabelos.O tempo é outro e as esperanças ficaram,dentro do quarto ou na lâmina de uma gilete.

Agora eu sei o ponto em que cheguei.Certas pessoas me assustam (não só pelo uso fazem do corpo)Mas os olhos se fecharam.Os mesmos olhos que choram os mortos.Use melhor as suas lágrimas, com esse mundo que te rodeia ou com a dor do teu ofício.A dor do sacrificio .

São breves tão distantes os beijos do mundo.Eternos hesitantes.Fingidos pelo mundo"

"Sempre sem sentir olho o mundo e me vejo só.Beijo as sombras que num momento me adornam um sol
Criar num refúgio um D-us em quem me acudo.Enfim me acenar as horas que sublimam o pensar.Guiar rumo ao leste a um céu que deserte.Um filho ao tentar sem asas, um livre voar


Nem temporais verão alguma linha,pois já me retirei .Se vendavais trarão alguma vida que tragam em sordidez.

Fechar com flor fechar inocente flor
Bater com dor ,bater inocente dor.

Tento reagirao silêncio que impuro forme .A tristeza que num flanco abrigar o tesouro que oculta encobre .Criar um dilúvioque ordenhe ouro puro .Do sangue a girar em voltas perdidas no mar que banha como vulto, o eterno tão confuso que finge ao deitar nas ondas, as ruínas do ar "

7 jun 2008

Um Kadish a um ainda vivo

Nesta noite tão plena de silencio
Criador Eterno
D-us de Abraão Isaac e Jacó

D-us Eterno
Não afaste de mim estes dias
Por que não mais temo
Só faze-me suportar esta dor
A vida inteira foi assim
Bendito tu sejas
Que me proporcionou ao menos dias ,alguns tão ricos

Foram dias
As margens do rio
Encontrei em momentos a nostalgia de minha terra,
Ao seio de minha mãe desejo rumar agora
Foram dias,e harmonia.
Para alguns tão pouco,mas que a mim valeram toda a vida
Foram instantes apenas
Eternizados em minha vida ao sempre

Eu não soubera o que é amor
Nem mesmo eu a tive
Conhecê-la nem isto
Mas ao menos tocar este sentimento
Sentir o amor bater ao peito
E pude então saber que as cores que pintastes,as cores do mundo
Nestes dias foram das mais vivas

Nem tudo que queremos podemos alcançar na vida
E apenas o pouco se tornou o Tudo
Tudo valeu a pena
A espera ,os anos,o reencontro
E todo sacrifício

Bendito tu sejas
Pela enchente em minha vazante
Pela florada enquanto na aurora já passara perdido
Meu ocaso
Meu Maio feliz
Minha primavera tão súbita no inverno de minha vida

Perdoa-me pelas mentiras
Pela covardia
Por inúmeras vezes em divida contigo
Apenas a pedir-te,mas nestes dias,te agradeci como nunca antes
Nesta seqüência de exaspero,em cada instante de prazer e dor,na falta de melodia ao frio e silencio, quando apenas eu podia enfim enxergar a vida

Difícil e encontrar estabilidade em vida.
O barco tende a cada segundo, e não menos ,eu, timoneiro,meu coração não mais agüenta
Do prazer que poderia ainda me vir
Da dor que poderá me brotar
Da perda do que obtive
Não mais outra.

Senhor,tu que pesa a cada noite as almas,
eis me aqui,entrego-te
Apenas agradeço e encerro-me aqui ,
como teu mais humilde e anônimo servo
Eu me canso.A intensidade de tudo isto,agora as forças estão exangues.
Posso agora deixar os olhos
Louvo a teu nome,Bendito seja tuEterno e D-us Único.
Deixa me ir,pois enquanto agora posso deixar os olhos
Estou ao horizonte, enquanto minhas forças jazem aos poucos
Estou seguindo com as aves,para em sonho saber onde irão chegar
Não mais lembrando dos dias cinzas
olhando para apenas aonde singram estas águas

A aquelas margens onde entoei também a canção
As margens do Paraíba
A canção que entoei de meu amor
E de Sião

Receba minha memória.
Bendito seja Criador da brevidade do tempo e da vida.
O que separastes a alegria e tristeza
E que a cada um justa medida concedeu.
Bendito sejas Eterno.
O que por ultimo vos peço
É que traga a mim a minha morte.E seja assim,como queiras,pois não temo a dor ultima ,do beijo que silencia os desfalecidos

**********
Sempre sem sentir olho o mundo e me vejo só
Beijo as sombras que num momento me adornam um sol
Criar num refúgio um D-us em quem me acudo
Enfim me acenar,as horas que sublimam o pensar
Guiar rumo ao leste,a um céu que deserte
Um filho ao tentar,sem asas, um livre voar

Nem temporais verão alguma linha,pois já me retirei
se vendavais trarão alguma vida,que tragam em sordidez
fechar com flor,fechar inocente flor
Bater com dor
bater inocente dor

Tento reagir ao silêncio que impuro forme
A tristeza que num flanco abrigar o tesouro que oculta encobre
criar um dilúvio que ordenhe ouro puro
do sangue a girarem voltas perdidas no mar
que banha como vulto
o eterno tão confuso que finge ao deitar nas ondas, as ruínas do ar ...
____________________________________________
(Em São Fidelis)
Com amor o amor se paga(ou apaga)

E tanta a dor que nem mais a sinto
Apenas a acumulo

E tanta a dor que nem mais a sinto
Um dia o peito pára.Cessa.Dá –se por vencido.

Nesta rua, olho a praça
No adeus na Rodoviária
Era apenas mais um domingo.Em São Fidelis fui traído

Mas do amor é que lembro
Assim guardo aquela imagem

Ao menos uma vez
E me vou.
Amei e fui traído (já posso morrer em paz, mesmo que nada seja recíproco)
A verdade que me iludiu ,a minha própria vida que quis sonhar
E crendo que pudesse ser possível ter outra vida
Recomeçar na casa dos 20 e tanto.
Pelo meu amor fui traído.Por amigos fui trocado

O que tem aquele?melhores palavras?
A barba, uma moto?o ir e vir de Campos?
Talvez....Mas por que me traíram,às minhas costas e fizeram em não me ajudar?

Sabia que não seria fácil
Mas por que tornaram tudo ainda mais difícil?
Não era bom aos olhos de todos.
É um crime não ajudar um amor tão antigo
(serão cúmplices da morte de um sentimento ,mas inocentes da morte por um eterno sono)

Fiz-me ridículo,
Por amor fui sereno, pacificamente ,cordeiro
Fizeram em apunhalar as costas num golpe sorrateiro
Aos poucos enquanto na sala ,sorria
Nas ruas eu caminhava
Eu mesmo a me trair com a esperança,aspirando nascer mais um dia
Na varanda ,meu amor distante,tramava
A cada viagem, conspirava
encontros furtivos, o papo furado sedutoramente timido...

Mas traição é bobagem.Coisa risivel a um comunista.
Possessividade tão burguesa.
Fica meu amor, apenas deixa-me mais um dia contigo, e eu sonhava

Mas ao meu lado o meu amor já me traia.
Ciúmes de outros sentia.Olhares e risos soturnos
Por que a mim sequer um carinho?

O que tem aquele?
Católico?Melhores palavras?Ele desperta tesão, sexo, luxuria ou aventura?
(Ninguem te ama como eu!dizia e morrendo ,a cada vã tentativa)

"Palavras mansas em voz de veludo"a canção diz...
Olhos negros que me apagaram sem perguntar como eu ficaria
O amor me matou e jogou-me fora
Me esquece enquanto segue a sorrir
Com quem descartar da casa o lixo
como assim faz com o seu lixo a cada dia

(Mas é minha vida que ela jogava ao rio)
E a cena todos aplaudiam:
“Bem vindo rapaz: Foda-se na vida”

6 jun 2008

Versos sem analgelsicos para a vida

Nesta noite que vai ser longa,a vontade de morrer e pouca...
E uma semana que nao desejo que seja longa
a vida não foi curta.

(Tempestade)
Descobri o que eu sinto
Assumi qualquer coisa
Ai de mim, ai de mim,
Sem ter nada o que tocar
Sinto vontade de gritar
Num desespero, num desprezo
Ai de você, ai de você,Pessoa tão comum

Mais um dia outra noite
Mais um gole não importa
Luz que se acende
Para os outros
Que se apague para mim

Você não me olha
MasQue mal fiz a você?
tanto fez, tanto faz,
O vento bate em minha janela
E o silêncio sorri
Para mim

Existe um ponto forte em você
Com poucas e doces palavras
Você se assusta
E me arranha

Por que temer viver só
Já que morremos
Sozinhos

A minha musa "Helena".Eu humilde guerreiro, aos pés conto meu relato

o amor é uma flor,precisa de carinho
o amor é uma semente que precisa de um coraçao para que germine
não se desespere
não serei para sempre
meu coraçao morre
começou hoje

Depois do andar pelas linhas do Limite,as andanças em plagas entao desconhecidas,é pouco enfrentar a noite.Corro toda a planicie a sua procura.Com coração sofrego,ainda assim jamais hesitante.E o que vejo,é nem mesmo uma mensagem em seu nome.
Foram longos os anos.E tantos.Tantas noites.Tanta solidao acompanhada de quem não esperava nada senão é encontrar os seus olhos
Mas não basta ainda...

E sempre no meu peito a mesma procura,
sempre no meu leito o mesmo vazio,sempre no meu sempre esta mesma angustia.
sempre nesta ansia ,esta tamanha espera
Esta procura enquanto vejo seu rosto
Sempre no meu sempre este desespero ,por que nao há manhã em que não venha uma surpresa que me ameace a vida.
E voce que não teme me perder
E desejar entender que
ninguem jamais te amará como eu te amo.

Parafraseando Roupa nova em "A viagem"...Ah minha adorada,viajei tantos espaços,por que fazer assim com meu abraço?
Te amo.

************************************************************************************

Oh, eu, eu acabei de morrer em seus braços
esta tarde neste inicio de noite
Deve ter sido algo que você disse
Eu acabei de morrer em seus braços esta noite
Eu continuo procurando por algo
Não consigo reunir meu coraçao (esta quebrado ao meu redor)
E não vejo um jeito fácil de sair disto
O seu diário está sobre a comoda
As cortinas estão fechadas
Quem imaginaria que um garoto como eu poderia chegar a isso?
Acabei de morrer em seus braços esta noite
Ou nesta tarde
Deve ter sido algo que você disse ,ou foi eu mesmo
nao conseguindo chegar ao seu coraçao
Vou perdendo o meu aqui ,destruido
Voce nem mesmo me enxergando
Comecei a morrer em seus braços esta tarde
Acabei de morrer em seus braços esta noite

Deve ter sido algum tipo de beijo
Eu devia ter ido embora antes?
Há alguma justa causa para um sentimento como este?
Na sua superfície voce nao sente meu corpo
eu sou apenas um nome na lista,mas eu tento ser discreto
Mas então acontece de novo
voce nem mesmo tem medo de me perder
eu sou apenas um nome na lista
eu sou apenas um nome na lista
Voce nem mesmo me enxergando

É meu erro final, por que não era apenas fantasia como antes.
Oh, I just died In your arms tnight,
acabei de morrer em seus braços
mesmo distante
Foi uma longa noite quente,um eterno fim de semana
Voce nem mesmo me enxergando
Voce faz parecer fácil
Voce faz parecer certo
Mas agora que eu me quebro,
Oh, eu, eu acabei de morrer em seus braços
*****************************************************************************
Daria cualquier cosa para estar contigo.Daria cualquier cosa por volverte a ver.
Donde no alumbra el sol caliente y sopla el viento.
Daria cualquier cosa por volverte a ver.Daria cualquier cosa por sentir tu cuerpo.
Daria cualquier cosa por tenerte cerca otra vez.
Y acariciar tu espalda Mientras te vas tendiendo suave, delicada.Daria cualquier cosa por volverte a ver.

Enamorado del amor, no se vivir sin ti.A solas con mi soledad.
Te echo de menos de verdad.Sintiendote alejar por mi.Enamorado del amor buscando tu calor encuentro oscuridad... y frio .daria cualquier cosa por estar contigo.Daria cualquier cosa por llamarte ahora.Daria cualquier cosa por oir tu voz al otro lado del telefono para arreglar mi tonta vida, deprimido y en la risa .Daria cualquier cosa por volverte a ver.

28 may 2008

Versos de Abril-Maio (ou cafonice e pieguice ingenuos)

Por Armando Aguiar à Ela.Foto da ponte sobre o Rio Paraiba,em Sao Fidelis.

(Hoje a noite sinto febre.E não posso escutar você.Talvez não mais procures
se não correr até você. Esta distancia até parece saudavel a seu coraçao.Mas baby,a noite está tão fria,por que uma só vez você não sente a minha ausencia e me livra deste vazio?)
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
(Sei que existes não só por que teus olhos voam
Dão luz as coisas como janela aberta
Das constelações invisitadas
Teus amplos olhos são a luz que tenho
Sorriso teu a ofuscar todas as estrelas

Tua pele palpita como os caminhos
que percorre a chuva como meteoro
De tanta lua foram para mim o teu sorriso
De todo o sol a tua boca a brilhar na noite, intenso
De tanta luz ardente
inesquecivel mel em minha vida fria em sombra

e aqui falta é completar o universo
com o riso teu em meu retrato)

I-
Ani mabit mehachalom veze osse li dei atzuv
haaviv chalaf avar lo mi iodea im iashuv
haleitzan haia lemelech hanavi nihia leitzan
veshachachti et haderech aval ani od kan

vehie tov ihie tov ken lifamim ani nishbar
az halaila oh halaila itach ani nishar
ani mabit mehaechalom lirot im kol ze amit
mabit mehachalom um emalmel et tfilati
Ani mabit mehachalom ulai maguia yom hadash...
********************************************
Bem verdade que coloco palavras em sua boca
Mas tu não pensas em mim
Não da à mínima para o que escrevo
Ou cada detalhe que em ti percebo

Minhas flores murcham
Junto ao meu peito que pouco bate
Não tenho muito tempo ,meu amor
Parece bobagem,mas por isto eu corro agora
Estive dormindo
Despertando apenas quando ouvi seu nome

Esquece tudo que eu disse
Sei que você ira ,sim, esquecer
Assim como esqueces de mim
toda vez que pousas tua cabeça em teu travesseiro
e segues tranqüilas sem me colocar em tua vida

Enquanto durmo sufocando ,calado
Você não pode saber
Se soubesses de tudo ainda mais cedo...
Partirias ou por mim se apaixonarias
Mas não sinta se pressionada
Você tem me salvo mesmo assim a cada dia
Mas deixa assim como está
Sem a certeza da linha tênue a qual caminho todo dia
Basta um passo em falso
E Desejar correr demais ou apenas deixar o tempo
Que então eu cairei logo ao abismo

Estou a eira de trevas tão densas
E fecho os olhos na madrugada ,a sua espera
Na incerteza de sua presença...
Para que os dias não me levem
Rumo aonde basta pender à minha direita

Bem certo que seja bem pouco
Seus sonhos são grandes
Você não se interessa pelo meu mundo
Não com alguém que a ame
Nada posso do meu mundo falar
Você se assusta
Você não escuta
Você camufla
Você me arranha
(E eu te amo)

II-

Tu encantas con los ojos mas dulces y estrechos
Y mismo que ciego fuese,
solo a oir tu voz y sentir tu presencia,
yo me enamoraria por qué asi ,antes ,
el nuestro pasado yo te esperaba
En otras playas en busca de tus ojos
En largos años
Con tristeza buscaba a ti
sentindo mi vida y pecho tan huecos
Y ahora nesto tiempo
Cuando ahogando en silencio
ya cerrava las ventanas da esperanza
He llegado a mi
Y yo reencontré o mio amor
Y ahora he ayudado a recomezar
una otra vez,más um poco y de nuevo.


III-
Vem você vem vestindo dó
Dissolver o que já é só.
Vem que o resto é seu

Vem suprir e então saciar
Vem, faz rir esse triste olhar
Vem que o fim é meu

Se esse dom é por voce
e por nao ter um bom
Tao infeliz é se enganar
voce nunca sera quem diz
insatisfeto enfim perdi ,o nao

Sem você nao tem direçao.
Vou manter me assim sem funcionar
Vem que o resto é seu
Vem que o fim é meu

IV-
Mais versos inuteis em uma noite com febre e insone:

Meu amor
Quero te levar comigo
Neste sonho,mas deixa me antes
Fazer parte de tua vida
Seguir teu caminho
Meu amor
Nestes tons de verao
Primavera em meu outono da vida

Meu anjo
Minha flor

Em um abraço te ofereço ternura
E encontras um coraçao em bandeija e oferecido
Em outro procuras saciar o desejo
O que lhe e merecido?
O que enche teus olhos
Senao tua decisao de brincar com fogo e crer que na paixao nao ha aventura?
Ele que voce procura
E nao teme se machucar

Este amor impossivel
Este amor impossivel
por que nao amas a mim que estou ao seu lado?
Condenando me a fogueira ,eu que por teu amor sobrevivia


Sob Drummond:

É sempre no passado aquele orgasmo,
É sempre no presente aquele duplo,
É sempre no futuro aquele pânico.
É sempre no meu peito aquela garra.
É sempre no meu tédio aquele aceno.
É sempre no meu sono aquela guerra.
É sempre no meu trato o amplo distrato.
Sempre na minha firma a antiga fúria.
Sempre no mesmo engano outro retrato.
É sempre nos meus pulos o limite.
É sempre nos meus lábios a estampilha.
É sempre no meu não aquele trauma.
Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E sempre no meu sempre a mesma ausência.


Poema antigo,com sentimento tão novo.Este dedicado desde 2004 a uma pessoa especial
Um amor imperfeito
Um amor distante mesmo quando em meus braços
Rasga não apenas coração,mas a alma
Com docilidade,fúria
Frieza,carinho
Perfeito por que imperfeito
Ao jeito que só ela sabe e pode ser.

" Minha Morena dos olhos dágua'

Mesmo tão distante
Em tão longas ondas,
Na freqüência da Web.
Percebo-a.Linda.
Ah,sim.Tu és linda
Com estes tão belos e negros cabelos.
Esta pele tão tênue
E esta languidez dos teus contornos...

Fascinas-me.
Embora estejas tão distante.
De certo é , seja um grande desvario,
Um sonho meu no qual insistentemente a almejo.
Ah,minha princesa
Pudesse de ti ouvir palavras
E não apenas estar
Continuadamente à espera.
Ficando aqui ,em um qualquer canto,
Doutro lado
Esperando da tela
Uma alguma resposta em teu nome.
Enquanto meu tempo passa e
À mim restando tornar inesquecíveis
as poucas palavras por ti enviadas.

Quantas , quantas léguas nos separam?
São ondas...
São freqüências.
E , quantos sonhos por mim desejados?
Contendo no peito
este teu rosto tão terno, por mim idealizado .
E este brilho ofuscante
destes teus olhos tão marcantes...
Os mais belos olhos negros que avistei
Miríade bela, suave ,estrela em alto mar.

Sim,És linda ,eternada.
Para iluminar os meus dias,
Tão cinzas, em pleno inverno
Para em ajuda ficar
Sob noite tão tua, noite enluarada.

*E por ti faria tudo de novo.
Um dia talvez lembrarás de mim,como quem sinceramente mais a amou.

14 may 2008

14 de Maio."Mãe".Saudades.





































Ò minha mãe
Ando sem ti por estas tuas terras
Não há muito o que possa te contar
Se tivesses aqui tua companhia e não apenas este silencio
Pudesse ao menos ler tuas palavras
Mesmo sem tua companhia pudesse reavivar
Lembranças tuas
E tuas historias

Mas restas de ti apenas esta fina poeira que o tempo assopra
E nem mesmo ao lado tenho quem possa me ajudar a segurar isto que o vento insiste


Assim como caminhei sozinho até seu tumulo
Caminho sozinho por tua terra
Esperando a chuva a qual possa antigas historias me sussurrar ,prendendo teus restos em minhas molhadas mãos

Mas há pouco mais que nada
Apenas forçando os olhos volto ao tempo
Assim como contavas.
Então vejo as montanhas ainda cobertas de arvores
Bosques verdes e o gado branco nas vaus próximo das plantações
Vejo mesmo ate a casa de barro,
O casarão antigo
E a velha senzala que dizias ser mal assombrada


Mas o tempo passa
Cheguei tarde a sua terra
Por pouco perderia ate mesmo lembranças de teus olhos
De teus afagos de mãe e tua voz a ralhar me dizendo :
“Menino...Corre ,faça a vida
Mas não te desvies do bom caminho”

Ò minha mãe
Quanta saudade.
Fostes embora antes, no mês de todas as mães
E sabe a mão que te prometido,
Que faria que a conhecesse um dia?
E ainda hoje não tenho ,Aquela ,ao meu lado
Tentei correr como na canção.Mas só podia andar e tropeçando


Não posso mais que senão reter sonhos
Junto a s suas historias de família camponesa
Grassada pela derrocada ,sob a gloriosa Abolição
Empobreceram...
A descer das altas serras de São Joaquim, ao Arraial dos Milagres
Depois à Capital em que se encerrarias

Mas tu,Senhora defensora da liberdade própria não se lamentavas
Apenas seus queixumes ,sim, dos males, das saudades desta sua terra


E uma nostalgia assim ,estranha ,como esta quando caminho ao lado do Rio, o Paraíba.
As mesmas margens em que tu traçou o recomeço,
E eu ainda em um sonho achei ter começado também a viver a vida

Saído da Capital da qual me vou sem jamais ter encontrado espaço
Aqui abano as mãos ao vazio até onde a vista alcança...
O largo rio sereno e suas águas turbidas
Na praça vejo a minha saudade
Nas terras do passado agora também , tristes
Sem arvores
As poucas crianças
Uma roça desamparada de picos desnudos sob o céu cinza, mas sem chuvas abundantes


Não se enxerga mais a casa
As plantações
Nem restos nos velhos túmulos semi-abandonados
Os anos levaram tudo ,mãe

O minha mãe
Lamento por que Tu repousas agora longe de tua terra ventre
A anos esperastes voltar a seus ancestrais para agora em esquecimento
Longe de tua origem
Tão longe de casa

Assim como lograstes ao teu filho ser igual peregrino
A andarilho pelas terras
Sem encontrar deveras lugar para pousar nestas noites
Por que onde está minha casa?


Sou bisneto de uma fé bastarda
Órfão já velho
Nem mesmo uma vida madrasta para confortar me
Tenho de tocar meu caminho
Sozinho apenas
Guardando estas lembranças
Morrendo com esta saudade de tudo que não vivi antes
A mesma saudade que me arrebata dos sonhos
E fá-me cansado cigano


Geny
Geny
Por onde caminhas agora?
Ainda existes ou apenas açoitas os teus roubando as vagas lembranças?

14 de Maio de 2008.
Armando Aguiar
00:47

8 may 2008

Yom Hazikaron e Yom HaAtzmaut-Israel 60 anos


O dia 4 de Iyar, véspera do Dia da Independência, foi definido pelo Governo de Israel, em 1949, como o Dia de Recordação aos caídos nas batalhas para o estabelecimento do Estado de Israel em sua terra, em sua pátria, na Guerra da Independência e nas que a seguiram.

De acordo com a Lei, na noite do dia 4 de Iyar em Israel todos os locais de entretenimento ficam fechados. As bandeiras são abaixadas em todos os lugares públicos a meio mastro, velas de recordação são acesas em todos os edifícios públicos e sinagogas, as pessoas se reúnem nos cemitérios militares, e são realizados atos de recordação públicos. Desde 5725, o ato de abertura deste dia se realiza no Muro das Lamentações. Na oração da manhã, Shacharit, muitas sinagogas agregam uma oração especial por esta Recordação.Antes do meio-dia, se escuta em todo país um toque de sirene de dois minutos, e todos os habitantes de Israel para suas atividades e permanecem em pé, em silêncio.

Ao término de Yom Hazikaron, iniciam-se as comemorações de Yom HaAtzmaut, o Dia da Independência de Israel.O dia 4 de Iyar recorda para todos os caídos em todas as guerras que Israel teve que suportar com seus vizinhos paises árabes. Sempre em minoria, enfrentando exércitos grandes e numerosos, Israel lutou a Guerra da Independência (1948), do Sinai (1956), dos Seis Dias (1967), de Yom Kipur (1973), Operação Paz na Galiléia (1982), Intifada (1987), Guerra do Golfo (1991), Intifada de Al Aksa (2000-2002) e a Guerra do Líbano (2006).

Moderno Estado de Israel 60 anos de existencia!

Chai am Eretz Yisrael
Hatikva!!!

18 abr 2008

Hagadá de Pessach não para dois.

Nossos pais comeram o pão da aflição a cada dia quando nossos ancestrais estavam como escravos no Egito. Devemos então lembrar como chegamos até aqui ,com as mentes e corpos nutridos pelo pão da aflição.E como ainda hoje grilhoes ainda aferram a tantos.

Hagadá de Pessach
(Pessach não para dois)

Mais uma estrela no céu desponta
Não .não conte a, por que o que teu dedo mostra ,vingará uma berruga.Abaixa.Mas não esqueça.

Lembra as palavras de tua mãe.Ouça as ,só.Contigo.
Apenas guarde as .E ao que o Criador disse,Ata as palavras ao coração e dize-as pela manha.Dize-as tambem ao se levantar, ao caminhares e ao dormires.
Em todos dos dias de tua sórdida vida.Lembra as a ti e ao filho que não tivestes em vida

Hoje é o dia.O dia que aquele que nos cria
E edificou o mundo.E descansou nele

Shabath de Pessach.Segue ,povo, a eras peregrino.
Outros mais encontraram sua casa.
Onde estará a nossa Terra Prometida?

Deixa .Deixa a poeira abaixar
Passarão se os anos
E Por que daqui a pouco toda força nos consome

Deixa. Acenda a vela antes que escureça
Para que nossos filhinhos não temam a noite
E á porta não adentre o mal anjo

Vira o defunto para o canto
Entorne as vasilhas
Feche os olhos
E apenas espere

Um dia para todos nos virá o descanso.
E não teremos mais benzas sobre nossas cabeças
Senão apenas memória da bênção que nossos ancestrais faziam

Não teremos sobre nós aspergido ao vazio
O óleo de nosso sacrifício
Um dia
Nesta terra ou qualquer outra
Estará mais próxima de nosso horizonte
Jerusalém,aqui ou onde
Aonde estará a destra do Soberano

Deixa.Não há para ti lugar naquela ceia
Deixa.Vaga te sozinho ,marrano
Deita.
Deita.
Olha as estrelas .A terceira estrela desponta

Como nos primeiros sinais de uma procura
por primavera após um longo e escuro ,um infindável inverno.É hoje o dia.
Comemoraremos nós as escondidas
Enquanto fecharemos as portas temendo que nos caluniem de sangue

Neste ano não teremos uma vez mais o cálice e a botija cheios ,mas aqui tão pouco, toma
Toma este pedaço de pão seco
Não neste há qualquer levedura
Erga- o aos céus para que este o abençoe.Salgue com o labor de teu corpo

Veja.Na falta do vinho esta cachaça
O nosso rústico vinho da cana

Então,brindamos
Junto a nossos solitários convidados
Fecharemos as portas e sob vigília

Em nossa sobriedade ergamos o pão
E em nossa solidão de peregrinos lembremos de velhas historias
e nossos antigos nomes
Assim como um dia chamadas serão nossas almas de nosso longo exílio

Nesta terra a qual pertencemos
Ainda somos nós também outros peregrinos
E nossas frestas e janelas são vigiadas a cada momento

Nós mesmos pouco acreditamo-nos e nos conhecemos tao pouco,
Apenas temos a mácula no sangue
Nós irmãos:
Brancos, mais claros ,mais mulatos
Não meramente na tez ,ou narizes , costumes ou nossos sobrenomes
Somos tão iguais
E tão dessemelhantes

Vinde.
E fecha a porta
Eis que a noiva se aproxima neste ocaso
Eis que subirá então a alva e a noiva, virá ladeada dos anjos.

Vinde,peregrino.Descansa,vinde conosco á fogueira ,deste frio.Um dia ,se não a teu corpo, mas a tua alma convidarão te a ceia.

Hoje, depois ,não mais apenas.
Mas um dia encontraremos descanso.E virá nos assim a esperança.

Yerushalaym
En Leste-Oeste
tan cerca, tan leja en nuestro soño.

2 abr 2008

Judeus em Africa parte I

As historias da galut prosseguem.Neste capitulo um pequeno artigo a respeito da presença judaica em Africa e de modo 'pouco' convencional.

vejam artigo na integra em http://moishe-hess.blogspot.com/

Mais e mais tribos do continente africano, declaram: "Somos judeus". Polemico?Ou o judaismo esta dentro dos que aceitam no de coraçao aberto e praticam a fé judaica?Os lamba na África do Sul, os ibo da Nigéria, os tutsi do Borundi dizem que são judeus. Eles seguem as prescrições da religião judaica e novas sinagogas de palha e barro, aparecem em muitos povoados africanos.O Estado de Israel os desconhece, mas dos Estados Unidos já foi enviado um Juizado Especial para convertê-los ao judaísmo. O chefe da comunidade judaica de Uganda, viajou a Jerusalém para estudar e receber o título de rabino

Na Nigeria, existem cerca de 9 pequenas comunidades, todas que não apenas praticam o judaismo,mas em suas vidas simples, resistem a islamização e aos missionarios cristãos com suas ajudas humanitarias...

Muitos judeus americanos se emocionam ao ouvir falar destes judeus extraviados e estão dispostos a ajudá-los. Alguns outros apenas olham com estranheza e ressabiados por pensar que os que dizem se judeus, sejam aqui como na questao dos marranos ou em rincoes de Africa, desejam apenas é o direito de aliyá.

De qualquer modo, a anos a propria historiografia e setores da comunidade judaica tem se aberto a ao menos escutar estas historias e a criticar ate mesmo quanto ao conservadorismo cultural da comunidade.Caso brasileiro o jornalista Henrique Veltman anos atras em viagem para descrever a historia dos descendentes de judeus na regiao amazonica,na serie "Os hebraicos da Amazonia", assunto que trataremos em artigo posterior,bem senão via comunidade, ao menos via a academia. Vide os estudos uspianos da historiadora judia Anita Novinsky a respeito dos marranos .Segundo ela, e com provas em pesquisas, o Brasil é o pais em que há mais descendentes de judeus direta ou indiretamente...Sao milhares ,muito além dos apenas 120 mil que perfazem a comunidade oficial.E destes ligaçoes nao apenas culturais ,mas religiosas, com maior ou menor grau de assimilacionismo

25 mar 2008

Improvisos liricos

Sobre um improviso lirico

I

Ainda espero o amor
como no ringue o lutador caído espera o salão vazio
primeiro vive-se e espera
depois vive-se e nao se espera , não se pensa em mais nada

não me digam a mim
com o tempo apenas se consegue
chegar aos degraus da frente.

é difícil
é cada vez mais difícil entrar em casa
não discuto o que fizeram de nós estes anos
a verdade é de outra importância
mas em breve anuncio que me despeço
à procura de um país de árvores
e ainda se me deixo ficar um pouco além do razoável ,não ouvem.

O amor é como um cordeiro
O amor é como um cordeiro que grita abraçado à esta canção
e logo estará morto
e não se importarao co'sua ausencia

II

Pienso camino largamente mi vida
Mi vida antes ,mi áspera vida
Ahogando lamentos moliendo esperanzas
Pensando enredando sombras en la profunda soledad
También por qué tu estas lejos
!ah! ¡mas no lejos que nadie!
Yo pensando como un pájaro
A volar libre por este espacio ahí
Ah!tonterias!!Haces em hablarme todos
Hoy yo digo:
Vienes
En la noche
Y no se tardes
El grito frente al mar
Entre las piedras
corriendo libre
Loco, la furia triste, el grito, la soledad
sob la lluvia e solitud
estirado hacia el cielo
Y la herida latejante y mi corazon quebrantado...
Entonces…
Donde estabas antes tu?
Donde?
Más lejos como antes.
O como aquí en este momento?
Viene
Mira mi em mis ojos!
Por que a floresta asi arde em chamas
Arde
Llamea y se hace desierto
Queman las árboles qui se derruban y crepitan
y estoy a poco partindo sen tener la vida!
Viene
Espero su voz bella y tímida
Se no tengo sua presencia
puedo escribir los versos mas tristes esta noche
Y en esta mañana
o en todos los dias qué restame y hacem me llegar ao abismo
III

é bom ter amigo!
Ter alguém em quem confiar,
alguém que convive comigo
ouve as queixas, as saudades,
alguém que eu ajudo e pode me ajudar.
Com ele passo momentos difíceis,
mas também momentos alegres.
Felizes em vermos que vencemos
e tristes quando vencidos.
Apesar de ser o homem a única criatura
a conviver com sua vítima antes de matá-la,
com amizade, adquire uma tal armadura
que sua vida defende ao invés de tirá-la.
IV-
Por que sempre no passado aquela tua alegria?
sempre no presente aquela sua duvida?
E sempre no futuro aquele pânico.
E assim sempre no meu peito aquela agonia
E ao saber de você assim
sempre no meu peito
aquele tédio
aquele aceno
esta tristeza
e sempre assim nos meus lábios a secura
É sempre no não aquele trauma.
sempre no meu amor a noite rompe.
sempre dentro de nós nossos inimigos.
se sempre a cada ano apenas mais um ano perdido
se a cada tempo só mais uma espera
e não há mais razão para insistir nesta demora
por que sempre no meu sempre a mesma ausência.
e sempre no meu sono aquela ilusão
sempre no meu pesadelo aquela solidão
sempre no meu dia dia aquela guerra.
É sempre no meu trato o amplo destrato.
Sempre no mesmo engano outro retrato.
E quando encontro,um desencontro
Pois não há o desejo de me encontrarem
E sempre assim esta angustia
E sempre assim esta solidão
Assim sempre este sonho
Sempre assim agora que encontrei mas não posso fazer nada
por que sempre nos meus saltos ,o limite.
Por que chegou o tempo em que não há mais razão para a insistência
Pouco há para a vida
E viver pouco vale a pena pata ter vida
Neste sempre assim o meu grito mudo
A um clamor tão surdo
A cada desejo o silencio
E cada tudo o nada como resposta...

Devesse então cair num abismo e cerrar todos os sonhos.

15 feb 2008

GAZA 2008 -artigo para o Moishe Hess

Impossivel ficar calado quanto aos ultimos acontecimentos.Muito da midia dita alternativa, leia se a midia de esquerda , revistas que leio, que nós lemos ,nós da esquerda , como a Carta Capital, Caros Amigos, jornal da CUT, E que convenhamos, parecem inumeras vezes não pensar que em Israel não há um setor de autocritica contundente e que diariamente trava batalhas contra setores mais conservadores, leia se , de direitas ,quanto a qualquer acordo de paz e os constantes ataques a cidades israelenses situadas na fronteira com Gaza e Libano.

Israel deixou o Libano, deixou Gaza,mas ha uma decada os ataques ,antes ou depois do desengajamento de Gaza continuam.Claro que qualquer represalia será tida como atos em força desmedida , de um exercito contra ...um exercito invisivel que se esconde por dentrás de instalaçoes civis .Este texto estou dando uma endireitada..estava escrito e acabei por conserta-lo para o grupo de discussão ...mas talvez as informaçoes sirvam ao menos por ser um texto em português...Na verdade é uma resposta ao que ando lendo por aqui e assistindo na tv. Aqui no Brasil...imagine como deve estar a situação em Gaza , com as açoes do Exercito israelense...Mas cabe a reflexão quanto aos ultimos acontecimentos e o tom que a midia internacional concede à questão.E sobretudo do ponto de vista estrategico ,mas imprescindivelmente humanitario!!!

(...)Do ponto de vista histórico, não pode haver solução para o problema de Gaza enquanto o horizonte não mostrar pelo menos o mínimo de esperança para essa gente desesperada.Então, o que podemos fazer agora?Podemos e devemos chegar a um cessar-fogo com o Hamas em Gaza

11 feb 2008

Casimiro (algum verso)

As ruas estão secas
A poeira agora da lama
Casimiro

Passou um turbilhão em nossas vidas
Abraçando recém chegados
Anfitriã após o veranico
Os foguetes estouravam
E a festa na praça
Da noite, tornou o silencio cotidiano
Em linha reta o rio não quis tomar a curva

As ruas estão secas
Os restos
As casinhas
As telhas
Úmidas
Como as pálpebras dos órfãos
Dos velhos que viram a vida levar tudo
Guiados pela inesperada onda

Casimiro
E as frondosas árvores próximo da capela
Caíram cansadas juntos ao ídolo
Nos pastos vergados pela chuva
O boi manso segue no que resta de capina
Poderia ter acontecido em qualquer lugar comum
Poderia ter acontecido
Em algum lugar ,o dos esquecidos
Aconteceu em Casimiro

Existiu lugar algum para ser feliz no mundo
Se na Galut, exilio,permaneces e apenas consigo?

Dei-me inteiro.
Os outros fazem o mundo (ou crêem que fazem).
Eu sento-me na cancela, sem nada de meu

Veio a chuva a terra a agua levou
meu chao meu canto de esperança
minha montanha que desmoronou

Sem conquistar um mundo
Sem um lugar que desegoisticamente não quero que seja só meu
E assim tenho um sorriso triste e uma gota
de ternura branda no olhar.

Esperei, esperei.
Dei-me inteiro.
Casimiro

Não ,apenas um coração recusado que sobra -me agora
em meio a este mato alquebrado
Junto as vísceras e um corpo.
Com isso vou desejando morrer por que a tempos ja estou indo aos poucos .


Armando Aguiar

7 ene 2008

Os Beta Israel e luta pela inclusão em Eretz Israel


imagens da operação Salomão

Em um pais de extensao territorial limitada, quase 70% de suas terras compreendendo desertos ,tem sido miraculoso e herculeo o esforço para a absorçao tambem de imigrantes , judeus da diaspora ,levas que nos ultimos 15 anos tem causado grande impacto na sociedade israelense.Israel tem primado em receber imigrantes das mais variadas partes do mundo. Em uma sociedade plural e que congrega judeus de todos quadrantes do planeta,a pequena pátria cosmopolita e ETERNA ERETZ ISRAEL( Chai am Israel),dentre seus habitantes judeus de origem mizrahi,sefarad, asquenazita ,falashim,coraichita e sabra ;além de arabes cristaos ,drusos e muçulmanos; circassianos, estima- se que haja hoje cerca de 250 mil estrangeiros não judeus em trabalho temporario em Israel.

Neste caleidoscopio humano as vezes noticias exoticas ou simplesmente ruins nos saltam aos olhos. Ha alguns meses fora a de neonazistas de origem russa (vindos da leva de 'judeus russos',hoje cerca de 1 milhao em Israel entre judeus pela halaká ou pela lei de direito de Retorno) aprontando em ruas de Jaffo e suburbios de Tel Aviv .Embora outras como o processo de cotas para a admissao de cidadaos arabes ,esforço para a educaçao e inclusao de drusos e beduinos, pouco é valorizado na midia. Sabemos que em Israel não funciona uma democracia perfeita,mas ativistas e a forte autocritica israelense tem se esforçado em prol disto. Desta recentemente em matéria publicada no jornal israelense Haaretz ,uma denuncia a discriminação racial que atinge estudantes judias negras, vindas da Etiópia, em colégio primário na cidade de Petach Tikva, para onde foram enviados a maioria dos que emigraram do país africano para Israel. Cabe salientar aqui que a absorçao em massa ao pais o foi a duras penas, uma vez que o pais obrigou-se a criar estruturar para a alocaçao de milhares de imigrantes em curto periodo de tempo.

O colégio, Escola Elementar Lamerchav, de orientação religiosa, aceitou receber quatro estudantes etíopes. Oitenta crianças em idade escolar não conseguiram matrícola para este ano letivo na mesma cidade. As crianças que foram recebidas, estão tendo aulas em salas separadas, têm recreio em horário separado e a diretoria da escola alugou um carro para levá-las para casa, longe das demais que viajam em um ônibus escolar.

"Eles sempre souberam, e nós sempre acreditamos, que nós somos um único povo", afirmou Shula Hula, que estuda na Universidade Hebraica, em Jerusalém. "Agora provaram que estão mentindo". As crianças etíopes estão também sendo manipuladas pelas diretorias das escolas. As 'seculares' dizem que não podem inscrevê-las porque ainda não foram convertidas ao judaísmo pelo rabinato (os etíopes que mantiveram tradições hebréias com uma liturgia diferente das demais correntes judaicas, são considerados "não inteiramente judeus" pelo stablishment rabí-nico de Israel). As religiosas, onde as crianças deveriam tomar aulas para se prepararem para a conversão, tampouco querem recebê-las, alegando que os pais das demais crianças (não negras) se afastariam das mesmas escolas que recebessem os etíopes.

"O Ministério da Educação abandonou os filhos de imigrantes da Etiópia. Todos os cidadãos merecem receber educação igual", afirmou Abraham Nagosa, líder da comunidade dos etíopes em Petach Tikva. O Banco de Israel liberou um informe onde se diz que os trabalhadores de origem etíope ganham, em média, metade dos salários da média dos trabalhadores do país. 52% das famílias dos etíopes são pobres. A maioria de seus integrantes em idade de trabalhar está desempregada. A comunidade etíope, que está em 1,4% da população, contribui com mais de 16% do total de israelenses abaixo da linha de pobreza.

O informe do Banco de Israel sugere uma forma original de enfrentar a discriminação: escolas que recebessem etíopes receberiam fundos extras! Nisto o ex-presidente Moshe Katsav – afastado por escândalos de corrupção e de assédio sexual – declarou, pouco antes de se afastar: "Israel talvez tenha errado em trazer os judeus da Etiópia para cá".Em tom de desabafo

Os judeus etíopes , ou chamados falashas constituem uma minoria em Israel, antes de comentarmos esse fato, é interessante conhecermos um pouco da fantástica história sobre os falashas, publicado na revista Morashá, escrito por Asher Naim.
Os 'Beta Israel'. Casa de Israel como se proclamam

Por quase 3.000 anos, os judeus negros da Etiópia, conhecidos como falashas(tom de diferenciaçao dado a estes pela populaçao etiope) e que se auto-denominam Beta Israel mantiveram sua fé e identidade lutando contra a fome, a seca e as guerras tribais. Acredita-se que eles faziam parte de uma das dez tribos perdidas, e houve grande mitificaçao quanto a seus ancestrais remontarem ao rei Shlomo e à rainha de Sheba (Sabá).Segundo historiadores a presença destes no planalto etiope ja conta bem antes disto.

Em maio de 1991, os falashas protagonizaram um êxodo milagroso. Com a Etiópia envolvida em profunda e brutal guerra civil, 14.200 membros dessa comunidade foram transportados de avião para Jerusalém pelas Forças de Defesa de Israel. A operação durou 25 horas.



O herói que idealizou e organizou o incrível resgate foi o então embaixador de Israel na Etiópia, Asher Naim. A epopéia foi narrada no livro Saving the lost tribe, lançado este ano, no qual Naim relata com humor e conhecimento de causa a ação que se tornou conhecida como Operação Salomão.

No outono de 1990, quando foi nomeado pelo governo israelense para o cargo de embaixador em Adis Abeba, sua identificação com os judeus etíopes foi imediata. Ele queria dar continuidade à chamada Operação Moisés, implantada em 1985 pelo serviço secreto israelense, o Mossad, em conjunto com a agência norte-americana CIA que, durante três anos, tentou tirar do país 14 mil falashas através do Sudão, levando-os de barco para Israel. O sucesso daquela operação foi relativo, pois na época, só oito mil pessoas conseguiram fugir; o restante adoeceu na viagem e muitos voltaram à Etiópia. Muitas famílias foram, assim, separadas.


História dos falashas

Em 1860, missionários britânicos que viajavam pela Etiópia foram os primeiros ocidentais a encontrar a tribo dos falashas, ficando surpresos ao ver as faces queimadas com traços semitas e que praticavam o judaísmo. Os membros dessa comunidade observavam o Shabat, mantinham rígidas leis rituais da forma como eram descritas na Torá. Pouco tempo depois, o estudioso judeu Joseph Halevy decidiu conhecê-los pessoalmente. Seria possível que esses judeus fossem parte de uma das tribos de Israel, perdidas há muito, foragidas do Primeiro ou Segundo Templo? Halevy foi recebido com curiosidade e desconfiança pelos nativos, que lhe perguntavam: O senhor, judeu? Como pode ser judeu? O senhor é branco!

Mas quando Halevy mencionou a palavra Jerusalém, todos se convenceram. Os falashas haviam sido separados de outros judeus por milhares de anos. Nenhum deles jamais saíra de seu vilarejo. No entanto, todos acalentavam um grande sonho, vindo de gerações passadas: voltar para Jerusalém. Os judeus da Etiópia sofriam as mesmas discriminações que os demais, na diáspora.

No início de 1970, havia um grupo organizado dos Beta-Israel que queria emigrar para Israel, apesar de seus membros ainda não serem considerados judeus, não tendo, portanto, direito a fazer aliá. Uma centena de falashas já vivia em Israel, onde começou um movimento liderado por um iemenita judeu nascido na Etiópia, Ovadia de Tzahala, que fizera aliá em 1930 e que tinha parentes entre os falashas. Por isso, pressionava- os a emigrar para Israel.

Operação Salomão

Em 1990, enquanto as forças rebeldes avançavam contra o ditador etíope Mengistu Haile Mariam (o açougueiro de Adis), foi ficando claro que os falashas seriam exterminados, a não ser que con-seguissem deixar o país. Asher Naim, excelente mediador, trabalhou em vários campos simultaneamente. Negociava com Mengistu, coordenava logística e estratégias com os militares israelenses e arrecadava doações, freneticamente, através de contatos nos Estados Unidos.

No dia 23 de maio de 1991, decidiu que havia chegado a hora de convocar a Força Aérea Israelense: a Ope-ração Salomão devia come-çar imediatamente. O ditador Mengistu aceitara as con-dições, mediante pagamento em espécie e impondo segredo absoluto.

Diante da embaixada israelense, milhares de falashas se acotovelavam, prontos para partir. Os primeiros aviões israelenses aterrissaram no aeroporto de Adis Abeba e uma equipe de comandantes muito bem preparados se posicionou para proteger a missão a qualquer custo.

No total, 14.200 emigrantes foram levados da cidade para o aeroporto Ben-Gurion, em Tel Aviv. Trinta e cinco aviões militares e civis fizeram 41 vôos. Em um dado momento, havia 28 aviões no ar. Um dos Jumbos, que normalmente poderia levar 500 passageiros, transportou de uma só vez 1.087 pessoas, num feito anotado no livro de recordes Guinness.

Para Asher Naim, o resgate dos judeus etíopes foi de importância vital. Ele queria liberar seus irmãos de um ditador tirano e assim assegurar a sobrevivência dessa tribo. Ajudando os falashas a voltar para Jerusalém, Naim chegou a um novo e profundo entendimento do verdadeiro significado de fé, de identidade e da luta para superar as adversidades. No seu livro, cita uma frase de Bernard Raskas: D'us não quer que façamos coisas extraordinárias. Ele quer que façamos coisas ordinárias, de forma extraordinária…

Em Israel, a adaptação dos imigrantes tem sido bastante difícil. A maioria era muito jovem e sem cultura nenhuma, sofrendo rejeição por causa de sua cor. Vários programas de institutos americanos e judaicos têm desenvolvido projetos especiais de educação intensiva para as crianças, como por exemplo, a escola Beth Zipora, no sul de Israel. O programa foi implantado por Elie Wiesel e ministra cursos de inglês e computação. O sonho dos judeus etíopes é formar líderes, médicos, engenheiros e até generais. O governo israelense tem feito campanhas para angariar fundos para sua absorção e sobrevivência, a fim de não deixá-los voltar ao mesmo ciclo de empobrecimento, amargura e desespero de seu passado na África.

Como vimos, os judeus da Etiópia são tão judeus quantos askenazitas,mizrahis ou sefaradis . Não podemos conceber, que após o reconhecimento da condição judaica dos judeus Etíopes por parte de Israel, parte velada de uma minoria judaica , os tratem de forma diferenciada. Aliás, Israel foi o único país que retirou negros da África para lhes dar a vida, conforto, estudo, trabalho e dignidade. Não há nenhum povo no mundo que tenha experimentado e vivenciado os horrores da discriminação racial, como o povo judeu, portanto, isso é abominável, e deve ser combatido com rigor; aliás não só em relação aos falashas, mas também em relação aos palestinos. Até porque aos olhos de D-us todos são iguais.

Não há racialismo em nosso lar!
Chai am Israel.Um só povo, um só coração.
Um só D-us. B'H.
Quanto ao assunto ,tem-se em língua inglesa uma bibliografia bem acessível sobre. Revistas Conceituadas pela comunidade judaica ,como a Morasha é muitas das falas em defesa ou exposição da questão, advém deste referido material,pois infelizmente aqui no Brasil dispomos de quase nenhum texto,material sobre,daí ate mesmo eu pensar e trabalhar naquele artigo que no blog postei somente uma síntese, parte de pesquisas pessoais que realizo sobre judeus e judaizantes no continente africano.
Vejam os links sobre os Falash Mura...artigos de jornais israelenses como o Jerusalém Post e Haaretz,por exemplo.

http://www.encyclopedia.com/doc/1E1-Falashas.html
e
http://www.jewishencyclopedia.com/view.jsp?letter=F&artid=13

Ha um filme sobre a questão,baseado em fatos reais.Mas não serve como documentário.Apenas serve como dramatização.Se chama , em titulo em português, "um herói do nosso tempo", o qual aborda a historia de um menino etíope cristão, que se disfarça de judeu para poder imigrar para Israel.Ele é adotado por uma família judia de origem francesa e assim a historia se desenrola