6 dic 2008
Relações Brasil-Irã-Israel (parte II)
Shavua Tov
http://vidasmarranas.blogspot.com/
“O Brasil nunca venderá seus princípios por negócios. O Brasil foi, é, e sempre será,contra qualquer posicionamento político, de qualquer nação, que questione o Holocausto ou a existência do Estado de Israel”
Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores do Brasil
Não é ser tendencioso, é expressar minha opinião. Muito correu o disse e me disse, e enfim, a algum tempo que parte da comunidade tem questionado o certo vácuo nas relações Brasil - Israel,não obstante, se esquecendo que parcerias se montam através de interesses diplomáticos e recíprocos ,causou certo incomodo , que tomaram dianteira para alfinetar o Governo,quanto a conversações no Extremo Oriente , mas na qual Israel não fora papel principal, senão ,aparentemente,apenas ' mais ' para a diplomacia tupiniquim ao que levou, de modo não menos justo , uma carta da CONIB a senadores e parlamentares para tratar da questão, mais especificamente quanto a relação Brasil- Irã...
Na referida correspondência, a CONIB expõe ao Itamaraty a preocupação da comunidade judaica brasileira com a intensificação das relações diplomáticas do Brasil com o Irã, em razão da incompatibilidade do regime político e democrático vigente em nosso País com aquele presidido por Mahmoud Ahmadinejad que, além de negar o Holocausto, também rejeita a existência do Estado de Israel, Estado soberano e reconhecido pela ONU, de cujos tratados e convenções o Brasil é signatário.
Resta a esperança na capacidade diplomática do Presidente Lula, fiel e fraterno amigo da comunidade judaico-brasileira e admirador do Estado Judeu, no intuito de intervir junto ao governo do Irã, contra as ameaças propaladas por Ahmadinejad
Chegou a hora da esquerda brasileira que tem considerável representatividade política junto a comunidade judaica, cita-se aqui o intelectual Paul Singer, Clara Ant, André Singer (porta voz da presidência da Republica),Jacob Gorender, o ministro da justiça Tarso Genro, o Governador da Bahia Jacques Wagner,o ministro da economia Guido Mantega, dentre outros tantos e mostrar que ,para esbulhar qualquer reação conservadora e de pejo anti Esquerda de que nem toda Esquerda é simplesmente ,por pirraça, partidária de qualquer nacionalismo anti israelense,e sim, também versa por negociações em favor da paz no Oriente Médio.E e preciso recuperar o legado da atuante esquerda judaica que desde a leva de imigrantes anos 30 trouxera ao pais , militancia que ,ora, na ditadura de Vargas, quanto na dos anos 60-70 , em muito foi ativa.E agora, reenvio a esta lista uma audiencia do ministro Celso Amorim, tratando desta questão, Brasil- Irã.
“Audiência Pública com o Ministro Celso Amorim, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados, em 03/12/2008, às 10:00
(Texto Editado pela NRJ)
Deputado Marcelo Itagiba ao chanceler Celso Amorim:
É um prazer poder dialogar com Vossa Excelência. Como eu não gosto que as coisas fiquem apenas unilateralmente, e eu recentemente, fiz um discurso bastante veemente contra a visita de Vossa Excelência ao Irã, tendo em vista que o presidente daquele país propugna pela extinção do Estado de Israel, bem como nega a ocorrência do Holocausto, e tendo em vista que o Brasil atuou definitivamente em duas frentes para que primeiro a Europa fosse libertada através da Força Expedicionária Brasileira durante a 2ª Guerra Mundial, e portanto vencer o Nazi-Facismo, bem como foi uma das forças propulsoras da partilha da Palestina e do reconhecimento do Estado de Israel causou muito desconforto, não só neste parlamentar mas na comunidade brasileira judaica a visita àquele país.
Ao meu entender me parece importante que Vossa Excelência pudesse explicar essa visita, e acreditou eu, reafirmar que o Brasil, de forma alguma concorda com essa manifestação, porque ela contraria os direitos humanos, contraria o direto de existência dos povos, e me parece que essa não seria uma faceta hoje, pela tradição e pela qualidade dos representantes da diplomacia brasileira, ter como parceiros ou como aliados pessoas que tem esse tipo de pensamento. Como fiz essa crítica, e Vossa Excelência aqui não estava, acho importante ouvir a opinião, não só de Vossa Excelência, mas do país em questão...
Ministro Celso Amorim:
Com relação a questão do Irã, deixe-me começar pela parte fácil: estou de pleno acordo com Vossa Excelência, e repito aqui, tranqüilamente, que condenamos as declarações que foram feitas no passado pelo presidente Ahmadinejad, sobre a questão da eliminação do Estado de Israel.
Nós condenamos as manifestações feitas sobre a não existência do Holocausto; mais do que isso: o Brasil é co-patrocinador da Resolução sobre o Holocausto nas Nações Unidas, embora muitos outros países, independentemente do Irã, não gostem disso. Mas nós somos co-patrocinadores. Então, essa é a nossa posição, é algo fora de cogitação; o Brasil se orgulha de ter uma situação em que a comunidade judaica e a comunidade árabe convivem como brasileiros, com amizade e etc...
O segundo ponto que eu mencionaria, é: se você tem relações com um país não quer dizer que você tem que concordar com tudo o que ele diz. Nós temos interesses de variadas naturezas: inclusive comercial. Nós chegamos a exportar, o que não quer dizer que nós estamos vendendo nossas posições por interesse, e eu tenho muito prazer em repetir em frente a Vossa Excelência, das câmaras de TV e à imprensa: condeno a declaração que foi feita há algum tempo atrás, e espero que ele tenha mudado de idéia com relação à extinção do Estado de Israel e o seminário sobre a não existência do Holocausto. Isso não há a menor dúvida e nós não mudamos em nada a nossa posição. Agora, isso não nos impede de ter relações com os países. Se nós só fossemos ter relações com os países com os quais concordamos em tudo nós iríamos ter muito poucas relações.
Nós sabemos que muitas coisas que o Brasil condenou, de forma veemente, não nos impediram de ter relações com países em questão. Agora, além do interesse comercial, eu diria que o Irã, queira-se ou não, é um ator importante no Oriente Médio. Eu vou lhe dizer francamente, pois não tenho nenhuma informação secreta, o que é decorrência de análise: o próprio Estados Unidos estão conversando com o Irã, sobre a influência do Irã no Iraque, e estão conversando com o Irã sobre a influência do Irã no Afeganistão. Então, conversar com um país não significa que você concorde com ele. O Irã é influente no Oriente Médio. É um ator no Oriente Médio. O Irã é um país de uns 70 milhões de habitantes e faz muitas coisas com as quais não estamos de acordo, ou fala coisas com as quais não estamos de acordo.
A melhor maneira, creio eu, de um país como o Brasil contribuir para a paz não é isolando um país desses. Claro que haverá momentos que ocorram coisas tão dramáticas que você se sinta na obrigação de tomar determinadas atitudes, como nós tomamos na condenação dessas declarações infelizes e desse convite para um seminário infeliz, na nossa opinião. Agora, dito isso, o tema que mais aflige o mundo, hoje, que é o problema da possibilidade de o Irã vir ou não a ter uma arma nuclear, acho que o Brasil pode contribuir para um diálogo nesse sentido, como há outros países, como a Suíça que contribuíram. A Suíça contribuiu para que houvesse um encontro em Genebra, que foi, aliás, a primeira vez desde o episódio daquele seqüestro; da ocupação da Embaixada Americana, que um alto funcionário do governo se encontrou com um alto funcionário iraniano. Acho que tem uns 6 meses, mais ou menos; talvez 5 meses. Então, manter um diálogo com um país não quer dizer que se concorde com ele. Não que você vá tê-lo como aliado. Mas você pode dialogar e é o que estamos fazendo com muitos países.”
30 nov 2008
Brasil,Esquerda e Israel I
Na referida correspondência, a CONIB expõe ao Itamaraty a preocupação da comunidade judaica brasileira com a intensificação das relações diplomáticas do Brasil com o Irã, em razão da incompatibilidade do regime político e democrático vigente em nosso País com aquele presidido por Mahmoud Ahmadinejad que, além de negar o Holocausto, também rejeita a existência do Estado de Israel, Estado soberano e reconhecido pela ONU, de cujos tratados e convenções o Brasil é signatário.
Resta a esperança na capacidade diplomática do Presidente Lula, fiel e fraterno amigo da comunidade judaico-brasileira e admirador do Estado Judeu, no intuito de intervir junto ao governo do Irã, contra as ameaças propaladas por Ahmadinejad.
*Chegou a hora da esquerda brasileira que tem consideravel representatividade politica junto a comunidade judaica, cita-se aqui o intelectual Paul Singer, Clara Ant, André Singer (porta voz da presidencia da Republica),Gorender, o ministro da justiça Tarso Genro, o Governador da Bahia Jacques Wagner,o ministro da economia Guido Mantega, dentre outros tantos e mostrar que ,para esbulhar qualquer reaçao conservadora e anti Esquerda-anti petista dos setores mais 'adodoncados' da comunidade que nem toda Esquerda é simplesmente ,por pirraça, partidaria de qualquer nacionalismo anti israelense,e sim, tambem versa por negociaçoes em favor da paz no Oriente Medio. E e preciso recuperar o legado da atuante esquerda judaica que desde a leva de imigrantes anos 30 trouxera ao pais , militancia que ,ora, na ditadura de Vargas, quanto na dos anos 60-70 , em muito foi ativa.
Havodá Neles!
Shavua tov.
E continuo devendo duas series de artigos:
-Esquerda judaica
-Judeus e judaizantes do suburbio
20 nov 2008
Noites sem fim com esperanças mortas...
"Por Tudo Que For"
E depois, a luz se apagou
E eu não consigo mais ficar sozinho aqui
Sem você é tão ruim, não tem sentido, prazer
Não há nada
Por favor,não me interpreta mal
Eu não queria nem devia te magoar
O vento vem, o tempo vai
Passa por mim meio assim, meio assim devagar
Vou dormir sentindo
O que a solidão pode fazer a um ser ferido,
por saber que o erro era meu (só meu)
Já passou,agora já passou
Mas foi tão triste que eu não quero nem lembrar
Ver você, ter você
E querer mais de nós dois não tem nada demais
E pensar
Você aparecer pela janela tão bonita de manhã
Vem pra mim e não vai mais
Me abraça, me abraça, me abraça
Por tudo que for...Ouh ouh ooouuuhhhh"
O que sobra é a hilariedade dos dramas da vida.
Noite de Insonia em tempo de esperanças mortas
Antes de te dizer eu já senti
Que falar essa cancão
tão cansado desta canção
De todas as canções
A arte é longa a vida é breve
Nesta aventura ninguém se atreve
A ver alem de olhar
A ver além do olhar
Antes de te dizer ,eu já senti
Mas nesta aventura ninguém se atreve
Ninguém se atreve
A ver além de olhar
A ver além do olhar
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As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas: pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu D-us, pergunta meu coração.
Porém meus olhos não perguntam nada.
O homem atrás do sério, simples e forte.
Quase não conversa.Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu D- us, por que me abandonastes?
Se sabias que eu não era D-us, se sabias que eu era fraco.
"Mundo mundo vasto mundo se eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo, mais vasto é meu coração"-Drummond
Eu não devia te dizer ,mas essa lua mais esse conhaque botam a gente comovido como o diabo.
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" Quanto medo de não ter a herança de um rei
Quanto pranto em razão ,de um prestigio que não vem
Pra ser nome de uma rua ou ter a cara em bronze numa praça
Antes do fim
Quando a vida fez sinal estava olhando para os pés
Quanto tempo de atenção aos que falam sem saber
Nunca foi melhor amigo ,nem se emocionou nas despedidas
Não foi capaz de sentir a dor de um não
Mesmo no fim ,preso em solidão,longe do fim
E então um dia parou
Mas não soube onde ir..."
16 nov 2008
Noites sem fim
sem fim
Eu me desespero assistindo ao seu fim
Lua
Quem me assiste assim tão down
Será que nunca mais vou ver a luz do sol,
Um novo dia
Se a escuridão dessa noite
A escuridão desta noite não me levar em nada
Não me levar em nada
E nem para lugar nenhum
Sonhos
Em cada esquina e procuram
Desejo por partes futuras
Espelhos da minha sorte
Meu medo da morte
Se a escuridão dessa noite
Não me levar em nada
Não me levar em nada
Nem pra lugar nenhum...
Noites
sem fim
Eu me desespero assistindo seu fim
Lua
Quem me assiste assim tão down
Será que nunca mais vou ver a luz do sol,
Um novo dia
Se a escuridão dessa noite
Não me levar em nada
Não me levar em nada
E nem para lugar nenhum
Não me levar em nada
Noites sem fim
Noites sem fim
7 nov 2008
Tempo de esperanças mortas -1
Vê na pele o fogo?
O fogo não me trai
Envolto e incerto,de onde estou
não vejo você sorrindo
Clamas ao anjo que ofertou
Que ofertou
A primavera e o ninho
Geme o céu, geme o céu
Por onde estou
Céus encobertos
Me fazem lembrar
Cortinas de sonhos
Me fazem lembrar
Que um dia esbarrei
E deixei por aqui
Rasgando o escuro
Um sopro de luz
Suas sementes
Me fazem provar
Férteis serão
Em bocas de sim
Acima de tudo,
O todo alcançar
Um breve silêncio
Os faz sufocar
Não se mostre demais
O tempo parte e traz
Alguns tempos a mais
Anos atenuam, anos atenuam
Aonde você vai?
Julho está caindo
A sorte não te trai
Envolto e deserto
De onde estou, de onde estou
vejo você seguindo
Sempre de perto com fervor
Mil clarões estão por vir
Mil promessas vi partir
Mil clarões estão por vir
Será um deus o sol ?
mil clarões por vir
Será um deus o sol ?
Quem o vir subir
Verá um dia chover no sol
Dois homens indo e vindo
Geme o céu, geme o céu
por onde eu for
por onde eu for
6 nov 2008
Lugumbre -Tempo de esperanças mortas (trechos)
(...)
Muros.
Amoldando-me vou ao ambiente
O ar seco e sem cantilena
Visto meu jeans básico,
Meu humor cinza
meu vestuário preto sóbrio
As poucas palavras que ainda digo soam lentas e cavernosas
Perdi o tom da pronuncia
Esgarcei-me em das comunicações com o mundo
Enquanto a vida passa e arrastam se os anos
Quisessem me encontrar estaria no mesmo lugar de outrora.
Fumaça em tempos de nevoa...
O mesmo lugar de sempre
Escondido atras dos muros
Soturno andarilho da circunstancia
(...)
Nada.
Não leva a nenhum refugio
Apenas aos restos e despojos
E não há sentido
Na esquina a um rio
Uma ponte ao vazio
Deixando ao ultimo amontoado de casas
Imiscuindo se daquela rotina
Faltam apenas alguns passos
Apenas alguns passos últimos
Overside II
Seguindo o ritmo da mesma canção
A mesma melodia a qual trilha a minha vida
O mesmo acorde todo dia
A sensação de êxtase enquanto jaz se em melancolia
Nem como sei que explico
Mas assim é a rusga do dia dia
Meu preciosismo inveterado
A compor meu silencio observando o mundo
Não é esse meu lugar
Não é este o meu tempo
Passaram se minhas horas e nem dei me conta disto
Nascido após a própria morte
E por isto este descontentamento ao enxergar este mundo
Esta dor que nunca passa
Este frio que jamais cede ao sol que nao aquece meus dias
Minha obsessão pelo exílio
Utopia a vida lenta e do amor platônico sempre impossível
Escapando por um triz ate não sei mais quando
Pela beirada do abismo
Enxergando o que nele tem de mais profundo
A eira d’ abismo, sentindo a doce vertigem..
Por covardia sem pode libertar-me
Por covardia, pois sei que não irei
esta atitude tomar
Vou caminhando a passos lentos
Pela covardia
Destruindo a minha vida
Cada dia sendo o ópio.
A droga que alucina envenenando me o sangue
Esta insatisfação tão plena
a cada alegria que me é efêmera.
Nem quero derramar uma lagrima.
Pois não tenho motivo por que chorar
Apenas livrar-me deste vicio,
meu descontentamento
Escapando por um triz ate não sei mais quando
(continua...)
Carpe Diem
Frankenstein- Suburbia.

In the velvet darkness
Of the blackest night
Burning bright.
There's a guiding star
No matter what or who you are.
There's a light.
Over at the Frankenstein place.
There's a light.
Burning in the fireplace
There's a light, a light
In the darkness of everybody's life.
Darkness must go
Down the river of nights dreaming
Flow morphia slow
Let the sun and light come streaming
Into my life.
Into my life.
There's a light.
Over at the Frankenstein place.
There's a light.
Burning in the fireplace.
There's a light...a light...
In the darkness of everybody's life.
Ou uma versão de uma classica nacional (não se trata de mero remake):
Piano bar -Engenheiros do Hawait
O que você me pede eu não posso fazer
Assim você me perde, eu perco você
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor.
O que você não pode, eu não vou te pedir.
O que você não quer, eu não quero insistir.
Diga a verdade, doa a quem doer.
Doe sangue e me dê seu telefone.
Todos os dias eu venho ao mesmo lugar,
Às vezes fica longe, imposível de encontrar
Mas, quando o Bourbon é bom
Toda noite é noite de luar.
(...) Toda vez que falta luz,
Toda vez que algo nos
invisível nos salta aos olhos,
Um salto no escuro da piscina.
O fogo ilumina muito por muito pouco tempo
Em muito pouco tempo, o fogo apaga tudo.
Tudo um dia vira luz.
Toda vez que falta luz
O invisível nos salta aos olhos.
Ontem à noite, eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia.
Era o princípio num precipício.
Era o meu corpo que caía.
Ontem à noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia.
Ela apareceu, parecia tão sozinha.
Parecia que era minha aquela solidão.
Ontem à noite, eu conheci uma guria que eu já conhecia
de outros carnavais com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha.
Parecia que era minha aquela solidão.
No início era um precipício um corpo que caía
Depois virou um vício.
Foi tão difícil acordar no outro dia.
Ela apareceu, parecia tão sozinha.
Parecia que era minha aquela solidão.
14 oct 2008
5769 e a vida pétrea.
Precisamos aprender a morar de novo.Tornar da nossa necessidade de teto e proteção uma obrigaçao para todos. Atingivel a todos.
"A Sucá nos lembra das Nuvens de Glória que rodearam nosso povo durante sua peregrinações pelo deserto a caminho da Terra Prometida. Todos então viram a especial proteção Divina, que D'us lhes concedeu durante aqueles anos difíceis. Mas embora as Nuvens de Glória desaparecessem no quadragésimo ano, na véspera da entrada na Terra de Israel, nunca cessamos de acreditar que D'us nos dá Sua proteção, e esta é a razão de termos sobrevivido a todos nossos inimigos em todas as gerações (...)
A sucá nos lembra que confiamos em D'us para nossa proteção, pois a sucá não é nenhuma fortaleza, nem ao menos fornecendo um telhado sólido sobre nossa cabeça. Lembra-nos também de que a vida nesta terra é apenas temporária."
Acrescentando a sapiencia Drummondiana,isto por que a vida, a vida é simplesmente pétrea.
Puis-je au moins sortir la tête
et oublier qu’ici, on ne sort pas
Mais je sais bien que ma petite ville arrête
Les plus belles espérances en contrebas
Puis-je au moins sortir la tête ?
nous on croyait qu’on serait
loin et déjà revenus
Qu’à prendre la traverse en chemin, on fuirait nos ombres
Peut-on jamais savoir où être,
là dans mon trou à rats, on ne pense
je sais bien que ma petite ville arrête
Les plus belles espérances en contrebas
Mais nous on croyait qu’on serait
loin et déjà revenus
Qu’à prendre la traverse en chemin, on fuirait nos ombres
Peut-on jamais savoir où être,
dans mon trou à rats, on ne pense pas
Mais je sais bien que ma petite ville arrête
Les plus belles espérances en contrebas
Mais nous on croyait qu’on serait
loin et déjà revenus
Qu’à prendre la traverse en chemin, on fuirait nos ombres
"Acordar, viver
Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir,
dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura demente?
E mais aquela ferida que me inflijo a cada hora,
algoz do inocente que não sou?
Ninguém responde,
a vida é pétrea."
19 ago 2008
Tempo de mudanças.Hoje ou eternamente amanhã
Creio que as reais possibilidades de mudança estão porvir e levado a pensar no que precisamos encarar como tarefas inadiáveis.Projetos coletivos,de esperanças e sonhos de uma sociedade sem discriminações,sem exclusões,plurais,democráticas e sustentáveis.
É claro que tarefas assim são para mais de um mero ano,implicam largo prazo,décadas,gerações,etc.Mas primeira e fundamental tarefa é imaginar grandes processos e mudanças para fortalecer a vontade de agir no aqui e agora (...) A democracia aponta um ideal que é, na verdade, um processo virtuoso de construção de sociedades mais livres,igualitárias,mais valorizadoras da diversidade intrínseca,solidárias e mais participativas ,mas dá também o método,ou seja,implica em se engajar, disputar e cooperar, sob a luz de tais princípios e valores,nos quais os fins não justificam os meios e sim os qualificam,gerando um processo incerto de avanços e recuos,de rupturas e de compromissos possíveis.
Vivemos uma situação de democracia contida em seu potencial transformador, pois capturada de algum modo por forças e interesses que, no contexto democrático, esvaziaram o poder político e impuseram uma agenda de globalização econômico-financeira centrada no mercado (...)é fundamental ser intransigente e radical para ir alem e enfrentar os limites da democracia real, em busca da solução 'democratica', isto é, em que tenha se mais participação, mais disposição de disputa em cada campo e esfera da vida(...)
A ineficiência do Estado democrático em prover segurança é patente. Mas o cinismo de estratos médios e dos ricos,nos seus prédios e condomínios gradeados,é também parte do problema da segregação e violência.E aos pobres soçobra as formas que se aproveitam da ausência do Estado(...)
Em escala social temos problemas urbanos agravados pelo crescimento desordenado, a falta de políticas habitacionais e de transporte. O individualismo se aproveita das novas concepções de inserção social e da aparente democracia vivida resultando num emaranhado de superposição de classes que desigualmente participam do crescimento econômico.Alias, que forma de crescimento é o desejado? (...)"
17 ago 2008
Crõnica Banal da vida comum
Inúmeras vezes tão dolorido na alma. Ao revirar o leito, as horas. Momentos de receio para encará-lo.
E nem mesmo uma vozinha bendita para o “Faça isto e não aquilo”.
Maldita esta inquietação humana de querer respostas do céu, ou além.De pela fraqueza ou incerteza pela finitude tão humana de não escutar a si mesmo.Não acreditar nas próprias respostas.
Mas e quando nem a si mesmo se consegue responder?
Ausência.Mas também imprescindível ‘ouvir’a voz calada, numa antimonia singela
Como na hora da corrida em que não se quer pensar.Apenas como Forrest Gump “correr e mais nada”.Depois voltar.Se tiver de voltar...
Mas sempre temos.
Silencio, volta,conseqüência,pragmatismos.
E Silencio desejado sem exaspero ,apenas,sereno tautologicamente silenciando-se .
Correr por aquela via enquanto ainda era permitido.Num domingo recém saído da madrugada,aspirando o ar
Folhas assopradas como um tapete no bosque.Ainda era hirta a tranqüilidade de um lugar que talvez em meia geração.Cederia espaço a monstros enormes de aço e a fuligem de tantos carros.
Afinal, ávida era a industria da especulação da pobreza e da classe media
La se fora mais uma semana
Mas estava agora distante de tudo
Da noite mal dormida por que sobressaltado pelos gritos
Uma ,duas rajadas.Ecos apenas?
Horas depois
Luzes sirenes
De algum lugar quase ao lado
Apenas uma festa infantil num canto qualquer do subúrbio ou zona sul
E não acabara em pizza.
Uma discussão sobressaltada .E uma dupla de agentes sem qualquer discurso.E a normalidade da vida de tão simples, estúpida.
Observara: pouco respeitavam os agentes ,coitados.
Pouco as gentes se respeitavam naquele mundo.
Precisavam sempre serem grandes,obscuros.
Incurtir medo.
Como aquela rua vazia ali pela manhã tranqüila
Medo do futuro
Das crises sempre existentes.
Do passeio antes para relaxamento
E suscetível a reflexões sobre desemprego, seguro e contas
Era preciso estabilizar se em algum oficio.Algum algo que não fosse meramente algo
Era preciso como todos em seus ofícios, existir para ir além do meramente resistir
Ou queria mesmo e imergir no anonimato e desaparecer de tudo.
(mas isto calaria seu pensamento?)
De certo que não...Não a anomia.
Mas o que era possivel?
A vida era como eterna luta.
Um chavão maroto, no qual grão a grão era uma luta incessante contra o vento.
(para onde vai a duna dos restos da fortaleza?)
Não queria incurtir se em moralismo, discussão de ética e ombridade.
Esquecer lembranças
Porem não era possível fugir o tempo todo.Nem mesmo um minuto de descanso a mente!
Auspiciosamente repassando a noite mal insone.(E como era dificil aquele oficio de policiar a noite.Aventura,exposição,suscetibilidade a vergonha)
Não.Não poderia ser agente.O que ele sabia...
Faria.
Seria?
Apenas correr ainda livre enquanto existisse aquela rua, aquele bosque
Apenas sentar em casa
A cada manhã, numa risível corrida matinal decidir a vida
E cansado desabar a um qualquer inviolável canto
E desabafar sua quase poesia
Ei!Espere leitor solitário
(sou eu mesmo que as vezes me leio e me critico:por que escrevo isto?)
Ousadia?
Mas, não.
Não é poesia.
Um relato urbano apenas. Ou nem isto. Quase uma crônica-quase.Ssem comedia, apenas capitulo de personagens ridículos.
Mas por quê da pouca filosofia explicita.No palco da vida comum de cada dia. Pensamentos a sui generis tão minimos.
Era melhor apenas continuar em seu matinal passeio. E Desabafando enquanto as folhas ao vento caiam.
Passara voando o tempo sem levantar vôo com pensamento (quiçá aterrisasse noutro lugar)
Mas estava ali, de volta uma vez mais. Devesse dormir. Acordar tarde mataria o voltar ao inicio.
Não era o medo de não ter certeza nas próprias respostas. Mas exatamente o oposto. Deparando se com o espaço ao redor, a osculta do silencio percebia o que nem a si mesmo diria.
Silencio
16 ago 2008
Fronteira -prisão- covardia
Apenas um momento
Perdido pela casa vazia ou a cabeça cheia
Poesia ou frases apenas
De desabafo de coisas do mundo
A fronteira
São meus olhos
Mas também meu espírito
Ao alcance do que não me é permitido
Agora olhar distante o que se faz perdido
Por que se cansa
Mais aconchegante este travesseiro
Inconformando-se com a rua sob vigia
Deixa que o mundo acontece
O outro mundo lá fora
E não é poético
Tampouco me espera
Não é apenas ínterim político
Faço pouco para evadir-me
Daqui e de mim mesmo
E não há sono
Apenas cochilo
Não há sonho
Apenas uma breve hesitação que na prisão traduz este desvario.
Poesia?
Com as frases vadias ,perdidas na cabeça cheia
Apenas pequena dose de morfina
Na tontura que traz o enjôo doutro dia
E não há como atravessar o portão para fora
As fronteiras não me permitem
Eles vigiam a tudo
Sucumbindo ao silencio aqui dentro
É preciso coragem para viver em silencio lá fora
(Como não morrer sob aprisionamento?)
9 ago 2008
Terra Ignota
Nesta terra onde a seca assola,
onde transpor as fronteiras ,
Torna-se a cada dia mais difícil
Ah,terra prometida,
Que fosse em ti mesmo peregrino,
Mas que além deste rio estivesse
e não definhando neste deserto
Onde o que me doí mais
Não é a minha sede
E sim contemplar a terra tão querida
E jamais te-la ao meu alcance.
Amargor dos meus dias ,
O vento assopra
Mas não há descanso
Fatigam-me os dias
E percebo só o quanto estou distante.
Nos quais duro me é ser pobre e esquecido
Temendo o que virá no futuro
para que ao menos me surja algum alento
e vejo descer a aurora
mas o que me aguardará no novo dia?
Duro é ser pobre
Nesta eira onde a lei não existe
A mingua qualquer pudor
e constante é a violaçao ao que é Direito
E acontece o esbulho ao dia e a noite.
Todos os dias.
Terra ignota
De gente ignara.
O exílio. Marca maior desta data do nono dia do mês Av (Tisha B'Av). Coincidência proposital do sentido pela qual a data de destruição do primeiro grande templo ocorre no mesmo dia , quase setecentos anos antes , que a destruição do segundo templo. O mesmo dia em que Bar Kochba derrotado institucionaliza o eterno exílio judaico. Não o exílio da autodeterminação , mas o exílio de que nos falam estas tristes coincidências.
Nessa data os judeus foram expulsos da Inglaterra e também da Espanha , o maior trauma medieval judaico. Data que inicia os pogroms , data em que se inicia a primeira guerra mundial e um destino macabro ao judaísmo do século XX.
Dia de jejum , de sentir o gosto de si mesmo - saliva repleta de gostos nunca mais sentidos , de uma infância questionável , de um futuro incerto.
Data do lançamento da primeira bomba atômica sobre seres humanos. Data de muitas outras coisas , coisas que talvez só você saiba , destes agostos das bruxas em que cai este dia. O nono mês de Av.
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7 ago 2008
SESMARIAS E PODER em pleno séc. XXI
Desde já:não votem nulo.Reflitam antes.
Meus caros, estou reeditando este texto .Apos fatos inusitados , afim de melhor pensarmos politica em nossa vida. Para pensar Direita e Esquerda ,assim como surgiu a discussão que começou em uma sala de aula.
Ensinar não é encher jarros, mas sim derramar o óleo para acender fogueiras.
O Brasil ainda vive na época das sesmarias. Jacarepaguá é classico exemplo de capitania e sesmaria .Aqui a liberdade é cerceada.Aqui ou noutros glotoes de nossa cidade.
Para revisar do ponto de vista historico e nao meramente num apelo jornalistico vamos folhear o livro Raízes do Brasil de Sergio Buarque de Hollanda,pai do nosso famoso cantor e compositor.Depois desta leitura tirem vossas conclusoes .Anacronico?Nada.E lá está: fundou-se o Brasil pautado nas capitanias hereditárias e que explicando o sistema de influencias regionais e os mandonismos e relações patrimonialistas e patriarcais.Nisto viajamos do séc. XVI-XVII aos dias de hoje.
Observando as relações que curiosamente são reproduzidas nos partidos políticos, no que tange ao patrimonio publico ,especialmente no DEM e PSDB, detalhamos cujos mandatos e açoes de suplentes em sequencias de nepotismos e 'hereditarismos' nos assentos do poder. Poder que segue de pais para filhos.Tios para sobrinhos e afilhados politicos, onde atuam como fosse a politica um bem particular,um negocio como das empresas ditas familiares, sendo que na esfera do que seja publico impera o uso e abuso para motivo de muitos fracassos e falências das mesmas estruturas.O que há assim é uma grande relaçao tal como nas grandes propriedades, nos grandes latifúndios, relaçao esta que criou uma estrutura de poder e de cultura do Senhor do engenho, do dono dos cafezais, dos donos de senzalas que ainda hoje repercutem na sociedade produtiva, nas elites proprietárias de melhores condições econômico-financeiras, espargindo sobre as elites das classes militar e acadêmica. Todas se achando donos dos privilégios, os ‘pai-patrão’ de pessoas e entidades, e assumindo-se como seres especiais de uma elite do saber, a “Elite do Poder”do conhecimento e da cultura, intitulando- se mandatários nobres por excelência, os únicos aptos a ser dirigentes, sendo portanto a espécie qualificada para governar, os ‘predestinados salvadores da Pátria’.
Tudo que não for e não vier do meio social dessa elite oligarca e não for qualificado por eles não terá valor algum.Olhemos por exemplo Jacarepaguá , antiga sesmaria e o quanto urge mudar isto !Uma verdadeira capitania hereditária em que o donatário nomeia seus sesmeeiros. E sobrinhos e afilhados políticos,promovendo festas ou através de Centros Sociais,...Mas infelizmente não apenas em Jacarepaguá, esquecida zona oeste carioca e sob o jugo do trafico ou milícias ,mas algo que se repete nas regiões de nossa capital e nas cidades do interior dos nossos Estados onde política se confunde com desanimo,mesmice, conchavos e roubalheira.
E nota-se que vem daí ,desta elite política e econômica, mesmo a formada pelos emergentes, a ojeriza a tudo que tenda a favorecer ao coletivo, ao social.Neles incurtido o racismo e preconceito disfarçado aos considerados por essa elite favorecida como incultos, "famintos", "sujos" ignorantes, "aqueles" "do andar de baixo", que tem de estar sempre sob a tutela, guia e domínio dessa dita elite classica ou dos emergentes que predizem se 'do povo',mas nas amarras do poder, fazem o uso da politica da epoca do voto de cabresto ás massas.
Fazer nosso trabalho coletivo ,para estes é perigoso.Exemplo?Varios.Vide o que nosso prefeito carioca ,Ave Imperador do DEM,que proibiu e recorreu a justiça para que os Pres Vestibulares comunitários não usem um espaço publico,o das escolas municipais. É a mesma gestão que acompanhada é de caça e discriminação a movimentos sociais pelo uso policial.Pensar e criticizar a estes domínios colonialistas os incomoda!Daí o repúdio que essa "classe privilegiada" manifesta sempre que um governo ou uma liderança se coloca ao lado das classes menos favorecidas, quando há uma tendência ao estabelecimento de conquistas sociais, quando alguém olha os interesses coletivos, quando governos ou lideranças comunitárias, lutam pelo povo do andar do meio e pela maioria daqueles que estão no andar de baixo do edifício socioeconômico.
E daí tais questões de ordem social coletivas sempre são tachadas de "comunistas" , "esquerdistas" , demagógicas, populistas e assim mesmo quando essa elite de pais-patrões está de bom humor, pois quando o fígado lhes azeda, saiam debaixo porque aí vem mais uma "revoluçãozinha" a bem da "ordem" para salvar o País do "demônio" e "libertar" a nação daqueles que ousam sair do rumo explorador do "deus-capital" , para extirpar aqueles que ousam desobedecer seus poderes de mando e suas regalias de proprietários dos bens, produtos, pessoas e do cofre do Estado. Ou cá em nossos glotões fazem uso de outra força. A coação mais bruta e direta sobre aqueles que os diretamente incomoda.Sabemos bem disto e quais mecanismos eles adotam,mas é muito fácil apenas cruzarmos os braços e achar que apenas nas eleições que poderemos dar a estes respostas...
Temos de nos organizar.E romper este conceito, teoria e pensamento que a classe favorecida privilegiada dos oligarcas conservadores leva ao ocuparem o poder público, ao tomarem assento nos cargos e encargos representativos, nomeados ou designados, nas esferas municipais, estaduais e federais.Agem neles como se fossem a própria aristocracia escravista rural do feudalismo de antanho, restringindo e excluindo toda e qualquer conquista individual, social e coletiva dos seus "escravos" subalternos
São os mesmos que ocupam cargos públicos para prestigio e interesses pessoais.E para o uso do nepotismo disfarçado hoje através da terceirização e licitações favoráveis a empresas e remessas a ONGs inúmeras vezes de fins escusos, onde grassam o dinheiro publico
Essa mesma classe elitista conservadora, denominando- se liberal, trata os conceitos constitucionais universais de alimentação, saúde, educação e moradias públicas, não como um direito inerente à pessoa humana, mas como uma vertente do consumo, como um direito a ser adquirido segundo certos privilégios especiais, e condições definidas e delimitadas por eles próprios, elite favorecida liberal, e seus interesses, prerrogativas e parâmetros econômicos financeiros, e não pelos interesses da sociedade e da nação.
Não há nenhuma preocupação por parte dela, elite monolítica e cristalizada, proprietária do capital e do poder econômico, em criar condições e oportunidades para a melhoria sócio-econômica dos seus "dependentes subalternos" do andar de baixo
Não há nenhuma intenção em construir ecleticamente, formas adequadas de convivência entre as diversas classes da sociedade multicultural brasileira.
Pela conversa tempos atrás que tive com uma amiga extremamente politizada e junto aos alunos nos últimos dias ,pude observar que em um primeiro momento não seria condição necessária ser rotulado de "esquerdista" , socialista, anarquista, religioso ou adepto da classe trabalhadora para amar, atuar e criar vínculos efetivos e reais com os desvalidos e desfavorecidos. Não seria preciso ter as etiquetas ,estar partidarizado e adotar rótulos marginais acima citados para lutar e defender os que moram em favela, os sem tetos, os sem educação de qualidade, os sem trabalho digno e dignamente remunerados, pelos os que dormitam à sombra das marquises e nos bancos de praças, pelos sem justiça igualitária e reta...
Mas não vamos ser utópicos e desprezar o partidarismo. Pertencer a uma sigla , mais que um aporte fisico- coletivo, torna-se aporte o qual se estrutura em um regime dito democrático e representativo onde concebo então o partidarismo como uma ferramenta, para diretamente estar forçando determinadas portas. Em espaços de luta ferrenha como conhecemos, pertencer a um coletivo é a garantia de que não estaremos a sós com ‘o inimigo’.E para não sujeitarmos nos facilmente as boas falas dos que desejam votos,os que dominam a política pelo assistencialismo, pelo apadrinhamento ,devemos estar organizados e atentos.Precisando como cidadãos,acima de tudo ,ser humanitários e talvez está seja a primeira ideologia a ser assumida,antes de se pensar Direita X Esquerda. É bastante apenas que se proponha a ser cidadão, desejar ser humano na dignidade de nossa humanidade primeva, ter civilidade e senso comunitário, basta querer justiça política social e sonhar com um mundo ideológico, político e econômico, fraterno e igualitário, mas acima de tudo ter vontade, potencia e honestidade em acertar o caminho do Bom, do Bem, do Belo e do Verdadeiro.
Mas quero fazer entender aqui o por que do partidarismo e sua importância na luta contra o sistema a qual apelido de neo seesmeiro.Nisto reforçaria ,primeiro ,que também para aos que não provêm de uma classe proletária ou dado movimento de reivindicação de base,aqueles que não vivem sob cercos, não sofrem os preconceitos hipocritamente mais consuetudinários em uma sociedade capitalista de acúmulos de PODER/Status/Habitus adequado, caberia mais que abstração e esforço teórico, mas o modus vivendis e habitus ao que estes ,os a mercê de toda sujeição são submetidos pelos agentes que lhes coagem em sociedade.Mas nisto a força do partidarismo.Mais que sectarismo quase costumeiro do ambiente em que se milita (sindicato de profissões liberais, etc)pertencer a uma sigla ,embora possa parecer tacanho ou simplista a outros olhares, digo que , estar em uma sigla, mais que um aporte físico- coletivo, torna-se aporte o qual ,se estruturado em um regime dito democrático e representativo , concebo então este,o partidarismo, como uma ferramenta, para diretamente estar forçando determinadas portas ao exemplo de inúmeras entidades sindicais e reivindicações sociais que com seus agentes buscam modo mais direto para não permitirem interpolações em suas vozes e aclames.
Não venho aqui ser panfletário.Na verdade o que me faz escrever isto é a necessidade de mobilização via Movimentos Sociais ou formas de organização de bairros.Mas vos digo: na sociedade capitalista, até sentimentos são mercantilizados.O homem torna-se sujeito ,subjugado pela voracidade da busca por status, competição e desigualdade,portanto,ser capitalista e ao mesmo tempo deixar os fins do lucro parece inviável.Enfim, o capitalismo seria incoerente se desejasse ser realmente humanitário...basta lhe as moedas de esmolas que oferece para a política assistencialista e de filantropia...
Não podemos nos calar e assistir a tudo isto a nossa volta!Temos de nos organizar.Nós proletários, a gente comum da terra, lembrai vos: a terra e a força de trabalho são nossas.
O que perturba não é apenas o ruído dos ruins e o que eles fazem.Mas o silencio dos bons.Nossas ruas já estão cheias do assistencialismo e a industria do pão e circo...
Mobilizemos-nos por nosso bairro, por nossas raízes, nossa identidade.Façamos o trabalho da formiga e da ferrugem.Devagar se vai longe. E quando nos cansarmos temos de usar ainda maior força!
Por Terra e liberdade.
Pensar Direita e Esquerda no dia –dia ,mais na prática ,menos na teoria.
Fides et labor:5''
3 ago 2008
Agosto em Minuano
Deixa as baratas beijarem-te os lábios
Tens doce
Restos de ontem ainda
Este hálito halo
Esta lagrima de minuano
Da preguiça
Com a qual despertas no dia
Quando já se revela a tarde vingando
Com o jeito de gauche
Desista
Apenas dos insetos virá o contato
As marcas de chupões e pontos vermelhos como pequenas picadas
Pele a pele
Roçando no rude tecido o próprio corpo
Não te comprazes?
Armando.
Agosto - tempo de angustias I
A tua verdadeira companhia
Esboças rabiscos, mas não há qualquer arte ou pintura
Apenas escreves
Retratando uma vida
Mas por que a sua?
Não existe algo mais importante que este egoísmo?
Ou apenas por que resumido?
Incapaz de conceber mais que um mundo
Senão o próprio umbigo
Assim te acusam.
Mas
Se tens somente a ti
Esta angustia
Esta depressão sem qualquer bilhete
A única garantia este pátio desolado e em ruínas
Se apenas falas consigo e por isto reflete sua agonia
Palavras que de si mesmo caçoam
Rebatidas nas paredes surdas
A ti os únicos ouvidos
Por que não te calas?
Aniversario
Um Aniversário
Ecoante
Pela sombra
da alma
Enfurnando nos cantos mais lôbregos de um lugar tão vácuo
O olhar
profilático
Pela noite tão ssssilenciosa
Por que assim se quis apenas ficar mudo para calar o próprio
mur
mú
rio.
Esvai se a mocidade que antes já se fora sem algum viço.
Esvai se a anima quando então já se fora o peito.
Apenas este cheiro.
Apenas esta metamorfose no espaço tão locuo.
Ah cada erro, etapas evadidas da vida em meio ao mais fátuo vicio de alma enfermiça.
Mur
mú
rio
lennnnnnto e cannnnsssssatiiiiiv o
Na cantilena
A mesma cantilena
Ano
Ano após ano
A mesma noite enfumaçada
Não nem mesmo são nevoas
Mas apenas o ranço dos próprios
restos que crepitam a fogueira destes anos.
Basta um esboço.
Um reflexo apagado
Embora seja sempre o mesmo
Envelhecido com os anos
Escoa se a jovialidade
Escoa a certeza de ser mágico e permitir um sonho pleno
Apenas estas calçadas
Poucas são as ruas
Tão poucas por onde possa andar pela sombra em segurança.
Ecoante pela sombra
junto a memória dos anos passados em vazio
Apenas os resquícios do nada que foi feito
Ao desperdício de matéria pelo denodo próprio
Incipiência de se fazer e querer ir tão distante
Pelas sombras, pelas sombras.
Ecoante agora junto a memória de cada erro junto ao tempo que se foi
Perdera-se embora caminhando com a alma junto
Perdera-se
Dos sonhos, do gosto...
Ah... Doce néctar não sentido...
Ao palato impossível
Uma vez mitigando, sem deveras jazer ,aspirando sem alcançar nunca...
Sucumbindo dia a dia ao marasmo da carne até a alma...
Andante in concerto para violino em fá
14 jul 2008
13 jul 2008
Conto Kafkiano em Julho
Um conto kafkiano em Julho
“Diante da Lei há um guarda. Um homem vem de distante pedindo para entrar.
Mas o guarda não pode deixar-lo passar.
Ele pergunta se pode entrar mais tarde
E possível - diz o guarda.
O homem tenta olhar, aprendera que a Lei fora feita para todos.
Não tente entrar sem minha permissão -diz o guarda.Sou poderoso ,apesar de ser o menor dos guardas.A cada sala e porta cada guarda e mais poderoso que o anterior.
Com permissão dada o homem se senta,do lado de fora, ao lado da porta e espera
E espera durante anos.
Ele vende tudo que tem na esperança de subornar o guarda e possa entrar.
Este sempre aceita o que o homem lhe dá para que o homem não sinta que não tentou.E o homem continua em sua vigília ao longo dos anos.
O homem conhece ate as pulgas do colarinho do guarda.Ficando senil com a idade pede as pulgas que convençam o guarda a deixá-lo entrar.Sua visão é curta ,mas na escuridão ele percebe o brilho imortal na porta da Lei.
E agora antes de sua morte, toda sua experiência se concentra em uma única pergunta que nunca fora feita. Ele chama o guarda, que pergunta o que ele quer.
“Tudo que é sólido desmancha no ar” -Marshall Berman
A certeza única é de não ter certeza. Não há um caminho, o que existe é um espaço vazio a qual com as mãos procura encontrar algum indicio de que existe o percurso. As cegas tateando o nada.Não mais há espera de alguma porta por que já não se espera por um caminho que exista e simplesmente seja livre.
O homem conhece ate as pulgas do colarinho do guarda.Ficando senil com a idade pede as pulgas que convençam o guarda a deixá-lo entrar.Sua visão é curta ,mas na escuridão ele percebe o brilho imortal na porta da Lei.
E agora antes de sua morte, toda sua experiência se concentra em uma única pergunta que nunca fora feita. Ele chama o guarda, que pergunta o que ele quer.
O homem diz que todos lutam para ter Lei. Então porque em todos aqueles anos ninguém pediu para ali entrar.
Sua audição não é boa e o guarda grita em seu ouvido:
Só você poderia entrar .Ninguém passaria por esta porta.Esta porta foi feita somente para você.Agora eu a fecharei.”
Tudo que é sólido se desmancha
No desejo
Ao voar sem asas para sonho e pesadelo.
O corpo ainda resiste,mas percebe se que outrora fora inteiro, com os pedaços agora ao chão caídos.
O sólido se desmancha por que tudo se constituira não do que dependia de si,mas, senão de força ou desejo alheio.
Estranha sensação naquele dia, As mãos não cobriam os olhos.A inquietação sobressaltava o no escuro.Receio?Ainda não se acostumara em ser peregrino?
Grandes muros.Pudesse não existi-los,Mas ao menos avistassem-no .Muros.Quanto maiores por que não os via outrora.
Fugir ou alcançar. Não.Não será possível estender as mãos
Não há. Uma nesga de brilho seria perceptível àquele que trilhava pelas sombras.
Apenas silencio. Fechada está a porta.
Arrastara-se com pesar. Seu fardo o de carregar mais que a si mesmo, o da sua escolha.
Não fora por si.Fora de si.Pensar não ousara.Não.Não pensava.Tateara apenas e fizera guiando-se pelos becos sob lugares de luzes constantemente apagadas.
Por acaso sentimentos são concretos?
Ou abstratos?Feridas que causam decepções que mancham
mais que sangue?
O descrédito
A frieza
A inospitalidade da gentileza forçada e fingida. O interesse insuspeitável .Ou apenas a simplicidade das coisas comuns que insistentemente fazemos em complicá-las.
Agora ,perante a porta com o punho não ousaria?
Demorara tanto tempo por que não então romper as amarras e a etiqueta ousando?
Maior que a vontade,o que há é o espessume dos portões cinzas.E os ecos próprios evadem-se fugidos pelo medo de tamanho silêncio.
Não há ninguém que possa abrir lhe a porta.Apenas tateia-a.A sente. Ali está. A esta se depara. Na indubita certeza de que se é ridículo. Na delonga,na espera.Na decrepitude de seu ato. Simples, ridiculamente curvilíneo. Devesse seguir a lógica, por que não suspeitara antes?Por que não se calara e se ausentara à porta?
Porem em olhar para trás e percorrer com os olhos cansados o caminho.
Não valera a pena seu curso de outrora.
Mas fora o único caminho a ser impingido
Não guiara- se a isto
Fora mais que corpo. Foi
O natural, a cordialidade em ser apenas aquilo
E levado a aquilo
A porta
Deparando se com os ecos no peito e alem muros
Tudo que e sólido se desmancha no ar
Em si
As abstrações se dissipam
Insípidas ,indolores.Não.Não são.
E a porta esta ali.
Permanece
Forjadas incolores. Mas há a porta.
Em uma apenas lógica de sonho e pesadelo
Para aberto, o peito apenas saber
Mesmo que não visível seja.
Enquanto seus restos são devorados pelo tempo.
E Ao esquecimento
A manhã e a mancha do próprio sangue
Sua razão primeira não era a fome, ou um desespero por um espaço onde pudesse penas dormir.Não. Frente aos dilemas modernos, as frustrações e embates do dia a dia que observava no cotidiano das ruas, sentia se cada vez mais mesquinho e resoluto, a medida que assim sua causa parecia lhe era toda desnecessária aponto torna se ridículo por querer dar cabo da própria vida . Porem exatamente por este tamanho ínfimo de sua causa, e de sua atitude em querer dar cabo a vida por tamanho absurdo,não resolvia seu problema, bem como igualmente inútil e absurda demonstrava ser a sua vida a ponto de arremetê-lo ao impasse inicial, o de não saber destinar o uso de sua vida.
Era apenas um inseto.
Tudo que é sólido se desmancha ao ar.
Tampouco a eternidade tem a si mesma.
El propósito humano delante la vida :esforzar para obtener la felicidad y quedar en esta.mientras qué esto objecto jamas sea satisfactoriamente alcanzado una vez qué el macro y microcosmos juegan en lo hilos opuestos y tambien escasa la propia constituicion del individuo asaltado por tres flancos,desde lo próprio cuerpo condenado a la degeneracion y la disolución, via fuerzas destructoras y potentes del mundo externo y através finalmente de lo sufrimiento o relacionarse con otros seres humanos,lo mas penoso de todos medios. En esto el cadena y hacer defensivamente a ablandar suyas expectativas y asi domesticando el princípio de placer y felicidad a simples de realidad. Y civilizado, a cambiar la parcela de suyas(im) posibilidades de la felicidad por una parcela de seguridad ,en quietud.
"Descobri o que eu sinto .Assumi qualquer coisa.Ai de mim, ai de mim,sem ter nada o que tocar.Sinto vontade de gritar,num desespero, num desprezo.Ai de você, ai de você,pessoa tão comum.Mais um dia outra noite,mais um gole não importa.Luz que se acende para os outros.Que se apague para mim
Você não me olhaMas que mal fiz a você? Tanto fez, tanto faz,o vento bate em minha janela.E o silêncio sorri para mim.Existe um ponto forte em você que com poucas e doces palavras,você se assusta e me arranha.
Por que temer viver só.Já que morremos sozinhos..."
"Agora eu sei o ponto em que cheguei,certas pessoas me assustam.Não pelas rugas que se espalham no rostomas os anos se passaram.E elas nada entenderam e continuam pintando os seus cabelos.O tempo é outro e as esperanças ficaram,dentro do quarto ou na lâmina de uma gilete.
Agora eu sei o ponto em que cheguei.Certas pessoas me assustam (não só pelo uso fazem do corpo)Mas os olhos se fecharam.Os mesmos olhos que choram os mortos.Use melhor as suas lágrimas, com esse mundo que te rodeia ou com a dor do teu ofício.A dor do sacrificio .
São breves tão distantes os beijos do mundo.Eternos hesitantes.Fingidos pelo mundo"
"Sempre sem sentir olho o mundo e me vejo só.Beijo as sombras que num momento me adornam um sol
Criar num refúgio um D-us em quem me acudo.Enfim me acenar as horas que sublimam o pensar.Guiar rumo ao leste a um céu que deserte.Um filho ao tentar sem asas, um livre voar
Nem temporais verão alguma linha,pois já me retirei .Se vendavais trarão alguma vida que tragam em sordidez.
Fechar com flor fechar inocente flor
Bater com dor ,bater inocente dor.
Tento reagirao silêncio que impuro forme .A tristeza que num flanco abrigar o tesouro que oculta encobre .Criar um dilúvioque ordenhe ouro puro .Do sangue a girar em voltas perdidas no mar que banha como vulto, o eterno tão confuso que finge ao deitar nas ondas, as ruínas do ar "
7 jun 2008
Um Kadish a um ainda vivo
Criador Eterno
D-us de Abraão Isaac e Jacó
D-us Eterno
Não afaste de mim estes dias
Por que não mais temo
Só faze-me suportar esta dor
A vida inteira foi assim
Bendito tu sejas
Que me proporcionou ao menos dias ,alguns tão ricos
Foram dias
As margens do rio
Encontrei em momentos a nostalgia de minha terra,
Ao seio de minha mãe desejo rumar agora
Foram dias,e harmonia.
Para alguns tão pouco,mas que a mim valeram toda a vida
Foram instantes apenas
Eternizados em minha vida ao sempre
Eu não soubera o que é amor
Nem mesmo eu a tive
Conhecê-la nem isto
Mas ao menos tocar este sentimento
Sentir o amor bater ao peito
E pude então saber que as cores que pintastes,as cores do mundo
Nestes dias foram das mais vivas
Nem tudo que queremos podemos alcançar na vida
E apenas o pouco se tornou o Tudo
Tudo valeu a pena
A espera ,os anos,o reencontro
E todo sacrifício
Bendito tu sejas
Pela enchente em minha vazante
Pela florada enquanto na aurora já passara perdido
Meu ocaso
Meu Maio feliz
Minha primavera tão súbita no inverno de minha vida
Perdoa-me pelas mentiras
Pela covardia
Por inúmeras vezes em divida contigo
Apenas a pedir-te,mas nestes dias,te agradeci como nunca antes
Nesta seqüência de exaspero,em cada instante de prazer e dor,na falta de melodia ao frio e silencio, quando apenas eu podia enfim enxergar a vida
Difícil e encontrar estabilidade em vida.
O barco tende a cada segundo, e não menos ,eu, timoneiro,meu coração não mais agüenta
Do prazer que poderia ainda me vir
Da dor que poderá me brotar
Da perda do que obtive
Não mais outra.
Senhor,tu que pesa a cada noite as almas,
eis me aqui,entrego-te
Apenas agradeço e encerro-me aqui ,
como teu mais humilde e anônimo servo
Eu me canso.A intensidade de tudo isto,agora as forças estão exangues.
Posso agora deixar os olhos
Louvo a teu nome,Bendito seja tuEterno e D-us Único.
Deixa me ir,pois enquanto agora posso deixar os olhos
Estou ao horizonte, enquanto minhas forças jazem aos poucos
Estou seguindo com as aves,para em sonho saber onde irão chegar
Não mais lembrando dos dias cinzas
olhando para apenas aonde singram estas águas
A aquelas margens onde entoei também a canção
As margens do Paraíba
A canção que entoei de meu amor
E de Sião
Receba minha memória.
Bendito seja Criador da brevidade do tempo e da vida.
O que separastes a alegria e tristeza
E que a cada um justa medida concedeu.
Bendito sejas Eterno.
O que por ultimo vos peço
É que traga a mim a minha morte.E seja assim,como queiras,pois não temo a dor ultima ,do beijo que silencia os desfalecidos
**********
Sempre sem sentir olho o mundo e me vejo só
Beijo as sombras que num momento me adornam um sol
Criar num refúgio um D-us em quem me acudo
Enfim me acenar,as horas que sublimam o pensar
Guiar rumo ao leste,a um céu que deserte
Um filho ao tentar,sem asas, um livre voar
Nem temporais verão alguma linha,pois já me retirei
se vendavais trarão alguma vida,que tragam em sordidez
fechar com flor,fechar inocente flor
Bater com dor
bater inocente dor
Tento reagir ao silêncio que impuro forme
A tristeza que num flanco abrigar o tesouro que oculta encobre
criar um dilúvio que ordenhe ouro puro
do sangue a girarem voltas perdidas no mar
que banha como vulto
o eterno tão confuso que finge ao deitar nas ondas, as ruínas do ar ...
____________________________________________
(Em São Fidelis)
Com amor o amor se paga(ou apaga)
E tanta a dor que nem mais a sinto
Apenas a acumulo
E tanta a dor que nem mais a sinto
Um dia o peito pára.Cessa.Dá –se por vencido.
Nesta rua, olho a praça
No adeus na Rodoviária
Era apenas mais um domingo.Em São Fidelis fui traído
Mas do amor é que lembro
Assim guardo aquela imagem
Ao menos uma vez
E me vou.
Amei e fui traído (já posso morrer em paz, mesmo que nada seja recíproco)
A verdade que me iludiu ,a minha própria vida que quis sonhar
E crendo que pudesse ser possível ter outra vida
Recomeçar na casa dos 20 e tanto.
Pelo meu amor fui traído.Por amigos fui trocado
O que tem aquele?melhores palavras?
A barba, uma moto?o ir e vir de Campos?
Talvez....Mas por que me traíram,às minhas costas e fizeram em não me ajudar?
Sabia que não seria fácil
Mas por que tornaram tudo ainda mais difícil?
Não era bom aos olhos de todos.
É um crime não ajudar um amor tão antigo
(serão cúmplices da morte de um sentimento ,mas inocentes da morte por um eterno sono)
Fiz-me ridículo,
Por amor fui sereno, pacificamente ,cordeiro
Fizeram em apunhalar as costas num golpe sorrateiro
Aos poucos enquanto na sala ,sorria
Nas ruas eu caminhava
Eu mesmo a me trair com a esperança,aspirando nascer mais um dia
Na varanda ,meu amor distante,tramava
A cada viagem, conspirava
encontros furtivos, o papo furado sedutoramente timido...
Mas traição é bobagem.Coisa risivel a um comunista.
Possessividade tão burguesa.
Fica meu amor, apenas deixa-me mais um dia contigo, e eu sonhava
Mas ao meu lado o meu amor já me traia.
Ciúmes de outros sentia.Olhares e risos soturnos
Por que a mim sequer um carinho?
O que tem aquele?
Católico?Melhores palavras?Ele desperta tesão, sexo, luxuria ou aventura?
(Ninguem te ama como eu!dizia e morrendo ,a cada vã tentativa)
"Palavras mansas em voz de veludo"a canção diz...
Olhos negros que me apagaram sem perguntar como eu ficaria
O amor me matou e jogou-me fora
Me esquece enquanto segue a sorrir
Com quem descartar da casa o lixo
como assim faz com o seu lixo a cada dia
(Mas é minha vida que ela jogava ao rio)
E a cena todos aplaudiam:
“Bem vindo rapaz: Foda-se na vida”
6 jun 2008
Versos sem analgelsicos para a vida
E uma semana que nao desejo que seja longa
a vida não foi curta.
(Tempestade)
Descobri o que eu sinto
Assumi qualquer coisa
Ai de mim, ai de mim,
Sem ter nada o que tocar
Sinto vontade de gritar
Num desespero, num desprezo
Ai de você, ai de você,Pessoa tão comum
Mais um dia outra noite
Mais um gole não importa
Luz que se acende
Para os outros
Que se apague para mim
Você não me olha
MasQue mal fiz a você?
tanto fez, tanto faz,
O vento bate em minha janela
E o silêncio sorri
Para mim
Existe um ponto forte em você
Com poucas e doces palavras
Você se assusta
E me arranha
Por que temer viver só
Já que morremos
Sozinhos
A minha musa "Helena".Eu humilde guerreiro, aos pés conto meu relato
o amor é uma flor,precisa de carinho
o amor é uma semente que precisa de um coraçao para que germine
não se desespere
não serei para sempre
meu coraçao morre
começou hoje
Depois do andar pelas linhas do Limite,as andanças em plagas entao desconhecidas,é pouco enfrentar a noite.Corro toda a planicie a sua procura.Com coração sofrego,ainda assim jamais hesitante.E o que vejo,é nem mesmo uma mensagem em seu nome.
Foram longos os anos.E tantos.Tantas noites.Tanta solidao acompanhada de quem não esperava nada senão é encontrar os seus olhos
Mas não basta ainda...
E sempre no meu peito a mesma procura,
sempre no meu leito o mesmo vazio,sempre no meu sempre esta mesma angustia.
sempre nesta ansia ,esta tamanha espera
Esta procura enquanto vejo seu rosto
Sempre no meu sempre este desespero ,por que nao há manhã em que não venha uma surpresa que me ameace a vida.
E voce que não teme me perder
E desejar entender que
ninguem jamais te amará como eu te amo.
Parafraseando Roupa nova em "A viagem"...Ah minha adorada,viajei tantos espaços,por que fazer assim com meu abraço?
Te amo.
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Oh, eu, eu acabei de morrer em seus braços
esta tarde neste inicio de noite
Deve ter sido algo que você disse
Eu acabei de morrer em seus braços esta noite
Eu continuo procurando por algo
Não consigo reunir meu coraçao (esta quebrado ao meu redor)
E não vejo um jeito fácil de sair disto
O seu diário está sobre a comoda
As cortinas estão fechadas
Quem imaginaria que um garoto como eu poderia chegar a isso?
Acabei de morrer em seus braços esta noite
Ou nesta tarde
Deve ter sido algo que você disse ,ou foi eu mesmo
nao conseguindo chegar ao seu coraçao
Vou perdendo o meu aqui ,destruido
Voce nem mesmo me enxergando
Comecei a morrer em seus braços esta tarde
Acabei de morrer em seus braços esta noite
Deve ter sido algum tipo de beijo
Eu devia ter ido embora antes?
Há alguma justa causa para um sentimento como este?
Na sua superfície voce nao sente meu corpo
eu sou apenas um nome na lista,mas eu tento ser discreto
Mas então acontece de novo
voce nem mesmo tem medo de me perder
eu sou apenas um nome na lista
eu sou apenas um nome na lista
Voce nem mesmo me enxergando
É meu erro final, por que não era apenas fantasia como antes.
Oh, I just died In your arms tnight,
acabei de morrer em seus braços
mesmo distante
Foi uma longa noite quente,um eterno fim de semana
Voce nem mesmo me enxergando
Voce faz parecer fácil
Voce faz parecer certo
Mas agora que eu me quebro,
Oh, eu, eu acabei de morrer em seus braços
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Daria cualquier cosa para estar contigo.Daria cualquier cosa por volverte a ver.
Donde no alumbra el sol caliente y sopla el viento.
Daria cualquier cosa por volverte a ver.Daria cualquier cosa por sentir tu cuerpo.
Daria cualquier cosa por tenerte cerca otra vez.
Y acariciar tu espalda Mientras te vas tendiendo suave, delicada.Daria cualquier cosa por volverte a ver.
Enamorado del amor, no se vivir sin ti.A solas con mi soledad.
Te echo de menos de verdad.Sintiendote alejar por mi.Enamorado del amor buscando tu calor encuentro oscuridad... y frio .daria cualquier cosa por estar contigo.Daria cualquier cosa por llamarte ahora.Daria cualquier cosa por oir tu voz al otro lado del telefono para arreglar mi tonta vida, deprimido y en la risa .Daria cualquier cosa por volverte a ver.
28 may 2008
Versos de Abril-Maio (ou cafonice e pieguice ingenuos)
(Hoje a noite sinto febre.E não posso escutar você.Talvez não mais procures
se não correr até você. Esta distancia até parece saudavel a seu coraçao.Mas baby,a noite está tão fria,por que uma só vez você não sente a minha ausencia e me livra deste vazio?)
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(Sei que existes não só por que teus olhos voam
Dão luz as coisas como janela aberta
Das constelações invisitadas
Teus amplos olhos são a luz que tenho
Sorriso teu a ofuscar todas as estrelas
Tua pele palpita como os caminhos
que percorre a chuva como meteoro
De tanta lua foram para mim o teu sorriso
De todo o sol a tua boca a brilhar na noite, intenso
De tanta luz ardente
inesquecivel mel em minha vida fria em sombra
e aqui falta é completar o universo
com o riso teu em meu retrato)
I-
Ani mabit mehachalom veze osse li dei atzuv
haaviv chalaf avar lo mi iodea im iashuv
haleitzan haia lemelech hanavi nihia leitzan
veshachachti et haderech aval ani od kan
vehie tov ihie tov ken lifamim ani nishbar
az halaila oh halaila itach ani nishar
ani mabit mehaechalom lirot im kol ze amit
mabit mehachalom um emalmel et tfilati
Ani mabit mehachalom ulai maguia yom hadash...
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Bem verdade que coloco palavras em sua boca
Mas tu não pensas em mim
Não da à mínima para o que escrevo
Ou cada detalhe que em ti percebo
Minhas flores murcham
Junto ao meu peito que pouco bate
Não tenho muito tempo ,meu amor
Parece bobagem,mas por isto eu corro agora
Estive dormindo
Despertando apenas quando ouvi seu nome
Esquece tudo que eu disse
Sei que você ira ,sim, esquecer
Assim como esqueces de mim
toda vez que pousas tua cabeça em teu travesseiro
e segues tranqüilas sem me colocar em tua vida
Enquanto durmo sufocando ,calado
Você não pode saber
Se soubesses de tudo ainda mais cedo...
Partirias ou por mim se apaixonarias
Mas não sinta se pressionada
Você tem me salvo mesmo assim a cada dia
Mas deixa assim como está
Sem a certeza da linha tênue a qual caminho todo dia
Basta um passo em falso
E Desejar correr demais ou apenas deixar o tempo
Que então eu cairei logo ao abismo
Estou a eira de trevas tão densas
E fecho os olhos na madrugada ,a sua espera
Na incerteza de sua presença...
Para que os dias não me levem
Rumo aonde basta pender à minha direita
Bem certo que seja bem pouco
Seus sonhos são grandes
Você não se interessa pelo meu mundo
Não com alguém que a ame
Nada posso do meu mundo falar
Você se assusta
Você não escuta
Você camufla
Você me arranha
(E eu te amo)
II-
Tu encantas con los ojos mas dulces y estrechos
Y mismo que ciego fuese,
solo a oir tu voz y sentir tu presencia,
yo me enamoraria por qué asi ,antes ,
el nuestro pasado yo te esperaba
En otras playas en busca de tus ojos
En largos años
Con tristeza buscaba a ti
sentindo mi vida y pecho tan huecos
Y ahora nesto tiempo
Cuando ahogando en silencio
ya cerrava las ventanas da esperanza
He llegado a mi
Y yo reencontré o mio amor
Y ahora he ayudado a recomezar
una otra vez,más um poco y de nuevo.
III-
Vem você vem vestindo dó
Dissolver o que já é só.
Vem que o resto é seu
Vem suprir e então saciar
Vem, faz rir esse triste olhar
Vem que o fim é meu
Se esse dom é por voce
e por nao ter um bom
Tao infeliz é se enganar
voce nunca sera quem diz
insatisfeto enfim perdi ,o nao
Sem você nao tem direçao.
Vou manter me assim sem funcionar
Vem que o resto é seu
Vem que o fim é meu
IV-
Mais versos inuteis em uma noite com febre e insone:
Meu amor
Quero te levar comigo
Neste sonho,mas deixa me antes
Fazer parte de tua vida
Seguir teu caminho
Meu amor
Nestes tons de verao
Primavera em meu outono da vida
Meu anjo
Minha flor
Em um abraço te ofereço ternura
E encontras um coraçao em bandeija e oferecido
Em outro procuras saciar o desejo
O que lhe e merecido?
O que enche teus olhos
Senao tua decisao de brincar com fogo e crer que na paixao nao ha aventura?
Ele que voce procura
E nao teme se machucar
Este amor impossivel
Este amor impossivel
por que nao amas a mim que estou ao seu lado?
Condenando me a fogueira ,eu que por teu amor sobrevivia
Sob Drummond:
É sempre no passado aquele orgasmo,
É sempre no presente aquele duplo,
É sempre no futuro aquele pânico.
É sempre no meu peito aquela garra.
É sempre no meu tédio aquele aceno.
É sempre no meu sono aquela guerra.
É sempre no meu trato o amplo distrato.
Sempre na minha firma a antiga fúria.
Sempre no mesmo engano outro retrato.
É sempre nos meus pulos o limite.
É sempre nos meus lábios a estampilha.
É sempre no meu não aquele trauma.
Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E sempre no meu sempre a mesma ausência.
Poema antigo,com sentimento tão novo.Este dedicado desde 2004 a uma pessoa especial
Um amor imperfeito
Um amor distante mesmo quando em meus braços
Rasga não apenas coração,mas a alma
Com docilidade,fúria
Frieza,carinho
Perfeito por que imperfeito
Ao jeito que só ela sabe e pode ser.
" Minha Morena dos olhos dágua'
Mesmo tão distante
Em tão longas ondas,
Na freqüência da Web.
Percebo-a.Linda.
Ah,sim.Tu és linda
Com estes tão belos e negros cabelos.
Esta pele tão tênue
E esta languidez dos teus contornos...
Fascinas-me.
Embora estejas tão distante.
De certo é , seja um grande desvario,
Um sonho meu no qual insistentemente a almejo.
Ah,minha princesa
Pudesse de ti ouvir palavras
E não apenas estar
Continuadamente à espera.
Ficando aqui ,em um qualquer canto,
Doutro lado
Esperando da tela
Uma alguma resposta em teu nome.
Enquanto meu tempo passa e
À mim restando tornar inesquecíveis
as poucas palavras por ti enviadas.
Quantas , quantas léguas nos separam?
São ondas...
São freqüências.
este teu rosto tão terno, por mim idealizado .
E este brilho ofuscante
destes teus olhos tão marcantes...
Os mais belos olhos negros que avistei
Miríade bela, suave ,estrela em alto mar.
Sim,És linda ,eternada.
Para iluminar os meus dias,
Tão cinzas, em pleno inverno
Para em ajuda ficar
Sob noite tão tua, noite enluarada.
*E por ti faria tudo de novo.
Um dia talvez lembrarás de mim,como quem sinceramente mais a amou.

